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Experimental setup and procedure

Sistema é um conjunto de coisas, pessoas ou o que quer que seja que esteja interconectado de tal forma que produza seus próprios padrões de comportamento ao longo do tempo, onde as respostas às forças externas (perturbações) raramente são de simples entendimento no mundo real (MEADOWS, 2008).

Formado por componentes que atuam de forma conjunta na execução de um objetivo do todo (CHURCHMAN,1972), o sistema caracteriza-se pela interação harmoniosa de seus componentes (EHRLICH, 2005). Elementos esses, em sistemas complexos, denominados de subsistemas que se inter-relacionam.

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São características de um sistema os elementos (subsistemas), suas interconexões e finalidade ou função. Os sistemas possuem como finalidade atingir os seus objetivos, que determinam as funções de cada sistema, as quais são executadas por seus elementos (subsistemas). Enquanto funções são as contribuições de cada elemento ou subsistema ao funcionamento do sistema. Desse modo, o funcionamento do sistema ocorre pelo conjunto de atividades do sistema como um todo (GARCÍA, 2006).

Percebe com isso que o comportamento de um sistema não pode ser conhecido apenas por saber de quais e quantos elementos é formado, pois existem forças externas e internas que o influenciam direta, ou indiretamente (MEADOWS, 2008). Mesmo que cada sistema tenha sua autonomia e responsabilidade, com ações específicas e limites para a sua contribuição ao sistema total, por não existirem sistemas isolados, são dependentes uns dos outros (BERTALANFFY, 1973; 2008; CHURCHMAN, 1972).

Os sistemas complexos são abertos, isto é, interagem com o seu ambiente, não possuindo uma estrutura rígida e sim, um conjunto de relações mediante processos dinâmicos de regulação (GARCÍA, 2006). Suas fronteiras são permeáveis, algo que possibilita as entradas e saídas para o ambiente do sistema (BOSSEL, 1999) e que pode melhor ser entendido como ilustrado na Figura 14.

Figura 14 - Interação de um sistema com o seu ambiente.

Fonte: Bossel, 1999 (Tradução livre).

Elementos do Sistema Sistema

Ambiental Bordas do Sistema

Entrada Saída

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Entrada refere-se a tudo o que o sistema recebe do seu ambiente, enquanto a saída o que ele envia. As informações essenciais à viabilidade e desempenho do sistema estão contidas nos estados (stocks) e nas taxas de variações (fluxos) de um sistema. Desse modo investigações em sistemas tratam as relações entre os elementos por processos e as interações do sistema com o meio exterior por perturbações.

Cada sistema tem identidade, comportamento e função própria, onde as propriedades dos elementos determinam as relações entre eles e consequentemente de sua estrutura. Assim, as propriedades de um sistema complexo são determinadas por sua estrutura, isto é, por um conjunto de relações entre os elementos, e não simplesmente por seus elementos (GARCÍA, 2006).

Todo sistema aberto está então submetido a perturbações exógenas ou endógenas (PRIGOGINE, 2011). Quando as perturbações no sistema excedem o seu limite, há uma desestabilização, algo que requer uma reacomodação das relações entre as partes internas do sistema para um novo nível de equilíbrio de

reestruturação. Os processos de desestruturação e reestruturação promovem uma

adaptação ou auto-regulação conceituada por feedback, objetivo fundamental na investigação de um sistema complexo, conhecido por dinâmica do sistema. As taxas de variações dessa dinâmica e o ritmo do sistema irão depender da estrutura do sistema, enquanto o termo mudança sempre irá se referir a mudanças no estado

do sistema (GARCIA, 1994; BOSSEL, 1999).

Desse modo, ao se analisar a dinâmica dos sistemas, busca-se, na verdade, estudar os seus processos, que descrevam as mudanças no sistema (PRIGOGINE, 2011).

Uma vez que o Desenvolvimento Sustentável implica mudanças na dinâmica dos subsistemas sociedade humana e natural, sua efetivação somente será possível se houver o conhecimento do sistema. Ou seja, identificar um número suficiente de relações entre certos conjuntos de elementos que permita vincular sua referência ao funcionamento do conjunto como totalidade.

Outro fator importante em análises sistêmicas são os estudos históricos, algo que García (2006) conceitua como a evolução dos principais processos que possam determinar o funcionamento do sistema, já que a relação entre função e estrutura, ou entre processos e estados, é a chave para a compreensão dos fenômenos complexos.

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Entender o seu funcionamento, de quantas e quais partes é formado e como interage, tanto com as suas partes bem como com o todo são informações que podem alavancar a eficiência do sistema e aperfeiçoar o seu desempenho (MEADOWS, 2008).

Percebe-se que analisar o Desenvolvimento Sustentável pela abordagem sistêmica apresenta uma realidade inteligível, onde o risco e a incerteza fazem parte e o conhecimento humano pode minimizar consequências dessas possíveis perturbações. Para tal, faz-se necessário conhecer o estado do mundo. E mesmo sabendo que nem toda informação gera uma ação, permanecendo muitas vezes apenas na retórica, a ausência de informações inviabiliza a elaboração de qualquer futuro.

A complexa dinâmica do Desenvolvimento Sustentável apresenta dificuldades quanto à avaliação e comunicação de possíveis resultados que devam destacar não apenas as forças motrizes da sustentabilidade, mas também as alavancas disponíveis para influenciar o sistema total. Um modelo bem estruturado que represente as dimensões para a sustentabilidade e suas interações pode ser auxiliado pela abordagem sistêmica. Contudo, a escolha final do tipo de avaliação a ser utilizada para analisar o modelo estrutural da visão de mundo é uma escolha subjetiva de cada pesquisador, influenciada pelo seu conhecimento (ou desconhecimento), experiência, acesso a dados e, por diversas vezes, limitações tecnológicas de cada região ou país.

Em outros momentos, encontram-se avaliações de sustentabilidade tão especializadas em suas comunicações que permanecem apenas como interesse acadêmico, não fazendo a interface entre a ciência e a sociedade, não cumprindo então com o seu papel de subsidiar os tomadores de decisões (GROSSKURTH e ROTMANS, 2005). Contudo, avançou-se quanto às avaliações que possam medir o progresso ao desenvolvimento sustentável, algo a ser pontuado em seguida.