4. Party Driven Political Risk and Strategic Patterns
4.1 The many Faces of Political risk
Avaliar significa uma forma pela qual se realiza uma operação, segundo determinadas normas, métodos e técnicas. Por sua vez, a palavra heurística tem origem grega heuriskein, que significa ‘encontrar’ e ‘descobrir’. Assim, avaliar heuristicamente significa encontrar problemas de usabilidade por meio de regras e/ou diretrizes.
A técnica de avaliação heurística é definida por Dias (2003, p. 62) como “um método de inspeção sistemático de usabilidade de sistemas interativos, cujo objetivo é identificar problemas de usabilidade que, posteriormente, serão analisados e corrigidos ao longo do processo de desenvolvimento do sistema”. Complementando, Preece, Rogers e Sharp (2005, p. 430) dizem que a avaliação heurística “serve para saber se os elementos da interface como menus e estrutura de navegação estão de acordo com o usuário”.
Esse tipo de avaliação possui como vantagem o fato de ser um método de inspeção mais popular, por ser fácil, rápido, de baixo custo e por possibilitar a aplicação em qualquer fase do desenvolvimento do projeto, tanto como método formativo como somativo. Envolve um pequeno conjunto de avaliadores examinando a interface e julgando suas características, em face de reconhecidos princípios de usabilidade, definidos por uma heurística. Primeiramente é realizada de maneira individual, onde cada avaliador, durante a sessão de avaliação, percorre a interface diversas vezes, inspecionando os diferentes componentes de diálogo e, ao verificar problemas, estes são relacionados às heurísticas violadas. Estas heurísticas são, na verdade, regras gerais que objetivam descrever propriedades comuns de interfaces usáveis (NIELSEN, 1994).
As heurísticas de Nielsen (1994) foram desenvolvidas, em colaboração com Molich (NIELSEN; MOLICH, 1990) e resumidas, pelo autor, em dez conforme apresentadas no Quadro 3. Winckler e Pimenta (2002) afirmam que essas heurísticas teriam sido utilizadas pela primeira vez em uma interface web, em 1994, numa análise para o site da Sun Microsystems e desde então, esse método tem sido usado na avaliação de sistemas web.
Quadro 3 – As dez heurísticas de Nielsen (1994)
Heurística Descrição
1 Visibilidade do estado do sistema: Feedback
O sistema deve manter os usuários informados do que está acontecendo a cada momento, através de feedback apropriado, em tempo razoável.
2 Correspondência entre o sistema e o mundo real: Linguagem adequada
O sistema deve falar a linguagem do usuário, com palavras, frases e conceitos que sejam familiares para ele, em lugar de termos técnicos orientados ao próprio sistema.
3 Liberdade e controle por parte do usuário: Direitos e deveres Deve ser facilitada a opção de desfazer e refazer ações.
4 Consistência e padrões: Coerência
Devem ser seguidas convenções para que os usuários não tenham que se perguntar se determinadas palavras, situações ou ações significam, de fato, a mesma coisa.
5 Prevenção de erros: Restrições e avisos
O sistema deve eliminar as condições que possam levar a falhas ou apresentar ao usuário opções de
confirmação, antes dele executar determinadas ações.
6 Reconhecimento preferível à memorização
O sistema deve minimizar a quantidade de informação que o usuário precisará lembrar para usá-lo, fazendo com que objetos, ações e opções sejam visíveis. As instruções de uso do sistema devem ser visíveis ou facilmente recuperáveis, sempre que necessário.
7 Flexibilidade e eficiência de uso
Os aceleradores, invisíveis para o usuário inexperiente, podem agilizar a interação para o usuário experiente, de forma que o sistema possa atender aos dois perfis de utilizadores. Os usuários devem ter a opção de personalizar ações frequentes.
8 Design estético e minimalista Os diálogos não devem conter informações irrelevantes ou muito raramente requisitadas.
9 Diagnóstico e correção de erros
As mensagens de erro devem ser expressas em linguagem compreensível (sem códigos), indicando, com precisão, o problema e sugerindo uma solução de forma construtiva.
10 Suporte e documentação
Essas informações devem ser de extensão reduzida, fáceis de localizar e focadas na tarefa, apresentando uma lista das ações específicas que o usuário deverá executar.
Fonte: Adaptado de NIELSEN (1994) e ROSA; VERAS (2013, p. 144).
Essas heurísticas foram propostas pelo autor com o intuito de evitar erros comuns em uma interface. Com isso, inferimos que os requisitos de usabilidade apresentam uma natureza multidimensional para a realização de uma avaliação,
sendo para cada componente de interface cometida uma análise de sua concordância com cada uma das heurísticas apresentadas.
Em 2002, Nielsen, com a coparticipação de Tahir e com base nas dez heurísticas já apresentadas, elaborou 113 heurísticas/diretrizes publicadas no livro Homepage: usabilidade - 50 websites desconstruídos que podem ser aplicados às páginas de Internet para buscar um melhor aproveitamento das áreas existentes, pois para os autores “a homepage é a primeira - e provavelmente a última - oportunidade de atrair e manter cada cliente, quase como a primeira página de um jornal” (NIELSEN; TAHIR, 2002, p. 7). Para promover um melhor entendimento, os referidos autores, agruparam as heurísticas por área de tema e em 26 grupos/eixos norteadores, conforme Quadro 4.
Quadro 4 – Grupos sugeridos por Nielsen e Tahir
Grupo Descrição Grupo Descrição
1 Informando o objetivo do site 14 URLS
2 Transmitindo informações sobre sua empresa 15 Notícias e comunicados à imprensa 3 Criação do conteúdo 16 Janelas pop-up e páginas intermediárias
4 Revelando o conteúdo por meio de exemplos 17 Publicidade 5 Arquivo e acesso ao conteúdo anterior 18 Boas-vindas
6 Links 19 Comunicando problemas técnicos e tratando de emergências
7 Navegação 20 Créditos
8 Pesquisa 21 Atualização de página
9 Ferramentas e atalhos para tarefas 22 Personalização
10 Gráficos e animação 23 Obtendo dados do cliente 11 Design gráfico 24 Favorecendo uma comunidade 12 Componentes da interface com o usuário 25 Datas e horas
13 Títulos da janela 26 Cotação de ações e exibição de números Fonte: Elaborado pela autora.
A aplicação dessas diretrizes é recomendada como um checklist, onde todos os itens precisam ser conferidos para verificar se a homepage está estruturada, ou não, conforme as considerações sugeridas.
Cada um desses grupos possui itens que devem ser levados em consideração. Por exemplo, os principais itens que são avaliados no grupo Informando o objetivo do site são: se o nome da empresa e/ou logotipo está em um tamanho razoável e em um local de destaque; se está presente ou não um slogan resumindo, explicitamente, o que o site faz; se existe uma ênfase das tarefas de mais alta prioridade, para que, assim, os usuários tenham um ‘ponto de partida’ a partir da homepage.
Com isso, apresentamos no capítulo em sequência, a avaliação heurística da interface da base de dados PubMed, objeto de estudo deste trabalho. É relevante destacar que alguns grupos referem-se a aspectos mais técnicos para o entendimento de usabilidade em portais e não foram analisados por não constituírem, especificamente, o foco deste estudo e a natureza do objeto estudado.