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Et lab-eksperiment

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Em resultado da nona semana de Prática de Ensino Supervisionada (PES) em Jardim de Infância, surge a presente reflexão. Esta está organizada de acordo com os seguintes referentes: aspetos positivos da planificação; aspetos positivos da minha atuação; mudanças a realizar na atuação.

Nesta nona semana de PES (Jardim de Infância) assumi o papel de mestranda observadora, apoiando a educadora cooperante na concretização da sua planificação. Assim, relativamente ao referente aspetos positivos da planificação elaborada pela educadora cooperante, destaco dois momentos da semana: o momento relacionado com o momento da Experiência e um outro momento de brincadeira livre no exterior.

Assim, quanto ao momento das Experiências em que a proposta educativa sugerida às crianças consistia em estas deitarem num prato um pouco de leite, depois colocarem uns pingos de corante alimentar de cor azul, amarela e vermelha e, em seguida, colocar um cotonete molhado em detergente da loiça e observar o que acontecia quando colocavam o cotonete. Esta proposta educativa gerou muito interesse nas crianças e observei que durante a sua realização as crianças iam referindo que estavam a surgir novas cores. Outro aspeto que, no meu entender, considero positivo foi cada uma das crianças ter experimentado e manipulado os materiais. Como referem (Martins, Veiga, Teixeira, Tenreiro-Vieira, Vieira, Rodrigues, Couceiro & Pereira, 2009),

deverá sempre ser respeitado o tempo de exploração de cada criança, permitindo-lhe manipular livremente os materiais em busca da satisfação da sua curiosidade e das suas questões. A participação activa das crianças em todas as fases do desenvolvimento das actividades favorece o seu entusiasmo, dado que gostam naturalmente de mexer, experimentar e observar as consequências das suas acções (p.21).

Relativamente ao momento de brincadeira no exterior, esta semana as crianças na terça- feira brincaram na caixa de areia e exploraram um jogo de lançamento de argolas. Considero este um ponto positivo pois, ao longo da prática pedagógica fui observando que estes momentos são muito significativos para as crianças. Considero que esta ida ao exterior foi um ponto positivo porque, concordo com a perspetiva de Brickman e Taylor (1996) quando referem que “o tempo de recreio não deve ser encarado como um

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período de descanso (…) um espaço de recreio bem concebido e relações apropriadas entre crianças e adultos nas actividades exteriores são factores que aumentam tanto a aprendizagem como o divertimento” (p.173).

Refletindo sobre estes momentos de brincadeira no exterior, na minha opinião, para além de serem momentos importantes para as crianças são também muito importantes para o educador pois, possibilitam um contacto mais próximo com cada uma das crianças num ambiente em que é a criança que assume o papel de líder, ou seja, estes momentos possibilitam que sejam as crianças a ditarem os ritmos e regras das brincadeiras o que, na minha opinião, promove e fortalece a relação entre adulto- criança. Como nos indicam os autores supracitados, nestes momentos de exterior “os adultos são participantes activos dos jogos – não são líderes, procuram acompanhar e enriquecer” (p.171).

Um dos momentos que, na minha opinião, reforçam a ideia dos autores supramencionados foi quando estava a brincar na areia com as crianças da “minha” sala (estavam a fazer “bolos” para eu comer) e as crianças da outra sala também ficaram interessadas nesta brincadeira, começando também a fazer “bolos” de areia para eu comer. As crianças da “minha” sala não gostaram muito da ideia, respondendo desta forma aos amigos: “A Susana não é da tua sala. Ela é nossa. Nós já estamos a fazer

bolos para ela.” (M, 6 anos).

Sinto que esta pequena disputa entre as crianças (que confesso me acalentou o coração) vêm sublinhar o que nos referem os autores supracitados sobre a importância do educador olhar para as brincadeiras no exterior como um momento rico para a interação adulto-criança. Em resultado das diferentes estratégias que tenho vindo a utilizar para criar laços de confiança com as crianças, sinto que as crianças já sabem que quando precisam de um miminho eu estou sempre disponível. Por exemplo, no início da PES as crianças perguntavam-me sempre se me podiam dar um beijinho. Agora juntam-se a mim e dão-me beijinhos ou pedem que eu lhos dê sem perguntarem se pode ser. Durante o dia, mesmo quando estamos a desenvolver uma proposta educativa, as crianças dão-me beijinhos e/ou abraços ou pedem que eu lhos dê. Este é um ponto fundamental para mim porque na minha ótica são estes momentos que enriquecem o dia-a-dia de um educador de infância.

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Quanto ao referente aspetos positivos da minha atuação, nesta semana continuei com as crianças o projeto sobre as amêijoas e planificámos em conjunto o que fazer quando iniciarmos a fase II (Vasconcelos (Coord.), Rocha, Loureiro, Castro, Menau, Sousa, Hortas, Ramos, Ferreira, Melo, Rodrigues, Mil-Homens, Fernandes & Alves, 2012). Assim, as crianças sugeriram: “Fazer uma amêijoa grande com material reciclado.” (FR, 5 anos); “Fazer uma receita com as amêijoas.” (FL, 5 anos); “Fazer um fantoche.” (C, 6 anos); “Ouvir uma música sobre as amêijoas e se não encontrares fazemos uma como aquela que fizeste da Joaninha e gravamos no teu telemóvel como fizemos naquele dia e depois ouvimos no computador.” (M, 6 anos).

Este é um ponto que fundamental da metodologia de trabalho de projeto porque como referem os autores acima mencionados, na fase II (planificação e desenvolvimento do trabalho), as crianças e o educador planificam os passos necessários serem dados para a concretização do projeto.

Relativamente ao referente, mudanças a realizar na atuação, esta semana senti que a minha grande preocupação era terminar a proposta educativa que tinha ficado pendente da semana anterior em que fui a mestranda atuante. Devido a isso, sinto que não observei nem participei de forma mais ativa nas propostas educativas da educadora cooperante. Este arrastar de uma proposta educativa fez-me compreender, claramente, que o tempo que havia planificado tinha sido insuficiente. Desta forma este é para mim o grande ponto a ter em atenção nas futuras planificações, isto é, ter mais em atenção ao tempo que planifico para determinada propostas educativa de modo a que a proposta seja significativa para a criança.

Referências Bibliográficas:

Brickman, N. & Taylor, L. (1996). Aprendizagem activa: ideias para o apoio às

primeiras aprendizagens. Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian.

Martins, I., Veiga, M., Teixeira, F., Tenreiro-Vieira, C., Vieira, R., Rodrigues, A., Couceiro, F. & Pereira, S. (2009). Despertar para a Ciência: actividades dos 3

aos 6 anos. Lisboa: Ministério da Educação.

Vasconcelos, T. (coor.), Rocha, C., Loureiro, C., Castro, J., Menau, J., Sousa, O., Hortas, M., Ramos, M., Ferreira, N., Melo, N., Rodrigues, P., Mil-Homens, P., Fernandes, S. & Alves, S. (2012). Trabalho por Projectos na Educação de

Infância: Mapear Aprendizagens/Integrar metodologias. Lisboa: Ministério da

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ANEXO 21 – 8.ª REFLEXÃO PES (JARDIM DE INFÂNCIA) – R8JI

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