KAPITTEL 7: MANIFESTASJONER I HVERDAGEN
7.3. Sosiale aktiviteter på fritiden
7.3.2. Familievisitt uten tid til ettermiddagskaffe
O potencial do modelo BIM como uma forma de concentrar dados gerados no processo de gerenciamento da construção em uma base de dados consolidada que posteriormente poderá ser utilizada como base para o processamento destas
informações começa a ser destacado em algumas pesquisas. De acordo com Curry et al. (2013) a modelagem da informação da construção (BIM) vem a ser um novo departamento na área de gerenciamento de informações dentro da arquitetura, engenharia e indústria da construção (AEC), por permitir a captura e manutenção precisa de informações da construção. BIM permite a definição de objetos com relações definidas e meta-dados associados e pode ser uma maneira eficaz para a captura dessas informações em um formato eletrônico utilizável, auxiliando a interoperabilidade nas fases de concepção, construção e gestão.
Alguns pesquisadores começaram também a analisar formas de inserir e organizar as informações de gerenciamento da construção em modelos BIM.
Figura 9 - Sistema de inspeção de defeito baseada em realidade aumentada
Fonte: Park et al. (2013)
Park et al. (2013) propuseram um arcabouço conceitual (framework) para o gerenciamento de problemas de qualidade de construção, integrando ontologia e realidade aumentada (AR) com modelagem da informação da construção (BIM), em três etapas: uso de um formulário de coleta de defeitos padrão para garantir a qualidade e acuracidade dos dados; ontologia para pesquisar e recuperar informações específicas de defeito no projeto ou na execução; e um sistema de inspeção de defeito baseada em realidade aumentada para dar suporte ao gerenciamento de defeito do campo (Figura 9).
Chen e Luo (2014) apresentaram um arcabouço para o armazenamento de informações de qualidade no modelo BIM (Figura 10), pois acreditam que a implementação do BIM no gerenciamento da qualidade tem o potencial de agregar dados multidimensionais a análise de qualidade, tais como data do projeto e sequência executiva.
Figura 10 - Fluxo de trabalho para controle de qualidade baseado no BIM
Fonte: Adaptado de Chen e Luo (2014)
Conforme Figura 10, o processo proposto por Chen e Luo (2014) começa com o pedido de aceitação do serviço após a conclusão de um lote de controle e antes do seguinte começar. Na sequência, os dados obtidos na obra são introduzidos em um
template para análise de integridade dos dados, análise de desvio e análise de
conformidade. Se o lote for aceito, passa-se para a próxima tarefa. Se o lote falha, um relatório de não-conformidade Figura 11 é emitido com as ações corretivas necessárias. Após as ações corretivas serem tomadas, o processo se inicia novamente. O resultado é registrado visualmente no modelo BIM para facilitar o uso dos gestores. Uma vez que a entrada de dados é a partir do modelo de qualidade baseado no BIM proposto, reduz a necessidade de repetir a entrada de dados em diferentes formas de análise, compartilhamento e comunicação de dados.
Recentemente, Lee et al. (2016) também propuseram um arcabouço utilizando BIM e tecnologias de dados vinculados como um novo método de compartilhamento de dados de defeito ou problemas construtivos entre fontes de dados heterogêneos.
Lee et al. (2016) acreditam que as informações extraídas do ambiente BIM deveriam ser utilizadas como consulta de casos de defeitos semelhantes em análises de
possíveis defeitos após o projeto e antes da construção.
Figura 11 - Exemplo relatório de verificação de qualidade
Fonte: Chen e Luo (2014)
Para isso, os autores desenvolveram uma ontologia para dados de defeito, a partir da extração de informações de projeto do modelo BIM, conversão dos dados em formato RDF (Resource Description Framework) e implementação de consultas
Figura 12 – Método para dados de defeito proposto por Lee et al. 2016
Fonte: Lee et al. 2016
Conforme método proposto por Lee et al. (2016), o modelo BIM é criado para que as informações de um determinado elemento construtivo selecionado sejam extraídas. Esta informação é extraída e exportada em uma planilha utilizando funções embutidas no modelo BIM (2). A informação na planilha é convertida para o formato RDF através de um conversor RDF (3). As funções de pesquisa dos dados podem ser testadas através de funcionalidades de consulta (query) na ferramenta de edição da ontologia, utilizando casos de defeitos como instâncias (4).
Lee et al. (2016) acreditam que a abordagem proposta pode ajudar aplicações de software BIM a levarem em conta as informações decorrentes do gerenciamento de defeitos.
2.4.3 Considerações finais
O grande volume de informações gerado ao longo do ciclo de vida de um empreendimento é, muitas vezes, tratado de forma desestruturada e o potencial destas informações para gerar conhecimento é pouco aproveitado como forma de melhorar os processos de gestão e ou evitar que os mesmos erros ocorram novamente no futuro.
O potencial do uso do modelo BIM para o armazenamento e consolidação destas informações em uma base de dados integrada começa a ser destacado em algumas pesquisas. Entretanto, dada a complexidade e desestruturação dos dados, são necessárias novas estratégias para filtrar e organizar estas informações, criando uma forma estruturada de inserí-las no modelo BIM.
Pesquisas recentes tratam especificamente da complexidade de se organizar e inserir dados do controle da qualidade e de defeitos construtivos em modelos BIM. Para efeito desta pesquisa, acredita-se que a proposta apresentada por Lee et al. (2016) para organização e inserção de dados de defeitos em modelos BIM possa ser utilizada como parte inicial do arcabouço para mineração de dados de defeitos em modelos BIM.
Entretanto, embora a pesquisa de Lee et al. (2016) proponha consultas (query) sobre os modelos BIM, não foi abordada formas de fazer uso das particularidades da geometria dos elementos construtivos, tampouco sobre as relações entre os defeitos e os elementos do modelo.