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Et kvalitativt blikk: Undervisningsmetoder og betraktninger på intervensjonen

5 Empiriske funn

5.7 Et kvalitativt blikk: Undervisningsmetoder og betraktninger på intervensjonen

Segundo Brunelli (2008), para investigar qualquer plano selecionado na AD, o pesquisador tem sempre a possibilidade de convocar, se achar necessário, algum aparato teórico-metodológico que o auxilie no desenvolvimento da análise. Para operacionalizar esta investigação, usaram-se como instrumentos auxiliares um Quadro Estruturado e um Mapa conceitual. Esses instrumentos servem como apoio para a compreensão do interdiscurso em que se situa o conceito analisado sob os parâmetros assinalados. O Quadro Estruturado permite apreender, de forma mais clara, a relação entre princípios, autores e áreas de origem que foram utilizadas para estruturar o conceito central. O Mapa conceitual, por outro lado, permite demonstrar de forma gráfica como essas relações, termos e áreas foram articulados para estruturar o conceito migrado.

4.1 Quadro estruturado da formação do conceito

O Quadro estruturado permite separar as áreas e autores que interconectam a formação do conceito que está em análise, como mostra o Quadro 9, a seguir. Nele, inicialmente são definidas as áreas que servem como base para a formação do conceito, o autor de cujo conceito o pesquisador se apropria e o conceito ou termo utilizado para formar o conceito migrado.

ÁREA AUTOR CONCEITO e IDEIA

QUADRO 9: Modelo do quadro estruturado da formação do conceito

4.2 Mapa conceitual

Mapas Conceituais são representações gráficas que indicam relações entre conceitos ligados por palavras, ideias ou termos (FARIA, 1995). O objetivo final de um Mapa conceitual é representar uma estrutura, desde os conceitos mais abrangentes até os mais detalhados na ideia/conceito que o mapa está estruturando. Segundo Faria (1995), para a criação de um Mapa Conceitual, devem ser consideradas a ordenação e a sequência hierarquizada dos termos que formam o conceito central. Trata-se de uma técnica desenvolvida por Joseph Novak (meados da década de 1970), na Universidade de Cornell. A abordagem de Mapas Conceituais se baseia na teoria construtivista que entende que o indivíduo constrói seu conhecimento e seus significado a partir da sua predisposição para realizar essa tarefa. Ou seja, o Mapa Conceitual serve como instrumento para facilitar a apreensão de algo que é sistematizado em conteúdo significativo.

O Mapa Conceitual se baseia em figuras geométricas, ao apontar os conceitos centrais que serão interligados. O uso de figuras pode estar vinculado a determinadas regras como, por exemplo, a de que conceitos mais gerais, mais abrangentes, devem estar dentro de elipses e conceitos bem específicos, dentro de retângulos. Mas, segundo Moreira (1998), isso é irrelevante. Em princípio, figuras nada significam em um Mapa Conceitual, assim como nada significam o comprimento e a forma das linhas, ligando conceitos num desses diagramas, a menos que estejam acopladas a certas regras. O fato de dois conceitos estarem unidos por uma linha é importante porque significa que há uma relação entre eles, mas o tamanho e a forma dessa linha são, a priori, arbitrários. Definem-se, então, certas diretrizes para traçar Mapas Conceituais, como a regra das figuras ou a da organização hierárquica piramidal, mas trata-se de diretrizes contextuais, ou seja, válidas, por exemplo, para uma pesquisa ou para uma determinada situação.

Não há regras gerais fixas para o traçado de mapas de conceitos. O importante é que o mapa seja um instrumento capaz de evidenciar significados atribuídos a conceitos e relações entre conceitos no contexto de um corpo de conhecimentos. Assim, se o pesquisador do mapa une dois conceitos, através de uma linha, ele deve ser capaz de explicar o significado da relação que vê entre esses conceitos. Uma ou duas palavras-chave escritas sobre essa linha podem ser suficientes para explicitar a natureza dessa relação. Os dois conceitos mais as palavras-chave formam uma proposição e esta evidencia o significado da relação conceitual (MOREIRA, 1998). Por essa

razão, o uso de palavras-chave sobre as linhas conectando conceitos é importante, mas esse recurso não os torna auto-explicativos.

O software utilizado nesta pesquisa foi o “CMap Tools” do IHMC – Institute for Human Machine and Cognition25. Esse software permite aos usuários construir, navegar, compartilhar e criticar modelos de conhecimento representados como Mapas Conceituais.

4.2.1 Regras de estruturação do mapa conceitual

As regras utilizadas para estruturar o Mapa Conceitual, nesta pesquisa, baseiam-se nas seguintes diretrizes:

1. O conceito central que foi analisado está centrado no Mapa Conceitual e está escrito em letras maiúsculas e negrito. Todas as nomeações das figuras subjacentes ao conceito central, como também a descrição das ligações entre as figuras, estão escritas em letras minúsculas. O conceito central está representado como elipse.

2. Em torno do conceito central estão distribuídos os termos utilizados para sua formação, escritos em letras minúsculas, mas com inicial maiúscula. A linha que une o conceito central aos termos adjacentes recebe a descrição “utiliza termo”. O termo está representado como quadrado.

3. A direção da seta que liga o conceito central aos conceitos subjacentes vai do centro do mapa para as margens.

4. A distribuição dos conceitos e termos adjacentes foi alocada de forma a tornar a apresentação entre eles mais uniforme no mapa.

5. Cada conceito ou termo adjacente ao conceito central está associado a uma “Área de origem”, escrito em letras minúsculas, mas com inicial maiúscula. Essa figura representa de que área foi migrado o conceito que serviu de base para estruturar o conceito central. Essa ligação recebe a descrição “oriundo de”. A área está representada como quadrado.

6. Por fim, a cada área estão conectados os autores da (outra) área que foram utilizados para definir o conceito ou termo adjacente ao conceito central. Seus nomes estão escritos em letras minúsculas, com inicial maiúscula. Essa conexão está descrita pelo termo “autor”. O autor está representado como quadrado.

O exemplo da estrutura do Mapa Conceitual está representado na Figura 4.

No próximo capítulo, será feita a análise da migração conceitual, pela ótica da ADF. São apresentados os artigos que utilizam o conceito, a estrutura de formação desse conceito, a análise do interdiscurso em cada artigo e a comparação da forma de estruturação do conceito entre os artigos, como forma de identificação do ecletismo conceitual.