3 Teknologiutvikling og hurtig forsvarsinnovasjon hos utvalgte allierte nasjoner
3.2.3 Samarbeid med små og mellomstore bedrifter
3.2.3.3 Erfaringer med programmer rettet mot små og mellomstore bedrifter
Geotecnologias se inserem no cotidiano humano, na perspectiva acadêmica ou nas aplicações do dia a dia. Ao longo de revoluções técnico-científicas dos séculos XIX e XX, técnicas, tecnologias e equipamentos foram desenvolvidos com necessidades ligadas a aplicações militares, planejamento, gestão e estudos do meio ambiente, contribuindo diretamente para a evolução de tecnologias da geoinformação (SILVA, 2001).
Para compreensão de diferentes técnicas, método de aquisição, análise e processamento de dados geoespaciais, é necessário discutir aspectos basilares, inseridos no meio. De forma ampla, o geoprocessamento se compreende como técnica de processamento de dados georreferenciados, em meio computacional, utilizando-se de métodos estatísticos e matemáticos.
Nesse sentido, Xavier da Silva (2001, p. 06) indica que o geoprocessamento: “É um conjunto de técnicas computacionais que opera sobre bases de dados (que são registros de ocorrências) georreferenciados, para os transformar em informação (que é um acréscimo de conhecimento) relevante.”
Além da perspectiva de geoprocessamento como técnica, autores indicam paradigma de Ciência da Geoinformação (CÂMARA, 2001), em que o geoprocessamento transcende o caráter meramente tecnicista, compondo novo ramo do conhecimento científico de origem interdisciplinar.
Existem também termos diferenciados ligados ao regionalismo e/ou como determinadas áreas do conhecimento denominam o que seria geoprocessamento, a exemplo do conceito de Geomática ou Geoinformação:
Ciência que se utiliza de técnicas matemáticas e computacionais para a análise de informações geográficas, ou seja, informações temáticas “amarradas” à superfície terrestre, através de um sistema de coordenadas. No Brasil, os termos Geoprocessamento e Geomática se referem à mesma coisa, ou seja, Geoprocessamento é utilizado como sinônimo de Geomática. (ROSA, 2009).
Em relação ao termo SIG/GIS, existem acrônimos, sinônimos e conceitos distintos, no geral, denominado de Sistema de Informação Geográfica, podendo também ser apresentado como Sistema de Informações Geográficas, Sistema de Informações Georreferenciadas, Sistema Geográfico de Informação (SGI) e Geographic Information Science (GIS).
Ao longo da evolução do conceito e diferentes denominações, grande parte dos autores Maguire, D.J., Goodchild M.F., Rhind D.W. (1997); Burrough, P.A. and McDonnell, R.A. (1998); Longley, P.A., Goodchild, M.F., Maguire, D.J. and Rhind, D.W. (2005); Tomlinson, R.F., (2005) estruturam SIG em cinco elementos básicos: dados, hardware, software, pessoas e métodos/técnicas.
Na bibliografia clássica, sua estrutura teórica se baseia na interação entre interface, em que o operador insere e manipula dados, pelos mecanismos de entrada e integração dos dados, conceber a geração de produtos finais se dão pela visualização e plotagem. Operações de análise ocorrem por meio da consulta e análise espacial dos dados, e por fim, gerência dos dados espaciais se dá no banco de dados geográfico (Figura 4).
Figura 4 - Estrutural geral do Sistema de Informações Geográfica.
Fonte: CÂMARA (2001).
Câmara (2001) explica que a estrutura geral de banco de dados geográfico se dá pela inter-relação entre interface (usuário e programa), entrada e integração de dados (input), consulta e análise espacial (operações), visualização e plotagem (output) e gerência de dados espaciais (organização).
Rosa (2009), considera o SIG como:
Conjunto de ferramentas computacionais composto por equipamentos e programas que, por meio de técnicas, integra dados, pessoas e instituições de forma a tornar possível a coleta, o armazenamento, o processamento, a análise e a disponibilização de informações georreferenciadas, que possibilitam maior facilidade, segurança e agilidade nas atividades humanas, referentes ao monitoramento, planejamento e tomada de decisão, relativas ao espaço geográfico. (ROSA, 2009, p. 27)
É importante destacar que comumente SIG, são considerados apenas um programa, contudo este é apenas parte do conceito, pela sigla de programas conhecidos: ArcGIS, QGIS, gvSIG, etc.
As ferramentas computacionais, como Sistemas de Informações Geográficas (SIG), é de preciosa ajuda para estudo do espaço físico. A aplicação, no planejamento ambiental, é recurso de apoio importante, pois, possibilita correlacionar aspectos físicos, bióticos e antrópicos da paisagem, propiciando análise integrada de componentes, gestão com a espacialização dos fenômenos, simulações futuras, por meio da combinação de eventos de ocorrência provável, entre outras aplicabilidades (SILVEIRA, 2005).
Na relação entre aplicação de geotecnologias, para mapeamento, montagem do banco de dados e análise da paisagem, com base na geoecologia, é importante destacar que os sistemas formadores da paisagem são complexos e exigem multiplicidade de classificações, e podem se enquadrar perfeitamente em três princípios básicos de análise: genético, estrutural sistêmico e histórico, que se fundem em uma classificação complexa (RODRIGUEZ, 1994).
A aplicabilidade da escala em trabalho de Geoecologia é assim exemplificada por Rodriguez (1994):
Quadro 2 - Tipos de mapas, escala e tipologia.
Mapas Escala Tipologia
Muito detalhados 1:2.000 a 1:10.000 Fácies
Detalhados 1:10.000 a 1:100.000 Comarcas e Localidades Gerais 1:100.000 a 1:250.000 Localidades e Regiões
Muito gerais 1:250.000 a mais Tipos de Paisagem
Fonte: Rodriguez (1994)
Lima e Martinelli (2008) indicam que Sotchava (1978) orientou-se pelo parcelamento da natureza em unidades elementares de análise para resolução de problemas. Em seguida, pormenorizando e delimitando agrupamentos das unidades, caracterizadas pelos agregados de atributos, se elaborariam “cartas de paisagem”. Nessa perspectiva, Tricart (1965) pondera a classificação taxonômica como melhor noção geográfica de escala. A complexidade da taxonomia destaca os problemas da classificação global das paisagens (BERTRAND, 1971). No caso da compartimentação do relevo, a taxonomia da paisagem proporciona sua classificação e análise. Em todas as paisagens, a dualidade suporte-cobertura, se manifesta e a percepção global imediata corresponde à intercalação dos elementos fundamentais (DELPOUX, 1974).
O Quadro 3, indica os estágios e escalas de representações cartográficas que devem ser referenciais na elaboração de mapeamentos da paisagem através da metodologia geoecológica.
Quadro 3 - Estágios de projeção e escalas utilizadas conforme sistema administrativo. SISTEMA TERRITORIAL ADMINISTRATIVO ESTÁGIO DE PROJEÇÃO
ESCALA NÍVEL DE INFORMAÇÃO MATERIAIS FÍSICO
GEOGRÁFICOS
País Esquema geral 1:5.000.000
1:1.000.000 Regionalização físico-geográfica (países, zonas e subzonas) Estado, região Econômica Esquema regional 1:1.000.000
1:500.000 Regionalização físico-geográfica Mapa paisagístico tipológico em pequena escala
Grupos de Distritos Esquema de
planejamento regional
1:300.000 Mapa de paisagem em escala média
Regiões físico-geográficas, mapa de processos físico-geográficos atuais (difusão) Distritos, Grupos de Regiões Projeto de planejamento regional 1:100.000 1:50.000
Mapa de paisagem em escala média (localidades) Mapas de intensidade dos processos
Mapas avaliativos Região Administrativa Fundamentação técnico-
econômica do plano geral 1:50.000 1:25.000 Mapas de paisagens (localidades, comarcas) Mapas de prognóstico
Povoados, Cidades Plano Geral 1:25.000 1:5.000
Mapas de paisagens (comarcas fácies)
Localidade Projeto de planejamento regional
1:2.000 e maior Mapas de paisagens (estados fácies)
Caracterização de seus regimes naturais-estabilidade
Fonte: Shishenko (1988) apud Rodriguez, Silva e Cavalcanti (2016).