Kapittel 3 Det nye vannet (1987) (roman)
3.2 Erosjonens seier
Segundo Vygotsky (2000), o elemento mediador ou o elo intermediário é o que se interpõe entre o ser humano e o mundo, podendo ser classificado em dois tipos: os instrumentos e os signos. Com os instrumentos, o homem é capaz de promover mudanças no mundo, a fim de fazer com que este mundo seja dominado por uma questão de poder, de
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domínio dos espaços ou meio de sobrevivência. Os signos, por sua vez, são definidos como sendo quaisquer objetos, formas ou fenômenos que representam algo diferente de si mesmos. A linguagem, por exemplo, é toda composta de signos: uma palavra representa um ou nos remete a um objeto concreto. Assim, o ser humano é capaz de construir representações mentais que substituem os objetos do mundo real. O ciberespaço é, por assim dizer, uma representação do mundo real; porém, nessa representação, é possível libertar-nos das demarcações de espaço e de tempo. Os signos e a linguagem simbólica são desenvolvidos pela espécie humana e têm funções similares às dos instrumentos: tanto os instrumentos de trabalho quanto os signos são construções da mente humana que estabelecem relação de mediação entre o homem e a realidade. Assim sendo, o desenvolvimento das representações ocorre, sobretudo, por meio das interações que, por sua vez, levam ao aprendizado. A linguagem possibilita que se estabeleçam relações mentais na ausência das próprias coisas, fazer planos e ter intenções. Essa característica é fundamental para a aquisição de conhecimentos, porque permite aprender por meio da experiência do outro. A interação tem, portanto, função central no processo de internalização e, por isso, o conceito de aprendizagem mediada confere um papel privilegiado ao professor.
Andrade & Vicari (2012, p. 259) pontuam que os participantes interagem entre si por meio da linguagem, visto que é o discurso que marca a presença dos personagens na comunidade virtual. A linguagem, então, é tida como um instrumento que deve servir como condutor da influência humana sobre o objeto da atividade. Nos ambientes de EaD, o aluno é orientado externamente e, sendo assim, os instrumentos de ensino e aprendizagem são modelados em toda e qualquer ferramenta com a função de mediação. Como exemplo disso, temos as ferramentas de “chat”, em que a linguagem utilizada para a comunicação adota recursos gráficos e mnemônicos para proporcionar interação, e Andrade & Vicari (2012, p. 259) sugerem que esses “símbolos, signos e palavras utilizados nestas ferramentas constituem um meio de contato social entre o ambiente computacional e os seus usuários”.
Para Vygotsky (2000), a linguagem é o instrumento mais complexo para se viabilizar a comunicação, porque, sem a linguagem, o ser humano não pode ser considerado nem social, nem histórico, nem tão pouco cultural. Desse modo, a linguagem estabelece nossa relação com os outros e, por isso, é importantíssima na constituição dos sujeitos, sendo, antes de tudo, social. Sua função inicial, portanto, é comunicativa e abrange a comunicação, a expressão e a compreensão. Essa função comunicativa está estreitamente combinada com o pensamento e, por isso, pode ser tratada como uma espécie de função básica porque, além de viabilizar interação social, ela organiza o pensamento.
Ao se conectar à Internet, o aluno matriculado em uma disciplina online tem acesso não só ao conteúdo disponibilizado pelo curso, mas, também, a diferentes ferramentas e fontes de informação, que podem facilitar o aprendizado e torná-lo mais proveitoso. Os hiperlinks favorecem os caminhos e, com apenas um clique, pode-se aprofundar um estudo ou redirecionar o rumo de uma busca. Siemens (2008) argumenta que o Conectivismo está fortemente focado na vinculação das pessoas com as fontes de conhecimento, e não simplesmente em tentar explicar como o conhecimento é formado em nossas cabeças. Quanto mais rapidamente o conhecimento se desenvolve, menos provável será a aquisição interna de todo o conhecimento. A interação da rede, o contexto e outras entidades (muitas delas externas) resultam em nova abordagem ou concepção de aprendizagem. A criação ativa de nossas próprias redes de aprendizagem significa aprendizado real, porque, desse modo, pode- se continuar a aprender e beneficiar da nossa rede, o que não é possível quando um curso tem um começo e uma data de término definidos.
Ainda sobre fontes de informação, Mostafa (2012) demonstra que o acesso a elas pode desenvolver, no aluno, senso crítico, por meio de meta-cognição, teste de hipótese e argumentação. Além disso, a busca de informações na Internet possibilita ao aluno o desenvolvimento do raciocínio, da capacidade de abstração, da habilidade de utilizar eficiente e eficazmente os diferentes motores de busca, e da destreza para acionar o melhor tipo de fonte para atender sua demanda de informação.
Uma plataforma de aprendizagem pode oferecer dois tipos de canais para a comunicação: a comunicação síncrona e a comunicação assíncrona. De acordo com Parloff & Pratt (2002), aulas, reuniões, oficinas e seminários eletrônicos podem ser ministrados tanto de maneira sincrônica (em tempo real ou chat) quanto assíncrona (quando as mensagens são enviadas e recebidas em intervalos mais espaçados). Em curso síncrono, apesar de possibilitar a reunião do grupo disperso espacialmente por determinado período, as mensagens podem ser superficiais e podem ocorrer problemas técnicos de conexão ou de acompanhamento de algum dos alunos; por isso, o ambiente assíncrono é o mais utilizado nos cursos online, porque permite que os participantes tenham a liberdade de escolher quando se conectarão ao curso, o que favorece participação mais significativa, pois os alunos têm mais tempo para executar a tarefa.
Perosa & Santos (2012, p. 229) pontua que a comunicação assíncrona permite que “cada sujeito na sua diferença possa expressar e produzir saberes, desenvolver suas competências comunicativas, contribuindo para e construindo a comunicação e o
conhecimento coletivamente”. Ao interagir com sua plataforma de ensino, os alunos passam a constituir o que Pierre Lévy denominou de “cérebro cooperativo”11
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