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2. Teori

2.3 Normer/ verdier

2.3.6 Etiske perspektiv

Considerando o envolvimento do pesquisador com o desenvolvimento, organização e avaliação do site, julgamos oportuno, aproveitar o momento de proximidade com o objeto, embora com viés, para uma auto-avaliação do estudo.

Apontaremos alguns aspectos de aprimoramento a ser feito no site e de problemas que podem ter dificultado a avaliação:

- O título do site seria escala de pessoal de enfermagem e não escala pessoal de enfermagem;

- Uma outra sugestão na qual tínhamos pensado e que foi apontada também por um dos avaliadores, seria de trabalhar com períodos também para os turnos de trabalho na simulação, visto que atualmente isso só é possível para licenças e férias.

- Duas coisas que faltaram foi um aviso de que a pesquisa foi enviada com sucesso, pois quando a pesquisa era enviada, retornava para a simulação e também um lembrete na escala para que a pessoa clicasse na data para proceder a alocação, embora estivesse visível que era um vínculo ativo, mas seria um reforço de informação.

- Poderíamos fazer um melhor uso das cores . Neste caso gostaria de fazer uma ressalva à orientação pedagógica, já que houve orientação no sentido de utilizar mais cores. Muitos aspectos pensados no planejamento, acabaram ficando de uma forma diferente da concebida no início. É o caso das cores e da limitação do uso de som e imagens;

divididos entre a questão estética e atrativa para o aluno e o fato de não sobrecarregar o site com arquivos muito grandes que tornam “pesada” a navegação, optamos por um meio termo. Ainda, no caso específico das cores e tamanho das fontes, os técnicos de informática argumentaram que um padrão estético mais simples e com um tamanho padrão fica melhor do que telas muito poluídas. No entanto, mesmo com essas considerações, eu acredito que poderíamos ter trabalhado mais com o uso das cores;

- Um ponto que repensaríamos, na avaliação, é a questão do cadastro e login. Acho que foi um ponto que parece ter complicado o preenchimento para algumas pessoas. Assim, recomendaria, para futuras experiências, não retirar o login, mas deixar o cadastro mais breve e com uma senha informada ao avaliador no contato com este, pois a forma como foi pensada, da senha ser enviada por e-mail é rápida e fácil para quem tem familiaridade com a Internet. Para outros, acredito que tenha se constituído num fator que os levou a desistir ou a achar “muito complicado”. Acredito até que algumas pessoas não entenderam que receberiam a senha via e-mail, embora essa orientação estivesse contida tanto na comunicação eletrônica quanto na escrita. Outra hipótese é que o não entendimento possa ser oriundo da falta da leitura da orientação. Convém lembrar que também o sistema com login, foi recomendado pelo professor de informática que assessorou o projeto, pois como possuía experiência anterior no uso de um site para o ensino, julgou necessário que houvesse um cadastro, para que o professor acompanhasse as pessoas e pudesse trocar informações;

- Um outro aspecto é que o usuário tende a esperar respostas rápidas e, diante de demora ou qualquer problema, a tendência é desistir. Isso já ocorre na navegação espontânea, quando a pessoa busca assuntos de seu interesse. Neste tipo de situação, onde a pessoa é convidada a navegar num site, não necessariamente de seu interesse, esse fator se potencializa;

- Outra dúvida que pude sentir por parte de alguns avaliadores com os quais conversei foi o seguinte: como o usuário, antes de entrar no site,

muitas vezes tem que efetuar login na rede onde se insere a escola ou na intranet, houve confusão entre esse login e o login interno do site, necessário tanto para entrar na simulação, quanto para acessar o formulário de pesquisa;

- Outro problema foi que, conforme descrito anteriormente, os alunos já estavam na fase de formatura e o site foi pensado para a situação de aluno. Embora tenhamos orientado os alunos para preencherem o campo como aluno, alguns, já se vendo na condição de profissional, responderam como tal. Em alguns casos ocorreu isso, mas, na análise dos dados, foi corrigida a informação;

- Um outro ponto percebido é que não são todas as pessoas que possuem o hábito de abrir seus e-mail periodicamente. Em especial os alunos que estavam se formando e já não contavam mais com a estrutura da Universidade, também devem ter tido dificuldades, pois sabemos que nem todos possuem computador em casa e, mesmo para os que possuem, havia o custo de navegação, provedor e telefone para se fazer a avaliação em casa;

- Percebemos outros problemas, como a ausência de tratamento de campos numéricos. Assim, descobrimos quase no final do período de avaliação que se o avaliador colocasse, por exemplo, o número do COREN com separação por ponto, poderia causar erro. Esses erros técnicos nem sempre são facilmente percebidos, sendo descobertos ao acaso. No entanto, a partir daí passamos a orientar os avaliadores para usar o “número puro” em todos os campos numéricos;

- Com todas as considerações já feitas acerca dos problemas com a tecnologia e que englobaram diversas variáveis, outro problema que pude sentir foi a falta de familiaridade por parte de algumas pessoas com a tecnologia, então, em algumas oportunidades de ir explicando, via telefone, para o avaliador como proceder, percebemos que o processo ficou mais fácil e rápido.

A esse respeito Peres87 constatou em seu estudo que, apesar das diferenças de titulação, tempo de docência e de diversificação de área de atuação, os dados referentes às experiências na área de informática apresentam convergência com relação a pouca familiaridade e habilidade com recursos de

informática pelos docentes, embora estes reconheçam a inserção da informática como ponto importante para capacitar o aluno para tomadas de decisão, como um recurso que pode propiciar inovações e consideram relevante o desenvolvimento de softwares e sites educacionais.

Mas essa não é uma realidade apenas brasileira. Pesquisa realizada em instituições de saúde de São Francisco, EUA, mostrou que os profissionais (médicos e enfermeiras) fazem pequeno uso de aplicações em computador que melhorariam o cuidado em sua prática31.

O fato de termos resolvido algumas dificuldades conversando com o avaliador, nos leva a pensar na importância da mediação do professor no uso do software. A figura do professor, na função da mediação, é imprescindível, com ou sem recursos tecnológicos para o ensino.

Kozlowski48 relata que a combinação de curso on-line com a modalidade face-a-face para ajudar o estudante traz satisfação ao corpo discente por ter um professor/facilitador disponível para consulta e que estes gostariam que houvesse mais cursos de enfermagem on-line.

Évora32 argumenta que este período de mudanças tecnológicas tem sido um fator primordial no movimento da economia mundial e o impacto dessas transformações precisa ser melhor compreendido pela enfermagem, pois a tecnologia interfere no relacionamento das pessoas com o mundo.

Considero, com todas as limitações relatadas, ter sido gratificante conseguir atingir as fases de publicação na internet e avaliação, visto que em muitos desenvolvimentos similares, chega-se apenas até o protótipo.

Com relação à utilidade, vejo como vantagens para o aluno ou enfermeiro que vier a utilizar o site o fato de ter as informações disponíveis organizadas por temas, com embasamento e referência da legislação correspondente; o fato de trazer depoimentos de outros profissionais e o fato de poder realizar 5 simulações, sendo uma situação pré-determinada e 4 onde o usuário constrói a situação. Isso permite liberdade criativa e ainda a perspectiva de trabalhar com a própria realidade, como também estudar nos momentos mais oportunos e efetuar trocas com o autor, o que se torna um processo bem mais dinâmico via Internet, se comparado, por exemplo, à produção de um livro.

Dados de pesquisa trazem a opinião de estudantes que utilizaram um software educativo: perceberam a diferença do hipertexto com os livros, que são

organizados de uma forma linear, e sentimento de liberdade que permite sentir-se mais independente e sujeito do processo ensino-aprendizagem66.

Acabamos apontando mais os problemas da avaliação, mas gostaríamos de ressaltar que ficamos satisfeitas com o resultado do software, uma vez que, tudo que mentalizamos, em especial para a simulação, que foi a parte mais trabalhosa e que envolveu mais programação, conseguimos ver contemplado. Obviamente, talvez já fizessemos algumas mudanças, mas a proximidade entre o idealizado e o realizado conferem confiança de que o novo arsenal aqui apresentado possa ter utilidade para a profissão de enfermagem.

CONSIDERAÇÕES