grantes no que toca à condição perante a atividade económica, verificando, quer a proporção de imigrantes que está ativa com profissão, quer a que se encontra em situação de desemprego, quer ainda a que partilha outras situações. Procuraremos apu- rar algumas variações ao padrão global, nomeadamente no que respeita à identificação de preditores do desemprego, explorando a influência de variáveis como o sexo, a nacionalidade, o nível de escolaridade, a região de residência, a longevidade do pro- jeto migratório, o estatuto (ir)regular, a posse da nacionalidade portuguesa e a profissão. Analisa-se, ainda, a dimensão de imi- grantes que reemigrou de Portugal para trabalhar no estrangei- ro, descortinando a sua ocorrência temporal e os seus pólos de atração (destino), bem como os principais agentes envolvidos no processo.
A primeira nota a reter é a de que os imigrantes apresentaram, ao longo da última década, de forma regular, taxas de emprego superiores às dos autóctones, em contraste com o que ocorre na UE27 segundo os dados do Eurostat. Como causas para a forte inserção laboral dos imigrantes, Peixoto (2008) avança a
5.
1. C
ONDIÇÃ
O
PERANTE
A
A
TIVID
ADE
EC
ON
ÓMIC
A
abundante procura de trabalho na economia nacional38 (mormente em trabalhos precários
ou informais), a pouca regulação à entrada e posterior inserção no mercado de trabalho dos imigrantes que estão em situação irregular (espelhadas nas sucessivas regularizações extraordinárias) e a complementaridade entre a mão-de-obra nacional e a força de trabalho estrangeira.
Todavia, esta forte inserção laboral dos imigrantes estará a alterar-se com a crise económica sentida em Portugal. De facto, a atual conjuntura parece estar a atingir de forma mais aguda os imigrantes, o que se poderá verificar, por um lado, pela taxa de emprego destes, em 2010, ter sido inferior à dos nacionais (Anexo 1, Tabela Complementar 5.1), pela queda da mesma ser mais abrupta nos estrangeiros (por comparação aos nacionais) entre 2009 e 2010 e, por outro lado, pela maior subida do desemprego neste grupo. O crescimento do desemprego entre a comunidade imigrante é, também, observável nos registos oficiais de desemprego do Instituto de Emprego e Formação Profissional, sabendo-se que não houve um cresci- mento significativo da população estrangeira residente em Portugal (em 2010 registou-se inclusive uma pequena redução). Os estrangeiros representavam 5,8% em 2008, 7,2% em 2009 e 7,3% em 2010 do total de inscritos desempregados nos centros de emprego a nível nacional.
Adicionalmente, para além de as taxas de desemprego dos estrangeiros em Portugal terem sido, na última década, superiores às dos nacionais39, a distância entre os dois grupos tem
vindo a aumentar de forma sustentada (4,8% em 2000 e 7,8% em 2010), em detrimento dos primeiros. Em 2010, a diferença entre os dois grupos é, pela segunda vez nos últimos 10 anos, ligeiramente maior em Portugal do que no espaço comunitário. Acrescente-se que, muito embora a vulnerabilidade dos imigrantes seja válida para ambos os sexos, a diferença nas taxas de desemprego entre autóctones e estrangeiros é, em termos sistemáticos, um pouco mais elevada no caso das mulheres. Paralelamente, o gender gap, ainda que exista nos dois grupos em análise, é também ligeiramente maior no caso dos migrantes do que no dos nacionais.
Ainda assim, o principal aspeto que ressalta dos dados aqui apresentados, relativamente à condição perante a atividade económica, é que a maioria dos imigrantes está empregado (58,5%) (Tabela 5.1). Na equação entre homens e mulheres, cabe ressalvar que os primeiros revelam taxas de emprego ligeiramente superiores às segundas (60,4 e 56,5% respetivamen- te), indo ao encontro dos dados do Eurostat referentes à última década. A maior diferença
38
Como sabemos, esta situação alterou-se completamente após 2008.
39
entre os sexos reside fundamentalmente na categoria de indivíduos como domésticos, onde as mulheres estão claramente mais representadas (4,5% comparado com 0,2% dos homens).
Tabela 5.1 – Condição perante a atividade económica dos respondentes e seus familiares co-residentes, segundo o sexo (Nº e %)
Condição perante a atividade económica
Mulheres Homens Total
N % N % N %
Ativo com profissão 3.342 56,5 3.789 60,4 7.131 58,5
Desempregado 600 10,1 696 11,1 1.296 10,6
À procura do primeiro emprego 66 1,1 52 0,8 118 1,0
Doméstica 266 4,5 10 0,2 276 2,3
Reformado 150 2,5 149 2,4 299 2,5
Inválido / doença permanente 48 0,8 55 0,9 103 0,8
Estudante 1.447 24,4 1521 24,3 2968 24,3
Total 5.919 100 6.272 100 12.191 100
Fonte: CLAII/ACIDI (2009/2010) – Questionário de caraterização dos estrangeiros não comunitários em Portugal. N= 12.191 (Não inclui não-respostas, nem crianças que não frequentam o sistema de ensino).
Há, também, um grupo muito considerável de imigrantes e descendentes a estudar (24,3%), com peso igual de homens e mulheres.
A recente preocupação das políticas públicas em relação aos imigrantes idosos, manifes- tada, por exemplo, no II Plano para a Integração dos Imigrantes, que também justifica um incremento nos estudos efetuados sobre esta matéria (Machado e Roldão, 2010; Marques e Ciobanu, 2012), encontra eco nos dados do presente inquérito, em que 2,5% gozam a refor- ma em Portugal. Menos de 1% dos imigrantes está em situação de invalidez/com doença permanente.
Não obstante o número de empregados imigrantes ser bastante elevado em Portugal, im- porta assinalar que 10,6% dos inquiridos estavam desempregados, valor que sobe para 11,1% no caso dos homens. No entanto, aqueles à procura do primeiro emprego (1%) são em número bastante inferior quando comparados com os (jovens) portugueses. Os da- dos parecem indicar uma ligeira maior dificuldade por parte das mulheres imigrantes em encontrar o primeiro emprego, o que poderá dever-se, ou a eventuais situações de maior
discriminação no mercado de trabalho, ou ao constrangimento encontrado nos primeiros anos de imigração por não terem uma rede social de apoio no cuidado dos filhos que estão geralmente a seu cargo (Evans, 1984, citado em Raijman e Semyonov, 1997).
Contudo, ainda que as mulheres migrantes continuem a estar expostas a taxas de desem- prego relativamente mais elevadas do que as mulheres autóctones e do que os homens mi- grantes, o acentuar da crise em 2008, com efeitos fortes sobre a construção civil, traduziu- -se num crescimento relativo muito mais elevado do desemprego dos homens do que das mulheres imigrantes40. Note-se que, na última década, os homens imigrantes apresentam
também taxas de desemprego superiores às das mulheres autóctones41, o que nos leva a
concluir que a vulnerabilidade dos imigrantes em termos de inserção laboral (baseando- -nos nas diferenças das taxas de desemprego) é maior em função da nacionalidade do que do sexo.
Esta evidência é resultado, em larga medida, e a par de alguma discriminação no momento do recrutamento e seleção, da concentração do emprego dos imigrantes em setores mais vulneráveis ao ciclo económico. Em 2010, os setores em que o desemprego é maior (ativida- des administrativas e serviços auxiliares, construção, comércio por grosso e a retalho, hote- laria, restauração e atividades similares42) são precisamente os setores em que os imigrantes
estão mais concentrados43.
Havendo um reconhecimento claro da influência do tecido económico sobre o desemprego, e tendo em conta as variações da composição empresarial e industrial das diferentes regiões em Portugal, é possível afirmar, como era expetável, que são os imigrantes que residem na Área Metropolitana de Lisboa Sul que mais se apresentam como desempregados (porventu- ra por força de uma pujante competitividade entre imigrantes de baixa condição socioeco- nómica numa região de grande concentração de população estrangeira), seguidos dos que vivem no Algarve e no Norte (Tabela 5.2). São também estas as regiões mais afetadas pelo desemprego, segundo os dados do Inquérito ao Emprego do INE para 2010 (Algarve, 13,4%; Norte, 12,6%; Alentejo e Lisboa, 11,4 e 11,3% respetivamente). Por contraste, os imigrantes residentes na Madeira são aqueles que apresentam melhores indicadores de integração la- boral, dispondo simultaneamente da maior taxa de ativos com profissão (69%) e da menor
40
Vide Anexo 1, Tabela Complementar 5.4.
41
Vide Anexo 1, Tabela Complementar 5.4.
42
Inquérito ao Emprego do INE, 2010.
43
taxa de desemprego (5,8%). Note-se que a particularidade de uma parte substancial destes imigrantes serem, como já foi mencionado em capítulo anterior, venezuelanos associados ao efeito de contracorrente migratória, contribui, eventualmente, para o aumento do capi- tal social, facilitando talvez o acesso, quer a recursos para a implementação de atividades por conta própria, quer a empregos por conta de outrem.
Tabela 5.2 – Condição perante a atividade económica dos respondentes e seus familiares co-residentes, por região de residência (%)
Condição perante a atividade económica
Região de residência
Norte Centro AMLN AMLS Alentejo Algarve Madeira Açores Ativo com profissão 54,6 54,5 65,3 50,6 65,4 64,1 69,0 62,4
Desempregado 11,1 9,6 7,6 13,7 7,8 12,7 5,8 10,9 À procura do primeiro emprego 1,7 1,1 0,6 0,8 1,3 0,6 0,6 2,3 Doméstica 2,4 2,8 0,9 2,5 0,6 1,9 3,5 4,7 Reformado 0,7 1,6 4,8 2,7 0,0 0,5 1,7 3,3 Inválido/doença permanente 0,1 0,2 1,1 1,4 0,6 0,8 0,3 0,9 Estudante 29,4 30,3 19,7 28,3 24,3 19,4 19,2 15,6 Total 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0
Fonte: CLAII/ACIDI (2009/2010) – Questionário de caraterização dos estrangeiros não comunitários em Portugal. N= 12.224 (não inclui não-respostas, nem crianças que não frequentam o sistema de ensino).
De forma complementar, é interessante analisar o efeito da posse de nacionalidade por- tuguesa sobre a condição perante a atividade económica. Ao compararmos a proporção de desempregados entre os imigrantes e familiares com cidadania portuguesa e aqueles que continuam com estatuto de estrangeiros, é muito clara a maior vulnerabilidade dos segundos no que toca à sua inserção laboral (7,1% vs 12,4%). O mesmo acontece no grupo dos indivíduos à procura do primeiro emprego, em que os imigrantes sem nacionalidade portuguesa estão mais representados numa situação ativa com profissão (Tabela 5.3). Não obstante o quadro ser aparentemente complexo, os dados parecem denotar que a posse de nacionalidade portuguesa serve como tampão/escudo para as situações de maior fragilidade, no que toca à condição perante a atividade económica. Não é surpreendente verificar, por último, que tanto nos estudantes como nos reformados há mais indivíduos que adquiriram a nacionalidade portuguesa, por força de já terem nascido em Portugal ou aqui residirem há longos anos.
Tabela 5.3 – Condição perante a atividade económica dos respondentes e seus familiares co-residentes, por posse da nacionalidade portuguesa (Nº e %)
Condição perante a atividade económica
Nacionalidade portuguesa
Com nacionalidade Sem nacionalidade
Nº % Nº %
Ativo com profissão 2.105 54,0 4.999 60,8
Desempregado 277 7,1 1.020 12,4
À procura do primeiro emprego 20 0,5 97 1,2
Doméstica 59 1,5 217 2,6
Reformado 175 4,5 125 1,5
Inválido/doença permanente 35 0,9 66 0,8
Estudante 1.226 31,5 1.702 20,7
Total 3.897 100,0 8.226 100,0
Fonte: CLAII/ACIDI (2009/2010) – Questionário de caraterização dos estrangeiros não comunitários em Portugal. N= 12.191 (não inclui não-respostas, nem crianças que não frequentam o sistema de ensino).
Analisando somente os imigrantes que não têm a nacionalidade portuguesa, podemos observar uma panóplia de diferentes situações perante a atividade económica, de acordo com as diversas origens. Se os imigrantes chineses, da Europa de Leste, particularmente os moldavos e os russos, e da América do Sul – brasileiros e venezuelanos – estão sobre-repre- sentados nos “ativos com profissão”, os imigrantes dos PALOP, à exceção de Moçambique44,
estão fortemente representados na situação de desemprego, tanto devido à sua fraca esco- laridade como à sua concentração territorial na Área Metropolitana de Lisboa Sul, onde a taxa de desemprego é a mais elevada. A par destes, encontram-se também os cidadãos do Paquistão (onde a taxa de desempregados é a mais alta do grupo dos estrangeiros) e todos os indivíduos da Europa de Leste, à exceção dos moldavos (Tabela 5.4).
Na situação de domésticas, temos quase exclusivamente mulheres, destacando-se a sua presença relativa nos grupos dos paquistaneses, marroquinos e indianos. O facto de se tra- tar de populações imigradas com fortes taxas de masculinização e marcadas por práticas religioso-culturais muito distintas das dominantes na sociedade portuguesa, com destaque para a forte presença do Islão, ajuda a perceber o maior afastamento destas mulheres do mercado de trabalho nacional. Na verdade, a sua chegada tende a ocorrer, mais frequente- mente, no quadro do reagrupamento familiar do casal (Fonseca et al., 2005), que lhes atribui,
44
essencialmente, funções domésticas e de reprodução, até porque no contexto do Islão tradi- cional e, de algum modo, do Hinduísmo, são algo desvalorizadas as tarefas profissionais que colocam as mulheres em contacto com o público, de que são exemplo o comércio e alguns tipos de serviços. Note-se que este processo de afastamento das mulheres da esfera pública geral, com destaque para o mundo do trabalho, pode acentuar-se nos locais de destino, uma vez que o outro, o “pertencente à maioria”, é percebido como diferente e, eventualmente, como um desafio aos valores culturais originais e às práticas que lhes estão associadas. Como reformados, e decorrente de uma migração mais antiga no tempo, estão os cidadãos dos PALOP, à exceção dos elementos da comunidade guineense e moçambicana e, também, os imigrantes venezuelanos onde o peso dos reformados é o mais significativo, atestando o encerramento de um ciclo migratório, que se fecha com o retorno à origem, porventura num quadro familiar, em que o emigrante português inicial regressa acompanhado de ou- tros familiares com nacionalidade venezuelana.
Nas situações porventura de maior carência e emergência social, ou seja, de invalidez ou doença permanente temos destaque para os indivíduos dos PALOP, nomeadamente os san- tomenses, quer por serem os grupos mais antigos de imigrantes em Portugal, quer porque poderão ter vindo para o país ao abrigo dos acordos de cooperação na área da saúde. O grupo dos estudantes tem maior peso na comunidade dos PALOP, com destaque para os santomenses, e entre chineses e indianos.
Tabela 5.4 – Condição perante a atividade económica dos respondentes e seus familiares co-residentes, por nacionalidade (%)
País de nacionalidade
Condição perante a atividade económica
Ativ o com pr ofissão Desem pr egado À pr ocur a do pr imeir o em pr ego Domés tica Refor mado In válido/ Doença per manent e Es tudant e To ta l China 75,1 0,8 0,0 0,4 0,8 0,0 22,8 100,0 Índia 58,0 10,7 0,9 8,0 0,0 0,0 22,3 100,0 Paquistão 41,2 18,8 2,4 18,8 0,0 0,0 18,8 100,0 Geórgia 62,5 18,8 3,1 3,1 0,0 3,1 9,4 100,0 Moldávia 66,1 10,3 0,9 3,4 0,0 0,3 18,8 100,0 Rússia 67,6 15,1 1,4 2,7 1,4 0,9 11,0 100,0 Ucrânia 65,6 15,8 1,1 2,1 0,4 0,5 14,5 100,0 Marrocos 59,0 15,4 0,0 10,3 0,0 0,0 15,4 100,0 Senegal 54,9 13,7 2,0 2,0 2,0 0,0 25,5 100,0 Guiné-Bissau 57,6 14,2 1,5 2,6 1,3 1,7 21,1 100,0 Moçambique 52,1 5,6 5,6 4,2 1,4 2,8 28,2 100,0 S. Tomé e Príncipe 44,4 12,5 1,4 4,3 2,9 4,3 30,1 100,0 Angola 53,3 16,1 0,2 2,2 3,0 0,8 24,4 100,0 Cabo Verde 47,4 14,2 1,9 2,1 3,8 1,2 29,4 100,0 Brasil 70,1 9,5 0,9 2,3 0,3 0,2 16,7 100,0 Venezuela 66,2 7,7 1,5 1,5 7,7 0,0 15,4 100,0
Fonte: CLAII/ACIDI (2009/2010) – Questionário de caraterização dos estrangeiros não comunitários em Portugal. N = 7.912 (foram excluídas as nacionalidades com menos de 30 observações e as não-respostas).
Nota: Os dados referem-se apenas aos imigrantes que não têm nacionalidade portuguesa.
Finalmente, procurámos descortinar a influência da longevidade do projeto migratório em Portugal sobre a condição dos imigrantes perante a atividade económica. Para tal, testámos a premissa de que os imigrantes recém-chegados têm maiores dificuldades em encontrar emprego (estando, por isso, mais representados na situação de desempregados) e que os que se fixaram há mais tempo estão mais protegidos, quer por via da potencial diversifica- ção das formas de obtenção de emprego, quer em virtude da formalização da sua situação perante a segurança social e as autoridades tutelares do registo de estrangeiros em Portugal. Os dados mostram-nos que, por um lado, os imigrantes com residência mais antiga (com
chegada anterior a 1979) são aqueles que registam menos ativos com profissão, por uma grande parte deles estar já reformado (Tabela 5.5). Por outro lado, é também neste grupo que a presença de mulheres como domésticas é mais considerável. Por seu turno, os es- trangeiros que chegaram nos anos que marcaram a transição mais intensa de Portugal para (também) país de imigração (1998-2003), como consequência da forte demanda de mão- -de-obra estrangeira para grandes obras públicas e outras atividades, são aqueles que têm um maior número de pessoas ativas com profissão (68,6%). Por último, destaque-se que os imigrantes chegados mais recentemente (a partir de 2004) são aqueles onde a proporção de pessoas desempregadas é menor, o que parece contrariar a premissa da sua aparente maior vulnerabilidade em termos de inserção laboral. No entanto, como o quadro não apresenta a taxa de desemprego mas a estrutura dos indivíduos perante a atividade económica, a redu- ção na percentagem de desempregados (e também de ativos com profissão) é influenciada pelo facto de este grupo apresentar uma forte proporção de estudantes, que correspondem a todos aqueles que vêm efetuar alguns anos de formação secundária, profissional ou su- perior em Portugal.
Tabela 5.5 – Condição perante a atividade económica dos respondentes e seus familiares co-residentes, por ano de chegada a Portugal (%)
Condição perante a atividade económica
Ano de chegada a Portugal Antes de
1974 1974-1979 1980-1991 1992-1997 1998-2003 2004-2008 Depois de 2008 Ativo com profissão 46,4 56,6 64,4 67,2 68,6 61,5 49,9
Desempregado 10,6 16,8 17,1 13,6 13,6 8,8 8,4
À procura do primeiro emprego 0,0 0,3 0,5 0,5 0,4 1,1 3,7
Doméstica 5,3 4,9 2,2 1,4 1,6 2,7 4,4
Reformado 34,3 19,2 6,6 2,1 0,6 0,6 0,4
Inválido/doença permanente 3,4 1,4 3,6 1,0 0,5 0,7 0,5
Estudante 0,0 0,8 5,7 14,2 14,8 24,6 32,7
Total 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0
Fonte: CLAII/ACIDI (2009/2010) – Questionário de caraterização dos estrangeiros não comunitários em Portugal. N= 10.148 (não inclui não-respostas).
Refira-se, ainda, que a maioria dos imigrantes trabalha (ou estuda) no concelho onde resi- de (69,8%) ou em concelhos limítrofes (29%). Apenas 1,2% dos inquiridos desempenha as
suas funções laborais no estrangeiro, sobretudo no país vizinho – Espanha – à semelhança do que ocorre com parte dos traba- lhadores portugueses residentes no interior do país. No entanto, importa destacar que 10% dos imigrantes inquiridos já trabalha- ram alguma temporada no estrangeiro, desde que residem em Portugal.