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In document Arbeid og velferd (sider 30-33)

Quando se procede à instalação de um souto há que ponderar todos os passos a dar, que vão desde a seleção e preparação do terreno até à plantação do mesmo.

Sendo o castanheiro uma árvore exigente quanto ao clima e solo, a escolha do local para a instalação de um novo souto deve ser feita cuidadosamente. Borges, A. Raimundo, F. Martins, A. Ramos, C. (2015) introduzem esta espécie como sendo uma

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espécie que habita melhor em solos de pH 5,5 a 6, não suportando a presença de calcário ativo nem situações de encharcamento. Desta forma, para proceder à instalação dos soutos, os terrenos mais apropriados são aqueles que manifestam solos de textura média, profundos, bem drenados, não calcários e com matéria orgânica superior a 2%. Para o bom desenvolvimento do castanheiro é ainda importante a exposição do terreno, especialmente quando os declives são superiores a 10% e em regiões com precipitação média anual inferior a 800 mm. Nestas condições devem ser escolhidos terrenos com exposição Norte ou Este, com menor insolação, temperaturas mais moderadas, menor défice hídrico estival e melhores condições do solo.

Após a escolha do terreno ideal, o passo que se segue é a preparação do terreno para a instalação do souto, devendo ter-se em atenção as limitações existentes que, segundo os autores anteriormente mencionados, precisam ser corrigidas, tais como espessura de enraizamento reduzida e baixos teores de fósforo, cálcio e magnésio disponíveis. Estas limitações conduzem a riscos de insucesso das plantações, devido ao fraco enraizamento e o consequente défice hídrico estival e insuficiente quantidade de nutrientes disponíveis. A criação de um solo com as condições adequadas é indispensável, não só para o desenvolvimento radicular, mas também para que seja capaz de alimentar as necessidades de crescimento, o que exige em regra uma mobilização profunda e incorporação de fertilizantes que incluam os três nutrientes acima já mencionados.

Borges, A. et al., (2015) esclarecem ainda que para cada caso em particular deve-se conhecer o perfil do solo e dispor de uma análise prévia ao solo (até 50 cm de profundidade), para seleção do tipo de mobilização e de fertilização mais adequados. No que diz respeito ao perfil do solo é relevante identificar vários aspetos tais como: a espessura do solo, camadas impermeáveis, presença de sais em profundidade, problemas causados por má drenagem e presença de doenças radiculares de culturas anteriores. A implantação do souto pode ser comprometida pelos dois últimos aspetos. Se houver necessidade de correção da acidez e a adição de matéria orgânica, uma parte destes fertilizantes devem ser espalhados ao longo de toda a parcela e incorporados no solo em duas fases: metade com a mobilização profunda e, o restante, com as operações de regularização do terreno. No caso dos adubos

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fosfatados, parte deverá ser adicionada antes da mobilização profunda e a outra parte as covas de plantação.

Conforme os estudos apresentados por Borges, A. et al., (2015), quando se procede à preparação do terreno podemos encontrá-lo em diversos estados: terreno com mato ou terreno sem mato e solo com camadas compactas. No terreno com mato a primeira coisa a fazer é cortar o mato com um destroçador de martelos ocorrentes, procedendo ao enterro de todos os pedaços no solo através de uma lavoura profunda, recorrendo a alfaias pesadas, charrua ou grade de discos. Este processo de incorporação do mato é benéfico, uma vez que vai aumentar a matéria orgânica da terra, porém no ano em que se realiza este processo, a melhor decisão a tomar é cultivar plantas anuais em vez de castanheiros, acautelando assim doenças radiculares. Por outro lado, em relação ao terreno sem mato e solo com camadas compactas, o normal e desejável arejamento do solo, a penetração das raízes e infiltração da água são características dos solos da região com potencialidade para o castanheiro, que ficam comprometidas com a existência de camadas compactas nos horizontes sub-superficiais. Nesta situação, uma ripagem cruzada até cerca de 80 cm consegue satisfazer e garantir uma adequada expansão das raízes das jovens plantas, o normal arejamento do solo e a infiltração da água de forma a permitir o seu armazenamento e fornecimento às plantas durante o período de défice hídrico estival. Em alguns casos, nas operações de mobilização profunda, no caso de ocorrer a deposição à superfície do solo de muita pedregosidade pode ser preciso ser feita uma despedrega a seguir à mobilização.

Por fim, o último passo a executar é a plantação. Nesta etapa, deverá ser feita uma regularização do terreno utilizando um escarificador acoplado com uma "barra de ferro" de forma a facilitar as futuras operações de manutenção do souto, seguindo-se a marcação e a piquetagem dos locais onde vão ser colocadas as plantas de acordo com o compasso, que deverá variar entre 7x7 m, a 12x12 m, dependendo da fertilidade do solo e da zona climática. A plantação deve ser realizada em Novembro até no máximo ao mês de Fevereiro que é quando ocorre o início do repouso vegetativo. As plantas a ser plantadas deverão ter um diâmetro do caule entre 10 a 15 mm com bom equilíbrio entre a parte aérea e a parte radicular, ausência de sintomas de doenças ou defeitos e com a altura mínima de 1,5 m. O sistema de plantação

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consiste na abertura, manual ou mecânica, de um buraco com cerca de 60 cm de profundidade, devendo colocar-se primeiramente os fertilizantes no fundo das covas, e cobrir com terra, de maneira a que as raízes não permaneçam em contacto direto com estes. O colo da planta deve ficar acima da superfície do solo, e a terra deve ser aconchegada às raízes, mas não calcada, devendo a planta ser regada de imediato, com 30-50 litros de água (Borges, A. et al., 2015)

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