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Young (1997) enfatizou que os SAFs são de grande importância, particularmente, para locais densamente povoados e declivosos das regiões tropicais. Os solos, nessas áreas, foram degradados principalmente por ações erosivas, geralmente com remoção da cobertura florestal para fornecimento de madeira e carvão. Ainda, onde a floresta foi substituída por pastagens, havia degradação mais intensa devido ao sobrepastejo44, que proporciona baixa capacidade de suporte e, consequentemente, escassez de forrageiras.

Ainda segundo esse mesmo autor, o desmatamento também causa a redução do fluxo dos leitos de rios pela erosão e pelo assoreamento. Com tudo isso, ocorre o abandono das terras pelos agricultores, bem como a

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Área em pousio é aquela que temporariamente fica indisponível para a atividade agrícola. Fonte: EMBRAPA..., 2006.

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Nota: tipo de pastejo acima do recomendado, ou seja, o tamanho do pasto não comporta o número de animais supostamente no local.

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diminuição da produtividade para taxas economicamente inviáveis (YOUNG, 1997).

A Zona da Mata mineira, região estudada nesta pesquisa, insere-se em grande parte dos fatores anteriormente citados. Segundo Dean (1996), a região apresenta-se com ambiente subúmido, que possui encostas com grandes declividades, sendo boa parte degradada por causada remoção de sua cobertura florestal, e os agricultores enfrentam problemas de produtividade e tentam se manter na terra.

O citado autor afirmou também, em contrapartida, que as condições biofísicas na Zona da Mata mineira, como solos profundos, alta taxa de luminosidade e umidade, são favoráveis ao desenvolvimento de componentes arbóreos, ressaltando que a região, originalmente, era uma densa floresta. Porém, o sucesso dos SAFs não é assegurado somente pela aptidão florestal (DEAN, 1996).

No contexto do uso dos SAFs em Minas Gerais, percebe-se que este possui grande potencial para exploração florestal, como corroborou Santos (2009 apud VIANA et al., 2010). Para ele, Minas insere-se entre os grandes polos madeireiros do Brasil, cujo principal produto, a madeira, corresponde a 7% de todo o PIB nacional, somando-se em média R$ 3,8 bilhões em exportações, o que o torna responsável pela geração de 731 mil empregos. Em relação ao coproduto (carvão), o Estado é considerado o maior parque siderúrgico utilizador desse coproduto da madeira.

Nesse sentido, Viana et al. (2010) ressaltaram que, de acordo com dados da FAO (2002), existem estimativas de que até 2030 o consumo mundial de madeira irá aumentar em aproximadamente 60% em relação ao consumo atual, atingindo cerca de 2,4 milhões de m³. Esse aumento no consumo poderá provocar déficit, o que, contudo, poderia ser amenizado, em médio prazo, pelo estímulo para a implementação de espécies florestais nos SAFs, em pequenas, médias e grandes propriedades rurais.

No que diz respeito às pesquisas de reflorestamento, Garcia e Andrade (2001) sinalizaram que, no Estado de Minas Gerais, predominam aquelas sobre eucalipto (Eucalyptus spp). Nessa perspectiva, a região Noroeste de Minas foi pioneira na implementação dos SAFs, sobretudo, na Unidade Florestal da Companhia Mineira de Metais.

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Esses autores, ainda, afirmaram que as primeiras pesquisas iniciaram em 1968, com resultados satisfatórios apresentados já no 1° Encontro Técnico (ENTEC), promovido pela extinta associação brasileira de carvão vegetal (ABRACAVE) em 1988, ainda com seu nome de batismo “Espaçamento Dinâmico”. A evolução desse sistema se deu em razão de contribuições de diversas instituições, como: Universidade Federal de Viçosa (UFV), Universidade Federal de Lavras (UFLA), Universidade Federal de Uberlândia (UFU), Universidade Federal de Brasília (UnB) e de São Paulo (USP), bem como a EMATER-MG, EMBRAPA e EPAMIG (GARCIA; ANDRADE, 2001).

Um esclarecimento ao leitor tem que ser pautado neste momento, pois o que foi implantado no Noroeste do Estado não deveria ser considerado modelo autêntico de SAF, devido a uma série de fatores que contradizem os autores que se pronunciaram nos parágrafos anteriores em relação aos conceitos e princípios do referido sistema. Entre alguns fatores destacariam a exclusão social, a homogeneização de grandes áreas e a aplicação do difusionismo das técnicas pelas instituições citadas.

De acordo com Viana et al. (2010), a grande demanda do setor florestal tem causado um quadro de degradação em Minas Gerais; assim, têm-se buscado alternativas de produção integrada para a monocultura de eucalipto, entre elas a ILPF, a fim de se tentar reverter o quadro de degradação de pastagens e de melhorar a renda dos produtores rurais.

Os referidos autores ainda citaram a Fazenda Experimental de Santa Rita, da Unidade Regional da EPAMIG Centro-Oeste, no Município de Prudente de Morais, MG, local onde foi implantada uma unidade demonstrativa de aplicação da ILPF, objetivando levantar dados de pesquisa, capacitação de técnicos e produtores, com a realização de Dias de Campo e visitas técnicas (VIANA et al., 2010).

Na Zona da Mata mineira, tem-se registrado a aplicação da Integração Lavoura e Pecuária, desde 2005, com o apoio dos Departamentos de Fitotecnia, de Solos e de Engenharia Florestal da UFV e da EMATER-MG Regional Viçosa, que a partir de 2008 inseriram o componente arbóreo, tornando-se a ILPF (VIANA et al., 2010), amplamente analisado no quarto capítulo desta dissertação.

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Mais uma vez, com as citações anteriores percebe-se a impregnação da transferência da tecnologia com os métodos declaradamente difusionistas que adotam técnicas inovadoras de informação, como: Unidades Demonstrativas, Dias de Campo e Visitas e Capacitações Técnicas.

No intuito de compreender a Estratégia da Integração Lavoura Pecuária e Floresta (ILPF), ela está, assim, mais bem detalhada no tópico a seguir, apresentando suas características, importâncias e contribuições.Assim como a ILPF tem-se apresentado no mercado, no que tange a produção e comercialização. Ainda, tem-se uma breve demonstração dessa estratégia como forma alternativa de produção e, em fim, uma explanação da ILPF e do Pagamento por Serviços Ambientais.