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4.   METODE OG VITENSKAPSTEORI

4.3   D ESIGN

O meu segundo contexto de estágio, a instituição B, é uma instituição privada com fins lucrativos, que foi fundada no ano letivo de 1992/1993. Esta situa-se numa zona maioritariamente constituída por habitações unifamiliares e pouca atividade comercial. Nesta instituição existem cinco valências distintas, sendo elas o berçário, a creche, o jardim-de-infância, o 1º CEB, o 2º CEB e o 3º CEB.

A equipa de sala era composta por uma educadora e uma auxiliar, que têm uma parceria com uma outra sala com crianças da mesma idade, onde existe também uma educadora e uma auxiliar. Para além de mim, na sala onde estagiei existia uma outra estagiária. Esta estagiária frequentava o curso profissional de apoio à infância e tinha apenas um dia de estágio por semana, mas já se encontrava a acompanhar o grupo pelo segundo ano letivo consecutivo.

O grupo de crianças desta sala era constituído por 18 crianças uma diagnosticada com necessidades educativas especiais. A meio do meu estágio juntou-se mais uma criança ao grupo, assim, os nove rapazes e as dez raparigas encontravam-se com idades compreendidas entre os três e os cinco anos. No entanto, segundo a política do colégio, as salas são compostas homogeneamente no que toca à idade, assim sendo, no seguinte ano letivo algumas crianças iriam mudar de sala e outras não.

Todas as crianças do grupo eram de nacionalidade portuguesa, apesar de algumas terem ascendentes diretos de outras nacionalidades, como a chinesa, a africana e a inglesa. Em relação ao nível socioeconómico, as famílias deste grupo de crianças pertenciam à classe média alta.

Seis das crianças do grupo apenas vieram para a instituição neste ano letivo, uma das delas apresentava necessidades educativas especiais, pelo que ainda se estava a adaptar à rotina da sala, e às atividades dirigidas e ao ritmo das outras crianças do grupo. A crianças que se juntou ao grupo a meio do meu estágio era uma criança que até à altura apenas tinha estado em casa, pelo que tinha pela frente todo um processo de adaptação às regras de sala, do colégio, rotina, adaptação ao grupo e à equipa.

No geral o grupo de crianças era caracterizado pela sua independência, gosto em partilhar experiências, boa disposição, gosto pela resolução de problemas, deleite em elaborar novos projetos e em ajudar os colegas. Tal como é referido no Projeto Curricular de Grupo (2013/2014) “é um grupo bastante dinâmico, interactivo e desinibido, com vontade de aprender, descobrir e explorar tudo o que os rodeia”.

No que toca à escolha da instituição, os encarregados de educação, quando questionados em entrevista, informam que têm preferência pelo mesmo devido à qualidade do ensino, à segurança que este oferece, ao número acrescido de atividades curriculares e extracurriculares e também às visitas de estudo (Projeto Educativo, 2013/2014).

O jardim-de-infância da instituição B segue linhas orientadas pela Lei de Bases da Educação Pré-Escolar, pelas Orientações Curriculares para a Educação Pré-Escolar, pela Metodologia de Projeto e algumas dinâmicas do Movimento da Escola Moderna (Projeto Educativo, 2013/2014). O jardim de infância pretende ajudar as crianças a

melhorar a “(...) compreensão do mundo que as rodeia (...)” e visa “(...) facilitar-lhes as aprendizagens formais da escola, sendo, assim, um caminho para o sucesso escolar e, mais amplamente, para o sucesso na vida” (idem).

A equipa pedagógica da sala onde fiquei era composta por uma educadora e uma auxiliar de educação, que trabalham juntas e acompanham o grupo – que tem vindo a sofrer alterações – desde o ano letivo 2010/2011. No que diz respeito às metodologias de trabalho da educadora, são utilizados, maioritariamente, alguns dos princípios do Movimento da Escola Moderna e também a metodologia de Trabalho de Projeto.

Em relação ao trabalho desenvolvido pela equipa educativa desta instituição pude perceber, em conversa com a coordenadora da creche e do jardim-de-infância, que existe um grande trabalho em equipa, quer nas linhas orientadoras de todos os projetos curriculares das salas, quer também na elaboração do projeto educativo do colégio. Em relação às reuniões de equipa de educadoras, estas realizam-se de duas em duas semanas, intercalando com as reuniões de auxiliares.

Segundo o Projeto Educativo (2013/2014), todas as ações nele realizadas assentam em específicos princípios orientadores tais como:

• Organizar práticas de aprendizagem variadas, para que sejam reconhecidas num futuro, através do sucesso escolar das crianças e jovens do colégio;

• Oferecer igualdades educacionais, promovendo processos formativos, autonomia e responsabilidade;

• Dar oportunidade de igual participação de toda a comunidade escolar, para que se promovam valores cívicos, comunitários e solidários; • “Promover a criatividade, o espírito crítico e a cooperação na

construção de projetos inovadores e sustentáveis” (idem).

As reuniões formais da equipa de sala eram inexistentes. A educadora e a auxiliar apenas se reuniam esporadicamente e discutiam, em conversas informais, algum trabalho que era necessário fazer, mas sempre quando as crianças se encontravam na sala, em brincadeiras livres ou durante alguma atividade dirigida. Já as reuniões das

equipas de creche e jardim-de-infância realizavam-se formalmente e normalmente de duas em duas semanas, alternando com as reuniões das auxiliares de educação.

Quanto ao acolhimento das crianças, este realizava-se das 7 horas até cerca das 9 horas da manhã, por duas auxiliares do jardim-de-infância que se encontravam no espaço-lúdico, sítio onde se juntavam todas as salas de jardim-de-infância (espaço no interior da instituição com alguns brinquedos) depois, a partir das 9 horas, horário em que as educadoras começavam a reunir nas respetivas salas, o acolhimento das restantes crianças já era feito nas salas, com um pouco mais de privacidade e intimidade.