3. EXPERIMENT 1
3.3 R ESULT D ISCUSSION
2.1.1
Hist´oria
O cientista Mark Weiser apresentou o termo ”computa¸c˜ao ub´ıqua” [63] pela primeira vez por volta de 1998, quando trabalhava como pesquisador chefe no centro de pesquisas1da
Xerox em Palo Alto, CA. Alguns dos primeiros artigos na ´area foram escritos por ele e outros pesquisadores do centro tais como o diretor do PARC e cientista chefe John Seely Brown. Weiser [63] propˆos tres formas b´asicas de dispositivos para sistemas ub´ıquos (i.e., dispositivos inteligentes ou smart devices): abas (tabs), t´abuas (pads)e quadros (boards). Dispositivos utilizados atualmente, tais como os celulares, tocadores de
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audio/v´ıdeo port´ateis, marcadores de RFIDs, navegadores Global Positioning System (GPS) e quadros interativos se baseiam nas trˆes formas b´asicas propostas por Weiser. Um dos primeiros sistemas ub´ıquos propostos foi o chamado ”Fio Vivo”ou ”Live Wire”, tamb´em conhecido como o ”fio pendurado”ou ”Dangling String” [64]. Este dispositivo foi instalado no centro de pesquisas da XEROX (PARC), respons´avel por informar a atividade ou indica¸c˜ao de tr´afego de rede atrav´es de um pequeno motor controlado por uma conex˜ao de rede. Este exemplo foi denominado por Mark Weiser de tecnologia calma. Outros dispositivos foram concebidos, tais como o Nabaztag [59], cart˜ao ativo ou Active Badge [62], o Media Cup [25] e a secret´aria eletrˆonica de bolinha de gude ou Marble Answering Machine [5].
2.2
Computa¸c˜ao Ciente de Contexto
A computa¸c˜ao ub´ıqua utiliza informa¸c˜oes do ambiente para a defini¸c˜ao do contexto e adapta¸c˜ao em sistemas em tempo real. Dey et. al [21] apresenta a computa¸c˜ao ciente de contexto como sendo um paradigma no qual aplica¸c˜oes possuem a capacidade de descobrir e utilizar informa¸c˜oes de contexto, tais como a localiza¸c˜ao, hor´ario do dia, pessoas e dispositivos pr´oximos, e atividades do usu´ario. Rossi et al. [45] apresenta a adapta¸c˜ao como sendo a capacidade de um sistema computacional ou um middleware em modificar seu comportamento em resposta `as mudan¸cas no contexto ambiental. Sendo assim, aplica¸c˜oes m´oveis e servi¸cos remotos podem utilizar informa¸c˜oes presentes no contexto para o provimento de servi¸cos e conte´udo tanto para o usu´ario quanto para aplica¸c˜oes m´oveis presentes no dispositivo.
A ciˆencia de contexto lida diretamente com as caracter´ısticas e informa¸c˜oes obtidas do ambiente, permitindo que sistemas computacionais reajam ou adaptem `as mudan¸cas ocorridas em fun¸c˜ao de usu´arios ou elementos externos. Estes sistemas [49] est˜ao principalmente preocupados com a aquisi¸c˜ao de contexto atrav´es, por exemplo, da utiliza¸c˜ao de sensores para a percep¸c˜ao de uma condi¸c˜ao, a abstra¸c˜ao e compreens˜ao do contexto (i.e., associando um est´ımulo sensorial percebido a um contexto), e o comportamento da aplica¸c˜ao baseado no contexto reconhecido, como por exemplo, habilitar atividades espec´ıficas para o usu´ario em fun¸c˜ao das informa¸c˜oes coletadas e inferidas.
Suponhamos um servi¸co de contexto para emergˆencias com o objetivo de gerenciar o atendimento a chamadas de emergˆencias em uma cidade ou munic´ıpio. No instante em que uma emergˆencia ocorre, ´e poss´ıvel coletarmos informa¸c˜oes de forma quase instantˆanea tais como a localiza¸c˜ao e o tipo de evento a ser tratado (i.e., sa´ude, seguran¸ca ou incˆendio). A partir da localiza¸c˜ao e o tipo informados, o servi¸co seleciona
2.3. Defini¸c˜ao de Termos Relacionados 17
uma unidade m´ovel de atendimento mais pr´oxima que esteja dispon´ıvel, levando em considera¸c˜ao fatores contextuais tais como a distˆancia, o tempo estimado para a chegada ao local da emergˆencia, condi¸c˜oes de clima (i.e., chuva, neve, etc.) e tr´afego. Na chegada ao local, a unidade m´ovel acrescenta informa¸c˜oes de contexto ao evento sendo tratado pelo servi¸co, tais como informa¸c˜oes adicionais sobre a condi¸c˜ao da v´ıtima, necessidades espec´ıficas que devem ser consideradas na chegada ao destino respectivo (i.e., hospital, delegacia ou corpo de bombeiros). Logo ap´os o posicionamento da v´ıtima `a unidade m´ovel (quando aplic´avel), o servi¸co seleciona o ldestino apropriado mais pr´oximo para um melhor tratamento do evento, podendo levar em considera¸c˜ao fatores como a distˆancia, tempo de trajeto, condi¸c˜oes de tr´afego e da v´ıtima (i.e., necessidades urgentes, vagas na Unidade de Tratamento Intensiva (UTI), etc.). Na chegada da unidade m´ovel ao seu destino, m´edicos presentes no pronto-atendimento ter˜ao acesso `as informa¸c˜oes coletadas da v´ıtima durante o ciclo de atendimento, mais especificamente as condi¸c˜oes do acidente, tempo ocorrido, dentre outras.
Aplica¸c˜oes m´oveis cientes de contexto e perfil de usu´arios tˆem se tornado um dos principais passos na evolu¸c˜ao da computa¸c˜ao m´ovel e ub´ıqua. A computa¸c˜ao ciente de contexto possibilita o uso de informa¸c˜oes de ambientes e do pr´oprio usu´ario para o provimento da adapta¸c˜ao em aplica¸c˜oes residentes nestes dispositivos. Esta adapta¸c˜ao ´e exigida por sistemas sens´ıveis ao contexto em situa¸c˜oes onde ocorrem mudan¸cas no comportamento da aplica¸c˜ao e do usu´ario. Alguns exemplos de mudan¸cas aplic´aveis incluem o temperamento do usu´ario m´ovel, hor´ario do dia, local, a conectividade e acesso a determinados tipos de redes de dados e voz, limita¸c˜oes na quantidade de energia dispon´ıvel no dispositivo durante o acesso, visualiza¸c˜ao de conte´udo (i.e., ´audio, v´ıdeo, texto) pelo usu´ario, dentre outros. Atrav´es da utiliza¸c˜ao destas informa¸c˜oes, diversos servi¸cos e atividades relacionadas ao contexto do usu´ario se tornam poss´ıveis e em alguns casos em tempo real.
2.3
Defini¸c˜ao de Termos Relacionados
Esta se¸c˜ao apresenta a defini¸c˜ao dos principais termos utilizados na defini¸c˜ao do problema e como estes est˜ao contextualizados no trabalho.