2. Theoretical foundation
2.6 Eye Tracking Technology in the maritime domain
Em resultado das sugestões dos inquiridos e das considerações que apresentamos
supra permitimo-nos fazer as seguintes recomendações, que em nosso entender, melhorariam o desempenho do CLIP:
• A preocupação com a qualidade da língua inglesa deve ser uma constante na forma como o CLIP actua pois, esta foi a grande motivação para ter sido escolhido entre os diversos colégios do Porto. Esta medida pode servir como forma de diferenciação do CLIP podendo o colégio impor-se na redefinição de quotas de mercado, adquirindo uma quota mais apetecível no mercado do ensino privado.
• A aceitação por parte dos inquiridos relativamente ao programa de mentoring pareceu-nos bastante satisfatória. Se bem trabalhada e esclarecida pode constituir valor acrescentado para o colégio na medida em que, fortalece os laços com os antigos alunos e proporciona transmissão de conhecimentos e esclarecimentos de dúvidas dos actuais alunos. Para que a eficiência do programa seja alcançada é necessário criar uma rede de antigos alunos onde sejam disponibilizados e actualizados os contactos dos mesmos, de forma a poder fazer a correlação entre as actividades profissionais dos antigos Alunos e as aspirações dos actuais alunos.
• O papel dos accionistas no financiamento das bolsas de mérito é crucial. Por um lado, a existência de bolsas de mérito desmistifica um pouco a imagem de que o CLIP é elitista e que por conseguinte só aceita alunos provenientes de classes sociais média-altas. Por outro lado, trabalha-se um ponto que foi severamente mencionado pelos inquiridos que é a questão da desigualdade social.
• Melhorar a rede de comunicação/informação através de newsletters mensais sobre o funcionamento do colégio, através de reuniões pré-convocadas com os interessados, entre outras iniciativas. Não nos parece que, o ambiente informal que se vive no colégio seja suficiente no melhoramento deste deficit. Pensamos que a Associação de Pais tem aqui um papel preponderante e que deve ser repensada e analisada pelos encarregados de educação e pela actual Direcção, uma vez que, como já foi referido anteriormente, a actuação deste órgão pode ser bastante construtiva no melhoramento de áreas mais deficitárias.
• Pensamos que seria necessário existir uma integração conceptual e funcional no que diz respeito aos campos de férias de modo a que estes tivessem mais utilizadores.
- 137 -
• A falta de equivalência entre o sistema escolar do CLIP e o sistema português é algo que deveria ser contornado uma vez que esta traz problemas perceptivos do sucesso escolar. A existência de um cartaz à entrada do colégio com a admissão dos Antigos Alunos nas universidades não nos parece suficiente para tranquilizar os Encarregados de Educação. Parece-nos pertinente que os alunos sejam sujeitos aos exames nacionais dos anos terminais de ciclo, isto é, o equivalente ao 4º, 9º e 12º ano de escolaridade. Esses resultados poderiam ser meramente informativos nem conter carácter de avaliação somática.
• Pensamos que deve ser feito um questionário de satisfação actuais alunos, para se perceber o porquê da insatisfação destes perante as actividades desenvolvidas na área de Artes e Expressões.
• A falta de qualidade do refeitório do colégio pode ser contornada através de testes de qualidade surpresa. Isto é, uma vez por mês, no papel do tabuleiro será colocado um questionário onde os utilizadores poderão indicar os pontos fortes e fracos dessa refeição. Desta forma os responsáveis da cantina poderão enriquecer os pontos fortes e enfraquecer os fracos.
• Realização de workshops, sessões de integração, leccionação de aulas de português para os alunos e encarregados de educação provenientes de outros países. Por forma, a fazer com que eles se sintam bem recebidos no país. Estas sessões podem ter um carácter de intercâmbio, isto é, os portugueses dão conhecimento da cultura portuguesa e os estrangeiros dão conhecimento da cultura deles.
- 138 -
Capítulo V
- 139 -
5. Conclusões
Alcançada a recta final da nossa investigação, julgamos ser altura de tecer algumas considerações decorrentes do nosso trabalho. O objectivo deste ponto não é repetir todos os resultados obtidos ao longo da investigação mas sim realçar aqueles que nos parecem mais pertinentes tendo em conta os objectivos delineados inicialmente. Relativamente ao capítulo II – Componente histórica do ensino Privado – este trabalho procurou encontrar as potencialidades inerentes ao sector privado de ensino. A análise das suas características estruturais permitem-nos concluir que este acompanha o tipo de sociedade democrática e plural em que vivemos, e que poderá vir a ser uma alternativa à actual situação vivida pelo sistema educativo português estatal.
No capítulo III, ilustramos o caso de um colégio por forma a confirmar algumas das hipóteses que havíamos formulado. O conjunto destas sinergias – dimensão histórica, normativa e empírica – foi-se ajustando tendo-se delineado o caminho sem nunca se esquecer da pergunta central: estará o ensino privado em condições de substituir ou complementar o ensino público?
No capítulo IV, tivemos a oportunidade de recolher e fazer o tratamento de dados dos questionários distribuídos por quatro públicos-alvo distintos: actuais e antigos alunos, encarregados de educação e professores. Quando analisamos os resultados da análise relativas às razões da inscrição, frequência ou leccionação no ensino privado, as primeiras constatações que prevalecem são: o método de ensino inovador e distintivo dos restantes estabelecimentos de ensino; a utilização da língua inglesa como língua predominante; a qualidade dos espaços físicos quer a nível de prática lectiva quer a nível de práticas desportivas e lúdicas; a qualidade e diversidade cultural do corpo docente; a vasta gama de oferta de actividades extra-curriulares Consideramos ainda peças chave do sucesso deste estabelecimento de ensino, o ambiente coeso e agradável que se faz sentir; a reputação do colégio; a preocupação com a preparação para a entrada no mercado de trabalho através de iniciativas muito próprias do colégio, nomeadamente, realização de feiras de profissões, motivar o alunos para o trabalho em grupo, para a realização de debates, entre outras. Todas estas opções são condicionadas por factores que estão relacionados com redes sociais, amizades, identificação cultural e social, etc.
Parece-nos importante referir que, grande parte dos inquiridos recomendaria este estabelecimento de ensino a um amigo/familiar. Deste modo, concluímos, que de uma forma geral, os inquiridos estão contentes com a escola considerando que esta tem qualidade é eficaz e eficiente no serviço que propõe.
A responsabilidade social está bem patente nos resultados obtidos, quer pelos temas que os grupo consideram pertinentes serem tratados (cidadania, …..) quer pela promoção da meritocracia que estes parecem apoiar.
- 140 -
Relativamente às áreas de melhoria salientamos a forma de comunicação/transmissão de ideias, deveria existir uma maneira de facilitar a comunicação entre o colégio e os alunos e encarregados de educação. Ainda em relação, a este ponto parece-nos que o colégio deveria apostar mais na área promocional dos seus serviços, referindo aqui não só a prática lectiva mas também as actividades extra-curriculares, o aluguer de espaço para outros eventos sociais, etc.…
A convergência das opiniões dos actuais alunos relativamente à qualidade do serviço disponibilizado pelo refeitório deve constituir uma preocupação para a direcção do colégio. Segundo os alunos, o refeitório não respondem às necessidades que eles consideram indispensáveis.
Consideramos que uma forma de atrair novos clientes para o colégio poderia ser através de um programa de Boas vindas aos alunos e encarregados de educação estrangeiros. Neste programa, seriam disponibilizadas aulas de português, de tradição e cultura portuguesa.
Transportar estes resultados para outros estabelecimentos de ensino, públicos ou privados, seria impensável uma vez que as realidades e a forma como estão organizados são bastante díspares. No entanto, a sensibilidade que ficamos sobre estas questões leva-nos a reflectir sobre a racionalidade e a forma como está distribuída a educação em Portugal.