• No results found

Factors associated with increased concentrations of faecal calprotectin

5.2 Discussion of the findings

5.2.5 Factors associated with increased concentrations of faecal calprotectin

Em relação às metodologias, podemos encontrar na Tabela 02 e Gráfico 02, abaixo apresentados, quais foram as escolhas metodológicas que se destacaram nos trabalhos selecionados para nossa pesquisa. Esclarecemos que as metodologias apresentadas abaixo foram nomeadas de acordo com a classificação apresentada pelos autores, ou seja, a partir do que estava dito pelo autor no trabalho apresentado e também com base na classificação que fizemos a partir da leitura na integra dos trabalhos.

Podemos observar na Tabela 02 e Gráfico 02 que as metodologias mais recorrentes nos artigos selecionados para nossa análise são a pesquisa de campo com observação (32) e a pesquisa bibliográfica (12); posteriormente, encontramos a pesquisa etnográfica (7), o estudo de caso (5), a pesquisa documental (5) e com menos frequência, a etnopesquisa (1) e a pesquisa-ação (1).

Tabela 02: Metodologias apresentadas nos trabalhos do GT07 no período de 1988 a 2010. Ano Pesquisa Bibliográfica Pesquisa Etnográfica Pesquisa- ação Pesquisa de campo com observação Etnopesquisa Pesquisa Documental Estudo de caso 1988 --- 1989 --- 1990 1 1991 1 1 1 1992 1 0 1993 1 1 1994 2 1 1 1995 1 1996 1 1 3 1 1997 1 2 1 1998 4 1999 1 1 1 2000 2 1 2001 1 1 2 2002 1 1 2003 0 2004 1 5 1 1 2005 1 1 0 1 2006 1 1 2007 1 2008 3 3 2009 2 1 2010 1 1 2 Total 12 7 1 32 1 5 5

Fonte: Elaborado por Tatiani Rabelo Lapa Santos (2014).

Fonte: Elaborado por Tatiani Rabelo Lapa Santos (2014).

A pesquisa de campo com observação foi a metodologia mais utilizada pelos pesquisadores (conforme Tabela e Gráfico 02); é realizada por meio de observação dos fatos in loco, análise e interpretação. Os autores do GT07 selecionados para análise, que utilizaram a pesquisa de campo com observação foram: Wajskop (1991), Nunes (1993), Wajskop (1994), Palhares (1995), Porto (1996), Ramalho; Krebs (1996), Picanço (1996), Kishimoto (1997), Peixe (1997), Nascimento (1998), Giroux; Macias (1998), Ramos (1998), Sarlé (1999), Goés (2000), Kishimoto (2000), Bento; Meneghel (2004), Sant’ana (2004), Silveira (2004), Barbosa (2004), Borba (2006), Trevisan (2007), Carvalho (2008), Neves (2008), Martins (2009), Motta; Santos (2009), Costa (2010) e Salgado (2010). Em relação aos trabalhos que realizaram observação participante estão: Prado (1998), Oliveira (2001), Ávila (2002), Müller (2004) e Mubarac (2008).

A pesquisa bibliográfica foi a segunda metodologia mais encontrada nos artigos analisados. Esse tipo de pesquisa é uma etapa fundamental em todo trabalho científico, é constituída por levantamento, fichamento e construção de um arquivo que suporte os dados relacionados à pesquisa. Entre os autores do GT07 que usam esta metodologia estão: Kishimoto (1990; 1991; 1992; 1993; 1994; 1996), Faria (1994), Guimarães e

Leite (1999), Júnior; Ramos (2001), Vasconcelos (2004), Flores (2005) e Roure (2010). Outra metodologia utilizada é a pesquisa etnográfica, que se apresenta como uma forte tendência para realização de pesquisas com crianças, tornando-se cada vez mais frequente nos trabalhos científicos. De acordo com Sarmento (2003), a pesquisa etnográfica procura ver a vida tal como ela é cotidianamente conduzida, simbolizada e interpretada pelos atores sociais. Entre os autores que utilizaram a pesquisa etnográfica estão: Wajskop (1991), Kishimoto (1997), Sarlé (1999), Richter (2005), Borba (2006), Martins (2008), Mubarac (2008), Almeida (2008) e Costa (2010).

O estudo de caso também se fez presente nos trabalhos analisados, neste tipo de metodologia a pesquisa tem um forte cunho descritivo, baseado, sobretudo no trabalho de campo, a partir de uma determinada realidade, sendo utilizado para responder questionamentos sobre os quais o pesquisador não possui muito controle. Segundo Ponte (1992), estudos de caso podem ser descritivos: usado para descrição de um caso; analíticos: tangem na construção ou desenvolvimento de teorias novas que possibilitam o confronto com outras teorias já existentes, proporcionando a ampliação e desenvolvimento de novos conhecimentos; exploratórios: referem-se à busca por informações prévias acerca do tema estudado.

Entre os trabalhos que fazem uso do estudo de caso, estão: Wajskop (1994) que apresenta sua pesquisa pautada no estudo de caso do tipo etnográfico. No entanto, não aponta se é de caráter descritivo, analítico ou exploratório. Ramalho; Krebs (1996) apresentaram um trabalho que se caracteriza por ser um estudo descritivo interpretativo; Peixe (1997) realizou um estudo de caso de caráter descritivo; Ávila (2002) e Motta; Santos (2009) cujos textos também apresentam a metodologia relacionada ao estudo de caso, porém, não especificam se são descritivos, analíticos ou exploratórios.

No que se refere à pesquisa documental, encontramos as pesquisas de Nogueira (2000), Fernandes (2001), Garms e Cunha (2001), Silveira (2004) e Richter (2005). De acordo com Ludke; André (1986), a pesquisa documental é vista como uma relevante técnica seja agregando informações advindas de outras técnicas, ou encontrando novos aspectos de uma temática ou problema de pesquisa já existente. Dentre os acervos utilizados para realizar a análise documental, podemos encontrar documentos legais (principalmente referentes à legislação), registro de professores, livros escolares, acervos municipais e estaduais, dentre outros.

(2004). Para realização da etnopesquisa é necessário que o pesquisador construa um caminho no qual seja capaz de descrever e interpretar, entendendo os sujeitos envolvidos, compreendendo quem são e como fazem determinadas ações. Para compreendermos melhor o que vem a ser a etnopesquisa no trabalho de Conceição (2004), usamos como referencial o trabalho realizado por Silva; Cabral (2009), que esclarece-nos que é preciso que o sujeito e suas ações sejam analisados e entendidos de acordo com realidade na qual estão inseridos.

No que se refere à pesquisa-ação, também encontramos apenas um trabalho no período selecionado para esta pesquisa, o de Silva et al. (1996). Ao procurarmos referenciais teóricos para melhor compreender o trabalho de Silva et al. (1996) usamos como fundamentação o trabalho de Miranda (2012); a autora esclarece que a pesquisa- ação é uma metodologia de análise coletiva, na qual é estabelecido o desenvolvimento de discussões e a construção de conhecimento em grupo a partir de uma realidade específica. No uso dessa metodologia, o pesquisador não detém o controle no processo de investigação, mas é visto como um mediador. Assim, os resultados das ações são imprevisíveis. Na pesquisa-ação a ação realizada acontece e é pensada de acordo com o problema a ser resolvido, dessa forma, quando realizada no contexto escolar contribui de maneira significativa por possibilitar a mudança a partir de todos os sujeitos envolvidos, já que esta metodologia pressupõe uma ação coletiva entre todos os participantes da pesquisa. Segundo Miranda (2012, p. 140) a pesquisa-ação “é um processo dinâmico de ação, reflexão e ação refletida”.

Ao procurarmos identificar nos artigos selecionados para análise na presente pesquisa quais são as metodologias utilizadas, pudemos constatar que a pesquisa de campo com observação tem crescido consideravelmente, quando comparada às outras metodologias apresentadas (conforme Tabela 2 e Gráfico 2); na grande maioria das vezes essa metodologia é utilizada para investigações realizadas dentro dos espaços escolares, como é o caso dos artigos analisados no GT07. Em relação à pesquisa bibliográfica, é uma metodologia que, de certa forma, é utilizada em todo trabalho científico.

Já as outras metodologias (conforme Tabela 2 e Gráfico 2) que aparecem em número menor, são reflexo do tipo de pesquisa que ainda prevalece na produção acadêmica, ou seja, o que ainda encontramos na maioria das pesquisas é a metodologia de cunho bibliográfico e a relacionada à pesquisa de campo com observação.

Podemos observar na Tabela 2 e Gráfico 2 que até o ano 2000 prevaleceu a pesquisa bibliográfica período em que a produção era subsidiada principalmente pela área da Psicologia. Posteriormente ao ano 2000, verificamos que aparecem outras metodologias como etnografia, etnopesquisa, pesquisa-ação e estudo de caso. Acreditamos que o uso destas metodologias deve-se a expansão de outras áreas de estudo a partir do ano 2000, por exemplo, Sociologia da Infância e Antropologia. Tais áreas apontam para a valorização de estudos que consideram as crianças como parceiras, ou seja, defendem a realização de pesquisas com crianças e não sobre crianças. Estas metodologias também valorizam, em grande parte, pesquisas que tratam das culturas infantis, além de privilegiar um tempo maior de inserção no campo de pesquisa. Dessa forma, visualizamos que tais metodologias se destacam a partir do ano 2000 devido ao referencial teórico que utilizam e as áreas de estudo que as fundamentam, confirmando, assim, a existência de uma relação entre fundamentação teórica e metodologias utilizadas nos trabalhos do GT07.

No tocante aos trabalhos que utilizam a pesquisa documental, principalmente a partir do ano 2000, acreditamos que tal ocorrência se deve ao aumento significativo de aprovação de documentos e da legislação instituída para educação das infâncias, movimento que começou a ganhar importância a partir da promulgação Constituição de 1988 e desde então passou a ser material de pesquisa, estudo e análise de muitos pesquisadores interessados, por exemplo, em discussões sobre políticas públicas para Educação Infantil.

Em relação à pesquisa com observação, esta se fez presente principalmente no período de 1988 a 2010, sem apresentar grande oscilação na produção ao longo dos anos, ou seja, não encontramos, para essa modalidade de pesquisa, períodos que se destacaram mais que os outros, como no caso das outras metodologias apresentadas.