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4 Metode

4.4 Validitet, reliabilitet og datareduksjon

4.4.1 Faktoranalyse

O curso teve outras atividades relacionadas ao som, roteiro e à produção de vídeo86. Nesta última etapa, já não contamos com todas as alunas por causa do final do semestre. Num feriado, conseguimos reunir Suely, Laura, Valdelice, Conceição, Tereza e Iana, quando fizemos a gravação.

Nesse momento as professoras já haviam preparado o roteiro, e trazido o cenário e personagens para a gravação. Conceição e Tereza relataram formas de contar histórias sem a câmera, mas utilizando os conhecimentos adquiridos sobre o som e sobre as imagens.

Durante a confecção do roteiro perceberam a diferença da transposição do argumento para o planejamento das cenas, e do roteiro para a gravação. No momento da gravação, tiveram que ajustar suas percepções para poder traduzir em movimentos, no contato com do corpo com a câmera, mobilizar as aprendizagens para obter a cena imaginada. Durante todas essas atividades procuramos conversar sobre como trazer essas atividades para a sala de aula e com que objetivos.

Uma questão recorrente nesses momentos foi pensar como utilizar esses conhecimentos quando não há recursos. A professora Tereza fala sobre como incorporou às suas atividades suas experiências:

Eu fiquei pensando como eu iria aplicar isso numa escola que não tivesse televisão, na minha escola tem, mas eu fiquei imaginando e se não tivesse... Aí lá na escola teve um momento que eu estava com o livro que tinha somente imagens, não tinha nada escrito, onde a criança – eu lido com educação infantil – então ela teria que fazer a leitura de acordo com as imagens... era um livro de Eva Furnari, então eu fiquei pensando, de acordo com as imagens que eu ia mostrando eu fiquei instigando elas a olharem a tais detalhes não é? Aí eu fiquei pensando se isso era uma forma de quem não dispõe... de levar a criança a ter esse olhar direcionar o olhar dela...

Muitas vezes o professor diz assim na minha escola não tem vídeo isso aquilo, então fica assim “então não tem o que fazer”, mas na verdade mesmo com o livro tem como você direcionar esse olhar, fazer com que as crianças, as interpretações através de uma imagem, eu acho que isso são coisas importantes de serem colocadas, sim e, lógico que todos esses recursos são importantíssimos, que nós professores aprendamos a manuseá-los a ter uma direção com os objetivos tudo organizado, mas se não houver existem outras formas de mostrar a pessoa que tem como [fazer] também (Tereza, depoimento oral).

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Essas atividades não serão relatadas com tanto detalhes, escolhi apresentar com mais detalhes a atividade relacionada às imagens por terem sido experimentadas por mais professoras.

Tereza dá um salto compreensivo ao perceber que pode transpor os conhecimentos sobre a leitura de imagens não só em relação a filmes, mas também aos livros que normalmente estão disponíveis nas escolas.

Até porque eu lido com crianças pequenas essa é a primeira leitura que ela faz, a leitura da imagem e não da escrita, então isso pra mim enquanto educadora infantil, foi extremamente importante essa questão assim da leitura de imagem que existe um trabalho realmente da leitura com na minha sala de aula da leitura da imagem então pra mim conciliou bem. (Tereza, depoimento oral).

Outra questão importante apresentada por Tereza é a de procurar saber o que as crianças estavam pensando a respeito de uma determinada imagem:

A gente estava assistindo a um desenho até era aquele da Mônica87, e tem uma hora que no lugar do olho dela aparece aquele coraçãozinho, eu entendi mas... A gente acha que quando a gente entende imagina que o outro também entendeu, só que não é assim, então eu parei por um instante, não é? e perguntei se eles tinham entendido porque é que ela tava com aquele olhar né, que tinha os corações no olho, tinha algumas crianças que estavam assim sem entender e teve algumas que disse assim: não, é porque ela estava apaixonada, por isso que apareceu assim. Então é interessante para uma criança pequena. (Tereza, depoimento oral).

Tereza percebe que as crianças já estão decodificando certos modos de representação de emoções como representar o amor pelo desenho do coração, e olhar de coração significa olhar apaixonado. E ao conversar no coletivo Tereza estimula que as próprias crianças acabem por elaborar seus significados.

As avaliações feitas pelas professoras ao final do curso demonstraram que estavam começando a se apropriar da linguagem:

A gente aprende praticando, a teoria tem que andar juntinho com o prática, no momento que você fala, fala e a gente não tivesse acesso a nada então ia ser muito complicado, a partir do momento que a gente ta... você está explicando e uma coisa ... Uma coisa que eu achei muito interessante o educador é isso ele não entrega a coisa pronta ele manda o aluno fazer, você não fez você disse faça assim faça assado, você não fez pra mim, eu pratiquei (Conceição, depoimento oral).

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Personagem infantil de histórias em quadrinhos criada pelo desenhista brasileiro Maurício de Souza. Trata-se de uma garota muito forte que tem um coelho de pelúcia chamado Sansão com o qual aterroriza os meninos da sua rua que insistem em chamá-la de gorducha e dentuça. Mesmo assim ela é muito querida por seus amigos, pois os auxilia em suas dificuldades.

Começo a compreender e a observar situações que antes passavam desapercebidas em uma cena ou imagem. (Tereza, depoimento oral).

Passamos a ver a imagem como uma informação importante para o entendimento. (Conceição - depoimento oral).

Ao longo desse processo vi que o som é muito importante, ele não só transmite emoção como também dá todo um sentido à produção. (Tereza Depoimento escrito).

O som nos remete à idéia de que algo mudou no enredo ou chamou a atenção. (Laura – depoimento escrito).

As informações sobre roteiro ajudaram a perceber com mais facilidade a intenção do escritor. (Iana, depoimento escrito).

Os roteiros podem ser trabalhados para a produção de gibis, de fantoches, caso haja dificuldade de manusear o vídeo. (Laura, depoimento escrito).

A cada explicação foi clareando como é desenvolvido a produção e assim fica mais fácil a compreensão desse trabalho. (Suely depoimento oral).

As professoras ressaltam como saldo positivo do curso a possibilidade de familiarização e reflexão coletiva. Procuramos proporcionar vários níveis de experiência durante o curso, o manuseio dos equipamentos, a testagem das linguagens técnicas, a discussão das possibilidades de ensino fez com que utilizassem de forma criativa os conceitos relativos a imagens, sons nas atividades com os alunos e expressaram o desejo de ter continuidade dessas experiências.

Eu sugiro que aconteça a continuidade do curso em um dia por semana e que continuem a mesma estratégia e metodologia, pois eu gostei muito, pois a interação e troca de idéias é muito importante para construir novas aprendizagens. (Suely, depoimento escrito). A minha única sugestão é que houvesse a continuidade em relação às estratégias e metodologia foi bastante organizado. (Val, depoimento escrito).

Que o curso inicie no inicio do primeiro semestre de 2011, para podermos aplicar logo os conhecimentos com a turma. (Iana, depoimento escrito).

O diferencial segundo as professoras foi o fato de poderem experimentar todas as propostas trazidas em sala além de tecnologias digitais como, por exemplo, o blog e o manuseio da câmera. Além disso, os materiais utilizados durante o curso

foram disponibilizados em pen drives e alguns foram postados no blog ou enviados por e-mail. Os pen drives foram utilizados por sua capacidade de armazenamento e facilidade de utilização causando menos problemas de travamentos que outras mídias.

Foi uma novidade super interessante, pois no blog nós podemos publicar e ver todos os trabalhos, a comunicação por e-mail e fone também foi muito boa. (Val – Depoimento oral).

Os materiais do curso, achei de excelente qualidade. (Tereza – depoimento oral).

A organização do curso favoreceu que as professoras contassem com espaço para a reflexão coletiva, coisa que não acontece no ambiente escolar. Havia por parte delas uma disposição para refletir sobre sua prática em relação às mídias. Embora a maioria das participantes não tivesse nenhum tipo de formação anterior sobre essa temática, elas possuíam outras experiências teórico-práticas que as auxiliaram a fazer com que a sua experiência pessoal e profissional mediasse a leitura de nossas propostas. Isso ajudou na apropriação dos conteúdos do curso e a adaptação da proposta à realidade de cada uma, como podemos perceber nas observações abaixo:

Mostrou que não dá para apresentar aos nossos alunos um filme só para passar o tempo, e que por traz disso há muito mais detalhes a ser trabalhado com eles. (Valdelice – depoimento escrito).

Além de fazer uso dos materiais disponíveis na escola como TV, Vídeo, Som, Máquina Digital, adquiri conhecimentos de como fazer diferente, usando inclusive esses novos conhecimentos não só para as mídias, mas também para outras áreas. (Suely – depoimento escrito).

Já estou utilizando com os meus alunos, pois estou vendo um bom resultado nas aprendizagens deles. (Laura – depoimento oral).

Os depoimentos das professoras contribuíram para que pudesse pensar sobre a forma de abordagem das temáticas na formação continuada, mas eu ainda tinha algumas questões em relação às crianças.