with reference to sub-question C
5. Italy’s Current Migration Politics, Part II Analysis and Discussion
5.4 The European Union and Italy with reference to sub-question B and C
Foram utilizados dados obtidos em coletas mensais realizadas no período de 1995 a 1997, entre as latitudes 23° S e 31° S em profundidades inferiores a 100 m (Figura 1). Assim, foram amostrados no total 1050 espécimes capturados para as quatro espécies dos gêneros Atlantoraja e
Rioraja. Esses exemplares foram coletados nos locais de desembarque
pesqueiro nos municípios de Santos e Guarujá, ambos no Estado de São Paulo. Também foram efetuados embarques na frota industrial e pelo sistema de parceria com armadores de pesca.
Os peixes coletados nesse período não foram eviscerados a bordo das embarcações pesqueiras, mas mantidos com os corpos íntegros. Dessa forma, os espécimes foram identificados (segundo Figueiredo, 1977 e McEachran & Dunn, 1998), sexados e pesados.
A Figura 3 mostra as medidas no comprimento total (CT), da extremidade do rostro até a extremidade posterior da nadadeira caudal; a largura do disco (LD), distância entre as extremidades das nadadeiras peitorais e o comprimento da margem posterior da nadadeira peitoral direita (MPNPD),
(Clark, 1926 in Jardas 1975). Para a tomada dessas medidas, foi utilizado um ictiômetro, com leituras ao milímetro inferior, paquímetro e balança digital com precisão de 1,0 grama.
Também foram extraídos da coluna vertebral dos espécimes blocos de 10 a 20 vértebras, entre o sinarcual e a cintura pélvica, sendo removida a maior parte do tecido conectivo, etiquetadas e acondicionadas sob refrigeração no laboratório do Instituto de Pesca em Santos. Essa coleção de vértebras mantida sob refrigeração sem nenhum conservante ou aditivo químico, evita qualquer alteração substancial que possa interferir nos resultados das técnicas aplicadas para visualização das marcas de crescimento.
De fevereiro de 2001 a maio de 2003 foram amostrados semanalmente os locais de desembarque e comercialização de Rajidae, nos municípios de Guarujá e Santos. Através da ficha de desembarque foram entrevistadas embarcações de arrasto duplo de portas com a pesca dirigida principalmente para peixes demersais que atuaram na área representada pela Figura 2.
Para os dados de captura constam: data, nome da embarcação, arte de pesca, área de pesca, profundidade mínima e máxima, dias de viagem, dias de pesca, número de lances, total em peso das raias evisceradas capturadas com a porcentagem para cada espécie, total da captura, espécies – alvo da pescaria, qual o comprador e o preço de venda por quilograma de raia no mercado atacadista, de acordo com a (Tabela 1). Os valores percentuais foram utilizados para mostrar a participação da categoria “raias-emplastros” na captura total e também como espécie-específico.
A partir dos dados de captura obtidos nos desembarques o esforço de pesca foi calculado em horas de arrasto, da seguinte forma:
f = número de lances por dia x duração média do lance (h) x dias de pesca.
A partir dos dados coletados, procurou-se detectar pela análise de covariância (ANCOVA) quais os fatores e a covariável estatisticamente significativos, pelo menos ao nível de 5%, sobre as capturas para cada espécie estudada. Essa ferramenta é muito importante para análise das pescarias, visto que muitos fatores determinam o sucesso das operações de pesca (Petrere, 1986).
Essa poderosa técnica estatística minimiza a variância ao redor da média dentro dos diferentes níveis de tratamento através de uma relação linear entre a variável dependente e uma ou mais covariáveis. Entretanto, Kotas (2004), atenta para o fato que nem sempre ocorre linearidade entre a variável resposta e as covariáveis com os dados pesqueiros e uma forma de reduzir esse efeito e se obter um desenho mais balanceado é agrupar os dados individualizados da época do ano, ano e área de pesca.
As premissas para se utilizar a ANCOVA são que os dados empregados resultem de experimento aleatório para os diferentes grupos dos fatores, tenha a resposta como função aditiva do efeito dos fatores ou função linear da covariável, que os erros sejam independentes com distribuição normal, média zero e variância constante N (0; σ2
). Além disso, deve existir o paralelismo das linhas (ou hiperplanos) de regressão entre os tratamentos, caso contrário quando as linhas são concorrentes há interação entre os diferentes níveis do fator e o modelo da ANCOVA passa a não ser o mais adequado (Huitema, 1980).
Assim, foi utilizada uma análise de covariância (ANCOVA) de três fatores para avaliar a relação da captura em cada espécie de raia com o esforço, ano, latitude e profundidade, tendo o esforço como covariável e as outras variáveis como fatores, no modelo inicial:
ln (Wcapt) = constante + ano + lat + prof + ano*lat + ano*prof + lat *
prof + ano * lat * prof + lnf + lnf *ano + lnf *lat + lnf *prof + ε
Variável dependente:
ln (Wcapt) = o logaritmo neperiano do peso da captura em kg;
Constante: média populacional na variável dependente, comum para todas as observações.
Fatores:
Ano = corresponde aos anos amostrados de 2001, 2002 e 2003; Lat= latitude em graus,
Prof = profundidade média (m) do local de pesca de cada viagem;
ε = componente de erro aleatório. Covariável:
Lnf = logaritmo do esforço de pesca, expresso em número horas de
arrasto de cada barco amostrado.
A inspeção das interações entre a covariável (lnf) e os fatores (ano, lat,
prof), foi realizada para verificar a condição de paralelismo. Na busca por um
modelo mínimo que melhor explique a estrutura de correlação entre as variáveis, as interações e os fatores que não foram significativos em nível de 5% foram sucessivamente descartados e suas tabelas omitidas.
Os valores das capturas e a sua distribuição pelas áreas de pesca foram dispostos em mapas para cada espécie, considerando em cada viagem somente os dias efetivos de pesca.
As amostragens biológicas nesse período foram realizadas em duas indústrias exportadoras que processam as raias no município de Santos. A maioria dos dados de biometria obtida nesse período se refere ao peixe eviscerado (carcaça).
Como complemento às informações prestadas pelos pescadores nas fichas de desembarque, algumas embarcações também foram amostradas através de mapas de bordo específico com detalhamento por lance de pesca para uma determinada viagem. Esses mapas abrangem os dados da embarcação e o petrecho de pesca, sendo que no início e fim de cada lance foi registrada a data, hora, coordenadas geográficas, profundidade, tipo de fundo, rumo magnético do arrasto. No final de cada lance, durante a despesca, foi observada pela tripulação a ocorrência das espécies estudadas.
Também nesse período foi realizada uma viagem de três dias em uma embarcação de arrasto duplo de portas na pesca do camarão rosa (Farfantepenaeus brasiliensis e F. paulensis), com a finalidade de verificar a presença de Rajidae na composição das capturas, sua participação no descarte e a porcentagem de sobreviventes de R. agassizi por lance.
Os indivíduos capturados pertencentes ao descarte foram considerados sobreviventes quando observados os seguintes critérios:
1- logo após a despesca, ainda no convés, foram separados vinte indivíduos que manifestavam algum sinal de vida (movimentos das nadadeiras, abdome, cauda, espiráculos ou fendas branquiais);
2- quando colocados de volta na água (com as fendas branquiais contra a corrente para oxigenação), após trinta segundos eram liberados e observados se estes indivíduos manifestavam natação ativa.
Foram considerados como não sobreviventes os indivíduos que não atenderam ao primeiro critério, ou ainda aqueles que flutuaram passivamente na superfície da água até se perder no visual da esteira da embarcação.
4.2 RELAÇÕES BIOMÉTRICAS INTRAESPECÍFICA E A