O corpus do trabalho foi constituído a partir das listagens da produção e revisões da literatura em Educação em Astronomia no Brasil já realizadas por vários autores (IACHEL e NARDI, 2010; CASTRO, PAVANI e ALVES, 2009; LANGHI e NARDI, 2009a; MARRONE JÚNIOR e TREVISAN, 2009; BRETONES, MEGID NETO e CANALLE, 2006; BRETONES, MEGID NETO, 2005 e FERREIRA e MEGLHIORATTI, s/d). Inicialmente, com base nestes documentos contabilizou-se, até 2012, a publicação de 114 teses e 49 “Unlike traditional reviews, the purpose of a systematic review is to provide as complete a list as possible of all the published and unpublished studies relating to a particular subject area. While traditional reviews attempt to summarize results of a number of studies, systematic reviews use explicit and rigorous criteria to identify, critically evaluate and synthesize all the literature on a particular topic” (CRONIN, RYAN, COUGHLAN, 2008, p. 39)
117 dissertações na área50, 233 artigos em revistas científicas51 da área de ensino de ciências e mais de 200 comunicações nas principais conferências nacionais da área52.
De modo a completar o corpus desta revisão, foram também efetuadas buscas nos sites dos periódicos e dos eventos, nos bancos de teses e nos motores de busca acadêmicos (google acadêmico, Scielo, periódicos CAPES, entre outros) usando combinações de palavras-chave: Astronomia, Educação, Educação Não-Formal, Educação Informal, divulgação, comunicação, difusão, popularização, estrelas, planetas, planetário, céu, Sol, Lua, astro. Sabemos que nenhum conjunto de palavras-chave esgota todas as possibilidades e permite, consequentemente, encontrar todos os artigos sobre uma determinada temática. No entanto, pensamos que encontramos a grande maioria dos artigos, pois fizemos buscas usando diferentes ferramentas e diferentes fontes e cruzamos as informações destas.
Percebemos, no decorrer desta pesquisa, que não conseguimos ter acesso fácil a alguns dos anais de congressos que são publicados em CD. Além disso, Freitas, Aroca e Germano (2013), fazendo um levantamento parcial de artigos em periódicos e eventos, referentes às pesquisas de Educação Não-Formal e Divulgação de Astronomia no Brasil, constatam que a maioria das pesquisas que analisaram estava em fase inicial e não tinha continuidade, uma vez que não eram retomadas nos eventos seguintes. Por essas razões, os trabalhos publicados em anais de conferências não serão analisados.
Por razões semelhantes excluímos também as teses e dissertações. Não foi possível aceder a todos os documentos, apesar de termos a maioria. Além disso, constatamos que muitas das teses e dissertações não originaram artigos científicos. Pensamos que essa falta de continuidade e disposição em apresentar os resultados aos pares num processo normal de publicação em periódicos nos diz, a partida, que esses trabalhos estarão ainda a amadurecer. Pensando no sentido inverso, aqueles que estão mais consistentes originam artigos científicos. Assim, através da análise apenas dos artigos publicados em periódicos ficamos em condições de estudar a pesquisa consolidada da área em questão.
Focando-nos então nos artigos científicos, triamos os documentos usando os critérios de inclusão listados e justificados no quadro 3, abaixo.
50 Dados das teses e dissertações disponíveis no Banco de Teses e Dissertações de Educação em Astronomia da UFSCar, mantido por Paulo S. BRETONES, em http://www.dme.ufscar.br/btdea/
51 Links para alguns dos arquivos, disponíveis no site de LANGHI, R. https://sites.google.com/site/proflanghi/ 52 ENPEC, SNEF, EPEF, SNEA e reuniões SAB. Lista parcial em https://sites.google.com/site/proflanghi/
118
Quadro 3: Critérios de inclusão dos artigos no corpus do estado da arte.
Fonte: Própria pesquisa.
O processo seguiu os seguintes passos:
• Iniciamos a pesquisa de documentos pela lista já feito pelo Professor Langhi, disponível no seu site53.
• Cruzamos essa listagem com as informações sobre artigos na restante literatura consultada54, encontramos mais 22 artigos.
• Seguidamente foram pesquisadas uma a uma as revistas em que aparecem artigos já listados para procurar mais documentos referentes aos anos de 2011 e 2012 – os anos que estavam incompletos nas listagens prévias.
• Finalmente fez-se uma busca geral nos sites: Scielo55, Periódicos da CAPES56 e Google Acadêmico57 com as palavras-chave já referidas.
Nestas pesquisas realizadas na internet, nas revistas e nos motores de busca de 53 https://sites.google.com/site/proflanghi/artigos
54 IACHEL e NARDI, 2010; CASTRO, PAVANI e ALVES, 2009; LANGHI e NARDI, 2009a; MARRONE JÚNIOR e TREVISAN, 2009; BRETONES, MEGID NETO e CANALLE, 2006; BRETONES, MEGID NETO, 2005 e FERREIRA e MEGLHIORATTI, s/d; MARRONE JÚNIOR, 2007
55 http://www.scielo.org/
56 http://www.periodicos.capes.gov.br/ 57 http://scholar.google.com.br/
CRITÉRIO INCLUSÃO DE DOCUMENTOS JUSTIFICATIVA
publicados até 2012, inclusive
do tipo: artigo em periódico
publicados no Brasil e sobre a realidade brasileira escopo desta pesquisa A triagem foi realizada durante 2013. Por essa razão não poderíamos garantir a inclusão
de todos os documentos de 2013 trabalhos resultantes de pesquisa concluída e
revistos por pares
com foco principal em Educação não formal ou Divulgação de Astronomia
escopo desta pesquisa. Consideram-se focados no tema estudos em espaços não formais, na mídia,
referentes especificamente a atividades extracurriculares, sobre articulações entre formal e
não formal, sobre extensão nas universidades, sobre olimpíadas da Astronomia, palestras,
119 periódicos, encontramos mais 20 artigos de Educação em Astronomia, totalizando 275 artigos. Sublinhamos que nesta fase recolhemos todos os trabalhos referentes a Educação e Divulgação de Astronomia. Todos estes documentos foram então triados, através da leitura dos títulos, resumos e palavras-chave. Terminamos com um total de 20 artigos sobre Educação Não-Formal, e Divulgação de Astronomia que constituem o corpus deste estado
da arte, listado no Apêndice B.
Notamos que alguns artigos levantaram dúvidas e discussão em relação à sua classificação como Não-Formal ou Formal, nomeadamente aqueles sobre cursos de extensão voltados para a formação de professores. Resolvemos excluir esses artigos do corpus pois, apesar de a extensão universitária, à partida, poder ser um espaço de não-formalidade, percebemos que o foco destes artigos excluídos é a formação de professores, inicial ou continuada, que se enquadra dentro da Educação Formal (LANGHI e NARDI, 2009b).