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Evaluation of dynamic mooring line forces

5.5 Mooring line response

5.5.2 Evaluation of dynamic mooring line forces

Derivados das Mudanças Climáticas

Segundo Goldemberg & Lucon (2008, p.149), o CO2 emitido pela queima de

combustíveis fósseis configura-se como o principal gás responsável pelo aumento do efeito estufa, resultado das macro-quantidades emitidas diretamente pelas atividades antropogênicas, afetando o balanço do carbono no planeta: “enquanto processos de combustão são imediatos, a recuperação de carbono pelo solo e biomassa é lenta, afetando o ciclo.”

De acordo com o Terceiro Relatório de Avaliação do IPCC (IPCC, 2001a), algumas previsões, dadas por modelagens computacionais, podem ser observadas abaixo:

 A média da temperatura global e o nível do mar foram projetados a partir de cenários simulados pelo IPCC;

 A temperatura média da superfície global está projetada para aumentar de 1,4ºC a 5,8ºC, de 1990 a 2100, conforme as hipóteses dos diferentes cenários;

 A ocorrência de eventos extremos, como tornados, tempestades, seca e ondas de calor não são simuladas nos modelos climáticos com a mesma acuidade do aumento de temperaturas;

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possibilidade é devido primariamente à expansão térmica e à perda de massa das camadas de gelo;

 A concentração média global de vapor d’água e a precipitação são projetadas para aumentar durante o século XXI. Para a segunda metade do século XXI, é provável que a precipitação aumente nas latitudes altas e médias do Hemisfério Norte e no inverno da Antártica. Em baixas altitudes tanto pode haver aumento como diminuição;

 A taxa de aquecimento projetada é muito maior do que as mudanças observadas durante o século XX, sendo muito provável que não haja precedentes nos últimos 10.000 anos.

Na Contribuição do Grupo de Trabalho II ao Quarto Relatório de Avaliação do Painel Intergovernamental sobre Mudança do Clima, esse impacto é deixado muito claro (2007, p.03): “As evidências obtidas por meio de observações de todos os

continentes e da maior parte dos oceanos mostram que muitos sistemas naturais estão sendo afetados pelas mudanças climáticas regionais, principalmente pelos aumentos de temperatura.” Também é abordada, neste relatório, a diversidade desse impacto no

globo, incorrendo maior ou menor intensidade de impactos conforme a localização geográfica e a capacidade de adaptação e mitigação dos diferentes países, algo a ser mais bem detalhado ao longo deste trabalho.

Dados coletados a partir de testemunhos de gelo na escala de milhares de anos e analisados pelo IPCC (2007) apontam que as concentrações atmosféricas globais de CO2, CH4 e N2O se elevaram substancialmente a partir de atividades antrópicas desde

1750, ultrapassando, nas últimas décadas, os valores aferidos no período pré - Revolução Industrial. Esse cenário de elevação global da concentração de CO2 é devido,

fundamentalmente, ao uso de combustíveis fósseis e também ao processo de mudança no uso do solo (urbanização, desflorestamento). Quanto aos outros dois principais GEE (CH4 e N2O), seu aumento é devido, principalmente, à agricultura e pecuária.

16 1. A concentração atmosférica global de dióxido de carbono (CO2) aumentou de 280 ppm (níveis pré-

industriais) para cerca de 379 ppm em 2005. A concentração atmosférica global de CO2 em 2005 supera em muito o intervalo natural dos últimos 650.000 anos (180 a 300 ppm). A taxa de crescimento anual da concentração atmosférica global de CO2 foi maior durante os últimos 10 anos (1995 – 2005 média: 1,9 ppm por ano), comparada com a taxa de crescimento desde o início das medições diretas e contínuas (1960–2005 média: 1,4 ppm por ano).

2. A principal fonte de aumento da concentração atmosférica de dióxido de carbono (CO2) é o uso de combustíveis fósseis, enquanto que a mudança do uso da terra representa uma contribuição menor, porém significante. As emissões fósseis de CO2 aumentaram de uma média de 6,4 [6,0 a 6,8] GtC (23,5 [22,0 a 25,0] GtCO2) por ano na década de 90, para 7,2 [6,9 a 7,5] GtC (26,4 [25,3 a 27,5] GtCO2) por ano em 2000–2005. As emissões de CO2 associadas à mudança do uso da terra estão estimadas em 1,6 [0,5 a 2,7] GtC (5,9 [1,8 a 9,9] Gt CO2) por ano durante a década de 1990, embora estas estimativas possuam algum grau de incerteza.

3. A concentração atmosférica global do metano (CH4) aumentou de 715 ppb (níveis pré-industriais) para 1732 ppb no começo dos anos 1990 e em 2005 alcançou 1774 ppb.

4. A concentração atmosférica do metano em 2005 supera em muito o intervalo natural dos últimos 650.000 ano (320 a 790 ppb). É muito provável que o aumento observado na concentração de metano se deva às atividades antropogênicas, predominantemente os setores da agricultura e o uso de combustíveis fósseis, porém, as contribuições relativas das diferentes fontes não estão bem determinadas.

5. A concentração atmosférica global do óxido nitroso (N2O) aumentou de 270 ppb (níveis pré-industriais) para 319 ppb em 2005. A taxa de crescimento vem se mantendo constante desde 1980. Mais de um terço das emissões de N2O são antropogênicas e originadas na agricultura.

Fonte: Ministério da Ciência e Tecnologia – MCT e Fundação de Estudos Agrários Luiz de Queiroz – FEALQ (2007)

Na Figura 1 é possível perceber mais claramente a correlação existente entre o aumento da emissão de CO2, representado pela linha azul, e da temperatura global,

representada pela linha vermelha, tendência acentuada na última década (1990-2000).

Figura 1. Variação da temperatura global e da concentração de CO2 presente no ar nos

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Fonte: Etheridge et al, 1998.

Segundo dados do Quarto Relatório do IPCC (2007), para que ocorra uma estabilização das concentrações de GEE em 550 ppm (partículas por milhão), teto cuja superação traria graves ameaças à sociedade e ao meio ambiente, haveria a necessidade de um pico de concentrações até 2030 (perfazendo, para este cenário, uma média no aumento da temperatura global abaixo de 3º Celsius, com relação aos níveis pré- industriais), ocorrendo, depois, uma queda drástica dessas concentrações de GEE até o ano de 2050, reduzindo em cerca de 29 Gt CO2 as emissões globais de GEE.

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Fonte: IPCC (2007)

No Quarto Relatório de Avaliação de Mudanças Climáticas, o IPCC elaborou dois cenários para o comportamento futuro da temperatura e da economia mundial sob o impacto das mudanças climáticas e sem o impacto das mudanças climáticas. Os cenários foram denominados como A2 (cenário mais pessimista de extremos de emissões de GEE) e B2 (cenário de baixas emissões de GEE). Na Figura 2 é possível observar que a estimativa B1 tem um caráter realmente mais “otimista”, indicando um aumento de 1,8o C na temperatura da superfície global, enquanto o cenário A2 o aumento da temperatura seria consideravelmente maior, indicando um aumento de 3,8º Celsius.

A discussão em torno dos diversos impactos das mudanças climáticas leva a uma questão cada vez mais espinhosa para os decisores políticos: como diminuir o impacto das atividades antropogênicas no meio ambiente? E como viabilizar, do ponto de vista político, uma economia em equilíbrio com o meio ambiente? Na literatura especializada

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de Economia duas abordagens, fundamentalmente, buscaram explicar os impactos das atividades econômicas no meio ambiente, e possíveis saídas para o dilema entre conservar os bens e serviços ambientais e manter o ritmo de crescimento e desenvolvimento econômico. As duas abordagens são representadas pela Economia Ecológica e pela Economia Ambiental (vinculada a Economia Neoclássica). O próximo tópico buscou apresentar o estado do campo e as principais convergências e divergências de ambas as Escolas e os desdobramentos desse debate no campo das Políticas Públicas.

2.2 Fundamentos de uma Economia (Política) do Meio Ambiente: o debate teórico e