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Explanatory note on meeting and report structure

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5.1.1 Distribuição das modalidades de participação e grupos de aprendizagem tutorial dos PET’s portaxa de resposta e participação no estudo

O universo de participação total esperada para este estudo era de 170 membros dos PET’s distribuídos em segmentos de coordenadores (N=4), tutores (N=10), preceptores (N=48) e monitores (N=108) de três Programas de Educação pelo Trabalho para a Saúde (PETs): o Pró-Saúde/PET-Saúde, PET/Vigilância em Saúde e PET-Saúde/Redes de Atenção à Saúde. No entanto, obteve-se a participaçãode 93 membros,distribuídos entre coordenadores (N=3), monitores (N=65), preceptores (N=20) e tutores (N=5),

A taxa de resposta para questionários online pode ser calculada a partir da seguinte fórmula (SURVEY MONKEY, 2015):

𝑇𝑎𝑥𝑎 𝑑𝑒 𝑟𝑒𝑠𝑝𝑜𝑠𝑡𝑎 = 𝑛º 𝑑𝑒 𝑟𝑒𝑠𝑝𝑜𝑠𝑡𝑎𝑠 𝑜𝑏𝑡𝑖𝑑𝑎𝑠 𝑝𝑎𝑟𝑎 𝑜 𝑠𝑒𝑢 𝑞𝑢𝑒𝑠𝑡𝑖𝑜𝑛á𝑟𝑖𝑜 (𝑎𝑚𝑜𝑠𝑡𝑟𝑎) 𝑛º 𝑑𝑒 𝑝𝑒𝑠𝑠𝑜𝑎𝑠 𝑝𝑎𝑟𝑎 𝑞𝑢𝑒𝑚 𝑠𝑒𝑢 𝑞𝑢𝑒𝑠𝑡𝑖𝑜𝑛á𝑟𝑖𝑜 𝑓𝑜𝑖 𝑒𝑛𝑣𝑖𝑎𝑑𝑜 (𝑝𝑜𝑝𝑢𝑙𝑎çã𝑜) 𝑥 100

Assim, obteve-se a taxa de resposta total de 54,70%, o que caracteriza uma excelente amostra considerando o método de coleta utilizada, uma vez que:

As taxas de resposta variam amplamente, dependendo de uma série de fatores, como o relacionamento com seu público-alvo, o tamanho e a complexidade do questionário, os incentivos oferecidos e até o tema do seu questionário. Para questionários online, nos quais não há qualquer relacionamento prévio com os destinatários, uma taxa de resposta de 20% a 30% é considerada excelente. Uma taxa de resposta de 10% a 15% é um palpite mais conservador e seguro, caso ainda não tenha respondente sua população (SURVEY MONKEY, 2015).

Quando estratificado com a forma de participação nos PET’s obtém-se também boas taxas de respostas, concretizando a boa adesão por parte dos participantes do estudo. No entanto, uma diferença chama atenção em relação à adesão às respostas e o vínculo com a Instituição de Ensino Superior (IES), ou seja, aqueles que eram vinculados diretamente à IES (coordenadores, tutores e monitores) tiveram taxa de resposta igual, ou superior a 50%, em detrimento aos preceptores que são vinculados indiretamente à IES e diretamente aos serviços de saúde (Tabela 1).

TABELA 1 – Determinação das taxas de respostas por segmentos de participação nos PET’s.

Amostra (N) População (N) Taxa de resposta (%)

Coordenadores 3 4 75,00

Tutores 10 5 50,00

Preceptores 20 48 41,67

Monitores 65 108 60,18

Total 93 170 54,70

FONTE: Próprio Autor

A tabela 2 amplia o espetro de análise da participação dos membros dos PET’s por Grupo de Aprendizagem Tutorial (GAT) e evidencia uma alta participação por parte dos GAT relacionados ao PET’s/Redes de Atenção, o qual obteve um percentual da amostra de 54,84% e taxa de resposta de 66,23%. Os GAT do PET- Vigilância à Saúde representaram 18,27%, no entanto apresentou taxa de resposta de 50%, refletindo uma participação significativa no estudo. Por último, os GAT do

Pró-Saúde/PET-Saúde apresentaram um percentual na amostra de 26,89%, mas obteve uma taxa de resposta de 42,37% o que nos permite inferir uma participação moderada nos estudo.

TABELA 2 – Estratificação da frequência de participação, taxa de resposta e percentual da amostra dos membros PET’s por grupo de aprendizagem tutorial

Amostra

(N) População (N) Resposta (%) Taxa de Percentual da Amostra (%) PET-Saúde/Redes de Atenção à Saúde 51 77 66,23 54,84 PET Vigilância à Saúde 17 34 50,00 18,27 Pró-Saúde/PET-Saúde 25 59 42,37 26,89 TOTAL 93 170 54,70

FONTE: Próprio autor

5.1.2 Classificação das modalidades de participaçãonos PET’spor sexo e idade

A média de idade dos participantes do estudo foi de 28 anos, tendo o intervalo de idade entre 21 e 57 anos. Sendo que dentre os coordenadores a idade variou de 36 a 47, tendo como média de 47 anos; monitores a variação foi de 10 a 40 anos tendo como média de 23 anos; preceptores de 25 a 54 anos e média 36; e tutores idade mínima de 39 e máxima de 54, tendo 42 como média de idade. Conforme apresentado na tabela 3.

TABELA 3 – Distribuição dos segmentos de participação dos PET’s por sexo e idade Masculino

(N) Feminino (N) (anos) Média Máxima (anos) Mínima (anos)

Coordenador - 3 47 36 57

Monitor-bolsista 18 47 23 19 40

Preceptor 5 15 36 25 54

Tutor 1 4 42 39 54

Total 24 69 28 19 57

A tabela 3 também revela que a amostra foi composta por 74,19% (N=69) pessoas do sexo feminino e 25,81% (N=24) do sexo masculino. A distribuição obteve predominância do sexo feminino nos vários seguimentos relacionados à forma de participação, assim; dentre os coordenadores só houve participação de pessoas do sexo feminino; dos monitores 18 pessoas do sexo masculino e 47 do sexo feminino; preceptores 5 do sexo masculino e 15 do sexo feminino; e tutor 1 do sexo masculino e 4 do sexo feminino.

Conforme levantamento realizado através da relação de alunos com matrícula ativa nos curso de Educação Física e Enfermagem através do Sistema UVA – Modulo Extensão, pode-se identificar que o perfil do sexo dos alunos matriculados no Curso de Enfermagem da UVA é composto por 25,43% (N=102) de aluno do sexo masculino e 74, 57% (N=299) do sexo feminino, já o curso de Educação Física (licenciatura e bacharelado) é composto por 50,90% (N=253) por alunos do sexo masculino em relação a 49,10% (N=244) do sexo feminino.

Um estudo realizado pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), por iniciativa do Conselho Federal de Enfermagem (Cofen) revela que:

equipe de enfermagem é predominantemente feminina, sendo composta por 84,6% de mulheres. É importante ressaltar, no entanto, que mesmo tratando-se de uma categoria feminina, registra-se a presença de 15% dos homens. Pode-se afirmar que na enfermagem está se firmando uma tendência à masculinização da categoria, com o crescente aumento do contingente masculino na composição. Essa situação é recente, data do início da década de 1990, e vem se firmando (COFEN, 2015).

Com relação ao curso de Educação Física, Silva et al. (2008) revela, a partir de uma série histórica de matrículas em um curso de educação física, que a população masculina sempre se apresentou predominantemente maior que a população feminina, sendo em torno de 60% do sexo masculino e 40% do sexo feminino.

Assim, pode-se inferir que o Curso de Enfermagem da UVA se aproxima do perfil dos profissionais de enfermagem no Brasil, ressaltando um maior processo de masculinizaçãoem detrimento ao perfil nacional, enquanto o curso de Educação Física apresenta uma maior igualdade de gênero em relação ao estudo mencionado anteriormente.

Correlacionando esses dados ao perfil da amostra do estudo, era esperada uma maior participação do sexo feminino, já que, se consideramos o total de alunos do sexo masculinos matriculados nos dois cursos corresponde a 39,53% (N=355) com relação a 60,47% (N=543) do sexo feminino.

5.1.3 Caracterização do tempo de participação e horas dedicadas por semana às atividades do PET

Com relação ao tempo de participação nosPET’s, 81,72% dos participantes do estudo relataram está participando há mais de um ano, isso demonstra uma melhor sustentabilidade nas ações desenvolvidas pelos membros, além de melhores impactos no processo formativo por maior tempo de participação nos processos (Tabela 4). Quando cruzado o tempo de participação por segmento, identificou-se que não existe uma relação significativa, mas que o tempo de participação apresentou uma maior variação nos segmentos de monitores e preceptores, a esse último podemos atribuir à rotatividade profissional que o sistema de saúde local passa, ou seja, a permanente saída e entrada de pessoal na organização, voluntária ou involuntariamente que tem como consequência fenômenos interna ou externamente à organização (MEDEIROS, et al., 2010).

TABELA 4 – Tempo de participação nos PET’s

Tempo de participação no PET’s N %

Mais de um ano 76 81,72%

De seis meses a um ano 9 9,68%

De três a seis meses 3 3,23%

Outro 3 3,23%

Menos de três meses 2 2,15%

TOTAL 93 100%

FONTE: Próprio Autor

O estudo evidenciou que 48,39% dos participantes dedicavam 8 horas por semana para o desenvolvimento das atividades dos PET’s, e 47,31% dedicavam

mais de 8 horas semanais, o que significa dizer que 95,7 % dos participantes atuavam ativamente das atividades desenvolvidas pelos GAT (Tabela 5).

TABELA 5 – Dedicação de horas semanais pelos participantes dos PET’s

Horas por semana N %

8 horas 45 48,39%

Mais de 8 horas 44 47,31%

Menos de 8 horas 4 4,30%

TOTAL 93 100%

FONTE: Próprio Autor

Esse dado revela que as horas dedicadas aos PET’s tem sido predominantemente igual ou superior a 8 horas semanas determinada pela Portaria Interministerial Nº 1.802, de 26 de agosto de 2008, que institui o Programa de Educação pelo Trabalho para a Saúde - PET - Saúde. Isso demonstraque os PET’s desenvolvem ativamente ações paraa transformação nos cenários de prática de produção da saúdepromovendo reflexões no processo de formação através dessas atividades desenvolvidas.

5.2 Descrição as ações de pesquisa e extensão desenvolvias pelos PET’s com

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