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2 Teoretiske perspektiver i avhandlingen

4 Et politi i endring

4.2 Et endret kriminalitetsbilde

A tabela que se apresenta de seguida traduz os dados obtidos relativamente ao número de

pisos dos edifícios. Na Figura 33 visualiza-se a imagem gráfica dos mesmos dados.

ELEMENTOS NOTÁVEIS Total

%

Sim 89 27,1%

Não 239 72,9%

Tabela 11 | Número de pisos dos edifícios (Inês Jerónimo, 2012)

Figura 33 | Número de pisos dos edifícios (Inês Jerónimo, 2012)

A análise dos dados apresentados permite-nos concluir que apenas um edifício no centro

histórico de Lapas apresenta quatro pisos. A distribuição entre um e três pisos é bastante

equilibrada sendo que a maioria dos edifícios existentes (65,5%) é constituída por dois

pisos.

Importa referir que parte dos edifícios que integram o quarteirão 28, correspondente à

fábrica do álcool, apesar de estarem classificados como tendo um piso, apresentam cérceas

bastante elevadas devidas às suas características de produção e armazenamento.

A Tabela 12 contém informação relativa à existência, ou não, de logradouro nos edifícios

em estudo. Os dados apresentam-se ainda, sob a forma de gráfico, na Figura 34.

Tabela 12 | Existência de logradouro (Inês Jerónimo, 2012)

NÚMERO DE PISOS Total %

1 Piso 51 15,5% 2 Pisos 215 65,5% 3 Pisos 61 18,6% 4 Pisos 1 0,3% T otal Geral 328 100,0% LOGRADOURO Total % Sim 109 33,2% Não 195 59,5% Sem dados 24 7,3% T otal Geral 328 100,0%

Figura 34 | Existência de logradouro (Inês Jerónimo, 2012)

Cerca de metade do edificado do núcleo histórico de Lapas não possui logradouro. Porém,

uma quantidade significativa (33,2%) beneficia desse espaço.

Deve referir-se que foi impossível aferir a existência de logradouro em vinte e quatro dos

edifícios em análise.

A Tabela 13 e a Figura 35 dizem respeito à utilização da cave dos edifícios em estudo.

Tabela 13 | Utilização da cave dos edifícios (Inês Jerónimo, 2012)

Figura 35 | Utilização da cave dos edifícios (Inês Jerónimo, 2012)

UTILIZAÇÃO - CAVE

Total

%

HP - Habitação Permanente 2 0,6% C - Comércio 1 0,3% S - Serviços 1 0,3% GAO - Garagem/Arrumos/Oficina 34 10,4% O - Outra 3 0,9% D - Devoluto 8 2,4%

Edifício sem Cave 279 85,1%

Mais de 85% dos edifícios em estudo não têm cave. Nos restantes, este piso tem a função

de garagem, arrumos ou oficina, existindo dois que funcionam como habitação, um como

comércio e também um como serviço. Os três edifícios cuja cave tem outra utilização são

as instalações sanitárias públicas e dois que, por se apresentarem parcialmente devolutos,

não foram incluídos na categoria de devolutos.

O tipo de ocupação feita nos pisos térreos do edificado do núcleo histórico de Lapas apre-

senta-se na tabela e gráfico seguintes.

Tabela 14 | Utilização do piso 0 dos edifícios (Inês Jerónimo, 2012)

Figura 36 | Utilização do piso 0 dos edifícios (Inês Jerónimo, 2012)

Os pisos térreos analisados correspondem maioritariamente a habitações, com grande inci-

dência na habitação permanente face à habitação temporária. É possível verificar que uma

UTILIZAÇÃO - PISO 0 Total %

HP - Habitação Permanente 138 42,1% HT - Habitação T emporária 5 1,5% C - Comércio 10 3,0% S - Serviços 8 2,4% GAO - Garagem/Arrumos/Oficina 41 12,5% O - Outra 29 8,8% D - Devoluto 96 29,3%

Edifício sem Piso 0 1 0,3%

grande parte dos pisos térreos se encontra devoluta e que um número significativo de edifí-

cios utiliza este piso como garagem, arrumos ou oficina.

Sabendo-se que este é o piso preferencial para instalação de comércio e serviços, pode

concluir-se que ambas as utilizações são muito escassas no núcleo histórico em estudo. No

total perfazem dezoito.

Importa referir que o único edifício que não apresenta piso térreo corresponde às instala-

ções sanitárias públicas, que funcionam numa cave, conforme se referiu anteriormente.

Acrescenta-se ainda que existe um conjunto de vinte e nove edifícios cuja utilização é

outra que não as anteriormente apontadas.

Nestes casos particulares estão incluídas as várias instalações que constituem a fábrica do

álcool, os lavadouros públicos, as sedes de algumas associações (SMUT, Escuteiros) e

grupos desportivos, a igreja, um celeiro e ainda os edifícios cujo piso térreo se encontra

parcialmente devoluto.

A Tabela 15 ilustra o tipo de utilização feita no piso 1 relativamente aos edifícios do zona

em estudo.

Os dados recolhidos apresentam-se ainda, graficamente, na Figura 37.

Tabela 15 | Utilização do piso 1 dos edifícios (Inês Jerónimo, 2012)

UTILIZAÇÃO - PISO 1 Total %

HP - Habitação Permanente 145 44,2% HT - Habitação T emporária 5 1,5% C - Comércio 2 0,6% S - Serviços 6 1,8% GAO - Garagem/Arrumos/Oficina 5 1,5% O - Outra 12 3,7% D - Devoluto 80 24,4%

Edifício sem Piso 1 73 22,3%

Figura 37 | Utilização do piso 1 dos edifícios (Inês Jerónimo, 2012)

A situação verificada neste piso é idêntica à encontrada no piso térreo. A maior diferença

diz respeito à utilização enquanto garagem/arrumos/oficina que, neste caso, compreende

apenas os arrumos, por motivos evidentes.

Na Tabela 16 e na Figura 38 apresentam-se os dados relativos à utilização do piso 2.

Tabela 16 | Utilização do piso 2 dos edifícios (Inês Jerónimo, 2012)

Figura 38 | Utilização do piso 2 dos edifícios (Inês Jerónimo, 2012)

UTILIZAÇÃO - PISO 2 Total %

HP - Habitação Permanente 20 6,1% HT - Habitação T emporária 1 0,3%

O - Outra 1 0,3%

D - Devoluto 13 4,0%

Edifício sem Piso 2 293 89,3%

Dos poucos edifícios com quatro pisos, mais de metade utiliza este nível como habitação.

Os restantes encontram-se devolutos e apenas um tem outra utilização (sala de ensaios).

O número de utilizações de comércio e serviços diminui à medida que se aumenta de piso

uma vez que, conforme foi referido anteriormente, o piso térreo é o mais favorável a este

tipo de instalação. Assim, constata-se que o piso 2 não é utilizado para este tipo de função.

Tabela 17 | Utilização das águas furtadas dos edifícios (Inês Jerónimo, 2012)

Figura 39 | Utilização das águas furtadas dos edifícios (Inês Jerónimo, 2012)

Apenas dez edifícios (3%) possuem águas furtadas. Dois encontram-se devolutos e os res-

tantes são utilizados como habitação permanente.

O estado de conservação da cave dos edifícios é apresentado na Tabela 18 e Figura 40.

Tabela 18 | Estado de conservação da cave dos edifícios (Inês Jerónimo, 2012)

UTILIZAÇÃO - ÁGUAS FURTADAS Total %

HP - Habitação Permanente 8 2,4%

D - Devoluto 2 0,6%

Edifício sem Águas Furtadas 318 97,0%

T otal Geral 328 100,0%

ESTADO DE CONSERVAÇÃO - CAVE Total %

B - Bom 9 2,7%

RV- Razoável 18 5,5%

M- Mau 18 5,5%

R - Ruína 2 0,6%

Edifício sem cave 281 85,7%

Figura 40 | Estado de conservação da cave dos edifícios (Inês Jerónimo, 2012)

Conforme se constata, a grande maioria dos edifícios (85,7%) não possui cave. Relativa-

mente aos que têm cave, dois encontram-se em estado de ruína e nove apresentam um bom

estado de conservação. Nos restantes, o estado de conservação da cave, distribui-se igual-

mente entre razoável e mau.

A Tabela 19 ilustra o estado de conservação do piso dos edifícios da zona em estudo.

Os dados recolhidos apresentam-se ainda, graficamente, na Figura 41.

Tabela 19 | Estado de conservação do piso 0 dos edifícios (Inês Jerónimo, 2012)

Figura 41 | Estado de conservação do piso 0 dos edifícios (Inês Jerónimo, 2012)

ESTADO DE CONSERVAÇÃO - PISO 0 Total

%

B - Bom 107 32,6%

RV- Razoável 117 35,7%

M- Mau 89 27,1%

R - Ruína 14 4,3%

Edifício sem piso 0 1 0,3%

Relativamente ao piso térreo, pouco mais de um terço dos imóveis apresentam um estado

razoável de conservação. Constatou-se que 32,6% dos edifícios estão em bom estado de

conservação. Os restantes ou estão mal conservados ou em ruína.

Tendo em conta o número de edifícios cujo estado de conservação razoável e bom, pode

dizer-se que, de um modo geral, os edifícios se encontram em situação satisfatória. Porém,

no terreno, a percepção que se tem é de um aglomerado com uma degradação mais signifi-

cativa que a revelada pelos resultados obtidos.

Na Tabela 20 e na Figura 42 apresentam-se os dados relativos ao estado de conservação do

piso 1 dos edifícios analisados.

Tabela 20 | Estado de conservação do piso 1 dos edifícios (Inês Jerónimo, 2012)

Figura 42 | Estado de conservação do piso 1 dos edifícios (Inês Jerónimo, 2012)

Para o piso 1 a situação é idêntica à observada no piso 0, exceptuando o facto de existir um

número mais elevado de edifícios apenas com piso térreo.

O somatório de edifícios com uma classificação positiva é de 55,8%, o que corresponde a

um total de cento e oitenta e três edifícios. Considerando que ao total devem ser subtraídos

os setenta e dois edifícios que não possuem piso 1, conclui-se que cerca de 71% dos pisos

se encontram em boa ou razoável situação.

ESTADO DE CONSERVAÇÃO - PISO 1 Total %

B - Bom 100 30,5%

RV- Razoável 83 25,3%

M- Mau 65 19,8%

R - Ruína 8 2,4%

Edifício sem piso 1 72 22,0%

A informação relativa ao estado de conservação do piso 2 do edificado do centro histórico

de Lapas é apresentada na tabela e gráfico que se seguem.

Tabela 21 | Estado de conservação do piso 2 dos edifícios (Inês Jerónimo, 2012)

Figura 43 | Estado de conservação do piso 2 dos edifícios (Inês Jerónimo, 2012)

Partindo do princípio que apenas trinta e cinco edifícios possuem piso 2, verifica-se que a

situação existente é também positiva, uma vez que apenas oito se encontram em mau esta-

do de conservação.

O estado de conservação das coberturas do edificado do núcleo histórico de Lapas apresen-

ta-se seguidamente, na Tabela 22, tendo correspondência gráfica na Figura 44.

Tabela 22 | Estado de conservação da cobertura dos edifícios (Inês Jerónimo, 2012)

ESTADO DE CONSERVAÇÃO - PISO 2 Total %

B - Bom 15 4,6%

RV- Razoável 13 4,0%

M- Mau 8 2,4%

Edifício sem piso 2 292 89,0%

T otal Geral 328 100,0%

ESTADO DE CONSERVAÇÃO - COBERTURA Total %

B - Bom 84 25,6% RV- Razoável 54 16,5% M- Mau 40 12,2% R - Ruína 14 4,3% Sem dados 136 41,5% T otal Geral 328 100,0%

Figura 44 | Estado de conservação da cobertura dos edifícios (Inês Jerónimo, 2012)

Relativamente ao estado de conservação das coberturas dos edifícios os resultados obtidos

não foram conclusivos. O elevado de número de casos em que foi impossível observar a

cobertura corresponde a 41,5% do total.

Nas situações em que se conseguiu averiguar o estado das coberturas, a maioria apresenta-

va um estado de conservação bom ou razoável, estando os restantes em ruína ou num esta-

do de degradação avançado.