3 FORSKNINGSDESIGN
3.3 F ORSKNINGSSTRATEGI – INTERVJU SOM VINDU TIL INNSIKT
PRODUÇÃO DE MUDAS DE TOMATE ORIUNDAS DE SEMENTES
PELETIZADAS COM Natrum muriaticum E SUBMETIDAS A ESTRESSE SALINO
RESUMO
O objetivo do estudo foi avaliar a produção de mudas de tomate (Lycopersicon esculentum Mill.) oriundas de sementes peletizadas com o medicamento homeopático Natrum muriaticum, submetidas a estresse salino. Os tratamentos consistiram em seis dinamizações do Natrum muriaticum (3CH, 5CH, 7CH, 9CH, 11CH e 13CH). As variáveis avaliadas foram: porcentagem de plantas emergidas, índice de velocidade de emergência, comprimento da parte aérea, área foliar, número de folhas, volume de raiz, matéria da raiz seca e matéria da parte aérea seca. Os tratamentos Sementes peletizadas/Talco + Natrum muriaticum 5CH e Sementes peletizadas/Talco + Natrum muriaticum 7CH incrementaram todas as variáveis avaliadas diferindo estatisticamente das testemunhas, com resposta positiva no desenvolvimento de mudas de tomate em condições de desequilíbrio.
ASTRACT
GROWTH OF TOMATO SEEDLINGS ORIGINATED FROM SEEDS PELLETED WITH Natrum muriaticum AND SUBJECTED TO SALT STRESS
The aim of the experiment was to evaluate the growth of tomato seedlings (Lycopersicon esculentum Mill.) originated from seeds pelleted with the homeopathic preparation Natrum muriaticum, and subjected to salt stress. The treatments were six dynamizations of Natrum muriaticum (3CH, 5CH, 7CH, 9CH, 11CH and 13CH). The variables evaluated were percentage of emerged plants, emergence rate index, shoot length, leaf area, leaf number, root volume, root dry matter and shoot dry matter. Treatments of pelleted seeds / Talc + 5CH Natrum muriaticum and pelleted seeds / Talc + 7CH Natrum muriaticum increased all variables being significantly different from the control. The
development of tomato seedlings under conditions of imbalance was positively influenced by homeopathic treatments.
INTRODUÇÃO
Atualmente, estima-se a perda de cerca de 1,5 milhões de hectares de terras aráveis a cada ano devido ao acúmulo de sais, dessa forma, a salinização tem sido identificada como o principal processo de degradação dos solos. No Brasil, embora a informação sobre as áreas salinas não esteja bem definida, estima-se que 20 a 25% das áreas irrigadas enfrentem problemas de salinização (FAO, 2006). De modo geral o solo é considerado salino quando a quantidade de sais presentes é capaz de prejudicar o desenvolvimento das plantas. Na maioria das culturas, isso ocorre quando a condutividade elétrica do extrato de saturação é igual ou superior a 2dS.m-1 (HOLANDA et al., 2010).
A interferência dos sais nas plantas ocorre diretamente na atividade enzimática e, em conseqüência, processos fisiológicos e bioquímicos, tais como respiração, fotossíntese e metabolismo de proteínas e ácidos nucléicos são afetados (TAIZ & ZEIGER, 2004), promovendo gastos energéticos elevados na manutenção destes processos. As plantas consideradas sensíveis à salinidade não se desenvolvem e nem produzem com viabilidade econômica, quando a condutividade elétrica da concentração salina do meio for superior a 1,30dS.m-1. As plantas moderadamente sensíveis crescem em soluções de condutividade elétrica entre 1,30 e 3,0dS.m-1. As plantas moderadamente tolerantes em condutividade entre 3,00 e 6,00dS.m-1 e as tolerantes em condutividade elétrica variando entre 6,00 a 10,00dS.m-1 (CAVALCANTE, 2000). O tomate (Lycopersicum esculentum Mill.), hortaliça de grande consumo no Brasil, é considerada moderadamente sensível a salinidade do solo, principalmente no desenvolvimento inicial (DOORENBOS & KASSAM, 1994).
O acúmulo de sais em solos cultivados é bastante comum devido, principalmente às altas doses de fertilizantes aplicados, à falta de lixiviação dos sais acumulados após cultivo e à utilização de águas de má qualidade na irrigação (BLANCO, 2004). A recuperação destes solos requer altos investimentos e demanda muito tempo (ARAÚJO FILHO et al., 1995), sendo necessário a substituição de práticas convencionais por práticas ecologicamente corretas e economicamente viáveis, que não agridam o ambiente, os
produtores e o produto final. A utilização da Homeopatia como insumo é citada como conduta aprovada e vem crescendo em consequência dos avanços dos sistemas não convencionais de produção de alimentos ou de matéria prima vegetal. O estudo de soluções ultradiluídas, seguidas de sucussão (Homeopatia) está despertando a atenção dentro desses sistemas, principalmente quando se trata de técnicas de cultivo orgânico (CASTRO, 2002).
Sendo assim, objetivou-se neste estudo avaliar a produção de mudas de tomate (Lycopersicon esculentum Mill.) oriundas de sementes peletizadas com dinamizações do medicamento homeopático Natrum muriaticum, submetidas a estresse salino.
MATERIAL E MÉTODOS
Escolha dos tratamentos
Natrum muriaticum 3CH, Natrum muriaticum 5CH, Natrum muriaticum 7CH, Natrum muriaticum 9CH, Natrum muriaticum 11CH e Natrum muriaticum 13CH foram escolhidas segundo indicações de quadros vegetais em cultivos em solos com tendência a salinidade (CASALI et al., 2009).
Preparo dos insumos
Natrum muriaticum 3CH foi adquirido em Farmácia Homeopática idônea, da cidade de Viçosa, MG, Brasil, a partir da qual foram preparadas as demais dinamizações no Laboratório de Homeopatia do Departamento de Fitotecnia da Universidade Federal de Viçosa (DFT/UFV), de acordo com FARMACOPÉIA HOMEOPÁTICA BRASILEIRA (1997). Assim, respeitando a relação 1:100, utilizou-se uma gota da Homeopatia em 99 gotas do veículo, nesse caso, o veículo utilizado foi água destilada, a fim de retirar qualquer interferência do etanol nos resultados obtidos. O processo de sucussão foi feito no dinamizador tipo “braço mecânico”, modelo DENISE 10-50 (AUTIC). Natrum muriaticum 3CH, Natrum muriaticum 5CH, Natrum muriaticum 7CH, Natrum muriaticum 9CH, Natrum muriaticum 11CH e Natrum muriaticum 13CH foram preparadas no momento que antecedeu o revestimento das sementes.
Revestimento de sementes ou “Peletização”
O processo de revestimento das sementes, ou seja, a peletização, seguiu metodologia própria de impregnação, respeitando a relação peso/volume (1:1). O pó utilizado foi talco farmacêutico inerte (SYNTH), cuja composição é Mg3Si4O10(OH)2, e o adesivo foram os tratamentos (Natrum muriaticum 3CH, Natrum muriaticum 5CH, Natrum muriaticum 7CH, Natrum muriaticum 9CH, Natrum muriaticum 11CH e Natrum muriaticum 13CH) e a água destilada. Os medicamentos homeopáticos e a água destilada foram impregnadas no talco farmacêutico com auxílio de placa-de-petri com intuito de formar uma pasta, íntegra, branca, o qual revestiu posteriormente as sementes.
Na condução do experimento foram utilizadas sementes de tomate (Lycopersicon esculentum), comerciais sem defensivo (sementes nuas), cultivar SANTA CLARA I 5300, porcentagem de germinação: 90% e pureza: 99,9%, lote 28111.
Condução do experimento
O experimento foi conduzido em casa de vegetação do Departamento de Fitotecnia da Universidade Federal de Viçosa, no município de Viçosa, na Zona da Mata Mineira, coordenadas geográficas 42° 52’W e 42° 50’W de longitude e 20° 44’S e 20° 47’S de latitude, Brasil, no período de 15 de abril a 13 de maio de 2011. O delineamento utilizado foi inteiramente casualizado, com oito tratamentos e quatro repetições, cada unidade experimental constituída por 10 sementes/mudas. Sendo os tratamentos:
1- Sementes peletizadas/ Talco + Natrum muriaticum 3CH 2- Sementes peletizadas/ Talco + Natrum muriaticum 5CH 3- Sementes peletizadas/ Talco + Natrum muriaticum 7CH 4- Sementes peletizadas/ Talco + Natrum muriaticum 9CH 5- Sementes peletizadas/ Talco + Natrum muriaticum 11CH 6- Sementes peletizadas/ Talco + Natrum muriaticum 13CH 7- Sementes peletizadas/ Talco + água destilada (testemunha 1) 8- Sementes não peletizadas (testemunha 2)
As sementes revestida ou não (testemunha 2), foram colocadas em blocos de espuma fenólica (5,0x5,0x3,8cm), mantidas em bandejas de plástico (0,80x0,40x0,10m) previamente umedecidas com solução salina 50mM de NaCl (2,922g.L-1 de NaCl,
condutividade elétrica = 4,5dS.m-1) e solução nutritiva (0,15dS.m-1), conforme FERNANDES et al., (2002), a ½ força iônica, contendo: 4; 1; 2; 1; 0,5; e 0,5mmol.L-1 de N, P, K, Ca, Mg, S e 17,5; 9,5; 10,5; 2; 0,45; e 0,35mmol.L-1 de Fe, Mn, Zn, Cu e Mo, respectivamente.
Após 28 dias do plantio prosseguiram-se as avaliações.
Variáveis
As variáveis avaliadas foram porcentagem de germinação, índice de velocidade de germinação, comprimento da parte aérea (mm), área foliar (cm2), número de folhas, volume de raiz (mL), matéria da raiz seca (g) e matéria da parte aérea seca (g).
A porcentagem de germinação foi determinada no décimo quarto dia após a semeadura, computando-se o número de plântulas normais total por parcela. A determinação do índice de velocidade de germinação prosseguiu conforme MAGUIRE (1962), que é dada pelo somatório da razão entre o número de sementes germinadas cada dia sobre o dia da avaliação, conforme fórmula: IVG = G1/N1 + G2/N2 + G3/N3 + ... + Gn/Nn, onde: G1, G2, G3, ... , Gn é o número de sementes germinadas no dia da observação e N1, N2, N3, ... , Nn é o número de dias após a semeadura.
O comprimento da parte aérea foi determinado com auxílio de paquímetro digital, a área foliar pelo integrador de área foliar (ΔT Área Mater MK2), o volume de raiz pela alteração do volume (utilizando proveta de 10mL) e a matéria da parte aérea de raiz seca foram obtidas em estufa com ventilação forçada a 45ºC até atingir peso constante. Os dados obtidos foram submetidos à análise de variância e as médias comparadas pelo teste Tukey a 5% de probabilidade, no programa SAEG 9.0.
RESULTADOS E DISCUSSÕES
Observam-se nas análises de variância que as variáveis avaliadas: porcentagem de germinação (PG), índice de velocidade de germinação (IVG), comprimento da parte aérea (CPA), área foliar (AF), número de folhas (NFL), volume de raiz (VR), matéria da raiz seca (MRS) e matéria da parte aérea seca (MPAS) apresentaram diferenças significativas, pelo teste F ao nível de 5% de probabilidade, em função dos tratamentos, evidenciando assim, a
ação do medicamento homeopático Natrum muriaticum nas condições experimentais (Tabelas 1 e 2).
Tabela 1 - Resumo da análise de variância do índice de velocidade de germinação (IVG), porcentagem de germinação (PG), área foliar (AF) e número de folhas (NFL) de mudas de tomate, oriundas de sementes peletizadas ou não (testemunha) com Natrum muriaticum, submetidas ao estresse salino.
Quadrado Médio Fonte de Variação Grau de
Liberdade IVG PG AF NFL
Tratamento 7 17,46** 1635,26** 4,059** 1,331**
Resíduo 24 0,28 38,54 1,077 0,032 Coeficiente de Variação (%) 16,93 13,51 26,90 16,56 ** - Significativo a 1% de probabilidade, respectivamente, pelo teste F.
Tabela 2 - Resumo da análise de variância do volume de raiz (VR), comprimento da parte aérea (CPA), massa da parte aérea seca (MPAS) e massa da raiz seca (MRS) de mudas de tomate, oriundas de sementes peletizadas ou não (testemunha) com Natrum muriaticum, submetidas ao estresse salino.
Quadrado Médio Fonte de Variação Grau de
Liberdade
VR CPA MPAS MRS
Tratamento 7 1,96** 669,68** 0,0044** 0,00099**
Resíduo 24 0,088 13,79 0,00023 0,000055
Coeficiente de Variação (%) 35,33 3,37 22,45 31,22
** - Significativo a 1% de probabilidade, respectivamente, pelo teste F.
O tratamento semente peletizada/Talco + água destilada (testemunha 1) não diferiu do tratamento semente sem peletização (testemunha 2), em todas as variáveis avaliadas (Tabelas 3 e 4), evidenciando a inocuidade da substância impregnante (Talco PA), comprovando que apenas a peletização de sementes não beneficia o desenvolvimento de mudas de tomate (Lycopersicon esculentum).
Tabela 3 - Valores médios de massa do índice de velocidade de germinação (IVG), porcentagem de germinação (PG), área foliar (AF) em centímetros quadrado e número de folhas (NFL) de mudas de tomate, oriundas de sementes peletizadas ou não (testemunha) com Natrum muriaticum, submetidas ao estresse salino.
TRATAMENTOS IVG PG AF NFL
Sementes peletizadas/ Talco + Natrum muriaticum 3CH 1,25 d 25,00 c 3,33 ab 0,62 de Sementes peletizadas/ Talco + Natrum muriaticum 5CH 5,75 a 70,00 a 5,22 a 2,12 a Sementes peletizadas/ Talco + Natrum muriaticum 7CH 4,81 ab 62,50 ab 4,84 a 1,50 b Sementes peletizadas/ Talco + Natrum muriaticum 9CH 4,56 abc 62,50 ab 4,49 ab 1,32 bc Sementes peletizadas/ Talco + Natrum muriaticum 11CH 4,437 bc 57,50 ab 3,97 ab 1,20 bc Sementes peletizadas/ Talco + Natrum muriaticum 13CH 3,50 c 50,00 b 3,73 ab 0,95 cd Sementes peletizadas/ Talco + água destilada (testemunha 1) 0,54 d 22,50 c 2,10 b 0,47 e
Sementes não peletizadas (testemunha 2) 0,53 d 20,00 c 3,17 ab 0,45 e
- As médias seguidas de pelo menos uma mesma letra na coluna, não diferem significativamente entre si pelo teste Tukey a 1% de probabilidade.
Tabela 4 - Valores médios do volume de raiz (VR) em mililitro, comprimento da parte aérea (CPA) em milímetros, massa da parte aérea seca (MPAS) em gramas e massa da raiz seca (MRS) em gramas de mudas de tomate, oriundas de sementes peletizadas ou não (testemunha) com Natrum muriaticum, submetidas ao estresse salino.
TRATAMENTOS VR CPA MPAS MRS
Sementes peletizadas/ Talco + Natrum muriaticum 3CH 0,35 cd 16,62 c 0,0521 cde 0,0156 bc Sementes peletizadas/ Talco + Natrum muriaticum 5CH 1,87 a 42,.22 a 0,1198 a 0,0489 a Sementes peletizadas/ Talco + Natrum muriaticum 7CH 1,77 a 39,97 a 0,0972 ab 0,0426 a Sementes peletizadas/ Talco + Natrum muriaticum 9CH 1,05 b 37,48 a 0,0846 abc 0,0321 ab Sementes peletizadas/ Talco + Natrum muriaticum 11CH 0,97 bc 35,06 ab 0,0830 bc 0,0200 bc Sementes peletizadas/ Talco + Natrum muriaticum 13CH 0,47 bcd 28,24 b 0,0617 bcd 0,0184 bc Sementes peletizadas/ Talco + água destilada (testemunha 1) 0,12 d 11,43 c 0,0299 de 0,0075 c Sementes não peletizadas (testemunha 2) 0,10 d 11,17 c 0,0229 e 0,0061 c - As médias seguidas de pelo menos uma mesma letra na culona, não diferem significativamente entre si pelo teste Tukey a 1% de probabilidade.
O uso das dinamizações de Natrum muriaticum na peletização de sementes de tomate favoreceu o desempenho das variáveis IVG e PG, diferindo estatisticamente das testemunhas 1 e 2. Os tratamentos Sementes peletizadas/ Talco + Natrum muriaticum 5CH, Sementes peletizadas/ Talco + Natrum muriaticum 7CH, Sementes peletizadas/ Talco + Natrum muriaticum 9CH tiveram, respectivamente, médias superiores aos demais tratamentos (Tabela 3), em ambas variáveis.
MARQUES-SILVA & BONATO (2006) verificaram a ação dos medicamentos homeopáticos de Rosmarinus officinalis e Artemisia absinthum, nas dinamizações 3CH, 6CH, 9CH, 12CH, 24CH e 30CH na germinação e crescimento de corda-de-viola, o aumento do número de sementes germinadas foi comprovada nas dinamizações 12CH, 24CH e 30CH de Rosmarinus.
A utilização da peletização de sementes associada a Natrum muriaticum 5CH e Natrum muriaticum 7CH promoveram incremento significativo de 40,22% e 43,3% da área foliar (AF), de mudas de tomate conduzidas em solução salina, quando comparado com o tratamento testemunha 1 - Sementes peletizadas/ Talco + água destilada (Tabela 3). Segundo OLIVEIRA et al. (2007) plantas de tomate irrigadas com água de açude com condutividade elétrica de 5,7dS.m-1 tiveram redução em 42% na área foliar quando comparada com plantas irrigadas com água de chuva (0,01dS.m-1).
Na variável NFL, observa-se superioridade da média no tratamento Sementes peletizadas/ Talco + Natrum muriaticum 5CH, diferindo estatisticamente dos demais tratamentos, promovendo aumento de 22,16% e 21,22%, respectivamente, no número de folhas, quando comparado com as testemunhas 1 e 2 (Tabela 3). Comportamento semelhante foi encontrado em condições de campo na região produtora de Marília, SP, onde o tratamento de plantas de maracujá com Silicea 30CH promoveu aumento de 60% no número de folhas, que mostrou posteriormente correlação significativa com o número de frutos (ROLIM et al., 2002).
No VR observou-se comportamento similiar às demais variáveis supracitadas, tendo os tratamentos Sementes peletizadas/ Talco + Natrum muriaticum 5CH e Sementes peletizadas/ Talco + Natrum muriaticum 7CH médias estatisticamente superiores aos demais tratamentos (Tabela 4). O uso de Homeopatia como insumo em vegetais em condições estressantes vem sendo comprovado por vários pesquisadores com resultados
efetivos. A aplicação de Sulphur, independentemente da potência, foi efetiva na desintoxicação das plantas de milho, quando expostas ao Al3+ (150μM). Os tratamentos Sulphur 5CH e Sulphur 30CH foram mais efecazes. Sulphur 5CH, 12CH, 30CH, 200CH e 1MCH causaram 5,3%; 6,6%; 2,7%; 12,3% e 6,2 %, respectivamente, maior crescimento radicular do que o controle (ROCHA et al., 2008).
A utilização da peletização de sementes com Natrum muriaticum nas dinamizações 5CH, 7CH, 9CH, 11CH e 13CH também promoveram aumento do comprimento da parte aérea (CPA) de mudas de tomate submetidas a estresse salino, diferindo da dinamização 3CH e das testemunhas 1 e 2 (Tabela 4).
Sementes peletizadas/ Talco + Natrum muriaticum 5CH, Sementes peletizadas/ Talco + Natrum muriaticum 7CH e Sementes peletizadas/ Talco + Natrum muriaticum 9CH foram eficientes no aumento da matéria da parte aérea seca (MPAS) e matéria da raiz seca (MRS) (Tabela 4). Segundo OLIVEIRA et al. (2007) as variáveis referentes à biomassa seca são as que mais representam o efeito da salinidade em plantas de tomate.
Os mecanismos e interações também foram observados em sistemas dinamizados como mecanismos de desintoxicação em sementes e plantas intoxicadas com metais pesados como relatados em plantas de Pisum sativum (ervilha) intoxicadas por sulfato de cobre e tratadas com Cuprum sulphuricum 15CH, fenômeno notado também com Cuprum sulphuricum 14CH em Sinapis alba var. Dialba (mostarda), Cuprum sulphuricum 5CH em Triticum aestivum (trigo) (NETIEN et al., 1969; AUQUIERE; MOENS, 1981; AUQUIERE, 1982; SCOLFIELD, 1984).
Estudos com arsênico em sementes de Triticum aestivum (trigo) previamente submetidas a doses letais de arsênico (estresse fisiológico) e tratadas, posteriormente com: dinamizações de trióxido de arsênico (As2O3) 40D, 42D, 45D; As2O3 não dinamizado, água destilada e água destilada dinamizada 40D, 42D, 45D, comprovando o efeito mais promissor na dinamização As2O3 45D e no estresse, as dinamizações decimais de água foram mais significantes quando comparadas ao controle (água destilada), e as altas diluições de As2O3, não dinamizados não foram eficazes (BRIZZI et al., 1997; 2000; 2005).
O desenvolvimento de mudas de tomate oriundas de sementes peletizadas com Natrum muriaticum 5CH e 7CH foi superior em todas as variáveis avaliadas, diferindo estatisticamente das testemunhas, constatando resposta positiva da Homeopatia no
desenvolvimento das mudas em condições de desequilíbrio.
CONCLUSÃO
Natrum muriaticum 5CH e 7CH causaram incremento na produção de mudas sadias de tomate submetidas a estresse salino.
O processo de revestimento de sementes com medicamento homeopáticos é tecnologia promissora da aplicação de homeopatia em vegetais.
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