2 Metode
2.6 Etiske hensyn og refleksjoner
Da análise da variação das acções de enfermagem ao longo dos dias de internamento verificamos os seguintes aspectos:
o As maiores necessidades na actividade de higiene são de ajuda total sendo quase constante nos diferentes dias de internamento.
o Na alimentação no último dia de internamento há uma redução de doentes independentes e um aumento das necessidades de ajuda parcial e na alimentação com recurso a SNG.
o Na movimentação as maiores necessidades em todo o internamento são de ajuda total verificando-se poucas alterações nesta necessidade ao longo do internamento.
o Na eliminação verificamos uma diminuição da ajuda total a doentes com algaliação um aumento da independência sendo este o nível de dependência com maior número de casos em todo o internamento. Verifica-se contudo um aumento das necessidades de ajuda total/incontinente/ostomizados no último dia de internamento sendo o segundo nível de dependência com maior número de casos.
o As necessidades em actividades especiais variam muito pouco no internamento verificando-se uma aumento de actividades de nível II no último dia de internamento.
No que se refere às actividades interdependentes verificamos que:
o Na terapêutica ao longo do internamento há uma redução dos níveis III e IV de dependência e um aumento do nível I e II, o que sugere diminuição das necessidades nesta actividade.
o Nos tratamentos verificamos uma diminuição da dependência no nível I ao longo do internamento e um aumento na dependência no nível II e III, o que sugere que há um aumento da necessidade de tratamentos mais diferenciados realizados pelos enfermeiros ao longo do internamento.
o Na avaliação de sinais vitais há uma redução do nível II de dependência e um aumento do nível I ao longo do internamento, o que sugere menores necessidades nesta actividade pelos doentes.
No que se refere às actividades de organização verificamos que existe uma relação inversa entre o acolhimento e elaboração do plano de cuidados e a avaliação e actualização desse plano o que corresponde na integra há necessidade e a importância de monitorização constante dos cuidados às necessidades manifestadas pelos doentes permitindo um planeamento adaptado à realidade do doente e optimização dos recursos disponíveis para as necessidades detectadas (Veiga, Simões e Campos, 2000).
Este estudo demonstra que nas actividades autónomas de enfermagem as necessidades dos doentes variam pouco ao longo do internamento, havendo mesmo um aumento do nível de dependência em algumas dessas actividades. Tal situação não se verifica nas acções interdependentes, havendo uma aproximação neste aspecto ao modelo biomédico em que os doentes estão melhores com menos necessidades na dependência. Esta realidade sugere o que assume Tomey (2000) quando refere que a gestão dos recursos de enfermagem depende mais das necessidades em cuidados de enfermagem pelos doentes do que dos seus diagnósticos médicos.
O último dia de internamento corresponde à alta clínica mas os doentes ainda são muito dependentes, facto que justifica as politicas que defendem a necessidade de reestruturação de uma rede de cuidados continuados para receber estes doentes. Esta justificação política pode-se assumir face ao local onde se desenvolveu o estudo. Na base desta rede de cuidados está a criação de um inovador gradiente de cuidados que vai desde a alta do hospital até ao domicílio do doente, garantindo a continuidade do seu tratamento, recuperação funcional e reinserção em unidades de internamento alternativas ao hospital, e em casa, através da criação de equipas de cuidados domiciliários nos centros de saúde, em articulação com as equipas de segurança social (Campos, 2007).
8.2.4.INFLUÊNCIA DAS HORAS DE CUIDADOS DE ENFERMAGEM NOS CUSTOS GLOBAIS POR GRUPO DE DIAGNÓSTICO MÉDICO
Dos resultados obtidos na análise das despesas por grupo de diagnóstico médico verificamos que:
O grupo de diagnóstico que apresenta custos mais elevados para todas as componentes de custos analisados foi o grupo de diagnóstico respiratório. O grupo de diagnóstico que apresenta custos mais baixos em todas as
Porque se verificou existirem diferenças com significado estatístico entre os custos de
farmácia, custo com pessoal e total de custos quando comparados entre os grupos de diagnóstico, podemos afirmar que o facto de os doentes pertencerem a grupos de diagnóstico diferentes está associado a mais ou menos custos de internamento (Polit e Hungler, 2000).
Da análise de correlação entre as variáveis tipos de custos podemos concluir que em todos os grupos de diagnóstico as maiores associações se dão ao nível da relação entre
custos de pessoal e total de custos.
O cálculo do valor do custo de pessoal resulta da tradução em custo do número HCN que tem por base o nível de dependência dos doentes face aos cuidados de enfermagem. Estas HCN são um indicador das necessidades de HCP, o que partindo dos trabalhos desenvolvidos por Smith (2001) pode ser um indicador de gestão do trabalho de enfermagem numa perspectiva de produtividade de cuidados. Neste sentido a gestão do trabalho de enfermagem é menos eficiente quanto menos responder às reais necessidades de cuidados de enfermagem dos doentes. Assim, uma correcta gestão destes recursos permite prever uma menor incidência de complicações e de resultados menos favoráveis para o doente (Needleman, 2002). A economia da saúde apresenta várias tentativas de estimação desta função de produção de saúde e identificação dos elementos que a afectam. Assim, Barros (2006) sugere que o nível de produção adequado corresponde ao conceito de eficiência económica. Esta eficiência económica é obtida quando o benefício resultante da produção de mais uma unidade (beneficio marginal) for igual ao custo de produção dessa unidade adicional (custo marginal), sendo a diferença entre benefício e custo marginal positivo para níveis de produção inferiores. “O conceito de eficiência económica corresponde à definição da escala
óptima de actividade do prestador…” (Barros, 2006:208).
8.2.5. RELAÇÃO DOS DIAS DE INTERNAMENTO E DAS HORAS MÉDIAS DE CUIDADOS DE ENFERMAGEM NECESSÁRIAS DE ENFERMAGEM POR GRUPO DE DIAGNÓSTICO MÉDICO
Dos resultados obtidos na análise dos dias de internamento e das horas médias de cuidados necessárias por grupo de diagnóstico médico verificamos que:
O grupo de diagnóstico que apresenta maior número de dias médio de internamento é o infeccioso.
O grupo de diagnóstico que apresenta maior número de horas médias de cuidados necessárias é o grupo de diagnóstico respiratório.
O grupo de diagnóstico que apresenta menor número de dias médios de internamento e menor número de horas médias de cuidados necessárias é o grupo de diagnóstico ortopédico.
Porque se verificou existirem diferenças com significado estatístico entre o número
médio de horas de cuidados necessárias quando comparados entre os grupos de diagnóstico, podemos afirmar que o facto de os doentes pertencerem a grupos de diagnóstico diferentes está associado a um maior ou menor número médio de horas de cuidados necessários. (Polit e Hungler, 2000)
No que se refere ao número médio de dias de internamento não se verificou diferenças com significado entre os grupos de diagnóstico médico.
Deste modo para a gestão estratégica das organizações as maiores necessidades de cuidados, traduzidas em maior número de horas de cuidados necessários por grupo de diagnóstico, não vinculam o facto de do mesmo modo se verificar um consequente aumento do número de dias de internamento.
Este facto sublinha as conclusões anteriores que sugerem a necessidade de nos pós alta haver acompanhamento dos doentes numa rede de cuidados continuados, pois a alta clínica provavelmente não corresponde à necessidade de cuidados pelo doente.