3. Giftighet og effekter ved bruk av kjemisk dispergert olje
3.1 Erfaringer fra andre ulykker der en har brukt dispergeringsmiddel for oljebekjempelse
O verbo é um tipo de vocábulo concebido como uma classe de palavras ampla e complexa. Bechara (2014) define verbo como “a unidade que significa ação ou processo, unidade esta organizada para expressar o modo, o tempo, a pessoa e o número” (BECHARA, 2014, p.58).
Do ponto de vista mais especificamente semântico, Mattoso explana que, essa classe de palavras (verbo) representa ‘processos’, sequenciados no tempo (MATTOSO, 2004, p.78). Em relação à morfologia, o autor trata o verbo como uma das classes de vocábulos flexionais no Português. Mattoso afirma que nos verbos:
figuram duas noções muito diferentes que se completam para flexionar o vocábulo verbal. Uma, para designar o “tempo”, ou ocasião da ocorrência do que o verbo refere, do ponto de vista do momento da comunicação. A outra, que se lhe segue, indica, dentro do vocábulo verbal, a pessoa gramatical do sujeito. No sufixo flexional de tempo verbal, há acumulação da noção de “modo” (indicativo, subjuntivo, imperativo), e, num tempo do pretérito, a do aspecto inconcluso, ou “imperfeito”, do processo verbal referido. Por sua vez, a flexão de pessoa gramatical implica, automaticamente, na indicação do número, singular ou plural, do sujeito (MATTOSO, 2004, p.85, 86).
No trecho acima, o autor descreve as flexões de tempo e pessoa. Para os propósitos dos estudos e análises deste trabalho, iremos nos ater às flexões temporais, incluindo aspecto e modo, conhecidas como TAM, que serão discorridas mais profundamente na seção 3.2 O Sistema TAM.
Partindo para a descrição funcional do verbo, esta pode ser feita ainda alinhada a questões morfo-semânticas. Ilari e Basso (2014, p.66) apresentam funções do verbo relacionadas à sua
morfologia (radical e desinências). As funções do verbo apresentadas pelos autores que se mostram relevantes para nosso trabalho aqui são:
- O verbo proporciona a “matriz” para a construção de sentenças. É a partir do verbo que há certos espaços a ser preenchidos, como o agente e o tema, por exemplo.
- O verbo estabelece perspectiva e os tipos de participação dos “referentes dos sintagmas nominais que acompanham o verbo” (ILARI; BASSO, 2014, p.66).
- Nas desinências verbais, há informações bem relevantes sobre o tempo, não o tempo extra-frase, mas o tempo da sequenciação dos eventos descritos, uma informação dêitica que tem como base o momento da fala. (ILARI; BASSO, 2014, p.67).
- Os verbos apresentam “momentos”, alguns verbos são pontuais outros, não (ILARI; BASSO, 2014, p.68).
- A partir de suas desinências, essa classe palavras também apresenta aspecto, modo e voz (ILARI; BASSO, 2014, p.68, 69).
Sobre a questão de voz verbal, é interessante ressaltar que ela tradicionalmente é vista como indicadora de agentividade ou falta de agentividade do sujeito. Lembra-se aqui que o esperado é que, em narrativas, as sentenças de Figura apresentem sujeitos agentivos. Ilari e Basso defendem uma visão mais abrangente de voz verbal em que consiste na “possibilidade de colocar em evidência (no centro da atenção, como se tem dito) ora este, ora aquele participante do processo pelo verbo” (ILARI; BASSO, 2014, p.69).
Na descrição do verbo, é de grande importância tratar de perífrases verbais. O tópico surge quando se levanta a questão: o que pode ser considerado verbo. Ilari e Basso (2014) tratam essa questão como paradigma verbal. O verbo vai até que parte de uma sentença? Ele, por exemplo, tem indicação de tempo, contudo a sentença pode formalizar essa informação por meio de outras palavras, como um advérbio. O verbo pode apresentar-se em novas perspectivas dependendo das palavras que o acompanham. Enunciar “Estou feliz” e “Estou indo” apresentam duas significações diferentes para o verbo “estar”, de estado e de processo, respectivamente. No primeiro exemplo “Estou feliz” não há perífrase verbal, apenas predicação do sujeito, já no segundo exemplo “Estou indo” há perífrase verbal indicando um processo contínuo de ação verbal. Dessa forma, conclui-se
ser relevante tratar das perífrases verbais, pois essas perífrases surgiram no texto bíblico de Jonas analisado neste trabalho.
Ilari e Basso (2014) definem as perífrases verbais como
construções em que, além do lexema do verbo e de uma primeira desinência, intervém outro verbo (com seu próprio radical e sua própria desinência) que assume funções tipicamente gramaticais. É o caso dos verbos “auxiliares” tradicionalmente reconhecidos pela gramática – ser, ter e haver, mas também de outros verbos “auxiliantes” que contribuem para enriquecer as opções de tempo (vou viajar amanhã, acabo de chegar), de modo (ele viajou e não avisou, só pode
ser isso)” (ILARI; BASSO, 2014, p.70)
Os verbos se apresentam em sequência para formarem uma unidade. Nessa união, um dos verbos perde seu sentido pleno para se unir a outro, trazendo informações de tempo, modo e aspecto. Esse verbo é denominado auxiliar e sofre processo de gramaticalização, o “processo pelo qual uma palavra de sentido pleno passa a palavra gramatical” (ILARI; BASSO, 2014, p.79). O verbo que segue o auxiliar é visto como a parte lexical da perífrase verbal, ele é denominado verbo pleno, pois mantém seu sentido.
Bechara enuncia que a locução verbal, outro nome para a perífrase verbal, consiste na “combinação das diversas formas de um verbo auxiliar com o infinitivo, gerúndio ou particípio de outro verbo que se chama principal. ” (BECHARA, 2014, p.63). O autor ainda reforça a característica gramatical do verbo auxiliar ao explicar que é esse verbo que será flexionado em pessoa, número, tempo e modo; o verbo principal, ou lexical, se manifesta apenas em uma das formas nominais do verbo. Segundo Bechara, as locuções verbais podem ser utilizadas para formar os tempos compostos ou a voz passiva, também funcionam para determinar mais claramente o aspecto verbal, ou para indicar a forma de realização da ação do verbo, por exemplo, necessidade (“preciso estudar”), possibilidade (“posso estudar”), ou desejo (“quero estudar”)22, etc.
Ilari e Basso (2014) tratam as formas perifrásticas como “formas verbais mais amplas do que a palavra” (ILARI; BASSO, 2014, p.73). Eles também acrescentam que “o verbo auxiliar não entra na sentença como um ‘segundo verbo’, (...) o verbo auxiliar sempre se combina com um verbo de sentido pleno formando uma unidade que, do ponto de vista sintático, equivale a um verbo ‘simples’” (ILARI; BASSO, 2014, p.79). Ilari e Basso apresentam as frases “João tem viajado”,
“João tem alugado sua chácara” (ILARI; BASSO, 2014, p.78 – Grifo nosso) e “João foi visto pela polícia” (ILARI; BASSO, 2014, p.80 – Grifo nosso) como exemplos de perífrases verbais. Dessa forma, ao aparecer nos dados de análise deste trabalho formas verbais perifrásticas que podem ser compreendidas como um verbo simples, estas foram consideradas e classificadas como um único verbo e, consequentemente, presentes em uma única unidade oracional.
O versículo 5 do primeiro capítulo de Jonas na NVI exemplifica uma ocorrência de perífrase verbal:
Jonas 1.5 (NVI): “Todos os marinheiros ficaram com medo e cada um clamava ao seu próprio deus. E atiraram as cargas ao mar para tornar mais leve o navio. Enquanto isso, Jonas, que tinha descido para o porão e se deitado, dormia profundamente.”.
É possível ver que a sequência “tinha descido” é compreendida como uma unidade oracional só. Os verbos “tinha descido” compõem uma perífrase verbal, pois apresentam um único sujeito, podem ser transformados em um verbo simples no pretérito mais-que-perfeito do Indicativo “descera”, e, além de tudo, na outra versão bíblica utilizada, ARC, essa unidade oracional foi descrita como um verbo simples, a saber, “desceu”, como se pode constatar abaixo:
Jonas 1.5 (ARC): “Então, temeram os marinheiros, e clamava cada um ao seu deus, e lançavam no mar as fazendas que estavam no navio, para o aliviarem do seu peso; Jonas, porém, desceu aos lugares do porão, e se deitou, e dormia um profundo sono.”.
A categoria verbo se amplia também com suas formas nominais, a saber, gerúndio, particípio e infinitivo. Essas formas não apresentam marcação de tempo e podem atuar como nomes se não estiverem em perífrases verbais. No caso de perífrases verbais, as formas nominais atuam como o segundo verbo, o verbo lexical da perífrase. Bechara (2014, p.60) alega que essas formas podem atuar como nomes. O autor elenca os papéis que as formas nominais podem exercer: - A função de substantivo pode ser exercida por um verbo no infinitivo, por exemplo: “O avançar da hora me preocupa” = O avanço da hora me preocupa.
- A função de adjetivo pode ser exercida por um verbo no particípio, por exemplo: “O cabelo penteado fica mais elegante”.
- A função de advérbio ou de adjetivo, novamente, pode ser exercida por um verbo no gerúndio, por exemplo: “Terminando o jogo, iremos embora” = Quando houver o término do jogo, iremos embora.
Entretanto, as formas nominais não aparecem somente como nomes quando não estão em uma perífrase verbal. Há ocorrências de formas nominais criando uma unidade oracional à parte de outra com verbo finito, podendo indicar propósito, modo/performance, causa, consequência de outra ação, por exemplo. Nessas ocorrências, a forma nominal não forma a noção de um verbo simples com outro verbo finito, mas de fato entra como outro verbo formando nova sentença. As sentenças abaixo, extraídas das versões bíblicas estudadas neste trabalho, exemplificam essas ocorrências:
Jonas 1.3 (NVI): “(...)embarcou para Társis, para fugir do Senhor”.
Jonas 1.3 (ARC): “E Jonas se levantou para fugir de diante da face do SENHOR para Társis; e, descendo a Jope, achou um navio que ia para Társis (...)”.
As duas sentenças grifadas se apresentam como unidades oracionais distintas das unidades que as antecedem, elas indicam causa, no exemplo da NVI, e localização, no exemplo da ARC. Por isso, elas foram consideradas, neste estudo, como outra unidade oracional, mesmo apresentando somente a forma nominal do verbo. Por se constituírem como unidades oracionais à parte, esses tipos de ocorrências também foram considerados e analisados segundo as categorias Tempo, Aspecto e Modo verbal neste trabalho.
Consideradas as principais caracterizações de um verbo, é relevante para este trabalho descrever o sistema TAM. Por meio de Tempo, Aspecto e Modo verbal, as sentenças de Figura e de Fundo são ainda mais claramente diferenciadas. A seção 3.2 discorre sobre essas categorias verbais.