3.2 Musikkterapeutens identitet og roller
3.2.2 Et utvidet terapibegrep
Descrever sobre a participação e a atenção do Serviço Social na Criação e desenvolvimento das ações propostas pela Universidade da Maturidade Polo Araguaína, interessa lembrar a preocupação inicial daquele no que concerne a atenção à população de velhos, nos primórdios das atividades desenvolvidas pelo SESC-Serviço Social do Comércio, que abriram espaço para que associados de mais idade pudesse se reunir e realizar uma série de atividades definidas basicamente como lazer. DEBERT (1999, p. 144).
Pretende-se, portanto, focar a atenção no papel que o Serviço Social apresenta no exercício da prática junto aos participantes do Programa Universidade da Maturidade da Universidade Federal do Tocantins. O que aponta neste trabalho é que a prática do profissional de Serviço Social no contexto do processo de envelhecimento promove a inclusão social da sociedade envelhescente desde os anos 60 com a iniciativa dos programas do SESC.
Contudo, foi nos anos 1980 que essas iniciativas proliferaram no sentido da administração pública do tratamento da população de velho. A estes, sequencialmente, surgem os Conselhos, comitês e organizações privadas de atendimento direto. Além do SESC, principiaram no Brasil, a LBA- Legião Brasileira de Assistência e as Universidades para a Terceira Idade. Estas, oferecendo atividades inicialmente no interior das universidades, como o da Pontifícia Universidade Católica de Campinas (Puccamp), hoje distribuídas em várias universidades públicas e privadas e em diversas regiões do país.
Partilhando da relação Serviço Social e os Programas direcionados aos velhos, a Universidade da Maturidade da Universidade Federal do Tocantins, foi idealizada pela sensibilidade pessoal e o conhecimento técnico operacional de uma profissional do Serviço Social, que na busca por meio do debate e da valorização do velho na sociedade, tem conseguido estabelecer novas formas de interação conjunta de pessoas com 45 anos para mais, no sentido de garantir direitos aos cidadãos, independente de faixa etária e, de maneira heterogênea elucidar a presença dos velhos na sociedade contemporânea.
A UMA Araguaína tem como um dos seus pressupostos a garantia de direitos congruentes com o prescrito no Estatuto do Idoso, Lei 10.741/2003 e, à sua frente uma assistente social que junto aos demais profissionais de áreas afins como a psicologia, pedagogia e outras, busca pela consolidação da política nacional do idoso na
compreensão profissional pautada no Projeto Ético Político Profissional, de forma que haja uma análise do processo de envelhecimento e o velho na ótica do respeito e valorização pessoal dessa população.
Esperamos mais oportunidades para prepararmos esses recursos humanos sob a ótica inovadora da Pedagogia do Envelhecimento. Urge que continuemos a pensar e agir, na qualidade de células responsáveis pela implementação dessas políticas públicas que há uma década nos convida ao trabalho educativo com os nossos velhos [...]. (ASSIS-RISTER, 2013, p. 217).
Ressalta-se, portanto a necessidade da articulação das diversas políticas sociais para a efetivação da política de forma integral, segundo as determinações postas em lei. Nesse sentido compreende-se a população envelhecida como demanda para o Serviço Social e analisam-se as ações do assistente social na ótica do direito do velho, com ações arroladas no compromisso ético político de lutar por uma sociedade mais justa e igualitária.
Diante da participação histórica do Serviço Social no contexto da criação de Universidades da Terceira Idade, assim como o seu investimento na formação de profissionais na área gerontológica para ampliar e melhorar o atendimento à população de velhos no Brasil, percebe-se que a profissão, não só contribuiu para tirar o velho da obscuridade enquanto ser integrado na sociedade com respeito e dignidade humana, mas oportuniza o direito à participação integral na coletividade e a convivência entre diferentes gerações.
Vale lembrar que os espaços conquistados pela UMA por meio do Serviço Social no campus de Araguaína, não dilui os insurgentes entraves no início da sua implantação.
O desconhecimento técnico, talvez, a respeito da relevância dos atendimentos assistenciais às pessoas da faixa etária atendida pelo Programa foi visível nas atitudes de alguns atores da instituição promotora, que com a convivência com os acadêmicos e os resultados transparentes das ações propostas, precisaram rever alguns de seus conceitos a respeitos da fundamental relevância das atuações de acolhimento e da permanência dos acadêmicos da UMA nos espaços da universidade.
As portas nunca se fecharam totalmente e, das brechas se conseguiu permear pelo caminho da invisibilidade dos adultos e velhos inseridos na comunidade acadêmica e construir pontes de integração pelos domínios da vida social. Pontes estas que transcende as muralhas do isolamento e da obscuridade do velho na sociedade.
Até meados do curso, atitudes de alguns atores que atuam no palco da universidade, interditava a ponte de acesso à compreensão do que seria a educação gerontológica. Mas por meio da proatividade das profissionais de serviço social que estão à frente do trabalho, com o reconhecimento do diretor do campus, Prof. Dr. Luís Eduardo Bovolato, pode-se dizer que a UMA, hoje, é um destaque não só entre os muros da universidade em Araguaína; suas ações já ultrapassaram barreiras em vários aspectos, culturais, políticos e sociais, tanto no executivo, quanto no legislativo e judiciário do Estado e municípios.
A Universidade da Maturidade de Araguaína, foco deste trabalho, inicialmente vinculada a Pró-Reitoria de Extensão (PROEX), hoje se insere no cenário da Universidade, na tríade ensino, pesquisa e extensão, compartilhando espaços socioculturais integrados às ações acadêmicas do ensino, por meio do Setor de “Serviço Integrado e Multiprofissional de Assuntos Estudantis” (SIMAE), vinculado à Pró- Reitoria de Assuntos Estudantis (PROEST) e coordenado pela direção do Campus. Esta conquista nasce da visão profissional de assistentes sociais que acreditam na politização do sujeito por meio da educação.
Relata a coordenadora nacional da UMA. “A UMA depois que descobri o empoderamento interior e exterior que ela proporciona aos adultos e velhos em qualquer região desse país, deixou de ser um trabalho e se tornou um projeto de vida. A coordenadora do Polo de Araguaína também comprou essa ideia e vem para Belém para se capacitar e fortalecer as políticas públicas desse tema aqui estudado. Apenas com muita gratuidade e conhecimento poderemos mudar o cenário da invisibilidade da velhice”.
“O Assistente Social é um mediador fundamental para a efetivação da cidadania de quem já envelheceu e das próximas gerações dessa faixa etária. Quando começamos uma equipe multidisciplinar eficaz num trabalho social a regularização deste é rápida e de sucesso. O Polo de Araguaína é uma referência para outras cidades porque a coordenadora conhecedora dessa questão social vai em busca de soluções para as situações onde todas as violências são cometidas com essa população”.
“Fico feliz ao me deparar com uma jovem empreendedora que fez uma carreira consciente e consistente sendo exemplo para outros profissionais da nossa área, afinal, o Brasil já é um pais jovem de cabelos branco e nossos maiores clientes serão os velhos de amanhã”. (Assistente Social, Profa. Dra. Neila Barbosa Osório).