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3. Utvalgte sertifikatsystemer: utforming, resultater og evaluering

3.7 Evaluering av TWC-systemene

3.7.2 Evaluering av kostnader

A história das culturas registra orientações sobre a construção de espaços sagrados. Esse conhecimento revelado por vontade divina ajudou Noé a delimitar as dimensões exatas e os materiais que deveriam ser utilizados para construir o barco ou arca que protegeu a ele e sua descendência do dilúvio36. Assim também ocorreu quando Deus fala para Moisés sobre a construção do Tabernáculo37 (templo móvel

dos Judeus durante a peregrinação no deserto) e sobre a construção da arca da aliança38.

Da mesma forma, foi revelado ao rei Davi como deveria ser construído o Templo de Jerusalém (que somente no reinado do rei Salomão pode ser erigido, pois conforme a vontade divina o templo deveria ser construído de forma pacífica e o rei Davi havia derramado demasiado sangue nas guerras)39. Com a invasão Babilônica, foi erigido um novo templo do qual sobrou somente as ruínas conhecidas como “Muro das lamentações”.

Nos rituais maçônicos, há uma lenda cuja personagem central é o arquiteto Hiram Abiff. Acredita-se que a lenda maçônica surgiu a partir de uma referência bíblica. Em 1 Reis: 7, 13-14, conta-se que Salomão mandou chamar a Hiram na cidade de Tiro para fazer trabalhos em bronze. Ele é enaltecido em sua habilidade, talento e inteligência para trabalhar o cobre.

A lenda é contada ao iniciado na maçonaria quando este alcança o grau de mestre maçom. Conta-se que o rei Salomão mandou chamar na cidade de Tiros o arquiteto para a construção do templo em Jerusalém. Salomão contou com a ajuda do rei de Tiros para quem solicitou o envio de um arquiteto. Foi enviado o arquiteto Hiram Abiff, o único homem que conhecia o mistério da palavra ou senha do mestre maçom, a qual seria revelada aos operários ao término da construção do templo. Porém, a palavra seria revelada somente com a presença e o consentimento dos reis Salomão e Hiran de Tiros.

Três operários surpreenderam Hiram Abiff enquanto estava só e exigiram que ele contasse o segredo, mas ele se recusou a revelá-lo sem o consentimento e na ausência dos reis. Diante da recusa, o arquiteto foi morto. Ao ser comunicado sobre a morte de Hiram Abiff, o rei Salomão cria uma nova palavra, pois a antiga senha se perdeu. A palavra criada por Salomão passa a regular os rituais maçônicos até que se descubra a palavra original40.

38 Êxodo: 25, 10-22. Na arca eram guardados os sinais da aliança de Deus com os homens (o decálogo, a vara de Aarão e o maná ou o pão enviado do céu).

39 1 Crônicas: 28

40 Essa é a versão da lenda que acreditamos ser a mais difundida. No entanto, não encontramos estudos ou qualquer fonte definitiva sobre ela. Para o conhecimento da lenda e do tema maçonaria, sugerimos o documentário A maçonaria revelada (2007) produzido pela National Geographic.

Segundo Marius Lepag (1993), a geometria tem grande significado no pensamento maçônico, para o qual Deus, ou o ser supremo, é o “Grande Arquiteto do Universo”41.

[...] Essa expressão está contida na única palavra “Geometria”, que nela se encontra desde a origem e que não cessará de ter prioridade no pensamento maçônico, enquanto não for substituído pela palavra God [Deus], especificação inglesa abusiva e tardia. A lenda maçônica insiste sobretudo no papel de Noé e de seus filhos, Sem, Cam e Jafé, que encontramos nos antigos rituais anteriores à aparição da lenda de Hiram. Noé é que será sacrificado, depois de ter ‘recebido de Deus a ordem e a missão de construir a Grande Arca, que, embora de madeira, foi certamente, fabricada segundo a Geometria, de acordo com as Regras da Maçonaria...’(LEPAG, 1993, p.23-24)

Ainda sobre a ordem maçônica, Lepag (1993, p.23) afirma que em Constituições, Anderson remonta a origem da Ordem a Adão, que “‘ensinou a Geometria aos seus filhos’. Através de uma filiação lendária, vemos, a seguir, as noções maçônicas passarem de Noé aos egípcios, aos gregos, aos romanos e, depois, aos saxões”.

É sabido que a geometria como ciência tem seus fundamentos e origem nas culturas egípcia, grega, árabe e romana. À geometria também foram atreladas questões místicas encontradas no pitagorismo, doutrina surgida a partir do pensamento de Pitágoras de Samos42. Brandão (1987, p.152) aponta que os pitagóricos “complementavam suas normas éticas, morais e ascéticas com o estudo em profundidade da música, da matemática e da astronomia, embora todas essas disciplinas e normas visassem, em última análise, a uma ordem mística”.

Jean-François Mattéi (2000) acredita que o pitagorismo conseguiu unir o “pensamento matemático ao pensamento ontológico e ao teológico”. Para o teórico, os preceitos religiosos do pitagorismo podem parecer distantes das ciências atuais, mas percebe-se que “sua preocupação de unificar as leis fundamentais do universo a partir de uma matemática pura, independente de toda experiência sensível, constitui um modo de pensamento que permanece vivo na maioria dos homens de ciência” (MATTÉI, 2000, p.8).

41 Cabe ressaltar que a associação de Deus com a criação também está fundamentada no pensamento religioso para o qual Deus é o grande demiurgo que a partir da matéria informe, do vazio, cria todas as coisas como se lê em Gênesis: 1,1-2.

Os conceitos geométricos foram utilizados na construção de antigos templos pagãos e de obras monumentais como as pirâmides. As pirâmides foram construídas com grande precisão por seus arquitetos e acredita-se que “Tal precisão foi certamente conseguida utilizando meios simples de medição, como varas e cordas, alinhadas pela posição do Sol e das estrelas e talvez níveis de água para acerto dos planos horizontais” (ATLAS DO EXTRAORDINÁRIO, 1995b, p.64).

Também nos templos cristãos os conhecimentos geométricos foram utilizados. Um exemplo famoso é a Catedral de Chartres, na França. Construída em arquitetura gótica, pairam vários mistérios sobre essa construção:

[...] vidraceiros, escultores, geômetras, astrônomos e outros criaram um santuário tão espantoso que poucas são as pessoas que nele entram sem se comoverem. É que suas proporções, orientação, posição e simbolismo, tudo foi estudado para alertar a psique e aliviar o espírito. O centro sagrado da catedral situa-se entre a terceira coluna do coro no lugar onde se erguia o altar primitivo até ter sido mudado no século XVI. A cerca de 37m abaixo deste ponto fica o nível da água da fonte. A mesma distância, mas na direção do céu, eleva-se o pináculo da abóbada gótica onde as ogivas cruzadas, os arcos em flecha característicos da arquitetura gótica estão tão perfeitamente proporcionados que parecem não suportar qualquer peso. (ATLAS DO EXTRAORDINÁRIO, 1995a, p.22).

Em Hilst, o conhecimento da geometria e mesmo da mística associada às formas geométricas serão observadas em sua busca por representar uma ideia de Deus. Esses conceitos serão o molde para a construção, a materialização de uma ideia única e representativa de suas próprias considerações sobre Deus.