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kapittel 3. Analysar av plakatane frå perioden 1985–1989

3.3 Etter Rubicon (Risan 1987)

Os problemas de humidade que afectam de uma forma geral todos os edifícios, nas suas várias formas de manifestação, constituem uma das acções mais graves e correntes para os edifícios nos nossos dias. A humidade provoca condições de insalubridade para os utentes, contribuindo para uma acelerada deterioração dos materiais.

30 sobretudo de fenómenos de variação de temperatura e humidade e que se reflectem no desempenho dos revestimentos exteriores.

Figura 2.16: Anomalias mais frequentes em paredes exteriores [80]

De acordo com o representado na Figura 2.16, facilmente se depreende que as anomalias mais frequentes em paredes exteriores são as que derivam de infiltrações e da existência de fissuras e, a humidade é uma das mais frequentes causas de patologias em fachadas. Isto acontece porque muitas vezes os projectos de um edifício não apresentam a qualidade que lhes é exigida.

Torna-se então necessário conhecer as formas de manifestação destas patologias e a sua origem para elaborar diagnósticos que possam identificar as causas e propor soluções para a sua reparação [37] [15].

Existem seis formas de manifestação [37]:

• Humidade de construção; • Humidade do terreno; • Humidade de precipitação; • Humidade de condensação;

• Humidade devida à higroscopicidade dos materiais; • Humidade devida a causas fortuitas.

Humidade de construção

Na sua grande maioria, os materiais utilizados na construção ou reabilitação necessitam de água para a sua produção ou colocação. Um edifício pode conter água em excesso graças à acção da chuva a que está sujeito durante a fase de construção ou devido a quantidades de água utilizadas para a execução ou reparação dos elementos construtivos (Figura 2.17).

Como é sabido ao longo do seu ciclo de vida, todos os edifícios sofrem alterações dimensionais, deslocações e variações de volume, que consequentemente dão origem a tensões, que provêm

31 O processo de evaporação da água nos materiais está dividido em três fases. A primeira fase é a evaporação superficial, a segunda é a evaporação da água que existe nos poros de maiores dimensões e a terceira é a libertação de água existente nos poros de mais pequenas dimensões. A evaporação da água e um teor em água superior ao normal pode originar anomalias. Com a evaporação da água podem verificar-se expansões ou destaques dos materiais ou, em virtude da diminuição da temperatura superficial dos materiais, podem ocorrer condensações. Com o teor em água surgem o aparecimento de manchas de humidade ou condensações. O aparecimento destas anomalias devem-se ao tipo de utilização do edifício e às condições climatéricas da zona em que está inserido [37].

Figura 2.17: Manchas de humidade em paramento [7]

Humidade do terreno

A humidade do terreno pode afectar todos os elementos do edifício em contacto com o terreno assim como outros elementos adjacentes, como se pode verificar na Figura 2.18. No caso dos pisos térreos, a humidade ocorre sob a forma de águas superficiais ou de águas freáticas sendo absorvida por capilaridade desde que os elementos não estejam protegidos através de barreiras contra a ascensão de água.

As anomalias podem surgir em paredes que estejam em contacto com a água do solo como: em fundações de paredes situadas abaixo do nível freático, situadas acima do nível freático, em zonas em que o terreno tenha elevada capilaridade, em paredes implantadas em terrenos pouco permeáveis ou com pendentes viradas para as paredes. Estas anomalias resultam em manchas de humidade associadas a fenómenos patológicos como a deterioração de materiais sensíveis à humidade, ao descolamento de revestimentos e à cristalização de sais solúveis, dando origem à formação de

32 Figura 2.18: Humidade do terreno

Humidade de precipitação

A chuva constitui uma acção gravosa para as paredes dos edifícios se a componente do vento estiver associada, uma vez que, na maioria das situações, o vento altera a trajectória da chuva, tornando-a horizontal. Assim sendo, torna-se um factor de risco para as paredes interiores e diminui a resistência térmica dos materiais.

A penetração da água nas paredes é considerada um fenómeno normal e que não causa grandes problemas se estas paredes tiverem protegidas para resistirem a esse tipo de acções como é o caso dos paramentos duplos bem dimensionados. No entanto, este tipo de anomalias são frequentes, graças a concepções deficientes, fissurações, etc.

É de extrema importância ter em conta a localização geográfica das paredes por forma a serem tidos em conta os riscos de molhagem face à chuva incidente.

O humedecimento das paredes graças à acção da chuva pode também influenciar um acréscimo do teor em água dos materiais, aumentando a condutibilidade térmica e elevando a probabilidade da ocorrência de condensações. Por outro lado, a secagem dos materiais húmidos provocam a diminuição da temperatura superficial, especialmente se sofrerem uma secagem rápida e, o abaixamento da temperatura superficial pode originar o aumento do risco de condensações.

33 As anomalias provenientes da água da chuva resultam no aparecimento de manchas de humidade nas paredes interiores dos paramentos exteriores. Nas zonas onde apareceram humedecimentos é normal a ocorrência de bolores, eflorescências e criptoflorencências [37].

Humidade de condensação

A humidade de condensação é proveniente do vapor de água existente no ambiente interior dos edifícios, condensando-se nos elementos constituintes que usufruem de uma temperatura igual ou inferior ao ponto de orvalho do vapor de água existente no ar.

A ocupação dos edifícios provoca a produção de vapor de água e um consequente aumento da humidade do ar ambiente interior. Se esse vapor de água não for evacuado para o exterior e ultrapassar a quantidade máxima admissível que o ar pode conter, surgem condensações que começam nas superfícies mais frias que se encontram em contacto com o ar húmido (Figura 2.19).

Figura 2.19: Humidade acumulada num envidraçado em contacto com o exterior [7]

Podem também surgir condensações no interior dos elementos de construção e são designadas de condensações de massa ou internas e, o seu aparecimento deve-se à difusão do vapor de água através de elementos que separam diferentes concentrações de vapor de água.

Habitualmente as condensações ocorrem durante o Inverno, sem que o tempo tenha de se encontrar húmido. No entanto, podem verificar-se condensações temporárias, tanto nos tectos e paredes dos locais de produção intensa de vapor como nos elementos maciços, quando há alterações bruscas do tempo frio para quente e húmido devido à elevada inércia térmica destes elementos construtivos. Assim, a sua temperatura pode manter-se abaixo do ponto de orvalho relativamente as novas condições ambientais.

34 Podem também aparecer manifestações patológicas associadas à condensação como o desenvolvimento de bolores, no caso de condensações superficiais e/ou a redução das características de isolamento térmico de paredes exteriores e de coberturas, no caso de condensações internas [60].

Humidade relativa à higroscopicidade dos materiais

A higroscopicidade é uma capacidade que os materiais porosos têm de reterem nos poros uma quantidade de humidade proveniente do ambiente até que haja um equilíbrio higroscópico com esse ambiente, quando colocados no estado seco em um meio ambiente com uma dada humidade relativa.

As manifestações patológicas associadas ao humedecimento dos materiais por higroscopicidade não assumem manifesta gravidade, a não ser que, existam nos elementos de construção sais higroscópicos desde o inicio da execução ou se estes forem atingidos posteriormente pela humidade do solo ou do ar, em ambientes húmidos.

O humedecimento pode ter consequências negativas como os inchamentos ou empenos de caixilharias, portas e mobiliário de madeira, manchas de humidade nas paredes (Figura 2.20), aumento inconveniente da condutibilidade térmica dos materiais isolantes e cristalização dos sais transportados por fluxos de humidade na superfície dos revestimentos, como é o caso das eflorescências, ou em camadas subjacentes à mesma, no caso das criptoflorescências [60].

Figura 2.20: Humidade devida à higroscopicidade dos materiais [80]

Humidade devida a causas fortuitas

A humidade devida a causas fortuitas caracteriza-se pela sua natureza pontual e engloba todos os fenómenos acidentais de humidades nos edifícios como são os casos de derrames nas instalações

35 de distribuição e drenagem de água (Figura 2.21), derivados da perda de estanquicidade das canalizações, inundações provocadas por torneiras deixadas abertas ou molhagem de pavimentos e bases das paredes. Podem também dever-se a entupimentos de caleiras, algerozes ou tubos de queda, a deficiências nos remates da cobertura com as paredes emergentes ou a deficiência no capeamento destas. De notar que, nos edifícios antigos, as roturas das instalações de distribuição e de drenagem são uma das principais fontes de humedecimento, principalmente se forem colocadas posteriormente à data da construção.

De entre os variados sintomas associados aos fenómenos de humidade devida a causas fortuitas, apresentam-se algumas características típicas como: A associação com os períodos de precipitação, em situações relacionadas com infiltrações de água das chuvas, em situações de rotura de canalizações e migração da humidade para locais afastados da origem das anomalias, em situações em que o débito de água proporcione a actuação dos mecanismos de capilaridade. [38] [60].

Figura 2.21: Drenagem de um tubo de queda directamente ao solo [38]