CHAPTER 4: RESEARCH METHODOLOGY
4.5 Ethical Considerations in the Study
De todos os relatórios dos sistemas de informação foram suprimidos os nomes das pessoas, mantendo todos os demais dados. As categorias, nome, descrição e fonte dos indicadores analisados neste estudo estão detalhadas no Anexo I.
A coleta de dados ocorreu no site do Departamento de Informática do SUS – DATASUS (www.datasus.gov.br), no Departamento Municipal de Vigilância à Saúde, no setor de Informações para a Saúde da Secretaria de Saúde do Município e no Setor de Informação do Cadastro Único de Assistência Social da Secretaria de Cidadania e Assistência Social. A referência dos dados do site do DATASUS será sempre indicada pelo ano da consulta.
Para a classificação das causas de óbito empregou-se a Décima Classificação Internacional das Doenças (CID 10) e a classificação das causas evitáveis e não evitáveis seguiu a Lista Brasileira de Mortes Evitáveis do Ministério da Saúde.
A seleção dos indicadores considerou a importância para os objetivos da pesquisa e a disponibilidade de dados com cobertura e validades adequadas. Assim, selecionaram-se os seguintes indicadores:
• Indicadores relacionados ao nascimento: nascidos vivos/ano residentes em São Carlos, idade da mãe, peso ao nascer, duração da gestação;
• Indicadores relacionados à mortalidade infantil: óbito em menores de um ano de idade residentes em São Carlos, causa base do óbito, idade da mãe.
Os critérios de exclusão foram:
• Dados de nascimento e morte cujos endereços de residência eram inexistentes ou estavam incompletos;
• Nascimentos e óbitos infantis cujas mães residem na zona rural.
No tratamento estatístico e de espacialização geográfica das informações foram considerados 7.679 dados, ou seja, a totalidade das ocorrências de nascimentos e óbitos na área urbana de São Carlos. As análises relacionadas aos aspectos sócio-econômicos e de assistência às gestantes (estado civil, idade, ocupação, consultas pré-natal, escolaridade) foram referenciadas ao número total de casos.
Na primeira fase, na análise descritiva da série histórica de 1998 a 2008 tratou-se dos indicadores de nascidos vivos e óbitos infantis e, em seguida, explorou-se o perfil da gestante
adolescente pela frequência média dos indicadores nos anos de 2006-2008. Para tanto, empregou-se o sistema TABWIN e a produção de tabelas e gráficos.
A análise da série histórica dos indicadores permitiu identificar o contexto social das mortes infantis e dos nascimentos, indicou os referenciais de risco e vulnerabilidade social utilizados posteriormente para a análise espacial, quais sejam: óbitos infantis, prematuridade, baixo peso ao nascer, parto cesáreo, número de consultas no pré-natal inferior a sete, mãe sem companheiro, multiparidade, ocupação da mãe com nível de competência de ensino fundamental, mãe desocupada, grau de escolaridade inferior a oito anos.
A base de dados inicial, contendo informações sobre as ocorrências de nascidos vivos e óbitos na cidade de São Carlos, período de 2006 a 2008 foi elaborada em Dbase IV. Após organização e tratamento dos dados, filtragem e respectiva exclusão dos dados contendo informações incompletas, a tabela totalizou 7.063 casos, sendo esse o valor considerado em todas as análises. As características sobre os nascimentos e óbitos foram detalhadas em duas tabelas: uma contendo os dados do SINASC e outra do SIM. Dentre os dados das tabelas constavam: residência, bairro, idade, estado civil, escolaridade, ocupação, paridade, duração da gestação, tipo de parto, consultas pré-natal, peso ao nascer, ano de nascimento, ano do óbito, causa base do óbito.
Nas tabelas utilizaram-se os mesmos códigos dos sistemas de Informação de origem, exceto nos indicadores: estado civil, ocupação, paridade e causa do óbito, recodificados conforme pode ser observado no Quadro 1.
Código SINASC/SIM/CBO RECODIFICAÇÃO
Estado Civil 1. Solteira 3. Viúva 4. Separada
1. Vive sem o companheiro
2. Casada
5. Relacionamento Estável 9. Ignorado.
2. Vive com companheiro Paridade Campo “filhos vivos”
Campo “filhos mortos” 1. Primípara 2. Multípara
Ocupação Código dos grandes e pequenos grupos da CBO Classificação da Ocupação por nível de competência (CBO) 0. Desocupado 1. Nível Superior 2. Nível Técnico 3. Nível Fundamental 4. Sem exigência 91 – Estudante 92 – Doméstica 9 – Ignorado Quadro 1 - Códigos do SINASC e SIM modificados
Em relação ao estado civil, o SINASC e o SIM a codificam por seis códigos: solteira, casada, viúva, separada, relacionamento estável, ignorado. De acordo com os objetivos desse estudo, interessou identificar se a mãe possuía ou não companheiro no momento do parto. Assim, esses códigos foram condensados em: código 1 – mãe sem companheiro (antigos códigos 1 – solteira, 3- viúva, 4 – separada); código 2 - mãe com companheiro (antigos códigos 2-casada, 5 relacionamento estável); mantivemos o código 9 – ignorado.
Na paridade, interessou distinguir as primíparas das multíparas. Assim, condensamos os campos “filhos mortos” e “filhos vivo” para o campo paridade, distinguindo dois códigos: código 1 – primípara, código 2 – multípara.
Para o tema ocupação foi necessário um refinamento mais acurado. O SINASC e SIM utilizam o Código Brasileiro de Ocupações (CBO) na sua descrição mais ampla. A primeira análise continha 245 ocupações, das quais se destacavam: doméstica, entre as mulheres acima de 20 anos e estudantes e desocupadas, nas abaixo de 20. As demais não produziam densidade para análise. A primeira opção de reduzir os códigos foi a dos grandes grupos da CBO (0 - membro das forças armadas, policiais e bombeiros militares, 1 - membros superiores do poder público, dirigentes de organizações de interesse público e de empresas, gerentes, 2 - profissionais das ciências e das artes, 3 - técnicos de nível médio, 4 - trabalhadores de serviços administrativos, 5 - trabalhadores dos serviços, vendedores do comércio em lojas e mercados, 6- trabalhadores agropecuários, florestais e da pesca, 7 - trabalhadores da produção de bens e serviços industriais, 8 - trabalhadores da produção de bens e serviços industriais, 9 - trabalhadores em serviços de reparação e manutenção, 91 – estudantes, 92 – domésticas).
Na classificação dos grandes grupos, houve uma concentração das mães nos códigos 4 e 5, porém estes dados ainda não produziam sentido para a investigação. Por fim, optou-se em utilizar outra categorização do próprio CBO que consiste no nível de competência exigido no grupo de profissões, a saber: código 0 – sem ocupação (não estuda e não trabalha), código 1 - nível de competência 4 (superior), código 2 - nível de competência 3 (técnico), código 3 - nível de competência 2 (fundamental), código 9 – sem exigência, código 91 – estudante; código 92 – doméstica.
Na causa do óbito, foi recodificada a causa base disponível no SIM, que utiliza a 10ª Revisão do Código Internacional das Doenças (CID 10), em três novas categorias, segundo a segundo a Lista Brasileira de Mortes Evitáveis, do Ministério da Saúde: 1 – não evitáveis, 2 – evitáveis, 9 – Mal definidas.
Após a recodificação desses campos, antes da finalização da edição das tabelas de dados, acrescentou-se um campo nomeado como ID, utilizado como chave para a integração com a base de dados do SIG.