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Europeisk kortliste (statistisk sentralbyrås (ssB) versjon) Nr Causes of death / dødsårsaker

Partindo da premissa que, para entendermos o percurso social de um indivíduo é fundamental avaliarmos a sociedade em que se insere e o espaço que ocupa na sua hierarquia, foi necessário localizar António Leite na pirâmide social do seu tempo. Neste sentido, tornou-se premente comparar os estatutos dos capitães de Azamor e Mazagão. Ao longo do trabalho recolheram-se vários sinais que apontam para o aspecto excêntrico da origem social de Leite quando comparada como a dos seus pares. Para testar esta ideia elaborou-se um inquérito capaz de caracterizar o tipo social dos capitães.

Em Azamor foram detectadas treze capitanias ocupadas por doze capitães, uma vez que António Leite teve duas comissões nessa cidade: uma curta capitania entre 1529-1530, que terá tido um carácter provisório e da qual não se encontrou documento de nomeação formal; e outra que se prolongou de 1537 até 1541532.

Em Mazagão identificaram-se cinco capitanias, mas foram contados apenas quatro capitães. Também no caso desta praça somente António Leite parece ter sido reincidente. Sabe-se que esteve com a responsabilidade do governo de Mazagão desde 1516, mas só foi nomeado oficialmente em 1520, mantendo-se aí até 1529. A sua segunda capitania registou-se em 1537, por um período muito breve, antes de ser investido em Azamor533.

Em Mazagão foram detectados vários períodos para os quais não existem referências a capitães. Esta ausência de informação poderá ser um indício de que os governadores de Azamor, por vezes, acumulavam as duas capitanias e que muitos dos

531 Em 1514 e 1517, para incentivar a participação na expansão em Marrocos, o Vaticano outorgou a

criação das comendas novas. Deste modo, era possível retirar rendimentos de priorados, mosteiros e igrejas para se formarem comendas destinadas a indivíduos que participassem na luta contra o “Infiel”. Cf. Isabel L. Morgado de Sousa e Silva, A Ordem de Cristo (1417-1521), Porto, Fundação Eng. António de Almeida, (separata n.º 6 da Militarium Analeta), 2002, p. 41.

532 Veja-se, nos anexos sinópticos, o quadro VI sobre as nomeações dos capitães de Azamor.

seus responsáveis não tinham uma nomeação oficial. Isto vai ao encontro da ideia de que Mazagão esteve subalternizada a Azamor, até ao abandono desta.

No panorama das capitanias observadas conclui-se que António Leite foi o capitão com ligações mais profundas e estáveis às duas praças. Relembre-se que, desde finais de 1513, quando foi nomeado contador de Azamor, Mazagão e Tite, até 1541, quando Azamor foi abandonada, esteve aí grande parte do seu tempo.

Com base na documentação recolhida concluiu-se que a maioria dos capitães de Azamor eram fidalgos da Casa Real. Dos doze capitães detectados só se tem certeza que um deles não pertencia à fidalguia534, desconhecendo-se o estatuto de Jorge Viegas535. António Leite na segunda capitania que assumiu nesta praça já possuía este foro, mas na primeira existem dúvidas. Observou-se também que, com excepção de Gonçalo Mendes Sacoto e o biografado, que ascenderam à fidalguia a partir do foro de cavaleiro, todos os outros eram fidalgos de geração536.

Em relação a Mazagão, no período estudado, a partir da análise genealógica dos quatro capitães constatou-se que o seu estatuto social era inferior aos dos seus congéneres de Azamor. António Leite, na primeira vez que ocupou este cargo, era cavaleiro da Casa Real, no entanto, na segunda comissão provavelmente já era fidalgo. Manuel de Sande era cavaleiro, mas ascendeu à fidalguia em data indeterminada. Quanto a João Gomes não foram encontradas informações sobre o seu estatuto, mas, uma vez que era almoxarife desta praça, tudo aponta para que o seu foro não fosse além do de cavaleiro. Assim, apenas Martim Afonso de Melo, que aí esteve como primeiro capitão, era fidalgo por transmissão familiar. Este homem pertencia a uma das mais prestigiadas famílias portuguesas do século XV. A sua nomeação para Mazagão foi uma singularidade, pois o seu pai, em virtude de ter tentado construir aí um forte, antes da conquista de Azamor, recebeu de D. Manuel I essa capitania hereditariamente537. O

534 Lançarote de Freitas era cavaleiro da Casa Real.

535 Através do estudo genealógico de Jorge Viegas deduz-se que este pertenceria à fidalguia, porém não

foi encontrada nenhum documento que o comprovasse. Veja-se, nos anexos sinópticos, o quadro VIII sobre o estatuto dos capitães de Azamor.

536 Veja-se, nos anexos sinópticos, o quadro VIII sobre o estatuto dos capitães de Azamor.

537 Jorge de Melo morreu em Marrocos quando tentava edificar o dito forte. Cf. João Paulo Oliveira e

panorama social dos capitães de Mazagão vai ao encontro da ideia da satelização desta praça em relação a Azamor538.

Reforçando esta última impressão, apurou-se que dos doze capitães de Azamor seis pertenciam ao Conselho Régio. António Leite fazia parte do grupo que não tinha assento neste órgão539. No caso de Mazagão, apenas Martim Afonso de Melo possuía esta dignidade540.

No Antigo Regime a posição social das pessoas dependia, à partida, do estatuto do seu grupo familiar. Assim, a análise social dos capitães de Azamor e Mazagão só estaria completa com o estudo mais atento das suas genealogias. Para deslindar esta problemática investigaram-se as ligações de parentesco com os alcaides-mores, com indivíduos com cargos palatinos e com as famílias titulares. Estas categorias permitem não só definir vários níveis de estatuto, como diferentes capacidades de diálogo com a Coroa.

Numa época em que a monarquia tendia a controlar socialmente a nobreza, através do monopólio da distribuição dos recursos que asseguravam esse estatuto, os vínculos que os elementos deste grupo tinham com o poder régio eram determinantes para o seu percurso social. Desta lógica resultava uma equivalência entre proximidade ao rei e a qualidade do estatuto social.

Os alcaides-mores exerciam o poder militar, administrativo e judicial como representantes régios nos locais para onde eram nomeados. Desde logo, estes cargos eram concedidos a sujeitos com contactos com a Coroa. Apesar da sua essência local, estes ofícios permitiam uma considerável capacidade de interlocução com o poder régio, que constituía uma vantagem nos seus trajectos sociais e dos seus parentes.

A partir da investigação desenvolvida apurou-se que oito dos doze capitães de Azamor tinham ligações a alcaides-mores. António Leite e mais três capitães não possuíam esta conexão. Saliente-se que dois destes foram interinos, Gonçalo Mendes Sacoto e Lançarote de Freitas, e João Soares, que também não tinha parentes alcaides, recebeu a nomeação para a capitania de Azamor com carácter provisório, onde esteve

538 Veja-se, nos anexos sinópticos, o quadro IX sobre o estatuto dos capitães de Mazagão.

539 Veja-se, nos anexos sinópticos, o quadro VIII sobre o estatuto dos capitães de Azamor.

pouco mais de dois meses. Refira-se que, em 1542, após a sua saída de Azamor, António Leite ascendeu à qualidade de alcaide-mor de Santo António de Arenilha, pelo serviço prestado em Marrocos541.

No caso de Mazagão detectaram-se dois capitães em cinco com ligações de parentesco a alcaides-mores: Manuel de Sande e Martim Afonso de Melo542. Não obstante, a família do último tinha um prestígio muito superior. Enquanto em Azamor mais de metade dos capitães tinha conexões com alcaides, em Mazagão a realidade era inversa, comprovando-se mais uma vez que o espectro social dos seus capitães era mais baixo.

Os cargos palatinos caracterizavam-se pela grande proximidade em relação ao monarca, sendo que os de maior significado social eram ocupados por grandes figuras do Reino. Daqui redundava que as ligações com os detentores desses cargos permitiam não só dotar os indivíduos de maior capacidade de diálogo com a Coroa, mas representavam também um vínculo com figuras maiores da sociedade. No caso dos capitães, os que tinham ou tiveram parentes com cargos no Palácio mais facialmente acediam aos favores régios, o que poderia ser decisivo nas suas carreiras.

Em Azamor cinco dos doze capitães tinham ligações a homens com cargos palatinos. Um deles, D. Álvaro Abranches, foi mestre-sala de D. Manuel I. Dos cinco capitães que não tinham estas conexões contam-se Pero Mascarenhas, o biografado, João Soares e os dois capitães interinos543. No caso de Mazagão, nenhum dos comandantes da praça possuía familiares a servir no Palácio544.

Dentro da hierarquia nobiliárquica, a titulação era o culminar do estatuto social. Ter um parente com um título era por si só um factor de engrandecimento. Para além do estatuto intrínseco que este parentesco podia dotar, proporcionava também uma grande capacidade de comunicação com o poder régio. Deste modo, os nobres com títulos ou com parentes titulares tinham enormes vantagens nas suas trajectórias.

541 Veja-se, nos anexos sinópticos, o quadro X sobre as ligações dos capitães de Azamor a alcaides-mores.

542 Veja-se, nos anexos sinópticos, o quadro XI sobre as ligações dos capitães de Mazagão a alcaides-

mores.

543 Veja-se, nos anexos sinópticos, o quadro XII sobre as ligações dos capitães de Azamor a indivíduos

com cargos palatinos.

544 Veja-se, nos anexos sinópticos, o quadro XIII sobre as ligações dos capitães de Mazagão a indivíduos

Em Azamor foram encontrados seis capitães com ligações à nobreza titulada. Um deles, D. Pedro de Sousa, obteve posteriormente o título de conde de Prado, nomeadamente, pelos serviços prestados à Coroa no Norte de África, e um dos seus filhos casou com a filha do barão do Alvito545. No caso de Mazagão nenhum dos capitães possuía ligações directas à nobreza de primeira grandeza, se bem que Martim Afonso de Melo fosse um parente afastado do conde de Tentúgal546.

Uma parte dos que serviam nas praças portuguesas em Marrocos tinha ligações ao Algarve. Esta ocorrência é também visível entre os capitães de Azamor, oito deles tinham ligações a esse território. António Leite, apesar de ser oriundo de uma família do Porto, também acabou por centrar os seus principais interesses no Algarve, através de doações régias que lhe foram concedidas pelo exercício das suas funções547. Em Mazagão esta ligação não é evidente, pelo contrário, dois capitães aparecem relacionados com outros territórios, um com Santarém e outro com Estremoz, nada se sabendo sobre João Gomes548.

*

Comparando os atributos sociais dos capitães de Mazagão e Azamor constatou- se dois panoramas sociais diferentes. Mazagão foi até ao abandono de Azamor, em 1541, uma fortaleza de segunda ordem, satélite desta última. Esta realidade reflectia-se no estatuto dos seus capitães, verificando-se que era mais baixo do que dos seus congéneres de Azamor. Como atrás foi sublinhado, a excepção a esta regra foi Martim Afonso de Melo.

Na comparação social entre António Leite com os outros capitães de Azamor verificou-se que a sua qualidade social era mais baixa, tendo equivalência apenas com Lançarote de Freitas e Gonçalo Mendes Sacoto. Contudo, as trajectórias destes diferiram, com Leite e Freitas a construírem o seu currículo através da pena e Sacoto através da espada. No cotejo destes três percursos verificou-se que a carreira de armas era mais vantajosa, tendo permitido que Sacoto ascendesse ao Conselho régio e ao cargo

545 Veja-se, nos anexos sinópticos, o quadro XIV sobre as ligações dos capitães de Azamor à nobreza

titular.

546 Veja-se, nos anexos sinópticos, o quadro XV sobre as ligações dos capitães de Mazagão à nobreza

titular.

547 Veja-se, nos anexos sinópticos, o quadro XVI sobre as ligações dos capitães de Azamor ao Algarve.

de adail-mor do Reino549. No entanto, para a presente análise, é mais profícuo o confronto entre os resultados obtidos por Lançarote de Freitas, feitor, e António Leite que iniciou a sua ascensão como contador. Conclui-se que, enquanto o primeiro estagnou no posto da feitoria, tendo apenas ocupado a capitania interinamente, o biografado logrou ir mais além.

Depois do abandono de Azamor e a construção da cidadela abaluartada de Mazagão, em 1542, esta praça ganhou outra importância, que se reflectiu no estatuto dos capitães nomeados a partir de então. Lembre-se que, nestas condições, António Leite já não teve cabimento como seu capitão, tendo-lhe sido doada, em troca, a alcaidaria de Santo António de Arenilha.

Quando António Leite foi responsabilizado, por um breve período, pelo forte do Seinal e pela desocupação de Alcácer Ceguer, em 1549, já era um homem com outro estatuto. Na época, era à cerca de oito anos alcaide-mor de Santo António de Arenilha e desta maneira o seu centro de interesse transferira-se definitivamente para o Algarve.

Parece pertinente fazer aqui uma pequena observação sobre a diferença do estatuto social entre os capitães das praças do sul e os das praças do norte de Marrocos. Enquanto a sul predominou uma nobreza média, embora com contactos aos Grandes, nas praças do norte foram muito frequentes as capitanias entregues a titulares. Por exemplo, Arzila foi dominada pelos Coutinhos, condes de Borba, e por outros fidalgos que lhe eram próximos. Tânger foi entregue aos Meneses de Tarouca e Ceuta aos Meneses de Viana e Marqueses de Vila Real. Em Alcácer Ceguer muitos dos seus governadores pertenciam à Alta Nobreza. Nas praças do norte, quando os capitães não eram titulares, eram pelo menos oriundos de famílias com títulos. A diferença dos perfis sociais dos capitães de Marrocos explica-se, em parte, pelo ambiente das épocas em que as diversas praças foram conquistadas. No norte as posições portuguesas foram tomatadas durante o século XV, até ao reinado de D. Afonso V. Em muitas destas verificou-se a presença do Rei ou de elementos pertencentes à Casa Real e a participação da maioria das grandes casas nobiliárquicas. A título de exemplo, durante o reinado de D. Afonso V, das desasseis casas senhoriais, só duas não participaram no

549 Cf. Carta de mercê, de 1 de Julho de 1539, de adail-mor do Reino a Gonçalo Mendes Sacoto, in

esforço militar na Berbéria. No sul, apesar do empenhamento de D. Manuel, as conquistas que se realizaram nos primeiros anos de quinhentos, salvo o caso excepcional de Azamor, que contou com a presença de D. Jaime, duque de Bragança, não tiveram a comparência maciça das famílias maiores de Portugal550.

550 Sobre o assunto veja-se André Teixeira e Teresa Lacerda, “La Haute Noblesse au Maroc…”, op. cit.;

CONCLUSÃO

A família de António Leite, os Leites do Porto, pertencente à nobreza de Entre- Douro-e-Minho, ganhou visibilidade e prestígio ao serviço de D. Afonso V. Datam dessa época as primeiras informações credíveis sobre este grupo, que indicam fortes vínculos dos seus elementos á Casa Real e aos poderes locais. No seu seio predominavam homens com os foros de escudeiros e cavaleiros que ocupavam alguns cargos nos concelhos da região. O principal núcleo da estirpe, onde ocorriam uns raros fidalgos e pequenos senhorios, estava sediado na região do Porto, onde partilhava com as outras famílias do patriciado local os ofícios municipais e régios da Invicta. Sensivelmente a partir da geração de António Leite esta família caracterizou-se também por uma forte participação no projecto expansionista da Coroa.

António Leite ultrapassou os horizontes locais do seu grupo familiar, seguindo o caminho de serviço à Coroa, participando no projecto de expansão manuelina em Marrocos. Após a conquista de Azamor, em 1513, aparece nomeado contador de Azamor, Mazagão e Tite. Os contornos deste provimento são obscuros, desconhecendo- se outros cargos que tenha exercido que o possam justificar, ou conexões a indivíduos que pudessem ter intercedido. Da sua vida anterior sabe-se apenas que tinha estado em Tânger e Arzila, onde se casou com uma Maria de Vasconcelos que pertencia a uma família de moradores desta praça. Um tio ou irmão da mulher acompanhou-o na sua estadia em Mazagão, não havendo mais notícias sobre outros parentes.

O meio de promoção social de António Leite foi o serviço régio. Partindo do cargo de contador foi subindo na hierarquia de Mazagão e Azamor. Neste trajecto chegou a capitão destas praças e, no final da carreira, a capitão do forte do Seinal, no contexto da desocupação de Alcácer Ceguer. Neste encadeamento ascendeu de cavaleiro da Casa Real a fidalgo.

O serviço em Marrocos valeu a António Leite a sua entrada para a Ordem de Cristo, da qual chegou a freire cavaleiro. Em 1537 ganhou a comenda da igreja de S. Miguel de Oliveira de Azeméis. No culminar do seu percurso social, em 1542, depois

da evacuação de Azamor, obteve, novamente na Milícia de Cristo, a comenda da alcaidaria-mor de Santo António de Arenilha, com outras mercês incluídas, nomeadamente o direito de transmissão ao filho mais velho. Desta maneira, Leite recentrou os seus interesses e os da sua prole no Algarve. Para além de transmitir uma melhor condição social aos seus descendentes, proporcionou a alguns parentes laterais a possibilidade de prestarem serviços em Marrocos.

O empenho de António Leite no serviço régio deve ser entendido como o único veículo capaz de o promover socialmente. No Antigo Regime, o rei era, como detentor dos principais recursos simbólicos e materiais de dotação do estatuto nobiliárquico, a fonte de onde emanava o destino social da nobreza. Este poder do monarca tornava-se mais premente no caso dos nobres com menores recursos.

António Leite foi sobretudo um homem de pena, o que ia ao encontro da tradição do serviço régio da sua família. Não se conhece que tenha comandado nenhuma das famosas entradas que os capitães tanto gostavam de fazer em território muçulmano, em busca de honra e proveito imediato. Na única incursão onde terá participado, em 1514, tê-lo-á feito contrariado. Em contrapartida vemo-lo a superintender a construção do castelo de Mazagão em 1514, a negociar a paz com os alcaides do sultão em 1530 e a comandar a construção do malogrado forte do Seinal e o abandono de Alcácer Ceguer.

Ao estudar o seu percurso em Marrocos, verificou-se que nos momentos de maior exigência de comando militar, António Leite foi preterido em relação a homens com mais estatuto. Foi assim em 1530, em consequência de um perigoso cerco a Azamor, e, em 1541, no contexto de abandono dessa cidade. Os que o substituíram podiam ter mais competências militares, mas o que se afigura como mais importante era a sua superioridade social. Se em tempo de paz se podia tolerar alguma contestação, em tempo de guerra o comando tinha que estar investido de uma autoridade inquestionável, que, na época, provinha da qualidade social.

Comparando os capitães de Azamor e Mazagão concluiu-se que António Leite tinha um perfil social que estava em conformidade com os seus pares de Mazagão, ao tempo uma fortaleza de segunda categoria, mas tinha um estatuto bastante inferior aos de Azamor. Esta carência social está bem visível nos confrontos que teve com outros