O revestimento azulejar presente na nave da igreja de São Brás data do séc. XVIII e uma das suas características do revestimento deste período que também se verifica neste caso concreto, é a sua tonalidade azul sobre o esmalte branco, algo que é comum em igrejas dessa cronologia, por todo o país.
Na Igreja Matriz do Espírito Santo, situada na cidade do Montijo, podemos observar as cercaduras dos painéis na capela-mor com a utilização de querubins segurando grinaldas de flores, que datam também do séc. XVIII.14
Na Igreja de Santa Catarina no Porto, os painéis datam de 1929, porém são uma boa reprodução dos painéis originais que datam do séc. XVIII, que estariam no exterior desta igreja central na cidade.
Tal como anteriormente na igreja Matriz do Montijo, estes painéis apresentam querubins como moldura no lambril.
13 JÖCKLE, Clemens, Encyclopedia of Saints, Alpine Arts Collection (UK) Ltd, 1995, pp. 37- 38; p.74; 14 PIRES, Isabel, CARVALHO, Rosário Salema de, O Património Azulejar Do Concelho De Montijo,
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Figura 56 – Pormenor decorativo, Igreja Matriz do Espírito Santo, Montijo
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Figura 58 – Pormenor exterior, Igreja de Santa Catarina, Porto
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A Igreja da Misericórdia
Contexto histórico do local
Este foi o local eleito pelos duques de Beja para habitar numa residência apalaçada, em que a Igreja da Misericórdia estava anexada. D. Manuel I terá nascido nesta casa que se situava na zona voltada para a foz do Tejo. Atualmente, junto ao antigo cais da vila pode ler-se no edifício da Misericórdia a inscrição “Maria Mater Gratiae / Mater
Misericordiae / Tu Nos Ab Hoste Protege Et Hora Mortis Suscipe”, que significa
“Maria, Mãe cheia de graça / Mãe de Misericórdia / Protege-nos dos nossos inimigos e defende-nos na hora da morte”.15 Subsiste ainda a data 1563 gravada sobre a porta que
está voltada a sul, algo que nos ajuda a datar este monumento religioso.
O Núcleo de Arte Sacra do MMA está instalado na Igreja da Misericórdia desde 1993, após um protocolo estabelecido entre a Santa Casa da Misericórdia de Alcochete e a CMA, decorreram também obras de recuperação da igreja, pois devido á sua tipologia e local onde se insere, necessita de uma constante preservação.
O interior é de apenas uma nave com o teto de madeira de três planos e quinze caixotões, com pinturas alusivas à missão da Misericórdia e à Paixão de Cristo. O altar- mor está mais elevado e alberga o retábulo de pintura e talha maneirista, que é composto por seis painéis, organizados em dois níveis, da autoria de Diogo Teixeira e com a intervenção de António Costa.
Nas paredes da nave estão colocadas catorze bandeiras processionais que retratam o Ciclo da Paixão de Cristo, atribuídas a André Gonçalves.
A sala do coro tem expostos seis exemplares do maior nível, de pintura do séc. XVI, dando ênfase á “Bandeira da Misericórdia” de Francisco de Campos, que se encontra no centro da sala e tem no verso a Nossa Senhora da Piedade com Jesus.
No exterior existe uma sinalética explicativa do monumento, como forma de atrair o público e identificar melhor o edifício.
15 GRAÇA, Luís Maria dos Santos, Edifícios e Monumentos Notáveis do Concelho de Alcochete, ELO –
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Figura 60 – Entrada original da igreja, Igreja da Misericórdia, Alcochete
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Figura 62 – Sinalética exterior, Igreja da Misericórdia, Alcochete
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Figura 64 –Anjo anunciando Beijo de Judas, atrib. André Gonçalves, Igreja da Misericórdia, Alcochete
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Figura 66 – Anjo anunciando Cristo no Jardim das Oliveiras, atrib. André Gonçalves, Igreja da
Misericórdia, Alcochete
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Figura 68 – Nossa Senhora das Dores, atrib. André Gonçalves, Igreja da Misericórdia, Alcochete
Figura 69 –Anjo anunciando Nossa Senhora das Dores, atrib. André Gonçalves, Igreja da Misericórdia,
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Figura 70 – Cristo a caminho do Calvário, atrib. André Gonçalves, Igreja da Misericórdia, Alcochete
Figura 71 – Anjo anunciando Cristo a caminho do Calvário, atrib. André Gonçalves, Igreja da
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Figura 72 – Anjo anunciando Ecce Homo, atrib. André Gonçalves, Igreja da Misericórdia, Alcochete
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Figura 74 – Coroação de Espinhos, atrib. André Gonçalves, Igreja da Misericórdia, Alcochete
Figura 75 – Anjo anunciando Coroação de Espinhos, atrib. André Gonçalves, Igreja da Misericórdia,
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Figura 76 – Flagelação, atrib. André Gonçalves, Igreja da Misericórdia, Alcochete
São João Batista
São João foi o filho de Zacarias e Isabel, prima de Maria, mãe de Jesus. Decidiu desde cedo que iria dedicar a sua vida á penitência no deserto, foi o antecessor de Jesus, pois viveu como ermita pregando a sua palavra e batizando os demais, até que Jesus se aproximou e pediu que o batizasse. Acabou por ser decapitado por Herodes Antipas. A sua celebração acontece em dois dias, 24 de Junho, dia do seu nascimento, 29 de Agosto data da sua decapitação.
Representações: cordeiro (Agnus Dei), cruz de cana, favo de mel (alimentava-se de mel