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7.2 Bending Tests

7.2.2 Experimental Results

O Instituto de responsabilidade social da OI, também chamado de Oi Futuro, trabalha para a construção de um novo mundo para as próximas gerações do país, reduzindo distâncias sociais através da educação e da cultura. O foco de seus programas e projetos está na utilização das novas tecnologias de informação e comunicação para o desenvolvimento humano. São mais de 2,5 milhões de jovens beneficiados por programas como o Tonomundo, Oi Conecta, Oi Kabum! Programa Oi de Patrocínios Culturais, Novos Brasis, Museu das Telecomunicações e dos espaços culturais Oi Futuro, no Rio de Janeiro e em Belo Horizonte (MG).

O Instituto tem diversas indagações sobre a formação para o mercado do trabalho, sobre o futuro dos jovens brasileiros, neste sentido pergunta:

Como a escola pode falar a linguagem de seu tempo e se preparar para as profissões do futuro? Jogos, celulares e muitos outros meios que ainda serão inventados pelas novíssimas tecnologias de informação podem – e devem- ser utilizados na transmissão de conhecimento, no processo de aprendizagem para a formação de um jovem autônomo, solidário e competente. (http://www.oifuturo.org.br/oifuturo.htm#/educ_nave.asp acesso em 20/02/2009).

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O NAVE – Núcleo Avançado em Educação, é um centro do pensamento sobre a Educação brasileira que foi criado em parceria entre as Secretarias de Estado de Educação e de Cultura do Estado do Rio de Janeiro e o OI Futuro para atender às indagações do século XXI. Numa área de quatro mil metros quadrados do prédio da estação telefônica da OI, na Tijuca, totalmente remodelado para abrigar o projeto, jovens, estudantes de nível médio mergulham no mundo da cultura contemporânea. Além de núcleo avançado o NAVE se constitui em um programa que nasce com a vocação de colaborar com as políticas públicas para o ensino médio brasileiro.

O Programa NAVE pretende se constituir num espaço único do conhecimento, com ambientes especialmente projetados pra fomentar a inovação educacional. O Programa está

construído sobre três pilares fundamentais. O primeiro pilar se constitui pelo Colégio Estadual José Leite Lopes que funciona em horário integral, com um corpo docente formado por profissionais da rede de ensino público do Estado do Rio de Janeiro. O Colégio une o currículo básico, aprovado pela Lei de Diretrizes e Bases da Educação Brasileira, às disciplinas especialmente voltadas para a formação em programação de games, geração de multimídia para TV digital e roteiros interativos.

O segundo pilar do Programa se resume na Fábrica de Cultura Digital que é um pólo de criatividade, pesquisa e de desenvolvimento de soluções inovadoras para as mídias digitais. A Fábrica conta com três laboratórios de formação. Uma câmara de experimentação de projetos com a tecnologia mais avançada do Programa NAVE, que se denomina: Germinal.

A Fábrica também se constitui em laboratório de projetos interativos digitais estabelecendo um processo de integração entre empresa e escola.

O terceiro pilar é a Usina de Expressão que é um espaço criado pela Oi Futuro para atuar como a interface entre o que se produz no projeto NAVE e o mundo da educação. Além de disseminar e sistematizar as melhores práticas pesquisadas. A Usina de Expressão conta também com salão multiuso para exposições.

A Oi Futuro parte da seguinte premissa:

Hoje, os jovens têm enorme intimidade com as tecnologias de comunicação. Se os professores medissem o tempo que eles passam trabalhando em seus blogs, poderíamos nos perguntar o que aconteceria se os alunos aplicassem essa mesma energia em uma atividade de aprendizagem. Ao mesmo tempo, o Brasil não é mais o mesmo de anos atrás. Acaba de cruzar uma importante fronteira. Ganhou lugar de destaque na economia mundial ao receber o grau de investimento. Os investimentos estrangeiros no País poderão se multiplicar, mas ainda há um longo caminho que nos separa de uma nação rica e próspera. Como nos capacitar para atender a essa perspectiva de crescimento? A resposta é investir na qualidade da Educação. (http://www.oifuturo.org.br/oifuturo.htm#/educ_nave.aspfonte acesso em 20/02/2009).

A participação de empresas da iniciativa privada no esforço de incentivar e melhorar os usos das TIC no sistema público educacional não é uma exclusividade do Brasil, em diversos países do mundo essa participação ocorreu, desde países pobres da América

Central, como a Guatemala, a países desenvolvidos e com tradição em grandes investimentos em novas tecnologias para educação, como é o caso do Reino Unido.

Em todo caso a participação de empresas deve ser articulada em parceria com os governos federal, estadual e municipal do Brasil de modo a se ter claramente definida qual o papel de cada setor de modo a não haver conflito de interesses. Por outro lado, qualquer que seja a participação da iniciativa privada, suas atividades não devem, em hipótese alguma, substituir as iniciativas que são a obrigação do governo no investimento na educação. A educação se constitui numa atividade governamental e os programas desenvolvidos para esse fim devem ser planejados de modo a serem sustentáveis tecnicamente do início ao final de sua implantação e com a previsão de avaliação da política pública inclusive.

No contexto da apreciação da utilização do Second Life na educação, a discussão sobre a participação da iniciativa privada no esforço pela democratização da educação e pela melhoria da sua qualidade se faz urgente, pois o ambiente virtual é um conglomerado de empresas que estão ali instaladas disponibilizando e vendendo seus produtos e serviços, inclusive os de educação. Instituições de ensino público passam a fazer parte desse ambiente e as mediações possíveis entre espaços públicos e privados, em ambientes virtuais, devem ser objeto de análise3.

3 À exemplo dos estudos da Casa Civil da Presidência da República para a utilização do Second Life pelo

CAPÍTULO II – O Second Life