2. Innvandrere og den norske konteksten
2.2 Familiepolitikk
INFLUENCES YOUR OPERATION CONSTITUTIVE
Ryanne Mayse Chalega Lima
Resumo: A reflexão neste artigo tem por finalidade identificar como o processo de educação ocorrido nas instituições formais de ensino tendem a (sustentar) uma educação hegemônica, através da reprodução de uma cultura dominante. E como a visão Paulo Freire na obra Comunicação e Extensão contribui para que consigamos realizar as possíveis reconfigurações dos elementos constituintes dos espaços de aprendizagem legitimadas pelo Estado, traduzindo-se na ausência de dominação cultural, a valorização da diversidade das visões de mundo e para a transformação social.
Palavras-chave: Educação hegemônica. Dominação
cultural. Transformação social.
Abstract: The reflection in this article aims to identify how the education process occurred in formal education institutions, tend to (sustain) a hegemonic education, by playing a dominant culture. And as Paulo Freire vision in
the work Communication and Extension contributes so that we can realize the possible reconfigurations of the elements of the learning spaces legitimated by the state, translating in the absence of cultural domination, the appreciation of the diversity of worldviews and the social transformation.
Key words: hegemonic education. Cultural domination.
Social transformation.
Introdução
O presente texto tem o objetivo de analisar as influências histórico-culturais que contribuíram para a formação e caracterização dos espaços formais de ensino no Brasil, de forma específica as influências históricas culturais dos países europeus. E como essas influências contribuíram para uma educação hegemônica, firmada no eurocentrismo e na reprodução de uma cultura dominante que historicamente assola os países colonizados.
A primeira parte do texto esclarece como se deu o processo de reconhecimento dessas influências histórico- culturais como legítimas.
A segunda parte do texto mostra como o sistema de ensino através de sua ação pedagógica legitimada pelo Estado contribui para disseminação e consequentemente a perpetuação dessas influências.
A terceira parte é uma reflexão sobre como essas influências aparecem no dia-a-dia da sala de aula e como elas interferem na mediação do professor, ainda são
propostas possibilidades de mudanças nas instituições formais de ensino, visando à ausência de dominação cultural e a transformação social.
O estabelecimento do sistema econômico atual foi marcado por grandes mudanças na sociedade, através do avanço tecnológico e pelo reconhecimento da ciência como forma de conhecimento válido.
Segundo Sousa, Menezes e Nunes (2004), o processo de afirmação da ciência como supremacia em relação aos demais conhecimentos foi desencadeado na Europa, que desde os mais remotos tempos é considerada o centro do mundo, cujos interesses são considerados os mais relevantes. Eles partiam do pressuposto de possuir uma capacidade superior de conhecer o mundo, uma vez que as ciências estavam mais desenvolvidas em seu território. Apesar de os países europeus se depararem com problemas ocasionados por essa relação de superioridade versus inferioridade dos saberes, as consequências mais desastrosas desse processo reverberaram nos países cuja colonização europeia foi de exploração.
Diante desta realidade os países emergentes de todo o mundo tiveram que se adequar a cultura dominante, ou seja, a cultura europeia, que era a referência por estar mais desenvolvida tecnologicamente. E, claro, essa adequação não se deu de forma passiva, uma vez que as realidades dos países eram muito diferentes da referência que eles deviam seguir para conseguirem maior aceitação. Diante do abismo que se fazia e ainda se faz presente nas realidades dos países europeus e suas colônias, hoje países emergentes, nos deparamos com a sociedade brasileira contemporânea e percebemos como
os mais diversos setores da mesma, políticos, religiosos, familiares e principalmente educacionais, sofreram influências da cultura europeia.
O setor educacional dos países emergentes, mais precisamente o brasileiro, o qual é analisado por este artigo, reflete em sua organização a dificuldade de adequação cultural. O sistema educacional brasileiro é caracterizado por heranças dessa imposição da cultura europeia que se naturalizou como universal em relação aos seus interesses e contribuiu perversamente para o fracasso nas condições do mesmo.
De acordo com Sousa, Menezes e Nunes:
É insustentável a situação de, por exemplo, as ciências sociais continuarem a descrever e interpretar o mundo em função de teorias, de categorias e de metodologias desenvolvidas para lidar com as sociedades modernas do Norte, quando a maioria das sociedades, existentes, não só apresenta características e dinâmicas históricas diferentes, como tem gerado as suas próprias formas de conhecimento das suas experiências sociais e históricas e produzindo contribuições significativas para as ciências sociais, ainda que remetidas para as margens destas. (p. 3)
É importante refletir que o tão conhecido fracasso escolar se dá não por incompetência dos profissionais da educação, como a maioria das pessoas leigas ou até mesmo as que não o são, costumam proferir em seus discursos, devemos atentar para esse fenômeno com um olhar macro e crítico da situação, nos debruçando sobre como se originalizou o processo de educação formal ou
institucional no Brasil as influências que recaem sobre ele, bem como atentar para uma possível causa do fracasso escolar ou da não efetivação escolarização de qualidade ser a constante e remota imposição de determinado saber como superior e de maior credibilidade do que os demais.
A reprodução da cultura dominante através do sistema de ensino como causa da educação hemônica
Analisaremos como o sistema de ensino brasileiro é fortemente influenciado pela dominação cultural firmada no eurocentrismo, a partir da visão do sociólogo Pierre Bordieu em sua obra Fundamentos de uma teoria da violência simbólica, na qual ele afirma que: “Toda ação pedagógica é objetivamente uma violência simbólica enquanto imposição, por um poder arbitrário de um arbitrário cultural”. (p. 26)
Os saberes reproduzidos pelas instituições de ensino são selecionados pelo Estado, por isso segundo Bordieu é um arbitrário, porque se há uma seleção, há também uma exclusão. E um arbitrário cultural simplesmente porque reproduz uma cultura, que seriam os interesses específicos das pessoas que estão no poder, uma vez que o Estado é o aparelho legitimado de controle da sociedade. Tendo essa concepção fica claro que a educação é a peça fundamental para a disseminação das ideologias dominantes. Porque a educação institucionalizada é tida como poderosa, e poderosa porque tem mais validade para a ciência do que as demais educações existentes.
Segundo Pierre Bordieu: A seleção de significações que define objetivamente a cultura de um grupo ou de uma classe como sistema simbólico é arbitrária na medida em que a estrutura e as funções dessa cultura não podem ser deduzidas de nenhum princípio universal, físico, biológico ou espiritual, não estando unidas por nenhuma espécie de relação interna à ‘natureza das coisas’ ou a uma ‘natureza humana’. BORDIEU (2009, p. 29).
Ao multiplicar-se essa educação por todo sistema de ensino, os agentes envolvidos nesse processo educativo reproduzem a cultura dominante através de sua prática pedagógica e contribuem para uma hegemonia de pensamentos, uma vez que nas relações ocorridas na ação pedagógica a supremacia dos conhecimentos não pode ser contestada, pois a instituição de ensino é assegurada para reproduzir tais conhecimentos. Bordieu nos mostra a pedagogia exercida pelo Estado e os objetivos por trás dessa, podemos perceber a educação como um meio muito eficaz para a formação de pensamentos consensuais ou hegemônicos que consequentemente mobilizarão as ações dos cidadãos em consonância com seus interesses, pois esses cidadãos acabam na maioria das vezes reproduzindo práticas até que se naturalizem e se tornem comuns e aceitáveis, a hegemonia ou o controle é de muita validez para os que pretendem formar o ser social que exercerá sua função quase que pré-determinada na sociedade, se ela continuar a reproduzir práticas culturais “impostas”.
“Numa formação social determinada, o arbitrário cultural que as relações de força entre os grupos ou classes constitutivas dessa formação social colocam em posição dominante no sistema dos arbitrários culturais é aquele que exprime o mais completamente, ainda que sempre de maneira mediata, os interesses objetivos (materiais e simbólicos) dos grupos ou classes dominantes”. BORDIEU (2009, P.30)
Também Gramsci em suas reflexões acerca do termo hegemonia trouxe valiosas contribuições que nos ajudam a entender como somos produto das forças dominantes da sociedade. “Uma classe mantém seu domínio não simplesmente através de uma organização específica da força, mas por ser capaz de ir além de seus interesses corporativos estreitos, exercendo uma liderança moral e intelectual” (ibid.) capaz de conformar o conjunto da sociedade às formas de pensar, sentir e agir da classe dominante. (ANTONIO GRAMSCI 1982, apud PRONKO; FONTES, 2012, p. 392). Vemos assim o papel decisivo que o Estado tem sob a estrutura da sociedade e como aqueles que estão com o poder legítimo e exercem sua função de dominação e controle.
Diante de tal análise é incontestável a importância de as propostas do Estado serem pensadas criticamente de acordo com as necessidades do seu território, e não de acordo com interesses particulares que consequentemente não obterão êxito, pois não encontraram situações peculiares a elas. Quanto mais distante a realidade em que essas propostas foram firmadas, mais precários serão seus resultados.
Reconficurações e transformação social
Acerca das reflexões já realizadas, podemos então reconhecer que não tem sentido a escola continuar a reproduzir os conhecimentos interpretados segundo a ótica de países cujas realidades são verdadeiros abismos na diferenciação da realidade do Brasil. As práticas desenvolvidas no país ao longo dos anos tem essa característica fortemente enraizada de acolher as propostas que não se adequam a sua realidade e acabam por comprometer a aprendizagem.
A fim de construir uma proposta que se desvincule do processo de ensino firmado em realidades distantes cuja consequência é um modelo de educação bancária, na qual o professor transmite o conhecimento e o aluno é um mero reprodutor dos saberes sem questioná-los, assimilá-los aos que ele já possui e consequentemente resignado com os conhecimentos impostos. Para Becker (2001): “A ação desse professor não é gratuita, ela é legitimada, ou fundamentada teoricamente, por uma epistemologia, segunda a qual o sujeito é totalmente determinado pelo mundo do objeto ou pelos meios físico e social”.
A concepção de educação proposta por Freire a qual esta obra está adepta visa algumas propostas para transformar os espaços educacionais com a tarefa permanente de reconhecer o contexto histórico daqueles presentes, pois acreditamos que os alunos não são vazios de conhecimento e iremos na escola “enchê-los”. “Repetimos que o conhecimento não se estende do que se julga sabedor até aqueles que se julgam não saberem; o
conhecimento se constitui nas relações homem-mundo, relações de transformação, e se aperfeiçoa na problematização crítica destas relações”. (1983 p. 22). Assim, só viabilizando contexto real teremos a possibilidade de construir um diálogo crítico que reconhece diferenças culturais e de conhecimento.
Na concepção de Paulo Freire é preciso considerar a realidade social que está pautada na trama das relações e das correlações de forças, forças essas que se relacionam e formam uma totalidade social. É preciso perceber as particularidades no todo porque nenhum fato ou fenômeno se justifica por si mesmo, isolado do contexto social onde é gerado e se desenvolve.
Um educador para transformações radicais na visão freireana, é aquele que consegue estabelecer uma comunicação diante do conteúdo de ensino. Juntamente com os educandos ser capaz de articular tais conteúdos com suas visões de mundo, reconhecendo os saberes que são importantes para suas experiências cotidianas, ou mesmo aqueles que não são utilizados imediatos, mas que contribuem para o questionamento da realidade. Por isto mesmo é que, no processo de aprendizagem, só aprende verdadeiramente, aquele que se apropria do aprendido, transformando-o em apreendido, com o que pode, por isto mesmo, reinventá-lo; aquele que é capaz de aplicar o aprendido-apreendido a situações existenciais concretas. FREIRE (1983, p.16).
A reconfiguração dos espaços de aprendizagem implica na necessidade de superação da imposição cultural, e consequentemente da hegemonia de
pensamentos e visões de mundo, que só será alcançada pelo diálogo, pois se não há comunicação, o que existe é extensão por parte do professor e uma mera reprodução por parte dos alunos, de interesses alheios que são colocados como universais e benéficos a todas as pessoas.
Segundo Freire (1983) “o homem que não pode ser compreendido fora de suas relações com o mundo, de vez que é um ‘ser-em-situação’, é também um ser do trabalho e da transformação do mundo. O homem é um ser da ‘práxis’; da ação e da reflexão”.
Assim só quando o homem passa a compreender o mundo e agir sobre ele deixando de ser alheio e passivo, é que se efetiva a práxis, pois ela nada mais é do que a percepção do homem sobre a realidade e sua ação diante dela. Porém é sabido que nós só somos capazes de atuar transformando uma realidade, quando a conhecemos verdadeiramente, e para se chegar a tal conhecimento é necessária uma percepção crítica. Freire afirma que: “Ad- mirar a realidade significa objetiva-la, apreendê-la como campo de sua ação a reflexão”. (p.19)
O desafio do diálogo de saberes na prática escolar
Não é nenhuma novidade a realidade precária das escolas municipais brasileiras, apesar da distância de diferentes Estados é possível notar similaridades assombrosas em relação às dificuldades encontradas no cotidiano da vida escolar. Sabe-se que um dos fatores que dificultam a prática escolar é a falta de materiais didáticos e recursos em geral no ambiente escolar, porém iremos nos ater mais especificamente a um fator que não é muito evidenciado por parte de muitos dos agentes
envolvidos na prática escolar, mas que é sentido pelo profissional que está diretamente ligado ao processo de ensino, o professor. Refletiremos agora sobre o tempo do professor como fator apesar de ser pouco frisado, de extrema relevância para a efetivação da proposta tão almejada do diálogo.
Travemos agora uma reflexão acerca do que é o planejamento educacional reconhecendo sua função e sua importância para que consigamos efetivar uma educação de qualidade. “Planejar é agir racionalmente... é dar clareza e precisão à própria ação... é realizar um conjunto orgânico de ações propostas para aproximar a realidade a um ideal”. (GANDIM, 1994, apud ALBUQUERQUE; VIEIRA 2001, p.14).
Portanto se planejar é aproximar a um ideal temos que primeiramente reconhecer a realidade em que a escola está inserida para então pensar um ideal “cabível” ou “alcançável” para o funcionamento e organização de determinada escola. É no planejamento educacional encontramos os objetivos e metas que “queremos” com a educação, assim sua formulação parece-nos de suma importância, uma vez que nele constará o ideal de formação dos cidadãos brasileiros. Assim se analisarmos criticamente o planejamento educacional podemos perceber que ele construído em consonância com o contexto macro, ou seja, conjunturas políticas e econômicas de cada época de formulação. Nenhum planejamento é neutro ou isolado do contexto social.
Contudo Albuquerque e Vieira (2001, p. 31) nos mostram que “Os países latino- americanos, inclusive o Brasil, no passado, adotaram modelos de planejamento
nem sempre compatíveis com sua realidade”. Podemos notar na fala das autoras que Na trajetória da educação brasileira sempre houve um descompasso entre as propostas e a realidade social. Vemos também que mesmo em diferentes épocas, o planejamento assumiu uma função essencialmente burocrática tanto a nível nacional como seria o caso da organização dos sistemas de ensino quanto local que é o principal e maior fortemente atingindo o interior de nossas escolas.
Podemos perceber concordância entre a lógica de reprodução social que aparece nas reflexões de Bordieu e as ideias de Félix sobre o fortalecimento do sistema capitalista na constituição dos planejamentos educacionais. Como já foi analisado Bordieu aponta que numa formação social existem as relações de poder e as que maior o exercem são aquelas que melhor atendem aos interesses do sistema em que estão pautadas, no nosso caso, o capitalista, que desde a sua origem é firmado na exploração, exclusão e imposição e por primar pela exploração do trabalho do professor, na exclusão de visões de mundo, saberes e culturas com sua imposição acaba visando apenas os números, a produção e os lucros, esquecendo-se da essência da educação que devia ser a formação do ser humano de forma integral e mais completa possível.
“A principal função da administração escolar no processo de desenvolvimento do capitalismo é, ao tornar o sistema escolar, cada vez mais, uma organização burocrática, permitir ao Estado um controle sobre a educação para adequá-la ao projeto econômico, descaracterizando-o
como atividade humana específica e submetendo-a a uma avaliação, cujo critério é a produtividade, no sentido que lhe atribui a sociedade capitalista”. (FÉLIX, 1986).
Dessa forma se faz urgente a seguinte reflexão: Como pensar o planejamento educacional de forma que o mesmo não seja apenas um aparelho burocrático que contraditório a sua função acaba por dificultar a vida e as ações dos professores?
Nossas Secretarias de Educação visam incontáveis projetos a serem realizados ao longo do ano letivo, projetos esses, que os professores quase não recebem orientação suficiente para desenvolvê-lo com os alunos, tendo assim que se debruçar por mais tempo para estuda-lo e encontrar formas cabíveis de aplicá-lo, o professor precisa reorganizar sua rotina como um todo, ficando sobrecarregados. Não estamos aqui criticando ou duvidando da validade dos projetos que são mandados para as escolas, pelo contrário, reconhecemos que eles trazem um leque de contribuições para a formação dos educandos.
Mas não deixa de ser claro que a burocracia contida nos projetos dificulta o trabalho do professor, pois ele precisa dar conta de responder a todos os objetivos e critérios que são “sugeridos” nos projetos, pois sabemos que eles serão muito bem cobrados pelas coordenadoras e supervisoras de ensino.
A partir dessas reflexões, surgem então os questionamentos: Com a infinidade de competências atribuídas ao professor, será que há tempo para que ele
trave diálogos com seus alunos a fim de melhor conhecer suas necessidades?
O professor além de ter que lidar com toda a burocracia da educação, com a falta de materiais didáticos, com a precarização dos ambientes escolares, entre outros fatores que dificultam sua mediação, precisa ainda lidar com a diversidade do público com quem está trabalhando.
Conhecer seu alunado é uma tarefa muito importante que o professor também precisa desenvolver que precisa de muita cautela e sensibilidade por parte desse profissional, o professor precisa perceber a diversidade cultural que permeia o ambiente de sua sala de aula. Como nos mostra Freire (1983) “Toda invasão sugere, obviamente, um sujeito que invade. Seu espaço histórico-cultural, que lhe dá sua visão de mundo, é o espaço de onde ele parte para penetrar outro espaço histórico-cultural, superpondo aos indivíduos deste seu sistema de valores”. Vemos então que se o professor ignora o contexto cultural do qual o aluno vem, se não conhece a realidade daquele aluno, ele sem dúvidas construirá suposições e afirmações equivocadas, visões distorcidas e muitas vezes estereotipadas desses alunos.
Reconhecer as divergentes opiniões e os infindáveis questionamentos que os alunos carregam consigo é uma tarefa extremamente desafiadora, para alcança-la é necessário primeiramente exercitar a capacidade da tolerância, nos desfazer mesmo que até certo ponto, de muitos de nossos preconceitos, e aos poucos nos
desfazendo deles, adquirindo a capacidade de nos colocar no lugar do outro.
A diversidade de conhecimentos refente a forma de ver o mundo que os alunos trazem já pode ser notada desde a infância, sabe-se que as concepções que formamos sobre a realidade não se constroem apenas no ambiente formal de educação, pelo contrário a família, os amigos, a igreja, são contribuintes. Freire nos mostra que Somos sujeitos de relações, e é através delas que construímos significados para a realidade: “Nestas relações com o mundo, através de sua ação sobre ele, o homem se encontra marcados pelos resultados de sua própria ação”. (p.17).
Mas é principalmente no ambiente formal de educação que essas concepções são problematizadas, é na escola que os conhecimentos e as ideias são (ou eram pra ser) estimulados. Como afirmam Bock, Furtado e Teixeira (2008) “A escola apresenta-se hoje como uma das mais importantes instituições sociais [...], Ao transmitir a cultura e, com ela, modelos sociais de comportamento e valores morais, a escola permite que a criança seja