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Chapter 6 – Overall Research

6.8 Entry strategies

6.8.1 Export Entry Modes

Frequência relativa (%)

Desmotivação devido ao salário 93,8

Insatisfação com a falta de estrutura 50

Decepcionados ao constatarem o desinteresse discente 18,8

Falta de reconhecimento institucional 12,5

189 A educação médica é um processo que engloba experiência pré-médica, pós-graduação, treinamento clínico geral, treino específico ou vocacional, subespecialidades e, principalmente, aprendizado contínuo (SPENCER, 1999). No Brasil, durante a década de 1990, a Comissão Interinstitucional de Avaliação do Ensino Médico (CINAEM), confirmou diversos fatores relacionados a inadequações do processo de formação do médico, ligados tanto ao graduado quanto ao corpo docente e ao modelo pedagógico dos cursos. Sobre os problemas relacionados aos docentes, o “Paradigma da Integralidade” propõe uma abordagem que englobe a capacitação conjunta de competências técnico- científica e didático-pedagógica (COSTA, 2007).

Kassab (2013) descreve a formação do professor de medicina de forma segmentada, uma vez que esse profissional deve, após a residência, inserir-se em um projeto de pós-graduação. Tudo isso extremamente relacionado a uma baixa remuneração, a qual está ligada ao nível de formação do docente. Núñez-Cortés (2013) ainda relata a insatisfação dos docentes com o baixo fomento. Tal fator também foi encontrado no presente estudo em que 93,8% dos entrevistados descrevem desmotivação devido ao salário.

A tríade baixos salários, carga horária excessiva e o pouco reconhecimento constituem fato comum entre os docentes médicos (ALMEIDA, 2011). A necessidade de realizar plantões para complementar a renda levam os profissionais à exaustão, o que, de acordo com Pocinho (2011), prejudica seu rendimento e o ensino dos estudantes, visto que a motivação e empenho por parte do professor são elementos de um bom método de ensino. Além disso, os baixos salários não incentivam a dedicação exclusiva. Os professores de medicina tendem a optar por atividades mais lucrativas. Os que assumem, vivem situação financeira desmotivadora e vêem restritos os acessos a congressos e aquisição de material bibliográfico (FERREIRA, 1992).

A falta de reconhecimento institucional, apontada neste trabalho por 12,5% dos participantes, promove desgaste para o educador médico quando reduzem sua autonomia técnica e pedagógica (BULCÃO, 2003).

Sobre a insatisfação com a falta de estrutura, os resultados observados no presente estudo mostram que 50% dos docentes não se sentem satisfeitos quanto à infraestrutura disponível na universidade. A falta de investimentos em docentes, espaço físico e material didático. Há falta de infraestrutura para que os alunos obtenham uma boa formação (LAMPERT, 2004). Kassab (2013) também revela esse problema, principalmente, ao discutir investimentos em pesquisa.

Dos docentes inquiridos, 18,8% relataram o desinteresse por parte dos estudantes. Para Bulcão (2003) é desgastante ministrar aulas para um público frequentemente desmotivado, sem conhecimento básico do assunto, exigindo um esforço maior por parte do docente na preparação de suas aulas.

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Outro motivo que faz parte do cotidiano são os conflitos no ambiente de trabalho, indicado por 12,5% dos docentes neste estudo, caracterizado por problemas de relacionamento interpessoal. Segundo Caregnato (2009), discussões, disputa de poder, desrespeito e falta de comprometimento e cooperação entre os profissionais constituem exemplos de fatores de estresse gerados mesmo em ambiente hospitalar.

Conclusão

Diante da reflexão do contexto apresentado, o aspecto ligado à questão do baixo salário, à falta de estrutura, ao desinteresse dos alunos, ao não reconhecimento institucional e aos conflitos no cotidiano do trabalho são os principais causadores da desmotivação dos professores.

Existe, no entanto, uma pequena atenção geral para com o quadro crescente de desmotivação entre os docentes, tanto em termos financeiros como de realização profissional e pessoal. Para minimizar os fatores estressores e aumentar o desempenho profissional, sugere-se que os cursos promovam um programa de assessoria pedagógica, com aperfeiçoamento e motivação do profissional docente.

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