7 Diskusjon av ledelses- og organisasjonsmessige utfordringer
7.1 Fag eller administrasjon
Antes de analisar a conjuntura empreendedora no Brasil, é importante comentar sobre os dois fatores que levam o indivíduo a empreender.
2.6.1 EMPREENDEDORES VOLUNTÁRIOS E INVOLUNTÁRIOS
O que leva uma pessoa a empreender, criando um negócio próprio? Seria apenas decorrente de uma motivação natural provocada por uma oportunidade, ou seria por causa de uma necessidade material?
“Segundo Filion [1997], ‘... os empreendedores podem ser voluntários (que têm motivação para empreender) ou involuntários (que são forçados a empreender por motivos alheios à sua vontade: desempregados, imigrantes etc.)...’ (Dolabela, 1999, 69).”
Quanto a esse aspecto, conforme assevera “Felitti (2008) “... Como nas edições
passadas da pesquisa, o GEM (GLOBAL ENTREPRENEURSHIP MONITOR) também
diferenciou os empreendedores em função de sua motivação para desenvolver um negócio próprio. O objetivo é verificar se as iniciativas empreendedoras decorrem de oportunidades de negócios, sobre esse aspecto está inserido também o espírito empreendedor, ou se estão relacionadas à falta de opções no mercado de trabalho. Tem- se, portanto, as taxas de empreendedorismo por oportunidade e por necessidade. Quanto a essa classificação, no Brasil, os números demonstram que o empreendedorismo por oportunidade vem crescendo desde 2003, atingindo 57% (aproximadamente 8 milhões de iniciativas) da população de empreendedores iniciais.
Conseqüentemente houve, durante o mesmo período, uma diminuição na proporção de empreendedores por necessidade, representando 43% (aproximadamente 7
milhões de iniciativas) do total de empreendedores iniciais. Proporcionalmente, ainda é possível dizer que no Brasil, para cada indivíduo que empreende por oportunidade, existe outro que o faz por necessidade.
... A pesquisa mostra que o Brasil é o nono país com o maior número de pessoas que abrem negócios no mundo. São cerca de 15 milhões de empreendedores iniciais (que estão em fase de implantação do negócio ou que já o mantêm por até 42 meses). Eles correspondem a 12,72% da população adulta de 118 milhões de brasileiros com 18 a 64 anos de idade.””
Essa constatação é importante para mostrar que os Suboficiais poderão vir a se tornar empreendedores por um dos dois motivos, com maior tendência para o empreendedorismo por oportunidade, uma vez que este vem crescendo no Brasil, bem como pelo fato de o pessoal na reserva remunerada gozar de certa estabilidade financeira.
Para “Schlemm (2007), “... a principal razão a estimular o empreendedor
brasileiro a procurar novas oportunidades nos negócios é a maior independência e liberdade na vida profissional, seguida da busca de uma renda pessoal mais elevada. Comparando com o ano anterior, a maioria buscava, primeiramente, novas oportunidades para obter uma renda pessoal maior. Entre os empreendedores por oportunidade, identificam-se os principais estímulos para empreender; quais são, afinal, as oportunidades que eles buscaram ou estão buscando. Entre os empreendedores em questão, identificados nas pesquisas de 2005 e 2006, 47% afirmam que a ‘maior independência e liberdade na vida profissional’ foi o principal estímulo; 43% indicam ‘aumento da renda pessoal’; e 10% ‘apenas manutenção da renda’.””
Tabela 1 – Estímulos para a busca de oportunidade - Brasil 2005 e 2006
Fonte: Pesquisa de campo - GEM Brasil 2005 e 2006 (Schlemm, 2007: 125).
O Brasil, segundo “Schlemm (2007: 123), é o “ ... quinto no ranking dos
média, os especialistas dos países participantes têm uma visão mais desfavorável (0,43)...””
“Existe uma grande variedade de motivos que levam as pessoas a ter seu próprio negócio. Alguns dos mais comuns são: vontade de ganhar muito dinheiro, mais do que seria possível na condição de empregado; desejo de sair da rotina e levar suas próprias idéias adiante; vontade de ser seu próprio patrão e não ter de dar satisfações a ninguém sobre seus atos; a necessidade de provar a si e aos outros de que é capaz de realizar um empreendimento e o desejo de desenvolver algo que traga benefícios, não só para si, mas para a sociedade.
Para cada um, os motivos são uma ponderação dos expostos, acrescidos de algumas particularidades próprias. Mas é importante observar que, aparentemente, a maioria das empresas de sucesso foi iniciada por homens ou mulheres motivados pela vontade de ganhar muito dinheiro e, em alguns casos, pelo desejo de sair da rotina a qual estavam submetidos... (Degen, 1989, 15).”
Gráfico 1 - Oportunidade empreendedora - percepção dos especialistas – 2006
Fonte: Pesquisa Especialista - GEM 2006 (Schlemm, 2007: 125).
Porém, “Degen (1989: 16) afirma que “... ser empreendedor não é só ganhar
muito dinheiro, ser independente ou realizar algo. Ser empreendedor também tem um custo que muitos não estão dispostos a pagar. É preciso esquecer, por exemplo, uma semana de trabalho de 40 horas, de segunda a sexta, das 8 às 18 horas e com duas horas para o almoço. Normalmente, o empreendedor, mesmo aquele muito bem-sucedido,
trabalha de 12 a 16 horas por dia, não raro 7 dias por semana. Ele sabe o valor de seu tempo e procura utiliza-lo trabalhando arduamente na consecução dos seus objetivos.””
“Normalmente, quem investe tantas horas em trabalho sacrifica muitos aspectos de sua vida, principalmente o lazer e a família. O preço da independência econômica pode ser muito alto. Para muitos, alto demais. Mas para poucos, vale a pena arriscar... (Degen, 1989. 17).”
Para os militares, principalmente para os Oficias, essa situação não traria muita mudança em sua rotina, uma vez que já estão habituados a trabalhar além da jornada diária de 8 horas, principalmente quando estão a serviço, fora de sede. No caso dos aviadores, estes chegam a passam mais de um mês longe da família, juntamente com todo o seu esquadrão. Os Comandantes de Unidade, como segundo exemplo, necessitam dedicar bastante tempo ao trabalho, que poderia ser destinado ao lazer e à família, e não recebem nada a mais além do soldo relativo ao seu posto. Portanto, após passarem para a reserva e ao empreenderem algum projeto de negócio, ficariam numa posição bastante cômoda, uma vez que não sofreriam pela rotina de trabalho árduo que é exigido para ser um empreendedor, e teriam a chance de ganhar muito dinheiro, mais do que seria possível na condição de empregado, bem como sair da rotina e levar suas próprias ideias adiante.
2.6.2 O APOIO DO SEBRAE
Segundo “Trigo (2004: 10) “O passado familiar influencia as decisões do
empreendedor potencial: a investigação aponta para a emergência de empreendedores em famílias onde os pais incutem nos filhos, desde bem cedo, um desejo de independência e de controle sobre o seu futuro. No arranque e implementação da empresa não é apenas a presença de apoio estável que favorece o sucesso, mas também e sobretudo, a procura e aceitação desse apoio por parte do empreendedor o que sugere a necessidade de se fomentarem sistemas de apoio activos e passivos [grifo nosso], tema de especial interesse para o desenho de programas de formação e desenvolvimento da capacidade empreendedora.””
Foi nessa linha de ação que surgiu o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas –Sebrae (2009) que é uma entidade privada sem fins lucrativos e que tem como missão promover a competitividade e o desenvolvimento sustentável dos empreendimentos de micro e pequeno porte. A instituição foi criada em 1972, como
resultado de iniciativas pioneiras que tinham como foco estimular o empreendedorismo no país.
Segundo o “Sebrae (2009) “Os micro e pequenos negócios são essenciais para o
desenvolvimento do Brasil, e é necessário que atuem em um ambiente institucional que estimule a criação de empresas formais, competitivas e sustentáveis. O Sebrae atua fortemente na busca desse ambiente, pois acredita que o desenvolvimento do país passa necessariamente pela geração de emprego e renda por meio do empreendedorismo.””
O “Sebrae Nacional (2009) informa que “No Brasil, de acordo com o IBGE,
existem 14,8 milhões de micro e pequenas empresas – 4,5 milhões formais e 10,3 milhões informais – que respondem por 28,7 milhões de empregos e por 99,23% dos negócios do país. O trabalho do Sebrae nesse segmento transforma a vida das pessoas e auxilia o desenvolvimento sustentável de diversas comunidades, de forma comprometida com a construção de um país melhor e de uma sociedade mais justa e equilibrada.””
Como se verifica, as condições necessárias e os meios para se empreender com sucesso no Brasil estão à disposição daqueles que desejarem enfrentar esse desafio.
Concluída a fundamentação teórica, torna-se importante relatar a forma utilizada para se chegar à resposta do problema da pesquisa, o que será apresentada no capítulo seguinte.