2. Forskning om minoritetselevers skoleprestasjoner
2.3 Familie og nære relasjoner
São Paulo é a cidade brasileira onde tudo acontece. É a capital da cultura, da criatividade, da novidade, do entretenimento e da diversidade que encanta a todos. O grande número de atrativos culturais espalhados pela cidade, área revitalizadas, encontros sociais em eventos de ruas, parques e praças, megaeventos, shows, exposição e tantos outros fazem a efervescência da cidade, que apaixona seus moradores e seduz seus visitantes [...]. (SPTURIS, 2015b, p. 38).
Somado aos elementos destacados no trecho acima, São Paulo reúne cerca de 12 milhões de habitantes e em torno de 13 milhões de turistas todos os anos em uma área de 1.521,110 km² (IBGE, 2015; SPTURIS, 2015b), sendo considerada a maior metrópole da América Sul e a cidade mais populosa do país. Concentra rica oferta de serviços de saúde, educação, lazer, cultura e gastronomia, bem como áreas verdes, vasto sistema de transporte, multiplicidade de opções de entretenimento etc.
Ainda assim, carece de um atendimento mais democrático e igualitário, tendo em vista que as regiões mais centrais e privilegiadas desfrutam de maiores opções, enquanto os
bairros mais afastados são verdadeiros bolsões de pobreza, sem boas condições de vida e de acesso aos serviços públicos.
Abaixo se destacam as qualidades da capital paulista, principalmente no que se refere à sua oferta de serviços e equipamentos, itens que demostram sua importância e riqueza cultural e econômica (SPTURIS, 2015b):
O Estado de São Paulo é gerador de 33% do Produto Interno Bruno (PIB) do Brasil, enquanto que a cidade de São Paulo representa 23% desse montante, o que resulta em 70% do PIB do Estado de São Paulo (IBGE, 2015);
Possui mais de 280 salas de cinema; 101 museus;
10 estádios de futebol;
Sede de grandes templos e diversas religiões: Solo Sagrado e Templo de Salomão, por exemplo;
Mais de 100 peças teatrais em exibição por semana, 600 espetáculos por ano, em mais de 160 teatros;
Sede de uma das maiores paradas do orgulho LGBT do mundo e da maior Marcha para Jesus do país;
4º melhor vida noturna do planeta; 111 parques e áreas verdes;
220 km de ciclovias e 120 km de ciclofaixas; 68 escolas de samba;
Mais de 50 tipos de culinária; 871 feiras livres por semana; 700 pontos de foodtruck;
Maior zona de comércio popular do país; 59 ruas de comércio especializadas; 53 shopping centers;
60 hospitais habilitados para transplantes; 9 mil clínicas em mais de 50 especialidades; 50 spas;
Melhores universidades e centros de pesquisa do país;
Mais de 115 espaços culturais, como centros culturais, fábricas de cultura, unidades do Sesc, entre outros equipamentos;
Palco de grandes shows de bandas internacionais;
Recebe exposições nacionais e internacionais que atraem visitantes de todo o país; Recebeu a Copa do Mundo Fifa de futebol (2012) e sediou partidas de futebol dos Jogos Olímpicos (2016).
Tais elementos destacam quanta coisa a cidade de São Paulo tem a oferecer no plano cultural. Em contrapartida, São Paulo está nos holofotes, não somente por ser exemplo na diversidade e qualidade da sua oferta de produtos e serviços, mas também em questões negativas, que são enfrentadas em muitas das grandes metrópoles:
Paulistanosperdem 103 horas por ano nos congestionamentos (UOL, 2016);
São Paulo possui mais de 2,3 milhões de pessoas vivendo em favelas (IBGE, 2010); Possui a 8º maior favela do país: Paraisópolis, com cerca de 42 mil pessoas (IBGE,
2010);
Possui 15 mil pessoas vivendo em situação de rua, 52% na região da Sé (BERGAMINI JR; VIZONI, 2015);
Estava no ranking de cidades mais poluídas do mundo (RIO E SÃO, 2011);
Possui níveis de poluição do ar acima do ideal exigido pela Organização Mundial da Saúde (LEITE, 2015);
Possui 10ª maior densidade demográfica do país, atrás de outras cidades paulistas como Diadema, Osasco e Taboão da Serra (ELIAS, 2011);
Considerada cidade com maior índice de perturbações mentais, como ansiedade, mudanças comportamentais e abuso de substâncias químicas do país (SÃO PAULO, 2013);
50% da população espera mais de seis meses para atendimento no SUS (GRILLO, 2014);
Possui uma das maiores Cracolândias (área com grande concentração de dependentes de droga) do país (ALBUQUERQUE, 2009);
Evidente falta de segurança nos espaços urbanos e nas áreas de lazer (ÁREA DE LAZER?, 2016);
2° cidade brasileira mais cara de se viver, atrás do Rio de Janeiro (VEJA AS 10, 2014);
É crescente o número de roubos e outros tipos de violência em São Paulo (RESK, 2016);
56% da população paulistana (desconsiderando público sem rendimentos, como crianças e terceira idade) ganha até dois salários mínimos (SÃO PAULO, 2010a); 7% da população paulistana (desconsiderando público sem rendimentos, como
crianças e terceira idade) ganha mais de 10 salários mínimos (SÃO PAULO, 2010a). Mesmo questionando-se a autenticidade dos dados apontados acima, obtidos em sua maioria nas mídias jornalísticas sem aprofundamento de suas fontes, o objetivo foi ilustrar que, embora São Paulo seja referência em muitos segmentos, ainda enfrenta problemas e desafios que recaem na gestão pública. Tais notícias formam as opiniões e o imaginário da população, seus medos e paixões, devendo ser consideradas nas análises desenvolvidas, levando em conta principalmente o contexto vivido na sociedade atual, em que tudo se transforma em distração e consumo.
Mesmo com grande riqueza de serviços e produtos, estes não são de fácil acesso a todos. De uma população de cerca de 12 milhões de habitantes, 52% vivem nos bairros mais pobres e afastados das regiões centrais e dos polos de poder, fator que impede uma valorização da própria cidade (SÃO PAULO, 2010b).
Não se pode deixar de lado que na Região Metropolitana de São Paulo13, somando a capital, (SÃO PAULO, 2016) a população chega a 21 milhões de habitantes (IBGE, 2015). Esse montante é dependente dos mesmos serviços públicos, políticas e interações no espaço urbano, o que gera desigualdades, conflitos de interesse, pobreza, superlotação, alta densidade populacional nos conglomerados urbanos, entre outros problemas.
São Paulo precisa ser vista como local de alegria, de prazer, de conquista de melhores condições de vida. Mas, para isso, as políticas públicas são imprescindíveis, bem como a participação popular, que deve ser chave na orientação dos programas e ações desenvolvidas, denunciando problemas sociais presentes na sociedade.
Isto posto, a análise e discussão dos dados a seguir se baseará na soma das respostas dos cinco gestores da SPTuris entrevistados, com os 40 moradores entrevistados, frequentadores das Centrais de Informação Turística. A observação da dinâmica das CITs também foi considerada, visto que o grande tempo de permanência nesses locais permitiu
13 Composta por 39 municípios: Caieiras, Cajamar, Francisco Morato, Franco da Rocha e Mairiporã, Arujá, Biritiba-Mirim, Ferraz de Vasconcelos, Guararema, Guarulhos, Itaquaquecetuba, Mogi das Cruzes, Poá, Salesópolis, Santa Isabel e Suzano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires, Rio Grande da Serra, Santo André, São Bernardo do Campo e São Caetano do Sul, Cotia, Embu, Embu-Guaçu, Itapecerica da Serra, Juquitiba, São Lourenço da Serra, Taboão da Serra e Vargem Grande Paulista, Barueri, Carapicuíba, Itapevi, Jandira, Osasco, Pirapora do Bom Jesus e Santana de Parnaíba.
levantar elementos difíceis de pontuar apenas com as entrevistas e a pesquisa bibliográfica. A observação das ações na visita monitorada à Prefeitura de São Paulo e a realização do passeio da linha de ônibus turística também foram alvo de análises.