• No results found

4.2 Faktor- og reliabilitetsanalyse

4.2.2 Faktor- og reliabilitetsanalyse: kunderesponser

Estes perfis foram coletados no fragmento denominado ipuca; o perfil V fica na parte central e o VI na parte conhecida como Funil, por onde escoa toda a água acumulada. O perfil VII foi coletado na borda, sendo o solo deste ambiente caracterizado como Gleissolo. Desta classe excluem-se os solos com características distintivas dos Vertissolos, Espodossolos, Planossolos, Plintossolos ou Organossolos. Os solos desta classe são permanente ou periodicamente saturados de água, salvo se artificialmente drenados. A água de saturação ou permanece estagnada interna- mente, ou a saturação ocorre por fluxo lateral no solo. Em qualquer circunstância, a água do solo pode se elevar por ascensão capilar, atingindo a sua superfície (Figura 5).

Figura 5 – Solos no interior de uma ipuca na Fazenda Lago Verde, município de Lagoa da Confusão, estado do Tocantins.

O processo de gleização implica a manifestação de cores acinzentadas, azuladas ou esverdeadas, devido a compostos ferrosos, resultantes da escassez de oxigênio causada pelo encharcamento.

Além disso, a redução e a solubilização de ferro promovem a translocação e reprecipitação dos seus compostos. São solos mal ou muito mal drenados, em condições naturais, que apresentam seqüência de horizontes A- Cg, A- Big- Cg, A- Btg- Cg, A- E- Btg, A- Eg- Bt-Cg, Ag- Cg, H- Cg, tendo o horizonte A cores desde cinzentas até pretas, espessura normalmente entre 10 e 50 cm e teores médios a altos de carbono orgânico. O horizonte Glei, que pode ser um horizonte C, B, E ou A, possui cores predominantemente mais azuis que 10Y, de cromas bastante baixos, próximos do neutro.

São solos que, ocasionalmente, podem ser de textura arenosa (areia ou areia franca), somente nos horizontes superficiais, desde que seguidos de horizonte Glei de textura franco-arenosa ou mais fina. Além dos horizontes A, H ou E presentes, a estrutura é constituída de blocos ou prismática, composta ou não de blocos angulares e subangulares.

São solos formados em materiais originários, estratificados ou não, e sujeitos a constante ou periódico excesso d’água, o que pode ocorrer em diversas situações. Comumente, desenvolvem-se em sedimentos recentes, nas proximidades dos cursos d’água e em materiais colúvio-aluviais sujeitos a condições de hidromorfia, podendo se formar também em áreas de relevo plano de terraços fluviais, lacustres ou marinhos, bem como em materiais residuais, em áreas abaciadas e depressões. Esta classe abrange os solos que foram classificados, pela EMBRAPA (1999), como Glei Pouco Húmico, Glei Húmico, parte do Hidromórfico Cinzento (sem mudança textural abrupta), Glei Tiomórfico e Solonchak com horizonte Glei.

Esses pontos todos foram coletados dentro de uma ipuca; por essa razão, passa-se a descrever esse ambiente mais detalhadamente.

Nesta área há dominância de florestas de natureza aluvial, árvores emergentes com poucas palmeiras, caracterizando-se pela pequena variedade de espécies e grande regeneração natural. Dentre as espécies vicariantes homologadas amazônicas, sobressaem Calophyllum brasiliense e Buchenavia sp. (tanimbuca), (MILESKI 1994). De acordo com esse autor, a submata desta fitofisionomia apresenta-se rala com solo praticamente sem vegetação, a não ser em pequenos tufos de gramínea e algumas Pterodophytas e plantas da família Rubiaceae. A regeneração é mediana, principalmente no interior das ilhas de vegetação. Em lugares mais alagáveis, a vegetação arbustiva se adensa, formando um emaranhado de plantas, às vezes com espinhos Acácia plumosa, dificultando a penetração. Ocorrem também, mas não muito freqüentemente, grupamentos de palmeiras, destacando-se Astrocaryum sp. (tucum) e Bactris sp. (marapá) (MARTINS, 1999).

Esta fitofisionomia, ou seja, as ipucas, são formações florestais inundáveis, que ocupam as acumulações fluviais quaternárias. Sua estrutura florística é peculiar e como tal, aparecem espécies vicariantes do Baixo Rio Amazonas e dos rios Xingu e Araguaia. Assim, suas principais características florísticas variam de acordo com sua posição geográfica, que ocupa a formação aluvial. Esta fitofisionomia aparece em forma de pequenas manchas (BRASIL, 1994).

MARIMOM e LIMA (2001) realizaram estudos de caracterização fitofisionô- mica e levantamento florístico em ambientes de ipuca, os quais foram denominados Caapões. As ipucas caracterizam-se por apresentar solos de drenagem deficiente, coloração preta e textura argilosa. No período de chuvas, a área fica totalmente inundada, formando bacias circundadas por campos limpos. A diversidade florística é baixa, ocorrendo em muitos pontos a dominância de uma única espécie, como

Licania parvifolia. Dentre as espécies mais comuns, os autores citaram: Acosmium nitens, Mabea pohliana, Panopsis rubescens e Sclerolobium froesii.

Os estudos de CPT (2002) caracterizam esta fitofisionomia como formações que acompanham as calhas de inundação, apresentando-se expandidas em algumas áreas, ao passo que, em outros locais, restringem-se a estreitas faixas de acumulação mais recente. Trata-se de uma categoria florestal de elevada densidade arbórea e dossel uniforme, que apresenta sub-bosque rarefeito, ou mesmo ausente, onde a floresta permanece mais tempo submersa. Quando ocorre, o sub-bosque é

constituído por plântulas de regeneração natural, ou seja, ervas como Scleria sp. (capim-navalha) e algumas espécies do gênero Psichotria. As espécies arbóreas apresentam porte variado, de 18 a 25 m, sendo representadas por indivíduos de casca lisa, fuste quase sempre esguio, com presença de raízes tabulares em muitas espécies, como em Sloanea sp. (pateiro) e Micropholis velunosa (uvinha). Esta última característica representa uma adaptação a ambientes de elevada saturação, ou que permanecem submersos durante o período das cheias. Outra característica observada e marcante desse tipo de florística é a presença de espécimes parcialmente tombados ou inclinados no interior da mata, possivelmente por não possuírem um sistema radicular profundo.

Nesses espécimes, desenvolve-se quantidade elevada de brotos, que crescem linearmente à procura de luz, dando o aspecto de ser parte da regeneração natural da floresta. O ambiente dessas florestas propicia condições satisfatórias ao desenvol- vimento de epífitas, com maior ocorrência de orquídeas, especialmente Cattleya

araguaiensis e Philodendron acutatum, que desprendem grandes raízes pêndulas,

com até 10 m de comprimento, popularmente denominado Cissus spinosa na região. É particularmente observado nas árvores que se desenvolveram às margens de “vazantes”, ou em pequenos canais naturais existentes na floresta (MARTINS, 1999).