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CHAPTER 5: METHODOLOGY

5.7 Ethical considerations

A história do Impro não é objeto de estudo deste trabalho. Porém noções históricas sempre são indicadores de perspectivas e fontes de entendimento de processos e do como estamos e nos situamos no presente. Assim, entendo sua importância no estudo, mas sem desviar do foco da pesquisa, articulo aqui um resumo simples que referencia e vislumbra como se formatou o Impro (ou Improv). Levo em conta que Vera Achatkin já desenhou em sua dissertação de mestrado (2005), citada nesta minha, um breve histórico tendo em vista a especificação Teatro- Esporte e seu criador Keith Johnstone. Sandra Chacra também já realizou um aparato histórico mais completo, referenciando a improvisação no teatro desde antes da Comedia Dell’arte em sua obra Natureza e Sentido da Improvisação Teatral (2005). Assim, restou a mim uma breve contextualização e referenciação do que por ventura veio a se estruturar teatro de improviso, o Impro, como é conhecido e desenvolvido nos Estados Unidos, influenciado e influência por todo o globo.

começou a sua influência durante os séculos 16, 17 e 18 na Itália. Muitos estudiosos têm debatido sobre a origem das sugestões do público incorporados em performances de improviso. Alguns dão crédito Dudley Riggs, enquanto outros atribuem essa característica do improv aos jogos teatrais de Viola Spolin durante os anos 40. Estes jogos teatrais começaram como atividades de sala de ensaio, que rapidamente evoluiu para uma forma independente de atuação que se tornou digno de horário nobre de entretenimento. Viola Spolin, usualmente reverenciada como o "Avó do Entretenimento Americano", deu início à primeira geração de teatro de improviso na The Compass

Players em Chicago, Illinois. A The Compass Players introduziu as regras do improv cômico, que explodiu em popularidade durante os anos 50 e 60. Na verdade, isso abriu o caminho para o palco do The Second City, um dos primeiros teatros de improvisação que produziu muitas estrelas de comédia, como Mike Myers, Sedaris Amy, Stephen Colbert, Steve Carell, Farley Chris e John Belushi. Outro notável desenvolvimento no teatro de improviso veio do grupo conhecido como "The Theatre Machine" com sede em Londres, o Kentucky Fried Theater introduzido por Dick Chudnow em 1984, e The

Committee theater que foi predominantemente ativo durante a década de 60. Improvisadores modernos traçaram seu caminho para a televisão nacional com programas do horário nobre como "Saturday Night Live", e "Whose Line Is It

Anyways?".66 (A Brief History. Disponível em

66 started its influence during the 16, 17, and 18 th centuries in Italy. Many scholars have debated over the origin of

audience suggestions incorporated into improvisational performances. Some credit Dudley Riggs, while others attribute this characteristic of improv to the theater games of Viola Spolin during the 1940s. These theater games started off as rehearsal-room activities, which quickly evolved into an independent form of acting that became worthy of prime-time entertainment. Viola Spolin, often revered as the “Grandmother of American Entertainment,” jump- started the first generation of improvisational theater at The Compass Players in Chicago, Illinois. The Compass Players introduced the rules of comedic improv, which exploded in popularity during the late 1950s and 1960s. In fact, this paved the way for The Second City stage, one of the first improvisational theaters that produced many comedic stars, such as Mike Myers, Amy Sedaris, Stephen Colbert, Steve Carell, Chris Farley, and John Belushi. Other notable developments in improvisational theater came from the London-based group known as “The Theatre Machine,” the Kentucky Fried Theater as introduced by Dick Chudnow in 1984, and The Committee theater that was predominately active during the 1960s. Modern improvisational performances made the way to national television with prime-time shows, such as “Saturday Night Live,” and “Whose Line Is It Anyways?”

172 <http://www.theaterseatstore.com/improv-theater> Acesso em 20 de dezembro de 2012).

Os estudiosos Anthony Frost e Ralph Yarrow, e Amy Seham em suas respectivas obras, Improvisation in drama (2007) e Whose is It Improv Anyway?: Beyond Second City (2001), usam as expressões “primeira”, “segunda” e “terceira onda” para designar os movimentos que consideram significativos no estabelecimento do Impro nos Estados Unidos.

Frost e Yarrow indicam nomes de diretores como Stanislavsky, Meyerhold e Chekov como precursores do Impro, por suas utilizações de improviso no treinamento de ator. Assim como os franceses Jacques Copeau e Suzanne Bing que tinham a improvisação como uma das bases em sua escola de atores. Na Inglaterra, antes da configuração do Impro e de Keith Johnstone, destacam Mike Leigh (1943-1983) que dirigiu e criou peças de improviso influenciado pelo trabalho de Samuel Beckett que possuía “a habilidade de fazer sua plateia compartilhar o tempo de seus personagens, concentrando-se no momento da performance em si.”67 (FROST e

YARROW, 207, p. 40).

Os dois ainda vão apontar para a Improvisação no Japão, China, Bali, Nova Guiné (o Proto-drama), no Islã (Orta oyunu e Ru-howzi), no Oeste e Sul da África. A improvisação também no “Drama Alternativo” citando artistas e grupos dos arredores do universo circense como Jacques Lecoq com a “semiótica do palhaço” (FROST e YARROW, 207, p. 84), o Teatro Du Soleil na França, e os italianos Dario Fo e Franca Rame. No traçado das influências e contexto em que o Impro se formata, destacam ainda os trabalhos de Roddy Maude-Roxby e o Theatre Machine, o polonês Jerzy Grotowski, Jakob Moreno (Stegreiftheater e psicodrama), Jonathan Fox e Jo Salas (Playback Theatre) e o diretor brasileiro Augusto Boal (Teatro do Oprimido e os jogos presentes em suas obras Jogos para atores e não-atores e Arco Íris do Desejo).

A chamada “primeira onda” nos Estados Unidos são os esboços, a aceitação do improviso como cena, tanto em ensaio quanto em apresentação. O que determinou, sem qualquer grau de desmérito, New York, NY como primeira cidade do improviso e Chicago, IL como a segunda cidade. A diferenciação se fez principalmente pelo estilo de improvisação. A interação com o público, por meio de sugestões, foi marca característica da segunda cidade. A relação com a quebra ou manutenção da quarta parede imaginária que separa plateia e palco é evidente no comentário dos autores “A escola de Chicago adotou Brecht como seu mentor, tanto quanto a escola de New York tenha se apropriado de Stanislavsky.”68 (FROST e YARROW, 2007, p.52).

Assim a escola nova-iorquina, diretamente influenciada pelo seu grande contato com o teatro

67 to make his audience share his character’s time, to concentrate on the moment of performance itself.

173 europeu, mantinha a improvisação fechada à sala de ensaio, num processo de “intra-atividade- entre os atores em cena. O sistema de Chicago derivou de uma diferente, não originada da tradição teatral, e salienta inter-atividade entre os performers e o público.”69 (FROST e

YARROW, 2007, p.46). Chicago desenvolveu, segundo Frost, Yarrow e também Seham, uma improvisação nativa. Spolin faz parte da primeira onda, daí seu apelido de “avó” do teatro de improviso.

A “segunda onda” já vai trazer formatos e variações formatos de Impro. O formato longo aparece, grupos são formados, a mídia se interessa, o Impro chega à televisão. Já a “terceira onda” traz as competições, encontros, festivais, olimpíadas.

O Impro no Brasil, ainda que se estabelecendo como forma de arte teatral, se desenvolve aproveitando os desenvolvimentos da primeira, segunda e terceira onda. Já participa de campeonatos, já está na mídia e busca entender as estruturas de espetáculos e o treinamento do ator improvisador. A Europa e a América Latina já possuem grupos e improvisadores de destaque internacional.

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intra-actively – between the actors in the scene. The Chicago system derives from a different, not originally theatrical tradition, and stresses inter-action between the performers and the audience.

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