• No results found

F ORVENTET AVKASTNING FRA DE ULIKE PRODUKTENE

5. ANALYSE AV AVKASTNING PÅ STRUKTURERTE PRODUKT

5.2 F ORVENTET AVKASTNING FRA DE ULIKE PRODUKTENE

Existe hoje uma grande variedade de equipamentos e metodologias sendo aplicadas nos estudos da climatologia urbana.

Destaca-se a metodologia desenvolvida por Taesler (1986), típica para a pesquisa da ilha de calor, onde são coletados dados de temperatura do ar e umidade relativa em três horários distintos durante 24 horas/dia, pelo menos, em condições de céu claro e baixa velocidade do vento. Tais horários correspondem aos períodos, antes do nascer do sol ( 05:30 h) o horário mais quente do dia (14:30 h) e após o pôr do sol (20:30 h), para se observar como a

FIGURA 04 - Processo ideal de elaboração de modelos em relação à realidade Fonte: Elaborado pela autora baseado em ECHENIQUE, 1975

área urbana absorve e irradia calor . Medidas móveis em transectos podem ser utilizadas para amostrar a distribuição horizontal das variáveis climáticas em escala UCL, mas devem ser combinadas com registros contínuos de estações fixas, para se obter índices de correção confiáveis para as medidas móveis.

Segundo Oke (2004), a coleta de dados, relativos ao clima urbano é extremamente complexa, pois as variáveis climáticas estão sujeitas à alterações a todo instante e sobre elas não existe controle. Resultados válidos e representativos podem ser obtidos, apesar da heterogeneidade dos dados que apresentam as cidades, mas isto requer uma série de cuidados especiais. Lembra ainda o autor, que as diretrizes ou recomendações para se proceder aos estudos do clima urbano precisam ser aplicadas com inteligência e flexibilidade, fazendo as seguintes recomendações principais:

a- nos estudos do clima, a correta definição das escalas espaciais e temporais é essencial, pois o posicionamento e exposição dos equipamentos poderá ser totalmente diferente de uma escala para outra;

b- Para selecionar um ponto apropriado para a instalação de uma estação de medição, é preciso definir a potencialidade desse ponto, ou seja, se o ponto é representativo ou “típico” de uma área e capaz de amostrar as características urbanas circundantes de estrutura (edifícios, ruas), cobertura urbana (pavimentação, vegetação), revestimento urbano (materiais de construção e naturais) e metabolismo urbano (calor, água e poluentes advindos das atividades humanas);

c- a pesquisa pode ser refinada, no caso de tomada de medidas de temperatura e umidade, com sensores carregados a pé, de bicicleta ou de carro, por um transcurso com pontos predefinidos dentro da área de interesse. Esses podem ser escolhidos através de fotos, mapas ou percurso a pé;

d- para medições de temperatura e umidade, é preciso evitar que os instrumentos fiquem próximos ou direcionados para fontes de calor e superfícies refletivas. É essencial propiciar a ventilação dos sensores, principalmente quando estes estiverem dentro de compartimentos fechados;

e- a recomendação com relação à altura para tomada de medidas, tanto por estações fixas quanto móveis, é que esteja entre 1,25 e 2,0 m acima do piso;

f- a melhor hora para se fazer as medições é pouco depois do por do sol ou pouco antes do nascer do sol, sempre em dias de calmaria e sem nuvens.

g- o mais importante é fazer uma coleta de dados consciente e que não deixe dúvidas com relação à sua origem e transmissão, para validar as conclusões da análise proposta.

No Brasil, Monteiro (1976) e Tarifa (1977) representaram os elementos climáticos através da plotagem das variáveis climáticas sobre a mancha urbana em projeção horizontal ou sobre perfís da paisagem. No entanto, esta representação parece trazer pouca informação para fins de planejamento, pois não permite a interface da morfologia urbana com as informações climáticas ou informações diretamente aplicáveis ao planejamento urbano.

Lombardo (1985) estudou a ilha de calor em São Paulo e utilizou imagens termais de satélites, plotando isolinhas sobre mapas de uso e ocupação do solo da cidade (FIG. 05 e 06). Incorporou um método capaz de produzir uma interface mais clara entre o fenômeno e sua espacialização sobre a cidade. Com isso foi possível à autora, proceder a um primeiro passo na proposição de soluções para o planejamento urbano.

Katzschner (1997) propõe, também, uma metodologia para a obtenção de dados nos recintos urbanos, mas ressalta a importância das adaptações necessárias à sua aplicação em realidades distintas. Este autor desenvolveu uma metodologia de representação cartográfica das características ambientais locais, através de mapas, que integram quantitativa e qualitativamente as informações sobre topografia, uso e ocupação do solo, rugosidade do tecido urbano, vegetação, temperatura do ar e ventilação.

FIGURA 05- Ilha de calor Na cidade de São Paulo, no dia 13/08/82 (inverno), às 21 h. Fonte: LOMBARDO, 1985, p. 152 FIGURA 06- Ilha de calor Na cidade de São Paulo, no verão, às 21 h. Fonte: LOMBARDO, 1985, p. 161

Katzschener (1997) pontua ainda, que o mais importante é saber identificar quais as variáveis que irão pesar nos resultados, para que se possa determinar o grau de influência desta variável na alteração climática local.

Mendonça, Assis (2003), aplicaram um procedimento para o estudo e previsão das alterações climáticas em uma porção urbana na cidade de Belo Horizonte, a partir das propostas de Lombardo (1985), Assis (1990) e Katzschner (1997). Analisaram sobre mapas de dados geo-morfológicos, de uso do solo, características de ocupação, ventilação urbana, temperatura e

umidade, as alterações climáticas (FIG. 07). Como resultado gerou-se um mapa-síntese que define áreas que necessitam de mudanças no seu desenvolvimento de forma a amenizar o impacto da ocupação sobre o clima urbano.

FIGURA 07 - Mapa hipsométrico, ventilação urbana e recomendações para Bairro floresta em Belo Horizonte. Fonte: MENDONÇA; ASSIS, 2003, p. 49,61.

Esses procedimentos têm possibilitado, através da elaboração dos diversos mapas que contêm os dados geo-morfológicos e de ocupação urbana, uma fácil interpretação e a interface dos dados por parte dos planejadores

500 m 250 N 0 Altitude 815 935 m

urbanos, pois quando espacializados na cidade, se faz possível verificar as interferências entre os fenômenos climáticos e a morfologia urbana.

2.3.1.2 Investigação das condições das variáveis urbanas (MC e