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Experiment 8 -- Positional Iconism, Comparison of Similar Phonemes

4. Phonosemantic Experiments

4.8 Experiment 8 -- Positional Iconism, Comparison of Similar Phonemes

O desempenho dos sistemas de drenagem poderá ser alocado em seis categorias: “Ótimo”,

“Muito Bom”, “Bom”, “Regular”, “Ruim” e “Muito Ruim”.

Para avaliar os desempenhos de Estações de Tratamento de Esgoto, Brostel (2002) fixou os intervalos de desempenho em cinco faixas, cada uma correspondente a 20% da escala do critério avaliado. A utilização de um valor fixo em termos percentuais para todos os critérios simplifica a avaliação. Cada critério deve ser analisado de uma forma específica, considerando a qualidade das informações, o tipo de procedimento utilizado para avaliação e a importância relativa do critério para garantia do cumprimento dos objetivos associados à drenagem urbana.

Ribeiro (2003) consultou especialistas para determinar as ações de referência utilizadas na avaliação de desempenho de Estações de Tratamento de Água. Esse procedimento pode minimizar as discussões a respeito dos possíveis desempenhos, contudo demandaria bastante tempo, e não garante a obtenção de um consenso sobre os valores que limitam intervalos de desempenho.

119 Na metodologia proposta, a ações de referência foram fixadas pelo analista com base nas informações obtidas pela pesquisa bibliográfica e pela discussão com outros pesquisadores. Para utilização do TOPSIS as ações foram estabelecidas somente para as dimensões, e para utilização do ELECTRE TRI cada critério teve suas ações determinadas.

7.7.1. Definição das categorias de desempenho utilizando o método TOPSIS

O método TOPSIS faz uma agregação dos valores de desempenho obtidos individualmente para cada critério e apresenta um valor global, correspondente a taxa de similitude. O intervalo de abrangência dessa taxa, que varia entre 0 (zero) e 1 (um), foi subdivido em diferentes faixas para cada uma das dimensões de avaliação de acordo com a importância e a característica da dimensão. Os valores estabelecidos para cada dimensão são apresentados na Tabela 7.18.

Tabela 7.18. Distribuição de intervalos para alocação dos sistemas de drenagem em categorias de desempenho segundo as dimensões de avaliação com aplicação do TOPSIS

DESEMPENHO

DIMENSÃO

LEGAL ECONÔMICA SOCIAL AMBIENTAL PRÁTICAS

SUSTENTÁVEIS TÉCNICA GLOBAL ÓTIMO 1,0 - 0,9 1,0 - 0,75 1,0 - 0,8 1,0 - 0,8 1,0 - 0,7 1,0 - 0,9 1,0 - 0,75 MUITO BOM 0,9 - 0,7 0,75 - 0,6 0,8 - 0,6 0,8 - 0,6 0,7 - 0,6 0,9 - 0,7 0,75 - 0,6 BOM 0,7 - 0,5 0,6 - 0,45 0,6 - 0,5 0,6 - 0,5 0,6 - 0,5 0,7 - 0,5 0,6 - 0,45 REGULAR 0,5 - 0,3 0,45 - 0,3 0,5 - 0,3 0,5 - 0,4 0,5 - 0,3 0,5 - 0,3 0,45 - 0,3 RUIM 0,3 - 0,1 0,3 - 0,15 0,3 - 0,1 0,4 - 0,2 0,3 - 0,1 0,3 - 0,1 0,3 - 0,15 MUITO RUIM 0,1 - 0,0 0,15 - 0,0 0,1 - 0,0 0,2 - 0,1 0,1 - 0,0 0,1 - 0,0 0,15 - 0,0

Nota: Os valores da tabela correspondem aos intervalos nos quais a taxa de similitude (Dp) pode estar alocada.

As ações de referência estabelecidas para as dimensões legais e técnicas apresentam maior rigor. A primeira devido ao caráter obrigatório do cumprimento da legislação e a segunda devido à necessidade de minimização dos riscos decorrentes das inundações.

As dimensões sociais e ambientais possuem um rigor intermediário na delimitação das ações de referência, em decorrência da importância secundária atribuída pelos atores no atendimento dos objetivos esperados pelas à drenagem urbana.

120 As dimensões econômicas e de práticas sustentáveis apresentam ações de referência consideradas mais tolerantes, a primeira por ser relativa em função dos benefícios produzidos e a segunda por ser considerada como uma dimensão complementar, que agregar valor ao sistema de drenagem.

Por fim, os valores estabelecidos para as ações de referência da dimensão global buscam mediar às relações das dimensões que a compõem.

7.7.2. Definição das categorias de desempenho utilizando o método ELECTRE TRI

O ELECTRE TRI considera no seu procedimento de alocação o enquadramento do sistema segundo as ações de referência estabelecidas para cada critério, e faz as ponderações de valores necessárias que permitem obter o enquadramento final do sistema de drenagem urbana em uma das categorias de desempenho.

Para definição das categorias de desempenho que poderiam ser atribuídas aos sistemas de drenagem urbana partiu-se de uma divisão fictícia da escala de valores dos critérios que estabeleceria cinco intervalos iguais para a alocação. Esses intervalos foram modificados de acordo com as particularidades de cada critério.

Para o critério de atendimento à legislação, não foi considerada nenhuma observação relevante que modificasse a divisão da escala de valores que foi dividida em intervalos iguais. O rigor esperado no cumprimento do critério fica internalizado na própria planilha de avaliação.

No critério da dimensão econômica, o índice de custos estabeleceu que uma alternativa que fosse mais econômica que a média das alternativas em mais de 30% seria considerada

“ótima”, e os demais desempenhos subdivididos em intervalos aproximadamente iguais. Essa consideração limita o intervalo superior do indicador, que matematicamente seria ilimitado.

Quanto aos critérios da dimensão social, foram estabelecidos valores iguais para os intervalos dos critérios necessidade de intervenção na propriedade privada e aceitação

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social do sistema de drenagem urbana, preocupando-se em estabelecer faixas de desempenho que refletissem o impacto social do sistema de drenagem urbana. Já o critério referente aos riscos e vulnerabilidade à saúde pública teve sua escala dividida atribuindo- se um intervalo maior para categoria “ótimo” em função da dificuldade em se garantir proteção sanitária à população.

Com relação aos critérios ambientais, principalmente o que mede o controle de poluição das águas pluviais urbanas, pode-se afirmar que houve uma redução dos intervalos para que as intervenções que apresentassem valores maiores de desempenho fossem premiadas, uma vez que esse tipo de intervenção contribui bastante para o equilíbrio ambiental da área de intervenção e para a manutenção dos padrões ambientais dos corpos receptores.

Para os critérios associados às práticas sustentáveis, que podem ser vistas como objetivos secundários da drenagem urbana foram atribuídos intervalos que considerem como bons desempenhos resultados numericamente pequenos, haja vista que são condicionantes complementares à funcionalidade dos sistemas de drenagem urbana. Essa consideração permite que sejam detectadas, por menores que sejam quaisquer melhorias humanitárias em função da preferência por medidas sustentáveis.

E por fim, os critérios técnicos, que foram considerados “ótimos” para qualquer melhora que se apresentasse com relação ao cenário natural da área de intervenção, como se vê nos critérios de alteração do meio físico e nas vazões de pico. Com relação ao tempo de retorno de projeto, foi estabelecido um limite mais rigoroso em decorrência do risco associado ao não atendimento do tempo de retorno desejável para a área de inferência.

Na Tabela 7.19 são apresentados os valores limites de cada categoria segundo os critérios de avaliação com a utilização do método multicritério e multiobjetivo ELECTRE TRI.

122 Tabela 7.19. Limites das categorias de desempenho dos critérios de avaliação para aplicação do método ELECTRE TRI

CRITÉRIO LIMITES DOS PERFIS

ÓTIMO MUITO BOM BOM REGULAR RUIM MUITO RUIM

C1 Atendimento à Legislação f(x)>80 80 f(x)>60 60 f(x)>40 40 f(x)>20 20 f(x)>0 f(x)=0

C2 Índice de Custos f(x)>1,5 1,5 f(x)>1,0 1,0 f(x)>0,6 0,6 f(x)>0,2 0,2 f(x)>0 f(x)=0

C3 Necessidade de intervenção na propriedade privada f(x)>(-0,2) (-0,2) f(x)>(-0,4) (-0,4) f(x)>(-0,6) (-0,6) f(x)>(-0,8) (-0,8) f(x)>(-1,0) f(x)=(-1,0)

C4 Aceitação Social do Sistema de Drenagem Urbana f(x)>80 80 f(x)>60 60 f(x)>40 40 f(x)>20 20 f(x)>0 f(x)=0

C5 Riscos e Vulnerabilidade à Saúde Pública f(x)>70 70 f(x)>40 40 f(x)>20 20 f(x)>10 10 f(x)>0 f(x)=0

C6 Controle de Poluição das Águas Pluviais Urbanas f(x)>0,6 0,6 f(x)>0,4 0,4 f(x)>0,2 0,2 f(x)>(0,1) 0,1 f(x)>0 f(x)=0

C7 Controle sobre a Proliferação de Insetos f(x)>80 80 f(x)>60 60 f(x)>40 40 f(x)>20 20 f(x)>0 f(x)=0

C8 Problemas de Odores f(x)>70 70 f(x)>50 50 f(x)>30 30 f(x)>10 10 f(x)>0 f(x)=0

C9 Possibilidade de Utilização das Águas Pluviais

Urbanas f(x)>0,8 0,8 f(x)>0,6 0,6 f(x)>0,4 0,4 f(x)>0,2 0,2 f(x)>0 f(x)=0

C10 Uso de Princípios e Práticas Sustentáveis f(x)>50 50 f(x)>40 40 f(x)>30 30 f(x)>20 20 f(x)>0 f(x)=0

C11 Escalonamento dos Objetivos ao longo do tempo f(x)>80 80 f(x)>60 60 f(x)>40 40 f(x)>20 20 f(x)>0 f(x)=0

C12 Possibilidade de Monitoramento da Qualidade das Águas Pluviais Urbanas f(x)>80 80 f(x)>60 60 f(x)>40 40 f(x)>20 20 f(x)>0 f(x)=0

C13 Alterações no Meio Físico f(x)>0,0 0,0 f(x)>(-0,5) (-0,5) f(x)>(-1,0) (-1,0) f(x)>(-1,5) (-1,5) f(x)>(-2,0) f(x)=(-2,0)

C14 Alterações na Vazão de Pico f(x)>0,0 0,0 f(x)>(-0,5) (-0,5) f(x)>(-1,0) (-1,0) f(x)>(-1,5) (-1,5) f(x)>(-2,0) f(x)=(-2,0)

C15 Tempo de Retorno de Projeto f(x)>0,95 0,95 f(x)>0,9 0,9 f(x)>0,85 0,85 f(x)>0,8 0,80 f(x)>0,75 0,75 f(x) C16 Confiabilidade f(x)>90 90 f(x)>70 70 f(x)>50 50 f(x)>30 30 f(x)>10 10 f(x)

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7.8. APRESENTAÇÃO DO PROCEDIMENTO DE AVALIAÇÃO DE