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Factors (size, vegetation cover, geophagy) characterizing inactive and re-occupied mounds

5. Results

5.3 Factors (size, vegetation cover, geophagy) characterizing inactive and re-occupied mounds

Em 29 de abril de 2013, foi realizada uma entrevista inicial com José Roberto de Toledo, coordenador do Estadão Dados, a respeito da iniciativa e de sua experiência em JGD noutros âmbitos. No dia 30 de abril, foi entrevistado o repórter Daniel Bramatti, na redação de O Estado de S. Paulo, ocasião em que foi possível visitar as dependências do ED e conhecer os outros membros da equipe. Após este contato inicial, uma solicitação foi feita a Toledo, para que permitisse um período de observação-participante no ED. O pedido foi submetido à diretoria do Estadão e autorizado em maio de 2013. O período marcado para a observação-participante foi entre 22 e 31 de julho de 2013, para que coincidisse com as férias escolares da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul, onde o pesquisador atua como professor- assistente do curso da Faculdade de Comunicação Social. Este intervalo resultou num total de 60 horas de observação-participante, registradas num diário de campo – as anotações foram feitas à mão, num caderno, de modo a não melindrar os informantes com gravações de todas as suas conversas e, ao mesmo tempo, evitar que o som da digitação num teclado de computador causasse perturbações no ambiente. Posteriormente, as anotações foram transcritas para um arquivo de texto digital. Todas as informações nesta seção da tese provêm do diário de campo, exceto nos casos em que há referência a outra fonte.

O setor de recursos humanos do Grupo Estado forneceu uma carta de autorização para o ingresso na prédio onde se localiza a redação (ANEXO B). De posse deste documento, foi possível entrar na redação independentemente da presença da equipe do ED no local de trabalho, bem como circular por outros setores, como a Agência Estado, o refeitório e, mesmo, usar os ônibus de traslado entre a sede do Grupo Estado e a estação de metrô Barra Funda, na capital paulista. Desta forma, o pesquisador teve a oportunidade de conhecer empregados de diversas funções na empresa e obter suas impressões sobre o ED e Estadão informalmente. Também foi possível conhecer melhor as rotinas da instituição na qual o ED está inserido e os hábitos de seus jornalistas de uma maneira geral.

A equipe do ED era formada, durante o período de observação-participante, por quatro integrantes, cujo perfil é descrito no QUADRO 2.

QUADRO 2

Perfis da equipe Estadão Dados

Indivíduo Função Biografia José Roberto de Toledo

Coordenador

Decisão sobre as pautas a serem perseguidas; intercâmbio com outras editorias, setores do Estadão e instituições externas, como institutos de pesquisa; análise de dados; redação de matérias e colunas de opinião; atualização do weblog.

Natural de São Paulo (SP), casado, 47 anos, sem filhos, jornalista profissional, fez carreira na editoria de política de grandes jornais brasileiros, já foi proprietário de uma agência de produção de contéudo, trabalha com Reportagem Assistida por Computador desde os anos 1990.

Daniel Bramatti

Repórter Coleta, limpeza, análise e visualização de dados, em especial mapas; apuração e redação de matérias, inclusive para a editoria de política; atualização do weblog.

Natural de Passo Fundo (RS), 45 anos, dois filhos, jornalista profissional, fez carreira como repórter em jornais e

publicações digitais de Porto Alegre e São Paulo, adotou o computador como ferramenta de trabalho ainda no início dos anos 1990.

Amanda Rossi Repórter

Coleta, limpeza, análise e visualização de dados; apuração e redação de matérias;

atualização do weblog; destaca- se pela habilidade em

webscraping.

Natural do interior de Minas Gerais e criada em Maringá (PR), 26 anos, sem filhos, solteira, jornalista profissional, atuou como jornalista free-

lancer e repórter de publicações

digitais; produziu dois projetos de jornalismo cidadão em cidades do interior do Brasil; deixou o Estadão Dados logo após o período de pesquisa para se dedicar a um livro-

reportagem.

Diego Rabatone

Programador Coleta, limpeza, análise e visualização de dados; desenvolvimento de aplicativos; atualização do weblog.

Natural de São Paulo (SP), 28 anos, sem filhos, solteiro, estudante de Engenharia da Computação, faz parte de um grupo de desenvolvimento de F/OSS e de grupos de hackers interessados em acesso a dados públicos.

Em agosto de 2013, entretanto, Amanda Rossi deixou o Grupo Estado por vontade própria, para terminar de escrever um livro sobre as relações políticas e comerciais entre Brasil e Moçambique150. Ela foi substituída pelo repórter Rodrigo Burgarelli. Também em agosto de

2013 o jornalista Lucas de Abreu Maia, que havia sido repórter do Estadão, retornou de um curso de mestrado nos Estados Unidos e foi recontratado. Como seus estudos de pós-graduação

150 Diário de campo, 22 de julho de 2013.

eram focados em estatística, Lucas Maia passou a colaborar com o ED, embora oficialmente não faça parte da equipe.

O Estadão Dados ocupa uma sala própria, anexa à redação d’O Estado de São Paulo. A sala tem menos de dez metros quadrados, dentro dos quais se acomodam quatro escrivaninhas e quatro poltronas. É do tipo aquário, com um grande vidro que permite à redação ver o que acontece lá dentro, e as divisórias são de madeira, de modo que é possível escutar a reunião de pauta da diretoria e editores principais do jornal, realizada numa sala adjacente. Há dois computadores de mesa, um iMac e um PC rodando Windows, raramente usados. A equipe costuma traziam seus próprios computadores portáteis e usar monitores e teclados disponíveis para facilitar o trabalho. Toledo e Rossi usavam Apple, Rabatone usava um Samsung com Linux instalado. Bramatti usava um computador e uma mesa na editoria de Brasil. Toledo e Rabatone se valiam duas telas para trabalhar. Numa, monitoravam o noticiário e redes sociais, bem como o correio eletrônico. Noutra, escreviam e realizavam análises de dados, edição de código e outras atividades relacionadas ao jornalismo.

O iMac e o notebook Samsung foram comprados com verba da própria equipe do Estadão Dados. Eles venceram o prêmio interno do Estadão em 2012, conferido aos produtos jornalísticos que destacavam pela qualidade ou novidade, e usaram o dinheiro para investir na própria estrutura. A razão é que os computadores oferecidos pela empresa não eram potentes o suficiente para realizar as análises de dados, não eram portáteis e, além disso, tinham a instalação de aplicativos gerenciada pelo setor de Tecnologia de Informação do Grupo Estado, o que implicava em demora e entraves burocráticos a cada vez que era necessário usar um novo programa. Outra peculiaridade é que o Estadão Dados dispunha de uma conexão própria à Internet – como a rede do jornal é muito lenta e eles mantinham o seu conteúdo num servidor remoto, conseguiram autorização para um ponto de conexão próprio. Entretanto, durante o período de observação participante, a conexão estava com problemas e a equipe esperava ansiosamente o técnico da NET para encontrar uma solução e deixar de usar a rede corporativa. Todos os membros do ED reclamaram, durante o período de observação-participante, das restrições impostas pelo setor de Tecnologia da Informação (TI) do Grupo Estado a seu trabalho. “O setor de TI, na imprensa brasileira, tem autonomia para definir políticas e não se vê como um prestador de serviços. Então, impõe muitos limites.”151 Além do problema da

151 Toledo, diário de campo, 22 de julho de 2013.

qualidade da conexão à Internet – um recurso essencial para o trabalho com JGD, pois é frequentemente necessário descarregar bases de dados que podem ter centenas de megabytes de volume –, havia o obstáculo da proibição da inserção de código em páginas hospedadas nos servidores do Grupo Estado sem uma auditoria prévia do setor de TI, processo que poderia levar meses a cada vez. Essa exigência impediria o ED de adotar uma variedade de ferramentas de visualização de dados, porque os gráficos resultantes normalmente ficam hospedados em servidores externos à uma determinada intranet e o cliente deve inserir na página desejada um código. Boas práticas de segurança de sistemas recomendam a auditoria deste tipo de código, para verificar se não há falhas que possam ser exploradas para ganhar acesso aos servidores da rede na qual a página da Web de destino está hospedada. Embora correto, este processo é de difícil observação no contexto de uma rotina produtiva jornalística, na qual os produtos devem atender a prazos exíguos. Há duas soluções possíveis para este dilema: adotar um número restrito de aplicativos, sacrificando a flexibilidade da cobertura e obrigando todo conteúdo produzido a se adequar às exigências de um software determinado; ou hospedar o website no qual se deseja usar códigos gerados por serviços terceirizados fora da rede corporativa em que se está operando. O ED adotou a segunda abordagem, hospedando o Blog do Estadão Dados num servidor próprio, fora da rede interna do Grupo Estado. Desta forma, novos aplicativos podem ser testados à medida em que são julgados potencialmente úteis pela equipe e facilmente descartados, se não for o caso.

Na sala havia também uma cafeteira automática de luxo152, posicionada na mesa de

Toledo, que a adquiriu e mantinha com seus próprios recursos. Ele costumava servir o café para visitas, editores e diretores do Grupo Estado, que apareciam na sala quase todos os dias, para tomar um cafezinho e conversar. Conforme Toledo, tratava-se de uma “política de boa vizinhança”153, para angariar simpatia junto ao restante da redação e da direção da empresa. A

equipe do ED tomava o mesmo café de máquina automática disponível para os outros repórteres. Alternativamente, buscavam água quente num bebedouro específico e faziam chá na própria sala. Como forma de agradecimento pela acolhida, comprei algumas caixas de chá britânico e compartilhei com eles, além de alguns biscoitos, castanhas e outros acepipes. A editora-chefe do jornal apareceu na sala quase todos os dias, ao longo da observação participante, para tomar café e conversar com Toledo sobre as pautas do ED, a cobertura de

152 A marca de cafeteira automática Nespresso custava mais de R$ 1 mil e usava cápsulas de café que custavam

cerca de R$ 3,00 a unidade em março de 2014. Website: http://www.nespresso.com/br/pb/.

notícias do Grupo Estado em geral e assuntos de ordem geral, relacionados à política brasileira. Outros editores e diretores do Grupo Estado também fizeram visitas, embora menos frequentes. A máquina de café se mostrou um instrumento para aprofundar e manter a socialização da equipe do ED com outros setores da redação.

Uma das escrivaninhas foi colocada à minha disposição. Ela estava posicionada ao longo da parede, em frente à porta da sala. Desta forma, eu ficava de costas para Toledo e Rossi, com o lado esquerdo voltado para Rabatone e com meu lado direito voltado para a mesa de Bramatti na redação. Bramatti, entretanto, estava em férias e só retornou próximo ao fim do período de observação-participante. Nos momentos em que a equipe estava concentrada em trabalho que não oferecesse oportunidades de acompanhamento, ou depois de acompanhar por um período que permitisse compreender sua natureza, eu costumava dar alguns passeios pela redação, para conversar informalmente com outros jornalistas e tentar entender como eles enxergavam o ED. Na chegada, ofereceram-me o uso de um computador que passava a maior parte do tempo sem uso, mas declinei gentilmente e preferi usar o caderno para anotações de campo. Em algumas ocasiões, levei o meu próprio computador portátil para a redação.

A rotina diária do ED durante o período de observação-participante se iniciava por volta das 14h na maior parte dos dias. Os membros da equipe chegavam em horários distintos em torno do início da tarde, dependendo do horário em que haviam deixado a redação no dia anterior, ou da previsão de pautas. Em geral, todos iniciavam a jornada de trabalho entre as 13h e as 15h. Em ocasiões mais raras, a equipe iniciava o trabalho pela manhã. O horário de saída se dava normalmente no intervalo entre 20h e 22h. Rossi muitas vezes precisava adiar tarefas ou permanecer na redação além das seis horas contratuais de jornada, porque usava o traslado oferecido pelo Grupo Estado para se deslocar até a estação de metrô mais próxima e as partidas se davam em horários pré-estabelecidos.

Assim que Toledo, o coordenador, chegava à redação, iniciava uma discussão de pauta informal com Rossi e Rabatone. Quando chegava mais tarde por alguma razão, telefonava antes, para repassar as tarefas do dia com Rossi ou Rabatone. Bramatti esteve presente apenas dois dias durante o período de observação-participante, então não foi possível estabelecer seu grau de participação neste momento da rotina. Cabe ressaltar que Rabatone, embora não tivesse formação em jornalismo e não fosse contratado para exercer funções jornalísticas no Estadão, mas como programador, participava das reuniões de pauta e de discussões sobre aspectos editoriais das matérias produzidas pelo ED no mesmo patamar dos outros membros. Nas

jornadas testemunhadas, porém, Rabatone não sugeriu pautas, embora tenha desempenhado algumas delas como principal produtor. De qualquer modo, a proximidade física e o fato de não precisarem se ausentar da redação para o trabalho de reportagem fazia com que todas as matérias recebessem ao menos um mínimo de supervisão e avaliação por parte de toda a equipe. Neste sentido, pode-se dizer que a maioria das matérias eram produzidas coletivamente pelo ED. Apenas Toledo costumava apurar e redigir de forma independente, o que pode se dever ao fato de ser o coordenador e repórter mais experiente do grupo. Também podia se dever à sua rotina sui generis de escrever um weblog e uma coluna individuais no Estadão e

Estadão.com.br, para as quais frequentemente criava gráficos e os reproduzia no Blog do Estadão Dados.

Após a definição da pauta diária, Toledo, Rossi e Rabatone passavam a realizar as tarefas de coleta, limpeza e análise dos dados relevantes, criação de visualizações gráficas e, finalmente, publicação no weblog do ED. Quando estavam colaborando com outras editorias do Estadão, seguia-se à publicação do gráfico no weblog a redação de textos e outros materiais necessários. Algumas vezes, os textos eram redigidos pelos jornalistas de outras editorias com quem estivessem colaborando, noutras, por Rossi, Toledo e Bramatti. Rabatone colaborava na apuração, mas durante a observação-participante não participou da redação de textos a ser publicados no jornal impresso ou no Estadão.com.br. Enquanto se concentravam nestas tarefas, a sala do ED caía silêncio preenchido apenas pelo som da digitação, quebrado apenas por breves diálogos cujo objetivo era pedir sugestões e sanar dúvidas técnicas, ou então discussões descontraídas sobre alguma notícia divulgada em redes sociais que tivesse chamado a atenção de algum integrante da equipe. Estas discussões tomavam o caráter de interação social e podiam se estender por cerca de 20 minutos, depois dos quais todos retornavam ao trabalho.

Apesar do silêncio, os membros do ED se mantinham em comunicação, em alguns casos, através de mensagens instantâneas via Internet, usando as plataformas do Facebook154

ou Google155. Este recurso também foi usado em ocasiões nas quais Toledo ou Rossi estavam

distantes da redação e precisavam discutir aspectos do trabalho com o restante da equipe. Embora tenha percebido essa atividade, não solicitei acesso a essas conversas. Procurei, no entanto, retomar seu conteúdo com os informantes posteriormente e, em alguns casos, os

154 O serviço de rede social Facebook oferece a seus clientes uma funcionalidade de chat online integrado ao

painel de usuário. Disponível em: https://www.facebook.com/sitetour/chat.php.

155 Clientes de serviços do Google podem usar uma ferramenta de chat online chamada Hangouts. Disponível

próprios informantes compartilharam espontaneamente o conteúdo dos diálogos. Outro recurso usado para a comunicação entre si, mesmo em algumas oportunidades nas quais todos se encontravam na redação, era o correio eletrônico.

Durante os momentos de concentração dos informantes em seu trabalho, eu aproveitava para redigir e revisar anotações no diário de campo, ou procurava me posicionar na sala de forma a poder observar os processos técnicos que estavam sendo desempenhados. Quando não conseguia compreender algum processo inteiramente, interrompia o trabalho e colocava questões a respeito. Assim, foi possível ter acesso de forma mediata a processos que não seriam normalmente observáveis, por se darem no ciberespaço e não no espaço físico, o que é um desafio comum nas pesquisas do jornalismo digital de abordagem etnográfica (PUIJK, 2008, p.35). Essa estratégia também permitiu identificar os tipos de técnicas e aplicativos de computador mais usados no desempenho do JGD no Estadão.

No intuito de ilustrar como a proposta do JGD é aplicada na redação do Estado de S. Paulo e como o ED se relaciona com outros setores da empresa e com fontes externas, será apresentado a seguir o relato da produção de uma reportagem presenciada ao longo da observação-participante. Este caso específico foi selecionado por envolver o acontecimento mais importante ocorrido ao longo do período de pesquisa de campo no Estadão, por ter provocado o envolvimento do ED com outros setores do jornal e por ter exigido dos informantes o comprometimento de várias jornadas de trabalho e o uso de diversas habilidades diferentes. Trata-se, por isso, de um exemplo especialmente rico para a realização de uma descrição densa (GEERTZ, 1973) e posterior análise.

Na quarta-feira, dia 24 de julho de 2013, Rossi chegou à redação às 15h e encontrou um comunicado de imprensa avisando sobre o lançamento do novo Atlas do Desenvolvimento

Humano no Brasil (PNUD, 2013), editado pelo Programa das Nações Unidas para o

Desenvolvimento (PNUD). Imediatamente, entrou em contato com a assessoria do PNUD, para combinar sua participação no evento de divulgação do atlas para a imprensa, na segunda-feira, em Brasília. Também falou com Toledo, que não viera à redação por estar doente, ao telefone, para combinar os procedimentos da viagem. Haveria uma oficina por streaming de vídeo, para explicar o uso da versão digital da publicação, na sexta-feira pela manhã. Rossi pretendia aproveitar a viagem ao Distrito Federal para realizar pesquisas nos arquivos do Itamaraty, em busca de informações sobre a história das relações entre Brasil e Moçambique. Ela havia solicitado documentos ao Ministério das Relações Exteriores via Lei de Acesso à Informação,

mas o pedido não foi concedido e a orientação foi de realizar uma visita à sede do órgão para consultar o material.

Na quinta-feira, dia 25 de julho, Toledo chegou à redação por volta das 15h30 e brincou com Rossi, dizendo que ela seria mal-recebida pela equipe da sucursal do Estadão em Brasília. A razão para a brincadeira era o caso relatado na seção 6.1, quando Toledo deslegitimou a orientação de uma matéria da sucursal sobre a sondagem de opinião do CNI/Ibope a respeito da popularidade da presidente Dilma Roussef e dos governadores de Estado. Seu alerta aos editores levou o jornal a usar um enfoque diferente do estabelecido pela sucursal para a interpretação dos números e, segundo ele, esse tipo de situação certamente causaria mal-estar. Com efeito, logo após esse diálogo uma repórter da editoria de Brasil entrou na sala dizendo: “Toledo, atendemos a todos os seus clamores e não demos que a Dilma caiu. Estamos pensando em abrir a matéria com uma comparação entre a popularidade da Dilma e dos governadores.”156

Toledo respondeu que, justamente, o ED estava produzindo um gráfico comparando estes dados. Ele discute detalhes da pesquisa CNI/Ibope com a repórter e orienta a cobertura. Assim que ela deixa a sala, Toledo vira-se para mim e comenta:

Este é um momento histórico! Pela primeira vez, entenderam, aceitaram e agiram com respeito quanto a isso. Brasília enviou a matéria que sempre envia, mas eu avisei o Bovo157 que eles iam receber desse jeito, tinha enviado o gráfico. Por

coincidência, o Nando158 tinha visto meu artigo, acho, e mandou reescreverem. Nem