4. TEORIKAPITTEL
4.3 Behandlingsmetoder for mestring av angst
4.3.2 Et treningsprogram for personer med utviklingshemming og angst:
A acurácia da quantificação do SUV na prática clínica de cada instalação foi avaliada mediante a determinação dos Coeficientes de Recuperação mensurados nas imagens provenientes da reconstrução das aquisições CLÍNICA e QUANTITATIVA do TESTE DE QUALIDADE DE IMAGEM E COEFICIENTES DE RECUPERAÇÃO, utilizando o PROTOCOLO CLÍNICO (Quadro 9, página 94) de cada instalação. Os RCs em função do tamanho da esfera obtidos em cada sistema de PET/CT foram plotados em gráficos tipo linha (Figura 46), em conjunto com os valores especificados pela EARL, representados pelas duas linhas pontilhadas de cor preta.
Como mencionado anteriormente (subseção 3.6.2, pág. 81), a determinação do RC é uma maneira de avaliar a acurácia da quantificação do SUV sob condições clínicas relevantes (em tumores de diferentes proporções), uma vez que refere-se à porcentagem do SUVteórico que está sendo aferida.
Idealmente, os RCs obtidos para as esferas cujas dimensões são duas vezes maiores que a resolução espacial da PET deveriam ser iguais a 1 (um), representado pela linha vermelha em destaque. Ou seja, almeja-se que a concentração de atividade mensurada (SUVmáx) seja igual ao valor da concentração
teórica. Este valor deveria ser alcançado a partir da segunda esfera do simulador, considerando a resolução espacial média dos sistemas de PET/CT analisados igual a aproximadamente 5 mm.
Entretanto, observa-se na Figura 47, um crescimento gradual dos valores de RC à medida que o diâmetro da esfera aumenta, para todos os equipamentos investigados. Estes resultados são consistentes com a literatura (BOELLAARD et al., 2008; WESTERTERP et al., 2007; MARQUES; FISCHER, 2013) e devem-se, principalmente, à redução do efeito do volume parcial.
Figura 46 - RC em função do tamanho da esfera obtidos a partir das aquisições QUANTITATIVA e CLÍNICA do TESTE DE QUALIDADE DE IMAGEM E COEFICIENTES DE RECUPERAÇÃO de cada sistema PET/CT analisado
Figura 47 - RC em função do tamanho da esfera obtidos a partir das aquisições QUANTITATIVA do TESTE DE QUALIDADE DE IMAGEM E COEFICIENTES DE RECUPERAÇÃO de cada sistema PET/CT analisado
Outro fator observado, ainda na Figura 46, é a superestimação da quantificação do SUV nos equipamentos RS-1-PHP, RS-3-GEH e RS-4-SMS. Na aquisição CLÍNICA do sistema RS-2-PHP obteve-se um RC igual a 1,38 para a esfera de maior diâmetro (o que representa, aproximadamente, 40% de superestimação do SUVteórico – real - na esfera). Esta superestimação pode ter sido
ocasionada pelo método de determinação do SUV (valor máximo, SUVmáx). Segundo
estudos (LASNON et al., 2013; ADAMS et al., 2010; LODGE; CHAUDHRY; WAHL, 2012), o uso do SUVmáx pode produzir uma superestimação da quantificação devido
a natureza de pixel-único deste método, o que torna este método de análise do SUV mais vulnerável ao ruído estatístico inerente à imagem de PET/CT (LODGE; CHAUDHRY; WAHL, 2012). Existem proposições de uso de diferentes métodos de delimitação da ROI/VOI para a determinação do SUV, entre os mais comuns os SUVmédio e SUVpico, métodos menos sensíveis ao ruído das imagens uma vez que
incorporam informações de múltiplos pixels/voxels à quantificação estudos (LASNON et al., 2013; ADAMS et al., 2010; LODGE; CHAUDHRY; WAHL, 2012). Entretanto, estes métodos não estão implementados de forma padronizada na prática clínica (ADAMS et al., 2010).
Verifica-se que os valores de RC obtidos nas aquisições CLÍNICAS, de acordo com o diâmetro da esfera, são, em sua maioria, relativamente maiores que os encontrados na aquisição QUANTITATIVA, para todas as instituições avaliadas. Isto pode estar associado ao tempo de aquisição utilizado na aquisição CLÍNICA, menor que o utilizado na aquisição QUANTITATIVA. Utilizando tempos de aquisição menores há um nível de ruído mais elevado na imagem, o que, em conjunto com o método de análise do SUV (SUVmáx), ocasiona a superestimação das mensurações,
tornando-as menos acuradas. Estes resultados são consistentes com a literatura (LASNON et al., 2013; BOELLAARD, 2011). Desta maneira, utilizaram-se apenas os resultados provenientes das aquisições QUANTITATIVAS de cada sistema PET/CT para a confecção/determinação da faixa harmonizável de RC, pois elas apresentam uma maior estatística de contagens.
A partir da Figura 47, onde são plotados apenas os valores de RC obtidos nas aquisições QUANTITATIVAS de cada sistema PET/CT, pode-se afirmar que, apenas os sistemas RS-2-PHP (marcadores de formato triangular de cor roxa) e RS- 4-SMS (marcador na forma de losango na cor azul) encontram-se dentro da faixa de valores de RC proposta pela EARL. Desta maneira, essas seriam as únicas, dentre
as quatro instalações analisadas, que poderiam participar de estudos multicêntricos internacionais sem que fosse necessária a modificação dos parâmetros de reconstrução das imagens.
Evidencia-se, no caso dos equipamentos RS-1-PHP e RS-3-GEH, a necessidade, em âmbito internacional, de que os parâmetros de reconstrução sejam modificados de maneira que os valores de RC se enquadrem na faixa de valores propostos pela EARL, pois esses equipamentos apresentam algum valor de RC acima do especificado. No caso do equipamento RS-3-GEH, todos os valores de RC excedem a faixa proposta.
Regionalmente, os dados confirmam a necessidade do estabelecimento de uma faixa (região harmonizável) de RCs, de maneira que todas as instituições investigadas sejam capazes de gerar SUVs com acurácia equiparável. Constata-se, também, que os valores de RC necessitam ser otimizados individualmente, de maneira que aproximem-se do ideal (um), tanto para as esferas de dimensões menores (significando melhoria na resolução espacial), quanto para as esferas maiores (diminuindo o efeito do ruído que ocasiona a superestimação). Essa otimização poderia ser atingida mediante a modificação dos parâmetros de reconstrução utilizados e até mesmo da mudança do algoritmo de reconstrução utilizado, não sendo objeto desta dissertação.