3.13 Rognplanting som kultiveringsstrategi for å styrke sjøaurebestanden i Jostedøla
3.13.1 Evaluering av rognplantingen i sidebekker høsten 2000
A escolha de mananciais para abastecimento público passa por uma avaliação criteriosa. Conseguir água em condições ideais de uso é a cada dia uma tarefa mais desafiadora. Encontrar um ponto de captação com água em qualidade e quantidade adequadas, próximo ao consumidor e onde se possa manter tais condições é quase impossível. Segundo a COPASA (2013), em seu sítio na rede mundial de computadores:
As ferramentas mais importantes para dispormos de água em quantidade e qualidade são a conservação dos suprimentos de água doce do planeta e a recuperação dos sistemas com água poluída. A COPASA, diante dessa realidade, adota como uma das suas prioridades a proteção dos mananciais utilizados em seus sistemas de abastecimento público de água. Quando se defronta com a necessidade de uma nova captação para atendimento ao abastecimento público em regiões com carência de água de qualidade e em quantidade suficiente, a opção é abrir mão de algumas das condições citadas, o que certamente acarretará no aumento dos custos de tratamento e disponibilização. Grandes cidades como São Paulo têm enormes sistemas de captação e tratamento que mostram como esta realidade afeta, não só a economia diretamente ligada a estes maiores custos de tratamento, mas vão muito além, interferindo inclusive na expansão da economia pela restrição de água tratada para o crescimento das cidades.
Segundo Andreoli e outros (2000), as bacias de mananciais de abastecimento exigem um tratamento diferenciado, uma vez que a qualidade da água bruta depende da forma como as atividades ali inseridas são manejadas. Florestas, e outras formas de vegetação em estado natural, regulam tanto a qualidade quanto a quantidade dos recursos hídricos, sendo a base da gestão integrada destes recursos (NUÑEZ et al. 2006, grifo nosso). Ensina Lima (1996), citado por Reis (2004), que a conservação da água não pode ser alcançada sem a conservação dos outros recursos naturais, já que o comportamento da fase terrestre do ciclo hidrológico reflete diretamente as condições, os usos e cobertura do terreno (solo, vegetação, etc.) de onde ela emana. Ainda segundo o mesmo autor a manutenção da qualidade e quantidade de
36 água em córregos e ribeirões está ligada ao que chamou de mecanismos naturais de controle que constituem os serviços proporcionados pelo ecossistema, sendo um destes mecanismos a relação estreita entre a cobertura vegetal nativa e a água. Em Minas Gerais, segundo a COPASA (2013), são realizadas ações sistemáticas de controle, monitoramento, recuperação e conservação dos mananciais de seu interesse. Em seu sítio na rede mundial de computadores fica clara a importância de se conservar os mananciais e o custo destas ações de conservação e recuperação.
Seguindo esta mesma linha, Davies & Mazumder (2003) citados por Alipaz (2010) afirmaram que a gestão de mananciais destinados ao abastecimento público tem grande importância na redução dos custos e riscos às águas disponibilizadas à população.
Ainda em Minas Gerais, estratégias de conservação vêm sendo aplicadas ao longo das últimas décadas na esperança de proteger importantes mananciais de captação. Desde a década de 1980 a COPASA e o Governo do Estado vêm buscando a proteção de diversas áreas que têm potencial para o abastecimento de água. A decretação pelo poder público de áreas de proteção especiais - APEs, tais como a APE do Ribeirão do Urubu – Decreto 21.280/1981 em Pedro Leopoldo, da APE Veríssimo – Decreto 22.055/1982 em Ouro Branco, APE Bálsamo e Rola Moça - Decreto 22.110/1982 e Mutuca – Decreto 21.372/1981, em Belo Horizonte, são exemplos da tentativa de criar uma restrição ao uso destas áreas, buscando manter a cobertura vegetal nativa e assim proteger estes mananciais. Com os limites definidos coincidindo geralmente com os limites das bacias de contribuição, a grande maioria destas APEs somente atingiram seu objetivo de proteção após terem se transformado em Unidades de Conservação de proteção integral conforme determina o Sistema Nacional de Unidades de Conservação - SNUC ou terem parte de suas áreas adquiridas pela COPASA. Hoje, as APEs de Bálsamo, Rola Moça, Taboões, Catarina, Barreiro e Mutuca com seus mananciais, estão quase que totalmente protegidas pelo Parque Estadual da Serra do Rola Moça, que entre outras, tem a atribuição de proteger os mananciais. A APE Veríssimo tem parte de sua área protegida pelo Parque Estadual da Serra de Ouro Branco. Nestes dois casos, as captações ainda estão ativas. Já a APE do Ribeirão Urubu não teve nenhuma proteção adicional e teve a área de sua bacia de contribuição ocupada indiscriminadamente pelas atividades agropecuárias e pela expansão urbana. A própria COPASA já descartou esta área como um manancial viável em ofício enviado ao Instituto Estadual de Florestas – IEF (anexo 01). Da mesma forma, várias outras áreas vêm sendo pressionadas pelas diversas atividades humanas, correndo o risco de se tornarem técnica e/ou economicamente inviáveis.
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Figura 6 – Manancial Catarina: Parque estadual da Serra do Rola Moça
Fonte: - IEF - Evandro Rodney (2013)
Outro importante exemplo de manancial protegido está em Montes Claros – MG, de responsabilidade também da COPASA e que está dentro dos limites do Parque Estadual da Lapa Grande – Decreto 44.204/2006. Numa região com sérios problemas de disponibilidade hídrica, inserida no polígono da seca, este manancial atende a 30% da necessidade de água para esta cidade, o que corresponde ao atendimento de aproximadamente 120 mil habitantes.
A importância destes espaços reside na necessidade de se manter o fornecimento, sempre crescente de água tratada para a população e para a indústria e o comércio. Segundo a COPASA (2013), responsável por atender aproximadamente 71% da população do estado de Minas Gerais, ou aproximadamente 14,6 milhões de pessoas, são necessários hoje altos investimentos para manter áreas fora de UCs em condições de fornecer água de qualidade e em quantidade adequada. A própria concessionária reconhece em seu sítio na rede mundial de computadores que a preservação dessas áreas vem garantir a perpetuidade das características qualitativas e quantitativas dessas fontes de abastecimento (COPASA, 2013, grifo nosso).
A água bruta captada em mananciais que não contam com a proteção de alguma UC ou de alguma área institucional em geral é de pior qualidade.
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