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Ethical Conduct of Animal Research

5.4 Ethical Conduct of Research (cont.)

A partir da literatura dedicada à pesquisa sobre inovação na educação (OECD, 2009), pode-se concluir que existem três abordagens principais:

 Inovações a partir de iniciativas discretas: seguindo esta

abordagem, a inovação é o produto da aprendizagem individual sobre o sistema e, finalmente, da aprendizagem do sistema sobre si próprio (aprendizagem coletiva), e isto pode ocorrer devido às influências do relacionamento social ou disseminação natural. O estudo de inovações educacionais é focado em como as inovações surgem, são bem- sucedidas, e se generalizam.

 A dinâmica da inovação: esta abordagem enfatiza o

processo de implementação, tanto em nível institucional como em nível político e como uma iniciativa local e de pequenas proporções é definida para lidar com determinados contextos circunstanciais, os interessados ou as forças envolvidas.

 Políticas de inovação e estratégias: esta abordagem

analisa principalmente de que forma as inovações podem ser sustentadas, incluindo o apoio em termos de financiamento, treinamento e consultoria técnica, e como o esforço para a inovação é registrado durante todo o processo de concepção, implementação e avaliação. A inovação sistêmica é um conceito novo, tanto no contexto geral da educação, como para o ensino profissionalizante, em particular. E por ser novo, existe um alto risco de confusão sobre quais aspectos abordar nos estudos a esse respeito.

Apesar do pequeno número de iniciativas de pesquisa nesse setor, a OECD (2009b) aponta que essas dificuldades intrínsecas têm contribuído para um forte viés na pesquisa educacional em matéria de inovação ligada a práticas metodológicas qualitativas que adotam as abordagens citadas acima, além de estudos sobre inovação desenvolvidos no contexto do ensino profissionalizante.

As pesquisas sobre inovação sistêmica no ensino

profissionalizante compartilham um espaço para o qual convergem três

na Figura 6: a pesquisa sobre sistemas de inovação, a investigação sobre a inovação na educação e a pesquisa sobre o ensino profissionalizante. Figura 6 – Pesquisas sobre inovação sistêmica no ensino profissionalizante

como um espaço de investigação compartilhada

Fonte: OECD (2009b)

Cada um destes três domínios tem uma distinta tradição metodológica, com um determinado conjunto de conceitos e ferramentas não facilmente transferíveis.

A efetividade e sustentabilidade do ensino profissionalizante estão fortemente relacionadas à capacidade de aprendizagem e inovação das instituições de educação profissionalizante em realizarem pesquisa, promoverem influência política e fazerem uso dos resultados alcançados. Quando este triângulo de influências perde a força, o desenvolvimento da educação profissionalizante sofre estagnação.

Em relação aos potenciais benefícios de associar esforços de pesquisa e inovação no ensino profissionalizante, existe uma série de fatores que agem no enfraquecimento dessas ações, como:

 Pouco esforço dedicado à pesquisa na educação

profissionalizante, tanto relacionado aos investimentos promovidos pelo governo quanto da comunidade de pesquisadores, resultando em uma base de dados muito pequena. Tem-se ainda a situação que em muitos países, a investigação neste meio é desenvolvida apenas por economistas e políticos, ficando pouco voltada aos educadores da área. A expectativa é enfrentar os desafios comuns relacionados à relevância da pesquisa, a disseminação dos resultados às partes interessadas, bem

Pesquisa sobre inovação sistêmica no ensino

como a utilização dos resultados obtidos para que essa área de investigação ganhe o respaldo merecido.

 Falta de canais de comunicação adequados ou

ferramentas de intermediação entre a comunidade de pesquisadores do ensino profissionalizante e os potenciais usuários da investigação. Isso pode ser um problema de linguagem (os pesquisadores que não utilizam as ferramentas adequadas para comunicar os resultados de um modo significativo) ou de canais de comunicação (periódicos de pesquisa não estão sendo lidos nem pelos responsáveis políticos das Instituições de Ensino Profissionalizantenem pelos seus funcionários/professores).

 Falta de interesse na divulgação dos pesquisadores e a

falta de incentivos para publicação em revistas que não sejam acadêmicas.

 Deficiências de formação dos professores do ensino

profissionalizante cujo enfoque em muitos países da OECD não incorpora nenhuma formação específica sobre o uso ou a compreensão da pesquisa.

 Usabilidade limitada e o impacto da existência de

pesquisa no ensino profissionalizante, tanto para os responsáveis pelas políticas, como para os profissionais. Como acontece em outros setores da educação, é possível que as pesquisas realizadas no ensino profissionalizante não abordem as questões esperadas pelos envolvidos da área. (OECD, 2009).

Embora ocorram tais dificuldades, também é possível vislumbrar uma série de implicações políticas que ajudariam a melhorar esse contexto agregando valor aos conhecimentos gerados em cada fase do processo de inovação das instituições profissionalizantes.

A inovação é vista como estratégia competitiva e que exige a concepção de um conhecimento novo, reestruturado e inovador, criado a partir de processos de aprendizagem individual e organizacional que contemplem a reflexão e o questionamento. (MIGUEL; TEIXEIRA, 2009).

A capacidade de inovar de uma empresa destacada por Silva (2002b) também está ligada à facilidade de conversão entre conhecimentos tácitos, que resgata a presença de talentos entre seus funcionários e privilegia a motivação no ambiente organizacional para a proposição de ideias e soluções originais, além do estímulo ao compartilhamento de experiências individuais naquele ambiente. O autor descreve em sua tese vários pesquisadores que se destacam nesta linha teórica, dentre eles Senker (1993); Senker (1995); Amabile (1997); Cummings & Oldham (1997); Nemeth (1997); Sternberg et al. (1997);

Bond & Otterson (1998); Ghoshal & Nahapiet (1998) e Johanessen et al. (1999b).

Atualmente, a inovação ocupa lugar de destaque no mercado, gerando vantagem competitiva, e tem como base a criação do conhecimento organizacional, que por sua vez influencia o aprendizado individual. Quanto às condições ideais para sua ocorrência, Miguel e Teixeira (2009) relatam que o conhecimento inovador necessita das condições capacitadoras descritas por Nonaka e Takeuchi e que o processo de aprendizagem seja preferencialmente de natureza construtivista, por ser este o único capaz de originar aprendizado de soluções novas e de promover a geração de conhecimento inovador que contribuirá para a inovação e competitividade das organizações. Além disso, deve-se atentar para o fato de que o ambiente favoreça atividades em grupo e o contexto institucional estimule a criação e o acúmulo do conhecimento em nível individual. E é nesse sentido, que se explanará em seguida, sobre a gestão do conhecimento como um dos fatores ligados à inovação que produzem um ambiente propício ao seu desenvolvimento.

2.5.6 A importância da gestão do conhecimento e das inovações nas