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Factorial Experimental Designs at Two levels

Nesta seção serão apresentados os trajetos individuais e coletivos das juízas Thalita Carvalho, Jéssica Farias e Adriana Furtado63. Estas possuem em comum os seguintes aspectos: origem geográfica dos avós no interior do Maranhão, netas de grandes proprietários rurais, familiares ocupantes de cargos eletivos, número acentuado de parentes que exercem profissões jurídicas e investimentos em escolarização em grandes centros de ensino de São Luís. Os avós paternos das entrevistadas, embora de diferentes regiões do Maranhão, prevalecem os originários dos interiores, Colinas, Cururupu, Vitorino Freire e Guimarães.

Os avós e/ou pais das juízas pertencentes a esse padrão possuem grandes propriedades de terras no estado nesses municípios e ocuparam cargos na política local. Por outro lado os casos referem-se a diferentes padrões de estratégias de reprodução.

O pai da primeira juíza, além de fazendeiro, realizou investimentos econômicos no ramo empresarial e maximiza sua rede de relações sociais no meio político por meio de seu cargo de prefeito, enquanto que no segundo exemplo as alianças matrimoniais com “famílias” da mesma extração social ligada ao espaço jurídico é mais recorrente.

Thalita Carvalho é descendente de “família” com grandes propriedades de terras em Vitorino Freire, seu pai e tios ao longo dos anos além de darem continuidade ao patrimônio rural da “família”, investiram em empresas no ramo de ferro, madeira e acabamentos em São Luís. O pai de Thalita Carvalho, além de empresário, vem atuando nas disputas eleitorais em Vitorino Freire há alguns anos, é conhecido como “Zé 70” na região. Atualmente, José Leandro Maciel (PT do B) é prefeito do município de Vitorino Freire. Posto já ocupado em 2004, quando ele era vice-prefeito do município e o então prefeito teve seu mandato cassado. O lado materno de Thalita Carvalho, com avós do interior do Maranhão tem tradição nas profissões jurídicas, entretanto seus tios desempenharam também outras profissões ligadas à engenharia e área de saúde. Sobre sua origem materna Thalita Carvalho destaca:

63 Ao longo dos capítulos dessa tese os nomes utilizados para as juízas de primeiro grau são fictícios. Utilizamos tal expediente para proteger as identidades das informantes. Mantivemos, no entanto, os nomes reais das empresas, dos desembargadores e personalidades públicas da política e do judiciário estadual, levando em consideração que não tivemos uma interação direta com tais personalidades e lançamos mãos de dados públicos para caracterizá-los.

A minha avó materna nasceu em Colinas, a mãe dela era Paraibana e o pai dela era daqui do Maranhão mesmo, e ele era juiz. Naquela época juiz não fazia concurso, então, meu bisavô embora não tenha feito concurso, se aposentou como juiz. Já meu avô materno ele era de Cururupu, o pai dele veio do Líbano fugido porque ele não queria casar com uma pessoa de lá e veio embora num navio pra Cururupu e aqui ele casou não só com uma, mas com outras mulheres. Ele era agrônomo e minha avó não tinha uma formação, ela foi secretária de prefeito em alguns mandatos em Cururupu, só casou com 35 anos. Após o casamento ela largou a profissão e ficou cuidando mesmo dos filhos. Minha primeira tia nasceu em Barra do Corda, minha mãe nasceu em Coroatá e no final eles moraram aqui em São Luís. Meu avô morreu cedo com câncer no pâncreas, dizem que talvez tenha sido pelo uso de agrotóxicos usado no seu serviço, mas ninguém sabe a origem do câncer. A minha avó faleceu a pouco tempo, além da minha mãe, ela teve mais quatro filhos (Entrevista Thalita Carvalho).

Enquanto Thalita Carvalho possui as origens familiares, de lado materno, com alto grau de escolarização, no que se refere o lado paterno, a administração de terras, desenvolvimento de atividades agropecuárias, empresarial e políticas vão prevalecer. Sobre sua origem paterna a juíza ressalta:

Meu avó paterno, ele tinha fazenda em Vitorino Freire e a minha avó paterna morreu cedo, quando meu pai tinha 3 anos, uma tia que cuidou dele. Meu pai estudou ali no colégio de Arari, depois veio pra cá pra São Luís para continuar os estudos, tudo com a orientação dessa tia, meu avô queria muito que meu pai passasse nunca no vestibular pra agronomia, mas ele nunca passou, até tentava, mas não passava. Foi quando começou a trabalhar com empresas mesmo, não tendo nem uma formação superior, ele teve uma empresa de ferro, depois a de compensado que virou a Léo Madeiras e a Jacaré Homer Center, e hoje ele é o prefeito de Vitorino Freire, ele é muito ligado nas suas origens, ele nunca deixou de viajar para a fazenda, eu acho que ele tá pra se aposentar dessas empresas e ir pra lá de vez (entrevista com Thalita Carvalho).

O pai de Thalita Carvalho, durante sua campanha para prefeito em 2012, é caso ilustrativo da estruturação de alianças com personalidades políticas que atuam no cenário local e nacional, os deputados estaduais Edilázio Jr (PV), que é o genro da desembargadora Nelma Sarney citado no capítulo anterior, o deputado Roberto Costa (PMDB), o então ministro do turismo Gastão Vieira participaram de caminhada em Vitorino Freire apoiando a candidatura de José Leandro. Segue abaixo imagem 6:

Imagem 6- José Leandro em campanha para prefeitura- 2012

Fonte: www.marcoaureliodeca.com.br/, acesso 22/11/13

Depois de eleito, os investimentos de José Leandro em redes de lealdade, com

alianças diádicas verticais e horizontais64 podem ser identificadas em imagens ao lado do cunhado e do genro da desembargadora Nelma Sarney: o senador José Sarney e o deputado estadual Edilázio Jr. Consideramos tal imagem ilustrativa da acionamento do capital social de José Leandro.

64 Landé (1977) nas discussões que desenvolve sobre relações diádicas, as concebe como um acordo voluntário entre pessoas que se dispõem a trocar serviços e ajudas em tempo de necessidade. Estas podem ser de caráter vertical ou horizontal, isto é, entre pessoas de status diferentes ou iguais.

Imagem 7- Senador José Sarney e deputado estadual Edilázio Jr ao lado de José Leandro

Fonte: www.blogsoestado.com, acesso 22/12/14

O acúmulo de capital social de José Leandro se sustenta também por meio de sua presença em eventos do chamado governo itinerante65 de Roseana Sarney. Podemos mencionar, por exemplo, a visita da governadora no município Olho D’água das Cunhãs em abril de 2013, momento em que o prefeito aparece ao lado da governadora Roseana Sarney e do prefeito de Lago Verde (ver imagem 8). Assim, a construção da imagem de José Leandro em festas durante datas comemorativas no município de Vitorino Freire com doações de “prêmios” à população, a exemplo do último dia das mães (ver imagem 9) e seu trânsito junto a personalidades da política maranhense contribui para reproduzir suas bases de liderança local.

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Viagens realizadas pela governadora e equipe pelo interior do estado do Maranhão com a finalidade de proporcionar adesões, essas visitas geralmente aconteciam associadas a festas municipais, de modo a colocar a presença de Roseana Sarney no centro das atenções. Para mais detalhes sobre o “governo itinerante” de Roseana Sarney vê Gonçalves (2006).

Imagem 8- José Leandro com Roseana Sarney e o prefeito de Lago Verde-MA

Fonte: Leste maranhense em foco

Imagem 9- Festa do Dia das Mães em Vitorino Freire-MA: deputado Edilázio Jr, prefeito José Leandro e deputado Roberto Costa entregam prêmios à população.

Nas imagens, acima o pai da juíza Thalita Carvalho, ao mesmo tempo que atualiza o capital social junto à “tradicionais famílias” na política maranhense, fortalece sua relação com os eleitores ao realizar doações na festa realizada no município de Vitorino Freire em comemoração ao dia das mães.

“Zé Léo”, outro apelido que lhe é atribuído no município, além de político é proprietário de empresas no ramo de construções em São Luís, a Léo Madeiras e Jacaré Home Center, administradas pelos irmãos de Thalita Carvalho. A atuação da família em diferentes espaços, na política, no mundo empresarial e no meio jurídico são reveladoras das diferentes estratégias de investimentos.

A demarcação no cenário jurídico maranhense da “família” de Thalita Carvalho é demonstrada por parte materna. A mãe de Thalita Carvalho é prima de desembargador. Thalita Carvalho conta que seu bisavô do lado materno veio do Líbano para o Maranhão e se estabeleceu na região de Cururupu, a profissão exercida por seu avô materno foi a de juiz de direito. Depois de alguns anos seu avô migrou para região de Coroatá, onde sua mãe nasceu. Sua mãe vem de uma família de cinco filhos, dois economistas, dois da área jurídica e uma na área médica. A mãe de Thalita Carvalho se formou na UFMA e foi advogada da CEMAR no início do estabelecimento da companhia, atualmente encontra-se aposentada. A juíza relata sobre a importância das atividades profissionais de sua mãe em seu ingresso no mundo jurídico:

Quando eles se casaram mamãe tinha 22 anos e papai 25, mamãe já estava terminando direito, na Fundação das Universidades do Maranhão, ela iniciou assumindo uma secretaria de um prefeito aqui de São Luís, depois entrou na CEMAR como advogada de lá, bem no comecinho da CEMAR e lá ela se aposentou fazendo pedido de licitação, contrato privado, administrativo, essas coisas. Quando ela se aposentou eu estava me formando e a gente abriu um escritório de advocacia juntas, trabalhamos alguns anos juntas, até que eu passei para a magistratura. (...) Eu não acho que ela tenha me influenciado muito, porque eu sempre quis fazer direito e ser juíza não advogar. Mas o gosto pela leitura foi influenciado por ela, por ela ler muito. Somos três irmãos, um fez contabilidade e outro administração e eu direito, os dois estão nas empresas (Entrevista com a juíza Thalita Carvalho).

Ao mesmo tempo em que a juíza reconhece a importância da mãe por ter despertado seu gosto por leitura e ter feito uma parceria em seu início nas atividades de advocacia, observamos uma negação da influência de sua mãe em sua decisão por optar pelo curso de direito e pela carreira da magistratura. Os irmãos de Thalita Carvalho se

formaram um em contabilidade e outro em administração e como já destacado se dedicam a administrar as empresas da “família”. Pelas narrativas de Thalita Carvalho, o patrimônio econômico da “família” já era bastante expressivo antes de seu ingresso na magistratura.

O acúmulo de capitais por meio de estratégias de investimentos escolares e econômicos é evidenciado nos trajetos de diferentes membros da “família”, tios, primos, conforme Thalita Carvalho afirmou em entrevista. Ela própria destacou em seu trajeto a realização de seus estudos nos colégios Maristas e parte de seu ensino médio nos Estados Unidos na Califórnia, até que retornou para o Brasil para fazer seis meses do terceiro ano e prestar vestibular para direito na UFMA, obtendo êxito na primeira tentativa. Assim, observamos nas propriedades sociais de Thalita Carvalho o prevalecimento de carreiras escolares em instituições centrais, a imagem do pai associada à exaltação do “sucesso profissional” junto às empresas na busca por justificar sua capacidade em gerir um município e a valorização da profissão jurídica por parte de seus familiares, especialmente aos ligados à sua mãe.

Assim como a trajetória da primeira juíza, o segundo caso exemplar pertencente a esse padrão, Jéssica Farias, é proveniente de “família” detentora de grandes extensões de terra no Maranhão, com as primeiras gerações proprietárias de lavouras de cana-de- açúcar. O bisavô de Jessica Farias é originário de Portugal, veio ainda pequeno para o Brasil meados do século XIX e se estabeleceu em Guimarães. De uma “família” de dez filhos, seu avô paterno como filho caçula foi enviado pela “família” para realização de seus estudos em Economia no Rio de Janeiro. Ao término da faculdade seu avô voltou para o Maranhão e devido ao capital social de sua “família” com políticos importantes da época passou a atuar na administração da SUCAM66 no Maranhão. Anos mais tarde já em São Luís, seu avô João Marques Farias se tornou responsável também pela administração da antiga colônia do Bonfim, atualmente hospital Aquiles Lisboa. Seu avô casou, teve doze filhos, cujo pai de Jéssica Farias era o quarto da linhagem. O pai de Jéssica Farias nasceu em Guimarães, mas aos 12 anos se deslocou para São Luís para estudar, momento que seus avós haviam perdido parte de seu patrimônio econômico, devido a esse fato João Marques Farias Filho foi morar na casa de sua tia e madrinha

66 Superintendências de Campanhas de Saúde Pública, órgão que resultou da fusão do Departamento Nacional de Endemias Rurais, da Campanha de Erradicação da Malária e da Campanha de Erradicação da Varíola.

para dar continuidade aos estudos, sua tia era uma senhora de extrato social elevado e de condições econômicas estabelecidas, conforme destacou a juíza durante a entrevista:

Meu pai conta que nossa família estava com poucos recursos naquele momento e com um número elevado de filhos, resolveram então que ele iria morar com a madrinha que era uma mulher de muitas posses aqui no centro de São Luís, essa parte dos casarões, ela herdou muitos casarões, ali no beco dos barqueiros por exemplo e ela tinha muitas lojas no mercado central, e ela botou o meu pai pra estudar e disse pra ele que ele tinha que ser alguém através dos estudos (entrevista com a juíza Jéssica Farias).

A estratégia de investimentos escolares se deu em instituições localizadas em São Luís mesmo, mas que tinham seu grau de importância para o período em questão. O pai de Jéssica Farias passou a estudar na Escola Modelo pela manhã, e a tarde ia com sua tia para auxiliar no trabalho nas lojas. Durante a fase que corresponde hoje o ensino médio, ele frequentou o Liceu Maranhense67, escola que durante muitos anos no Maranhão ficou voltada para os filhos das elites.

A tradição escolar do Liceu é notada desde o período Imperial. No Brasil, influenciados pelo modelo francês, se criaram os liceus como representação do ensino secundário, os poucos liceus instalados revelavam que a educação escolar não estava voltada para a necessidade da maioria da população. Além do mais, o ensino secundário público só foi implantado pelas províncias de maior relevo econômico. Nessas condições, o Liceu maranhense cumpria um importante papel nas relações de dominação, as suas práticas caminhavam no sentido de assegurar benefícios aos filhos de “famílias” de estratos sociais mais elevados, manter e reproduzir o poder das elites. Até a década de 1970, a instituição ainda tinha esse caráter elitista.

Entre as personalidades políticas e culturais que estudaram no Liceu Maranhense podemos citar o poeta Josué Montello, a poetisa Arlete Nogueira da Cruz, o ex- senador José Sarney, ex-governadora Roseana Sarney, cantora Alcione Nazaré e o cineasta e professor universitário Murilo Santos.

67 No Maranhão o Liceu foi o primeiro colégio público de ensino secundário, surgiu a partir da fundação do Seminário diocesiano de Santo Antonio por influência de D. Marcos Antonio de Souza e nesse mesmo ano o então presidente da província do Maranhão, Vicente Thomaz de Figueiredo Carvalho estabelece a criação do colégio por meio da Lei n° 17, no dia 24 de julho de 1838. O Liceu no Maranhão teve como primeiro diretor o professor, jornalista e poeta Francisco Sotério dos Reis. Para maiores detalhes sobre a implantação do Liceu no Maranhão ver Mondego (2006).

A convivência com pessoas de destacado prestígio no cotidiano do Liceu, na casa de sua madrinha e a participação na dinâmica das lojas do mercado central, possibilitaram ao pai de Jéssica Farias a construção e administração ao longo de sua carreira da rede de relações com “famílias tradicionais” de São Luís.

A juíza afirmou que seu pai contava que a casa de sua madrinha era frequentada por várias personalidades que atuavam no espaço jurídico no Maranhão, advogados, promotores, juízes, por conta do esposo de sua tia que era um advogado renomado. O pai de Jéssica Farias prestou vestibular para direito na UFMA sendo aprovado na primeira tentativa. Exerceu, a princípio, a profissão de advocacia no município de Itapecuru por poucos anos, logo tentou concurso para o Ministério Público Federal sendo aprovado. João Marques Farias Filho atuou de 1983 a 1995 como Procurador da República, voltando a advogar posteriormente. A mãe de Jéssica Farias não é da área jurídica, é concursada como auditora fiscal da prefeitura de São Luís. Mas a entrevistada relatou possuir vários tios e primas que atuam na área jurídica e que se casaram com advogados, juízes e promotores. A própria Jéssica Farias é casada com advogado.

O irmão de Jéssica Farias é desembargador do Tribunal Regional do Trabalho no Maranhão, seu irmão e seu cônjuge realizaram investimentos na advocacia68. Assim, com antepassados provenientes do interior do estado, filha de procurador geral da República, irmã de desembargador e a aliança matrimonial com advogado caracterizam o trajeto de Jéssica Farias nesse primeiro padrão. Soma-se a isso, o fato da “família Farias” também ocupar cargos na política local. Embora não seja um parentesco mais direto como no caso anterior que é o pai que ocupa a prefeitura, em Guimarães, a atual prefeita Nilce Farias (PMDB), substituiu o ex-prefeito, seu irmão Artur Farias (PMDB). Além das disputas eleitorais e das relações na política local em Vitorino Freire, as imbricações entre o espaço jurídico e político no Maranhão também podem ser observadas no município de Guimarães nas últimas eleições para prefeito. Nilce Farias (PMDB) ganhou as eleições de 2012 ao disputar com a esposa do desembargador Guerreiro Jr, Mary Jane Guerreiro (PSL). Artur Farias era o candidato inicial,

68 A entrevista com Jéssica Farias foi realizada no escritório de advocacia de seu esposo no bairro do Renascença em São Luís. Momento em que a juíza ao falar da atividade jurídica do pai, afirmou que ele depois de aposentado havia trabalhado juntamente com seu esposo naquele mesmo espaço, e que ambos o admiravam muito, tanto que apontou para a parede onde havia dezenas de quadros com certificados de seu pai que seu esposo havia optado por assim deixar. Entre outras famílias de tradição jurídica no Maranhão, podemos citar “os Guerreiros”, “os Gedeons”, “os Heluy”, “os Rachid Maluf”, “os Duailibi”.

concorrendo a reeleição da prefeitura, enquanto sua irmã Nilce Farias (PMDB) era vereadora, mas como Artur Farias foi considerado ficha suja pela justiça eleitoral, Nilce Farias (PMDB) foi indicada pelo seu irmão pra substituí-lo na disputa eleitoral dois dias antes da eleição. A candidata derrotada, Mary Jane Guerreiro (PSL) que, além de esposa do ex-presidente do Tribunal de Justiça, é irmã do pecuarista e atual prefeito de Bacabal, considerou a atitude como conduta de má fé e recorreu à justiça. A decisão de novas eleições foi tomada de primeiro grau, Nilce Farias entrou com recurso no TRE. Em janeiro de 2013, o julgamento do recurso eleitoral confirmou o direito de posse de Nilce Farias (PMDB), numa votação de 4 a 2. A matéria produzida a época por Zeca Soares, do grupo Mirante, no jornal digital O Estado destaca o fato:

O juiz Paulo de Assis Ribeiro, titular da 30ª Zona Eleitoral, determinou, nesta sexta-feira (14), a realização de nova eleição na cidade de Guimarães. A coligação da candidata derrotada no pleito deste ano, Mary Jane Guerreiro (PSL), recorreu à Justiça depois que o seu adversário, Artur Farias (PMDB), desistiu da candidatura – ele é ficha suja – e indicou a irmã, Nilces Farias (PMDB), menos de 24 horas antes do dia de votação. Segundo a defesa de Mary Guerreiro, a conduta se caracteriza como má-fé e fraude do processo eleitoral. Nilce foi eleita com 50,89% dos votos. A decisão é de primeiro grau e, com certeza, a peemedebista recorrerá ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE) (Matéria Justiça determina novas eleições em Guimarães, blogoestado,14/12/12)69

Diferentemente da trajetória de Thalita Carvalho, os investimentos escolares tanto em outras áreas além do direito como em pós-graduação é observado no trajeto de