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Factors affecting biodiversity in BMPs

obstáculos.

P2: Me sentir à vontade, eu sinto. Na verdade, eu acho o que acontece, às vezes, trazendo em relação ao professor, a atuação do professor, o que acontece às vezes é uma certa insegurança em função da gente ter sido criada e ter estudado em uma época que a história do Brasil ela era contada de forma a ressaltar somente a valorização das questões ligadas à elite. Então, muitas das vezes, a história do Brasil que o professor conhece, a história do Brasil que ele conheceu, a história do Brasil que ele aprendeu, ele ressalta isso como verdade acabada. Então a gente hoje conseguir transcender isso e trazer para a história, e trazer para a sala de aula uma história que ressalte realmente o que aconteceu em relação às duas partes, o que aconteceu em relação ao branco, o que aconteceu em relação ao negro, o que aconteceu em relação ao indígena, de uma certa forma dá uma insegurança. Mas essa insegurança vai estar sendo vencida a medida que o professor pesquisa, a medida que ele vai fazendo essa formação continuada, ele vai aprendendo e ele vai mostrando para os alunos a beleza a importância da participação de todos esses povos na constituição da história brasileira. Então, eu penso que o que acontece com muitos professores, assim como acontece comigo é o fato da gente ter lido, da gente ter aprendido uma história que agora a gente está vendo que ela é totalmente diferente. E ai a gente vai ressaltar a beleza da participação de todos os povos, né? Ressaltando que todos eles são importantes.

E: Como é a relação entre os alunos negros e brancos dentro da sala de aula e na sua percepção no ambiente escolar?

P2: Na escola 1 eu creio, porque a gente já vem fazendo esse trabalho das diferenças, a gente percebe que essas relações vem melhorando, embora em

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algumas situações a gente observa situações de preconceito, né?. Eu acredito, que a escola ela é uma extensão do ocorre na sociedade, dentro da escola acontece tudo que acontece do lado de fora, então aqui é importante a gente ressaltar que ainda acontecem embates, nós temos crianças que ainda vão se estranhar em função da diferença de cor de pele, em relação a uma criança que tenha deficiência com relação a outra que não tenha , mas a gente tem trabalhado com nossos alunos de forma a minimizar esses conflitos e de forma a mostrar que é importante, que as pessoas são diferentes e que essa diferença que faz essa bonita composição que nós temos no mundo hoje.

E: Você acredita que existe racismo e preconceito entre eles. Já vivenciou alguma situação que teve que interferir? Se a resposta for sim, pode nos contar o fato, resguardando o direito do sigilo de cada um dos envolvidos?

P2: Racismo e preconceito ele... Eu não vou falar que é inerente... Porque na verdade tem uma frase que fala que: ninguém nasce racista é uma conseqüência da educação que a gente teve. Então nós sabemos que... Em função da forma como a nossa história foi contada muitas das crianças que nós temos aqui na escola, elas vão aprender em suas famílias essa questão de preconceito, essa questão do racismo, não porque suas famílias são más, não porque suas famílias querem influenciar em relação a isso, mas tem a ver também como a forma que essas famílias foram educadas. Mas é importante ressaltar e que nós vivenciamos sim nos espaços escolares, na sala de aula muitas situações em que a gente percebe isso, mas em função desse trabalho que a gente vem desenvolvendo com nossos alunos, é uma situação que os próprios alunos começam a comentar entre si e começam a mostrar aos outros a importância da gente respeitar as pessoas como elas são. Então situação de racismo, de preconceito, a escola, como a sociedade vivencia sim. Mas é importante ressaltar aqui que hoje nós vivemos essas situações de forma mínima e que nós temos feito um trabalho significativo para que a gente consiga realmente é... Nós desejamos que essas atitudes ao longo do tempo se diminuam, se diminua, até a gente chegar num tempo em que as pessoas vão poder se respeitar realmente da forma como são sem racismo, sem preconceito sem qualquer questão, preconceito em relação a gênero, em

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relação à religiosidade, em relação se a pessoa ela é deficiente, se ela é não deficiente. Isso é extremamente importante e é um trabalho que a gente tem feito.

P2: Eu concordo com a colocação feita, após 10 anos o que a gente vê realmente nas escolas em sua grande maioria é uma forma tímida de implementação dessa lei, muitas vezes, ligando, focados a data que tem alguma relação com o negro que é a questão do 13 de maio e 20 de novembro. E nós sabemos que esse trabalho é para ser realizado durante todo o ano, é um trabalho curricular que ele precisa ser feito e assim como a gente trabalha os demais conteúdos é uma questão da gente trabalhar com naturalidade de forma enfática para a gente vencer realmente, conseguir com que o negro seja respeitado no pais. Em relação a essa timidez, eu penso e vejo que hoje o Ministério da Educação já tem políticas voltadas para isso, ontem mesmo eu estava acessando a internet e vi a liberação, que a Universidade Federal de Ouro Preto vai ter uma pós graduação voltada para essa questão da lei 10639 e que avanços como esses são extremamente importantes, e eu penso que nós precisamos garantir que isso chegue as escolas. Eu penso que a secretaria de educação que tem esses núcleos que já trata essas questões das diversidades que coloquem realmente esses núcleos para trabalharem junto ao professorado. Penso que é importante a gente pensar não só em relação aos núcleos municipais, mas eu penso que dentro das escolas é preciso que a gente cobre das pessoas que estão frente às gestões municipais que elas abracem realmente a causa para que, daqui a 10 anos, nós não estejamos discutindo novamente a questão. A lei já está criada e como a gente bem sabe o que é lei a gente necessariamente deveria atender, mas a gente vê que isso realmente não está acontecendo. Então meu desejo enquanto professora, meu anseio do fundo do coração é que realmente a gente possa colocar em prática a lei 10639 de forma bem rápida uma vez que eu penso que a lei 10639, a medida que ela propõe a aceitação das pessoas assim como elas são, no caso trabalhando a questão étnica voltada para o negro, ela vai ensinar a gente a valorizar essa diversidade que é a composição do Brasil e nós sabemos da extrema importância que tem isso. Com certeza o trabalho com a lei 10639, assim como outras políticas para a diversidade, que são trabalhadas na sala de

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aula vão ajudar a gente a construir realmente esse ensino de qualidade que a gente deseja.

E: Sua escola alcançou o melhor IDEB na última avaliação ocorrida em 2011 e foi divulgada em 2012, o que você atribui a essa melhora na qualidade?

P2: Eu acho importante avaliações como essas do IDEB sim para a gente ver como está o trabalho principalmente em disciplinas que tem um peso importante como português e matemática, mas não acho que essas tem um fim em si mesmo. Nós não poderemos fazer uma avaliação no geral de uma escola olhando apenas o desenvolvimento dessa escola em que os alunos na avaliação têm um bom desempenho, porque nós sabemos que esse bom desempenho, ele depende de uma série de fatores, não é verdade? Nós sabemos, por exemplo, que se a escola adota uma postura de treino, ela pode consequentemente alcançar um bom resultado no IDEB e não ser realmente uma escola qualificada. Então eu acho muito importante, esse olhar que o IDEB nos demonstra através das avaliações, ele seja um norteador para as escolas, mas nós precisamos pensar em outros conteúdos que também são relevantes, que a questão da relação humana, essa interrelação na sala de aula e a aceitação da diversidade, então nós temos diversas questões que também são importantes e que também devem ser levadas em consideração em relação a essa avaliação. Eu penso que essa avaliação que o IDEB faz de português e matemática ela vai demonstrar relacionado ao trabalho que é feito em relação a esses conteúdos, como eu disse anteriormente, o treino, se você treinar, treinar e treinar pode alcançar o sucesso. Eu penso que a gente deve jamais olhar apenas esse resultado para saber se uma escola é uma escola de qualidade ou não. Penso que é importante que esse trabalho também fosse feito in loco, olhando a relação dos alunos, uma visita à escola vendo as aulas que os professores faz se as aulas são diversificadas de fato.

178 E: Sabemos que o IDEB avalia o desempenho nas disciplinas de português e matemática e evasão. Em sua opinião somente estes critérios são suficientes para determinar se uma escola é de excelência no ensino, quais outros critérios você sugeriria?

P2: Com certeza é extremamente importante, né? O fato da gente mostrar para essa criança hoje, trabalhar em sala de aula essa diversidade, nos fortalece como ser humano. Eu penso que ao trabalhar isso na sala de aula o professor também se forma a cada dia. Então nós somos uma sociedade que é formada de pessoas de diferentes formas, de pessoas que vão ter um aprendizado diferenciado, de pessoas que vão ter cor diferenciadas, de pessoas que vão ter línguas diferenciadas, e é extremamente importante a gente aceitar cada um da forma que é, e perceber que a composição mundial ela é tão bacana justamente porque nós somos essa população totalmente diversificada.

E: Para finalizarmos, gostaria que a senhora expressasse sua visão