2. Methods
2.6 Evaluation of method
Neste estudo o valor médio das áreas de vida variou muito pouco, mostrando que provavelmente o resultado obtido e o tamanho amostral foram suficientes para demonstrar o comportamento dessa espécie em um ambiente urbanizado, que fornece recursos alimentares como espécies vegetais exóticas, e alimentação por parte dos humanos, além de locais como construções urbanas que são utilizadas na época reprodutiva para construção dos ninhos. Porém, apesar desses benefícios, a presença dos sabiás em ambiente urbanizado depende da manutenção das áreas verdes, bosques, pois é o local onde as aves passam a maior parte do seu tempo, mostrando a importância desses fragmentos em áreas urbanas. Estas áreas, no entanto, estão cada vez mais desaparecendo para a implantação de novos empreendimentos, e todo tipo de desenvolvimento que acompanha o crescimento da urbanização(CLERGEAU, 1998; SAVARD, 1978).
As áreas “core”, ou nucleares também variaram muito pouco entre os sabiás, e é a área que representa os locais mais utilizados pelos indivíduos, provavelmente relacionadas ao local de repouso, uma fonte de recurso (água, alimento, por exemplo), ou um território para reprodução (BURT, 1943). Analisando os habitats presentes nas áreas nucleares, é possível notar ainda mais a utilização dos bosques por estas aves, o que evidencia a necessidade de conservação desse tipo de habitat.
Apesar de algumas diferenças numéricas nos valores de área de vida quando comparados indivíduos macho e fêmeas, e os indivíduos que estavam em período reprodutivo com os que estavam fora desse período, não houve influência de nenhum desses fatores no uso do espaço pelos sabiás, diferentemente de um estudo com corvídeos na América do Norte, que relatou uma diminuição na área de vida durante o período reprodutivo, provavelmente devido ao maior comprometimento com cuidado parental (ROTH et al., 2004) .
Essa redução no tamanho da área de vida durante o período reprodutivo era esperada neste estudo, mas provavelmente não pode ser observada devido ao baixo número de indivíduos monitorados na estação reprodutiva (n= 4), que durante o período de monitoramento poderiam não estar comprometidos com ninhos ou filhotes. Porém, a menor área de vida registrada corresponde a uma fêmea no período reprodutivo (indivíduo D), o que dá indícios desse padrão também nos sabiás.
É interessante notar a alta sobreposição de áreas de vida entre os indivíduos, fato que foi empiricamente observado também durante as coletas de dados. Inclusive, dois indivíduos monitorados foram avistados juntos por um tempo nos mesmos locais quase todos os dias compartilhando recursos e mantendo uma coexistência e certo nível de sociabilidade. O fato de muitas áreas de vida se sobreporem sugere um nível baixo de territorialidade desta espécie de sabiá na área de estudo. Porém, acredita-se que esse comportamento deve apresentar variações dependendo da fase reprodutiva, mas não pode ser observado neste estudo. A explicação para essa alta sobreposição de áreas de vida provavelmente se deve à alta abundância de indivíduos desta espécie na área de estudo, e também pela relativamente baixa disponibilidade de ambientes com cobertura vegetal que se mostraram indispensáveis para a existência dessa espécie.
Em regiões não urbanizadas e com fragmentos de floresta maiores que permitem que as aves se espalhem mais no ambiente, é esperado que as áreas de vida dos sábias sejam maiores do que no ambiente urbanizado, onde a baixa disponibilidade de áreas arborizadas é provavelmente um dos principais fatores limitantes ao tamanho da área de vida das aves. Em um estudo com sabiás do mesmo gênero em um ambiente rural, com fragmentos maiores de vegetação, a
49
média das áreas de vida dos sabiás foi de 17,7 ± 7,3 ha para o Kernel 95% (SILVEIRA, 2015). Comparando esse valor com a média das áreas de vida em ambiente urbanizado (3,82 ± 2,63 ha), é possível inferir que as áreas de vida em ambientes rurais, que possuem fragmentos maiores de vegetação, são cerca de cinco vezes maiores do que em ambiente urbanizado, o que mostra a grande plasticidade no uso do ambiente por estas aves.
Outra questão relevante para compreender o tamanho da área de vida dos animais é a disponibilidade de recursos, e um dos recursos indispensáveis para a vida é a água. Sendo assim, foram mapeadas as principais fontes de água dentro da área de estudo, como tanques, bebedouro de outros animais, poças e lagos artificiais, entre outros. Durante o monitoramento foi observado que dentro de cada área de vida individual, havia pelo menos uma fonte de água mais abundante disponível que, geralmente era compartilhado com outras aves da mesma espécie e até mesmo de espécies diferentes. Essa fonte de água era utilizada principalmente para as aves se molharem/banharem ao final da tarde.
4.3 POLEIROS NOTURNOS
O conhecimento sobre onde as aves passam a noite ainda é escasso. Porém, através do desenvolvimento dessas novas técnicas de monitoramento dos animais, juntamente com o crescimento da área de estudo relacionada à ecologia e dinâmica espacial dos animais, a elucidação de alguns aspectos sobre essa questão será inevitável, e acrescentará dados inéditos sobre a biologia das diferentes espécies. Este trabalho apresentou colaborações interessantes para a espécie estudada, que aparenta manter um poleiro fixo todas as noites, ou pelo menos a mesma “região” durante um período de tempo, comportamento que reflete certo tipo de memória, associada a um local seguro.
Porém, quando este poleiro é perdido, como em um caso observado durante a pesquisa (Indivíduo O), em que as árvores da região em que um dos indivíduos passava a noite foram derrubadas, a ave passou a “dormir” em árvores numa região bem próxima àquela que foi perdida. Apesar de aparentar um local seguro, visto que muitos sabiás utilizam para construção dos ninhos, as construções urbanas não foram utilizadas para passar a noite.
Um estudo recente com outra espécie de sabiá que vive em ambientes mais florestados (Hylocichla mustelina) nos EUA (JIRINEC, 2015), apresentou algumas semelhanças ao que foi observado aqui. Entre elas, o fato dos poleiros noturnos se localizarem geralmente fora da área de vida diurna, em árvores altas e com vegetação mais densa, além de deslocamentos diretos no final da tarde para o poleiro noturno.
4.4 SELEÇÃO DE HABITAT
Devido à plasticidade no uso do ambiente, não espera-se que espécies generalistas, como o sabiá-barranco, sejam drasticamente afetadas pelas mudanças e fragmentações da paisagem quanto uma espécie mais especialista que necessita de características mais específicas do ambiente para se estabelecer em um local. Porém, mesmo estas espécies generalistas, que teoricamente levam vantagem nesses ambientes antropizados, continuam necessitando de locais “florestados” para algumas atividades ou estágios de vida (COHEN, LINDELL, 2005).
Apesar de certo equilíbrio entre a quantidade de habitat disponível de “áreas arborizadas” em relação às áreas abertas dentro das áreas de vida analisadas, os indivíduos mostraram que os locais com cobertura vegetal são indispensáveis para a manutenção da espécie estudada. Isso mostra a necessidade de políticas públicas voltadas à preservação de praças, parques, ruas arborizadas e manutenção dos jardins. Essas áreas verdes funcionam não só como corredores ecológicos, mas também como locais de reprodução e pontos de descanso de aves migratórias, pois fornecem alimento e abrigo, além de promover a manutenção da biodiversidade dentro das grandes cidades (NOSS, 1993; FLINK AND SEARNS, 1993).
Interessante notar que apesar dos sabiás selecionarem os ambientes vegetais para maior parte de suas atividades, principalmente o forrageio, as atividades reprodutivas muitas vezes acontecem em construções urbanas, e, como observado na área de estudo, parecem ter mais sucesso do que os ninhos em árvores (Pizo, dados não publicados). Isso também foi observado em um estudo de gaviões em ambientes urbanos e naturais. O sucesso reprodutivo de Accipiter
cooperii em nidificações urbanas foi maior do que em ambientes naturais,
51
intempéries climáticos e os locais de ninho se mostrarem mais eficientes contra predação (CHIANG, 2012).
Por se adaptarem muito bem ao ambiente urbano, somado ao fato de que usam com frequência os ambientes florestados e consomem uma grande quantidade de frutos, os sabiás podem contribuir com a manutenção e a dinâmica desses fragmentos através da dispersão de sementes, inclusive nas áreas urbanizadas (COHEN, LINDELL, 2005).
5.
CONSIDERAÇÕES FINAIS
Turdus leucomelas é uma espécie que convive bem e se adapta com
facilidade aos ambientes modificados pelo homem, desde que tenha oportunidade de encontrar abrigo, alimento e água. Porém mesmo sendo uma espécie com alta plasticidade no uso do habitat, a necessidade de locais “arborizados”, formando bosques são indispensáveis para estas aves.
Sendo assim, vale ressaltar a importância da conservação da vegetação dentro das cidades, pois a manutenção dos indivíduos e da biodiversidade de aves em um ambiente urbanizado está diretamente relacionada ao volume de vegetação local (NOSS, 1993). Portanto fica clara a necessidade de políticas que envolvam a conscientização da população e atitudes governamentais para a conservação de praças, parques, jardins e também a implantação de mais áreas verdes dentro das cidades para preservar a diversidade de espécies de aves que convivem no ambiente urbano.
Este trabalho traz colaborações importantes a respeito do uso do espaço por sabiás da espécie Turdus leucomelas, visto que o conhecimento sobre aves dispersoras generalistas em ambientes modificados é escasso, e procurou esclarecer um pouco mais a ecologia espacial da espécie e trazer informações relevantes para futuros planos de reflorestamento, manejo e conservação das aves, principalmente em ambientes urbanizados, onde os sabiás prestam seus serviços ecológicos como dispersores das sementes.
REFERÊNCIAS
AHERN, Jack et al. Greenways: the beginning of an international movement. 1996.
ANTUNES, V. S.; PIOVEZAN, U.; DUARTE, José Maurício Barbanti. Área de uso e seleção de habitats por veado-catingueiro (Mazama gouazoubira; Fisher, 1814) no Pantanal da Nhecolândia-MS. In: 6º Congresso Brasileiro de
Mastozoologia. 2012.
BERRY, Brian JL. Urbanization. In: Urban Ecology. Springer US, 2008. p. 25-
48. BRINKHOFF, T. Principal cities and agglomerations of the world and selected countries. 2001.
BLANCHER, P. 2013. Estimated number of birds killed by house cats (Felis catus) in Canada. Avian Conservation and Ecology 8(2): 3.
http://dx.doi.org/10.5751/ACE-00557-080203
BROWN, Lester Russell et al. Beyond Malthus: Sixteen dimensions of the population problem. Washington, DC: Worldwatch Institute, 1998.
BURT, W. H. Territoriality and home range concepts as apllied to mammals. Journal of Mammalogy, v.24, p.346-352. 1943.
CANAVELLI, S. B. ET AL. Habitat use by Swainson’s Hawks on their austral wintering grounds in Argentina. Journal of Raptor Research, vol. 37, p.
125-134. 2003.
CHACE, Jameson F.; WALSH, John J. Urban effects on native avifauna: a review. Landscape and urban planning, v. 74, n. 1, p. 46-69, 2006.
CHERRY, S. A comparison of confidence interval methods for habitat useavailability studies. Journal of Wildlife Management, v. 60, p.653–658. 1996.
CHIANG, Sophia N. et al. Home Range and Habitat Use of Cooper’s Hawks in Urban and Natural Areas. 2012
CLEMENT, P. Thrushes. Princeton University Press, Princeton. 2000.
CLERGEAU, P., 1998. Biodiversite dans les paysages urbains: dês concepts aux applications. Penn ar Bed No. 165±166.
COHEN, E. B., LINDELL C. A. Habitat use of adult white-throated Robins during the breeding season in a mosaic landscape in Costa Rica. J Field
53
CORREA, C. (2010) Ecologia de sabiás (Turdus spp.) e sanhaços (Thraupis spp.) em área urbana com fragmentos florestais no campus da UNESP de Rio Claro. Trabalho de conclusão de curso (licenciatura e bacharelado -
Ciências biológicas) - Universidade Estadual Paulista, Instituto de Biociências de Rio Claro.
DAVIS, M.; GLICK, THOMAS F. Urban ecosystems and island biogeography. Environmental Conservation, v. 5, n. 04, p. 299-304, 1978.
DEL HOYO J., ELLIOT A., CHRISTIE D.A. (2005) Handbook of the birds of the world, Volume 10: Cuckoo-shrikes to Thrushes. Lynx Edicions, Barcelona,
Spain.
DRASCH, G.A., WALSER, D., KOSTERS, J., 1987. The urban pigeon (Columba livia, forma urbana). A biomonitor for the lead burden of the environment. Environ. Monitor. Assess. 9, 223 ± 232.
FLINK, C.A., SEAMS, R.M., 1993. Greenways: A Guide to Planning, Design and Development. Island Press, Washington DC
FOSTER, M.S. (1987) Feeding methods and efficiencies of selected frugivorous birds. Condor, v.89, p.566–580
GASPERIN,G., PIZO, M.A. (2009) Frugivory and habitat use by thrushes (Turdus spp.)in a suburban area in south Brazil Urban Ecosystems 12: 425–436.
GLAZIER, D. S. 1980 Ecological shifts and the evolution of geographically restricted species of North American Peromyscus (mice). J.
Biogeogr. 7, 63–83. (doi:10.2307/2844547)
GUITÍAN, J., GUITÍAN, P., MUNILLA, I., GUITÍAN, J., BERMEJO, T., LARRINAGA, A., NAVARRO, L., LÓPEZ, B. (2000) Zorzales, espinos y serbales: un estudio sobre el consumo de frutos silvestres de las aves migratórias en la costa occidental europea. Universidade de Santiago de Compostela, Santiago de
Compostela, Spain. ISBN 84-8121-825-1.
HARESTAD, A.S., BUNNELL, F.L., 1979. Home range and body weight ± a revaluation. Ecology 60, 389±402.
HINDE, R. A. The biological significance of the territories of birds. The
Ibis, v. 98, p. 340-369, 1956.
HOLLING, C.S., 1992. Cross-scale morphology, geometry, geometry and dynamics of ecosystems. Ecol. Monogr. 62, 447±502.
HOWE, H. F. (1986). Seed dispersal by fruit-eating birds and mammals.
JACOB, A.A.; RUDRAN, R. Radiotelemetria em estudos populacionais In:
Cullen L., Rudran R., Valladares-Padua C. (orgs.). Métodos de estudo em biologia da conservação e manejo da vida silvestre. Curitiba, UFPR, p. 285- 342. 2003.
JIRINEC, Vitek. (2015). Mismatch between diurnal home ranges and roosting areas in the Wood Thrush (Hylocichla mustelina): Possible role of habitat and breeding stage. Volume 133, 2016, pp. 1–12 DOI: 10.1642/AUK-15-
76.1.
JOHNSON, Douglas H. The comparison of usage and availability measurements for evaluating resource preference. Ecology, v. 61, n. 1, p. 65-71,
1980.
JOHNSTON, Richard F. Synanthropic birds of north America. In: Avian ecology and conservation in an urbanizing world. Springer US, 2001. p. 49-67.
JOKIMÄKI, J. E SUHONEN, J. (1998). Distribution and habitat selection of wintering birds in urban environments. Landscape and Urban Planning,
39:253-263.
JORDANO, P., GARCIA, C; GODOY J.A. (2007): Differential contribution of frugivores to complex seed dispersal patterns. Proc Natl Acad Sci USA
104:3278–3282
LEARY, A. W.; MAZCUKA, R.; BECHARD, M. J. Factors affecting the size of Ferruginous Hawk home ranges. Wilson Bulletim, v.110, n.2, p.198-205. 1998.
LEPCZYK, Christopher A.; MERTIG, Angela G.; LIU, Jianguo. Assessing landowner activities related to birds across rural-to-urban landscapes.Environmental Management, v. 33, n. 1, p. 110-125, 2004.
LEPCZYK, Christopher A.; WARREN, Paige S. (Ed.). Urban bird ecology and conservation. Univ of California Press, 2012.
LUNIAK, M.; MULSOW, R. Ecological parameters in urbanization of the European blackbird. Acta Congr Int Orn, v. 19, p. 1787-1793, 1988.
MARZLUFF, J.M. E EWING, K. (2001). Restoration of fragmented landscapes for the conservation of birds: a general framework and specific recommendations for urbanizing landscapes. Restoration Ecology, 9:280-292.
MARZLUFF, John M.; BOWMAN, Reed; DONNELLY, Roarke. A historical perspective on urban bird research: trends, terms, and approaches. In: Avian ecology and conservation in an urbanizing world. Springer US, 2001. p. 1-17.
MARZLUFF, John; BOWMAN, Reed; DONNELLY, Roarke. Avian Ecology and Conservation in an Urbanizing World. Springer Science & Business Media,
55
MCDONNELL, Mark J.; PICKETT, Steward TA; POUYAT, Richard V. The application of the ecological gradient paradigm to the study of urban effects.
In: Humans as components of ecosystems. Springer New York, 1993. p. 175-189.
MCDONNELL, Mark J, PICKETT, Stewart TA. Ecosystem structure and function along urban-rural gradients: an unexploited opportunity for ecology.Ecology, v. 71, n. 4, p. 1232-1237, 1990.
MEYER, W.B. E TURNER, B.L. (1992). Human population growth and global land-use/cover change. Ann. Rev. Ecol. Syst., 23:39-61.
MILLSPAUGH, J. J., MARZLUFF, J. M. Radio tracking and animal populations. Academic, San Diego, California, USA. 2001.
MONTEIRO, C. A. F., (1973). A dinâmica climática e as chuvas no Estado de São Paulo: Estudo geográfico sob a forma de atlas. Instituto de Geografia,
Universidade de São Paulo, 129 p.
MORNEAU, F., DÉCARIE, R., PELLETIER, R., LAMBERT, D., DESGRANGES, J.L .E SAVARD, J.P. (1999). Changes in breeding bird richness and abundance in Montreal parks over a period of 15 years. Landscape and
Urban Planning, 44:111-121.
NEU, C. W.; RANDALL BYERS, C.; PEEK, J. M. A technique for analysis of utilization- availability data. The Journal of Wildlife Management, V. 38, N. 3, p.
541-545. Julho de 1974.
NOSS, R.F., 1993. Wildlife corridors. In: Smith, D.S., Calwood Hellmund, P.
(Eds.), Ecology of Greenways. University of Minnesota Press, Minneapolis, MN, pp.
43±68.
ODUM, E P, Fundamentals of ecology, Filadelfia: W.B. Saunders, 1963.
546p.
PIRATELLI, A. & PEREIRA, M. 2002. Dieta de aves na região leste de mato Grosso do Sul, Brasil. Ararajuba, 10 (2): 131-139.
PITELKA, Frank A. High population of breeding birds within an artificial habitat. Condor, p. 172-174, 1942.
PIZO, M.A. (1997) Seed dispersal and predation in two populations of Cabralea canjerana (Meliaceae) in the Atlantic Forest of southeastern Brazil.
Journal of Tropical Ecology 13,559–578.
PIZO, M.A. (2004) Frugivory and hábitat use by fruit-eating birds in a fragmented landscape in southeast Brazil. Ornitologia Neotropical 15 (suppl.),
PIZO, M.A. (2007) Frugivory by Birds in Degraded Areas of Brazil, Seed
dispersal: theory and its application in a changing world pp. 615-627.
POTASCHEFF, C. M. Identificação das Angiospermas do Campus da UNESP-Rio Claro/SP. Trabalho de Conclusão de Curso, Instituto de Biociências
(Graduação em Ecologia), Unesp Rio Claro. 2007
POWELL, Roger A. Animal home ranges and territories and home range estimators. Research techniques in animal ecology: controversies and consequences, v. 442, 2000.
POWELL, Roger A.; MITCHELL, Michael S. What is a home range?. Journal
of Mammalogy, v. 93, n. 4, p. 948-958, 2012.
PREATONI, D. et al. Conservation of Brown bear in the Alps: space use and settlement behavior of reintroduced bears. Acta Oecologica, v.28, p. 189-
197. 2005.
PREVEDELLO, Jayme A.; MENDONÇA, André F.; VIEIRA, Marcus Vinícius.
Uso do espaço por pequenos mamíferos: uma análise dos estudos realizados no Brasil. Oecologia Brasiliensis, v. 12, n. 4, p. 3, 2008.
REICHARD, S.H.; CHALKER-SCOTT L.; BUCHANAN S. (2001) Interactions among nonnative plants and birds. In: Marzluff JM, Bowman R, Donnelly R (eds) Avian ecology and conservation in an urbanizing world. Kluwer Academic,
Dordrecht, The Netherlands, pp 179–223.
RICKLEFS, R. E. & Cox, G. W. 1972. Taxon cycles in the West Indian avifauna. Am. Nat. 106, 195. (doi:10.1086/ 282762)
ROTH, J. E. et al. Sex defences in space use of breeding common ravens in Westerns Marin Country California. Condor, v.106, p.529-539. 2004.
ROY, D.B.; HILL, M.O. E ROTHERY, P. (1999). Effects of urban land cover on the local species pool in Britain. Ecography, 22:507-515.
SAUNDERS, Denis A.; HOBBS, Richard J.; MARGULES, Chris R. Biological consequences of ecosystem fragmentation: a review. Conservation biology, p.
18-32, 1991.
SAVARD, J.-P.L., 1978. Birds in metropolitan Toronto: distribution, relationships with habitat features and nesting sites. M.Sc. Thesis, Department
of Zoology, University of Toronto, Ont., 221 pp.
SCHOENER, Thomas W. Resource partitioning in ecological communities. Science, v. 185, n. 4145, p. 27-39, 1974.
SEAMAN, D. E., ET AL. Effects of sample size on kernel home range estimates. Journal of Wildlife Management, v.63, p.739–747.1990.
57
SICK, H. (1997). Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Editora Nova
Fronteira.
SILVEIRA, Natália Stefanini da. Padrões de movimentação de sabiás (Turdus ssp. Turdidae) em paisagens fragmentadas. Dissertação de mestrado.
UNESP – Rio Claro. 2015.
SMITH, D. G.; GILBERT, R. Backpack radio transmitter attachment success in Screech Owls (Otus asio). North American Bird Bander , v.6, p.142–
143. 1981.
SNOW, B.K. & SNOW, D.W. (1971). "The feeding ecology of tanagers and honeycreepers in Trinidad." The Auk 88(2)
SNOW, D.W. & SNOW, B.K. (1963). "Breeding and the annual cycle in three Trinidad thrushes." Wilson Bulletin 75(1)
SNOW, D.W. & SNOW, B.K. (1964). Breeding seasons and annual cycles
of Trinidad Land-Birds.
SNOW, D.W. (1971). "Evolutionary aspects of fruit-eating by birds." Ibis 113(2):194-202
SOKAL, R. R.; ROHLF, F. J. Biometry: the priciplesad practice od
statistics in biological research 2ed. New York, W. H. Freeman and Company, 859
pp. 1981.
SPENCER, Stephen R.; CAMERON, Guy N.; SWIHART, Robert K.
Operationally defining home range: temporal dependence exhibited by hispid cotton rats. Ecology, p. 1817-1822, 1990.
TRAVESET, A. (1998) Effect of seed passage through vertebrate frugivores’ guts on germination: a review. Perspectives in Plant Ecology,
Evolution and Systematics 1/2: 151–190.
TROPPMAIR, H.; MACHADO, M.L.A. (1974) Variação da estrutura da mata galeria na Bacia do rio Corumbataí (SP) em relação à água do solo, tipo de margem e do traçado do rio. Biogeografia, São Paulo, v. 8, p. 1-28.
TURNER, Will R.; NAKAMURA, Toshihiko; DINETTI, Marco. Global urbanization and the separation of humans from nature. Bioscience, v. 54, n. 6,
p. 585-590, 2004.
USDI, USDA. Department of Energy, Department of Defense, Department of Commerce, US Environmental Protection Agency, Federal Emergency Management Agency and National Association of State Foresters (2001) Review and update of the 1995 Federal Wildland Fire Management Policy, Bureau of land Management,
VOGEL, H.F.; ZAWADZKI, C.H.; METRI, R. Occurrence of thrushes in an urban fragment of Araucaria forest in southern Brazil. Biota Neotrop. v.12, n.4.
2012.
WALLS, S.S., R.E. KENWARD (2007) Spatial tracking: a) radio tracking. Pages 237–241 in D.M. Bird and K.L. Bildstein [EDS.], Raptor research and management techniques. Raptor Research Foundation and Hancock House
Publishers LTD, Blaine, WA U.S.A.
WHEELWRIGHT NT. (1986) The diet of American Robins: an analysis of U.S. Biological Survey records. Auk 103:710–725.
WHITE, G.C., GARROT, R.A. Analysis of wildlife radio-tracking data. San
Diego: Academic Press. 1990.
59
ANEXOS
Anexo A: INFORMAÇÕES ADICIONAIS
A tecnologia que envolve as pesquisas que utilizam radiotransmissores, entre outros equipamentos que permitem o monitoramento de animais silvestres vem avançando muito e bem rapidamente, porém o acesso a essas tecnologias ainda é restrito, principalmente pela maioria dos produtos serem importados, o que dificulta um pouco o acesso aos equipamentos mais modernos disponíveis atualmente. Portanto, num futuro próximo, espero que o acesso a estas tecnologias seja facilitado, pois é um recurso muito útil na obtenção deste tipo de dados dos animais no campo (WALLS, KENWARD, 2007).
Outro ponto que vale a pena relatar são algumas limitações para a obtenção deste tipo de dados através de radiotelemetria, como o tempo de duração da bateria do transmissor, que devem ser pequenas devido ao peso máximo que a ave pode carregar, e durava em média quatro meses, o que não permite o acompanhamento