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M ETHODOLOGICAL CONSIDERATIONS

7. DISCUSSION

7.1 M ETHODOLOGICAL CONSIDERATIONS

O desenvolvimento da história da administração científica, neste capítulo, priorizou a abordagem da gestão do trabalho com ênfase para os métodos e técnicas preconizados pelos principais teóricos da administração no decorrer do século XX. O pensamento norteador de cada teoria abordada concebe o trabalho na perspectiva da organização pela

finalidade última de aumento da sua eficiência, de modo que a coordenação e a determinação das atividades sejam executadas da melhor maneira.

Com esse pensamento de organização e o aumento constante da eficiência, métodos e técnicas de controle do trabalho e, consequentemente, do trabalhador são aprimorados com o passar dos anos, de modo que as estruturas organizacionais e os sujeitos ocupantes de cargos e posições se adaptem às novas definições.

O modo de produção com base nos princípios da administração clássica, preocupados prioritariamente com o aumento da eficiência e pouco com a satisfação do trabalhador, demonstrou sinais de esgotamento quando pesquisas de produtividade nas empresas identificaram que as condições físicas do local de trabalho influenciam na produtividade.

A partir de então, a satisfação do empregado é considerada como fator de modificações na concepção de gestão do trabalho até então preconizada. Conforme problematização do capítulo, a implementação da integração entre empregados e empregadores permitiu uma nova forma de participação, as relações de poder são as mesmas, no entanto, a integração de todos movidos pela participação consiste no uso da participação como persuasão do trabalhador.Verifica-se a chamada a participação ideológica.

Outro aspecto que chama atenção refere-se à ausência da visão crítica da empresa no sentido de atenuar o conflito, o que é permanente na concepção da teoria de administração nesse momento. Pode-se afirmar que o trabalho afasta o pensamento dos reais fatores determinantes das condições sociais em que se encontra o trabalhador, de modo que a participação funcional deforma o universo real, que é de exploração do trabalhador.

Nessa perspectiva, foi possível analisar, ao longo dos princípios preconizados em cada teoria da escola de administração clássica, seus traços de determinação e aceitação de normas e ordens estabelecidas pelas relações de autoridade e cargos. Sendo assim, a relação dessas concepções estabelecidas e a preocupação de moldar a subjetividade humana foram o elemento central na apreensão dos modelos e concepções de trabalho em cada teoria organizacional.

A relação da concepção de homem com os princípios gerais organizacionais, incentivo monetário e metodologia do trabalho, permitiu apreender a dinâmica da subjetividade, colocada no tempo e no espaço histórico contextualizado, e a visualização das tendências de gestão que se fazem presentes nos procedimentos operacionais e subjetivos de interiorização de regras pré estabelecidas.

Levando em conta a evolução dos métodos empregados e as diferentes posturas assumidas na organização dos processos de produção e gestão do trabalho, essas mudanças consideradas não são diferentes no âmbito educacional.

O momento atual é de construção de diretrizes na perspectiva da gestão democrática, que, historicamente, tem vivenciado desafios na implementação de mecanismos de democratização no interior das instituições educativas. A construção do conceito da gestão democrática nos espaços conquistados para sua materialização tem demonstrado diferentes posicionamentos ante as demandas políticas traçadas na contemporaneidade.

Em função das múltiplas determinações da gestão do trabalho no interior das instituições educativas e, especialmente, no ensino superior, o momento seguinte deste estudo busca a compreensão do novo modelo de gestão do trabalho que se processa no âmbito político, econômico e social na sociedade brasileira a partir dos anos 1990. Neste sentido, o estudo se concentra na investigação das principais mudanças implementadas no cenário internacional e nacional e seus desdobramentos no ensino superior.

CAPÍTULO II

O ENSINO SUPERIOR INSERIDO NUM NOVO PADRÃO DE GESTÃO NA ATUALIDADE

Este capítulo, num primeiro momento, prioriza a contextualização das diretrizes dos principais documentos internacionais que procuram reestruturar o ensino superior na América Latina, a partir dos anos 1990. Tais políticas trazem suas marcas para o âmbito nacional, ou seja, os documentos internacionais, de um modo geral, mantêm uma relação muito próxima com as reformas implementadas nos sistemas de educação superior de muitos países em desenvolvimento, inclusive, no caso brasileiro.

Presenciamos mudanças profundas na gestão das instituições federais de ensino superior (IFES), quando a atuação do Estado em âmbito político e econômico traz novas concepções, novas tendências de intervenção ao longo da história.

É comum aos países da América Latina a imposição de um processo de mudança gestada pelo fenômeno da mundialização do capital, nos moldes da globalização, em conjunto com o neoliberalismo. Diante dessas novas exigências mundiais que se põem para o Estado e para as IFES, a constante pressão para a mudança é a pauta da discussão na atualidade. No entanto resta saber quais os direcionamentos adotados para que essa mudança se processe, partindo da premissa de que um novo modelo de gestão já se instaurava nessas instituições ao longo dos anos de 1990.

Vejamos como se descortina esse modelo.

2.1 O olhar sobre as diretrizes políticas do Banco Mundial, da UNESCO e da Cepal

A atuação dos organismos internacionais, nos últimos anos, em diferentes países, indica um agravamento do processo de privatização e de imposição de um modelo de gestão de caráter empresarial na educação superior.

No contexto brasileiro, as negociações se desenvolvem por meio do Banco Mundial (Bird), UNESCO, Comissão Econômica para a América Latina e Caribe (CEPAL), Fundo