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Extensional rise and fall of a salt diapir in the Sørvestsnaget Basin, SW Barents Sea Carolina Perez-Garcia, Polina Safronova, Jürgen Mienert, Christian Berndt and Karin Andreassen

Na Europa de 1830 a 1850, está acontecendo a atividade urbanística moderna e a equipe de Aarão Reis, em consonância com o movimento urbanístico mundial, tenta resolver os problemas urbanos herdados da Revolução Industrial – um deles é a insalubridade nos centros urbanos. Nos primeiros anos da década de 1930, o Barão de Haussmann propõe uma reforma urbanística em Paris que se transforma em um marco na história. A experiência de Paris influenciou os projetos urbanísticos elaborados no Brasil, à época, pois, segundo Ferreira (1997, p. 106) “essa primeira planificação urbanística em uma cidade com mais de um milhão de habitantes traduz preocupações de ordem política, econômica e social que se busca resolver pela via da paisagem urbana”.

O projeto dividia a cidade em uma zona urbana, núcleo central tendo a Avenida Afonso Pena como eixo, uma zona suburbana e uma zona rural. Delimitava claramente uma hierarquia de espaços, por onde se dividiam pessoas e habitações. As populações menos favorecidas economicamente viveriam para além da Avenida do Contorno, numa área considerada menos salubre que a zona urbana, com sua paisagem de matos ralos entrecortados por humildes cafuas. Tal disposição seguia o conceito de “cidade jardim”, sistematizado pelo urbanista inglês Ebenezer Howard (1850-1928), que propunha uma cidade limitada em número de habitantes numa área circundada por um cinturão verde agrícola que se destinaria ao abastecimento da cidade. Desejava-se possibilitar uma organicidade maior das funções necessárias às aglomerações humanas, ajuntando valores urbanos e rurais, destacando especialmente a presença do meio natural na própria cidade.

Para tanto, idealizava-se uma estrutura política em que as autoridades públicas teriam poder bastante para reunir e manter a terra, planificar a cidade, as construções e oferecer os serviços básicos (MUMFORD, 1965). Revelava, ainda, referências ao modelo parisiense edificado no período de 1853 a 1859, pelo prefeito Georges-Eugène Haussmann (1809-1891), que privilegiava a implantação de vias largas e retas. À parte as intenções políticas do procedimento adotado, o exemplo urbanístico foi amplamente copiado e adaptado por diversas outras nações ao longo da implantação de suas cidades planejadas. Para tanto, idealizava-se uma estrutura política em que as autoridades públicas teriam poder bastante para

reunir e manter a terra, planificar a cidade, as construções e oferecer os serviços básicos (MUMFORD, 1965, p. 653-663).

Após os devidos estudos do sítio, procede-se à planificação da Nova Capital. A planta geral, executada pela 2ª seção da 4ª Divisão, responsável pelos trabalhos de topografia, arborização, arruamento, terraplenagem, chefiada pelo Dr. Américo de Macedo, foi aprovada pelo Decreto n. 817, de 15 de abril de 1895. Inaugurada, em 1897, como a nova capital de Minas Gerais, em substituição à colonial Ouro Preto, sob ideais republicanos positivistas, Belo Horizonte era considerada uma verdadeira maravilha da ciência e da arte moderna, inspirada pela cidade argentina de La Plata.

Apesar do positivismo dos estudos do sítio, o projeto de Belo Horizonte apresenta o traçado formal, com ruas largas, retilíneas, simetria, efeito de perspectiva e monumentalidade norteiam um traçado regular que será implantado sobre um terreno de relevo ondulado suave, embora nem sempre uniforme e contínuo (REIS apud BARRETO, 1996a).

Não somente na escolha do sítio, mas também no zoneamento proposto na planta da cidade moderna, observa-se que o projeto foi pautado na racionalidade e na neutralidade que a técnica exige. Além de uma rede de triangulação proposta para reconhecimento do terreno, a planta previa uma divisão em setores e cada um destes seria destinado a uma ocupação específica.

O predomínio das linhas retas na configuração das avenidas largas resultava num duplo tabuleiro de xadrez. Nele, as movimentações das pessoas, bens e mercadorias deveriam se realizar de forma racional e, sobretudo, previsível, em sintonia com o lema “ordem e progresso”, vitorioso nos projetos republicanos então predominantes na sociedade brasileira.

A Figura 20 apresenta o plano geral da cidade de Belo Horizonte, elaborado pela Comissão Construtora, onde se vê, à esquerda, a setorização em zonas: Urbana, Suburbana e Sítios. Destacava-se, no duplo tabuleiro de xadrez do plano de Aarão Reis, a Avenida Afonso Pena, eixo da malha urbana, por ser uma via dupla de 3.320 metros de extensão, aproximadamente, projetada para funcionar como eixo norte-sul do perímetro urbano da "Cidade de Minas Gerais", com 50 metros de largura, passeios de 4 metros junto aos prédios, tendo sido inaugurada junto com Belo Horizonte, no final do século XIX, em 12 de dezembro de 1897. No centro da cidade, o parque municipal, imensa zona ajardinada cujo projeto estava concluído. As ruas da Nova Capital foram projetadas com 20 metros de largura, necessária para a conveniente arborização, a livre circulação dos veículos, o tráfego dos carris e as demais avenidas com 35 metros para dar-lhes a beleza e o conforto que deverão proporcionar à população, como descreve Barreto (1996a, p. 251).

FIGURA 20: Plano geral da cidade de Belo Horizonte (Comissão Construtora).

Fonte: Fundação João Pinheiro (1997, p. 31).

Aarão Reis comenta o projeto de Belo Horizonte,

Apenas a uma das avenidas – que corta a zona urbana de norte a sul, e que é destinada à localização dos bairros opostos – dei a largura de 50 m, para constituí-la em centro obrigado da cidade e, assim, forçar a população, quanto possível, a ir-se desenvolvendo do centro para a periferia, como convém à economia municipal, à manutenção de higiene sanitária e ao prosseguimento regular dos trabalhos técnico (REIS apud BARRETO 1996a, p. 257).