À “Casa Segura” deve-se aplicar de tal forma os 7 Princípios do desenho universal que ao morador ou visitante que nela penetrar, o faça como que visualizando-a como uma casa normal. Este é um preceito importante da Casa Segura (BARROS, 2000).
Porta da Frente (Externas):
Deve ser fácil de abrir para qualquer um, seja uma pessoa chegando em casa com as mãos ocupadas ou uma pessoa idosa com bengala. São os mais variados tipo de fechaduras. Dos mais simples aos mais sofisticados. Incluem trincos, ferrolhos, tranquetas e outros tipos de sistemas que visam assegurar a segurança da casa. A maçaneta deve ser do tipo alavanca. É mais fácil de ser manipulada que as do tipo redonda, seja por uma criança, ou por uma pessoa
com artrite ou outra deficiência de movimento nas mãos. Uma instalação de fechadura acima da maçaneta, facilita o acesso ao cilindro. Trincos de segurança do tipo deslizante são também fáceis de serem manuseados. Cartões magnéticos ou fechaduras de controle remoto, ativados á distância estão sendo, cada vez mais, utilizados.
As dobradiças devem ser de mola ou mola aérea. O idoso ao passar, não precisará voltar para fechá-la. O espaço do piso ao lado da porta deve prever a aproximação de uma pessoa com cadeiras de rodas, ou andador, que tem necessidade de um espaço maior para manobras de aproximação para abrir a porta. 50 a 60 centímetros ao lado da porta são suficientes. Na impossibilidade desse espaço é importante se adotar um controle automático da porta. Caso seja térrea é importante que a entrada esteja próxima e de fácil acesso ao local de desembarque, seja garagem ou passeio. O piso externo deve ser do tipo antideslizante. Na entrada, caso o piso da casa seja mais alto, deve sempre existir uma rampa de acesso para facilitar o movimento de cadeiras de roda e bengalas e aliviar o esforço despendido ao se utilizar degraus. Caso seja uma soleira, deve ter uma pequena rampa na direção do desnível impedindo tropeços. Capachos e tapetes devem ser abolidos. Caso seja necessários devem ser colocados em rebaixos, alinhados ao piso e sempre pregados ou colados. Toda porta externa deverá ter uma proteção contra intempéries (pequenas marquises, toldos etc.).
Segundo a NBR 9050 (ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS, 2001), a porta deve ter, no mínimo, 80cm de largura. O ideal é que sejam até um pouco mais largas. Caso sejam de duas folhas, uma delas deve ter 80cm. Existem dobradiças que garantem uma abertura de 90º, medida que permite um vão livre maior.
Não esquecer a iluminação externa e a adoção de olho mágico ou visor. O olho mágico deve ser colocado a 1.35m do piso. Para pessoas que usam cadeiras de rodas o ideal fica em torno de 1.00m
Portas Internas:
Devem ser pivotantes ou de correr. Caso não haja a necessidade de trancá-las, deve-se usar somente a alavanca que ajuda a puxá-las.
Salas de Estar e Jantar:
As salas devem ser simples, conter mobiliário de uso corrente, eliminando-se móveis e objetos supérfluos que possam trazer riscos, como banquetas ou mesinhas muito baixas e tapetes soltos. Caso sejam utilizados devem ter cores e texturas contrastando com as dos pisos
e paredes que delimitam bem a área de uso de cada um. A superfície deve ser fosca e lavável. Os móveis devem ter bordas arredondadas para diminuir cortes e contusões.
As paredes devem servir de estímulo ao idoso. Cores neutras são mais garantidas mas hoje existe uma grande quantidade de cores alegres que devem ser usadas desde que mantenham a luminosidade dos ambientes.
A iluminação deve ser mais forte, uniforme e antiofuscante. Tanto superfícies de trabalho como a mesa de refeições devem ter iluminação dirigida para facilitar a concentração. Os idosos em geral são mais sensíveis ao ofuscamento e mais lentos na adptação às diferentes luminosidades. Assim, o nível de iluminação deve ser 3 vêzes maior que o normal, contínuo (vários pontos de intensidade, ao invés de um único) e antiofuscante.
Mobiliário:
Sofás e cadeiras, sem perder a funcionalidade e o conforto, tem que transmitir segurança, com assentos mais altos (45 a 50cm do chão) e braços não muito macios, com intensidade moderada. Cadeiras de apoio devem ter espaldar mais alto. Mesas de telefone e mesas laterais de apoio não devem ter quinas vivas, nem tampos quebráveis e cortantes, como as de vidro, mármores ou granitos. Abajur e luminárias devem ser de material inquebrável.
Estantes e outros móveis devem ser bem firmes, presos ao chão ou paredes e não devem conter objetos muito pesados ou de vidro.
Aparelhos de TV e Som devem possibilitar uso confortável e fácil. Devem possuir controle remoto, para que o próprio idoso faça valer suas preferências sem precisar se deslocar constantemente e pedir ajuda a alguém.
Na Mesa de Jantar é preferível que as cadeiras sejam sem braços, porém firmes. A altura deve ficar entre 72 e 75cm. As bordas das mesas devem ser arredondadas e o tampo de preferência em material lavável. Objetos e utensílios usados nas refeições devem ser de plástico, ou aço inox, inquebráveis e cores contrastantes. Os talheres de metal com desenho largo, não muito pesados, que facilitem os movimentos inerentes a alimentação. Em torno da mesa de jantar deverá ter espaço suficiente para uma movimentação sem restrições e observados espaços para usos de pessoas em cadeiras de rodas.
São recomendáveis interruptores com desenho que facilitem a manipulação, por toque de mão ou cotovelo, instalados a uma altura de 1.10m a 1.20m, ideais para o uso tanto de adultos como de crianças. Indivíduos idosos geralmente apresentam dificuldades na elevação dos braços e as suas articulações superiores também apresentam diminuição de movimentos.
Evitar sempre que fios, elétricos ou de telefone, fiquem soltos pelo perigo que representam. Fios soltos são responsáveis por uma quantidade muito grande de acidentes caseiros como quedas, por exemplo.
Tomadas devem ficar a uma altura de torno de 45cm do piso. Esta altura permite ao idoso alcançá-la, sem necessidade de abaixar-se demais e também diminuindo a possibilidade de que tentem desligar aparelhos puxando pelo fio e não pela tomada. Atitude altamente condenável pelo que pode provocar de curtos-circuitos a incêndios.
O manuseio de fios e tomadas também pode ser resolvida com uma medida técnica muito utilizada nas modernas residências: os abjures são ligadas a tomadas, interligadas a interruptores próximos da entrada/saída. Assim, a pessoa pode entrar e acender o abajur ao mesmo tempo em que aciona o ponto de luz no teto. Fazendo o movimento inverso ao sair sem necessidade de abaixar-se nas duas operações.
Outra medida que facilita muito a movimentação interna, permitindo que as luzes sejam acesas e apagadas ao longo do caminho, na entrada ou saída, é a adoção de interruptores do tipo three way. Um outro avanço tecnológico são os sensores de presença e outros dispositivos eletrônicos que podem acionar, acendendo ou apagando, as luzes com a simples presença ou ausência do morador.
As áreas de circulação devem ser providas de lâmpadas que se acendem automaticamente quando diminui o índice de iluminamento do cômodo, permanecendo acesas até que este índice atinja níveis aceitáveis e seguros.
A maior parte dos acidentes domésticos, como quedas e outras ocorrências, ocorre no período noturno, fator que aumenta a importância da iluminação. O caminho quarto/banheiro é onde acontece a maioria das quedas, provocando fraturas nos idosos. Evitar a todo custo as áreas de sombra assim como os pontos de luz cent nos quartos. O uso de reguladores de luz –
dimmers – nos interruptores minimiza fatores de ofuscamento e diferenças entre áreas
iluminadas e escuras, facilitando a vida da pessoas idosa.
Convém manter lâmpadas de emergência ou uma lanterna comum a pilha nas proximidades da cama. Evitar o uso de velas. O manuseio de fósforos para acender a vela, numa situação de escuridão, ou causar problemas sérios aos idosos como incêndios.
Importante personalizar o ambiente. Tal atitude gera o sentimento de pertinência ao local, contribuindo para a manutenção da identidade, controle da situação e auto-estima do idoso.
Os pisos devem ser antiderrapantes, tipo madeiras tratadas com resinas foscas, pisos sintéticos, pedras foscas (principalmente em climas quentes). Tapetes antialérgicos e baixos, de preferência desprovidos de pelo.
A luz natural, a ser filtrada através de persianas externas ou internas, deve estar presente no ambiente da casa. As janelas deverão se de fácil manuseio, material leve, como PVC e/ou alumínio. Em residências térreas é importante manter o idoso em contato com o exterior, adotando-se peitoris mais baixos, ou transparentes, feitos de materiais resistentes, que possibilitem ao idoso um interação com o ambiente externo, mesmo sentado num sofá ou cadeiras de rodas. Para apartamentos recomenda-se adoção de varandas e terraços.
Quartos:
Portas com no mínimo, 0,80m.
Armários de roupa devem possuir portas leves, fáceis de fechar e abrir e sistema de troca de ar (poderá ser de treliça ou telas).
Puxadores devem ser do tipo alça ou alavanca. Evitar os do tipo botão.
Cabideiros deverão ser colocados em posição mais baixa que a usualmente utilizada, permitindo que os idosos retirem as roupas sem precisar se abaixar muito ou esticar os braços para cima. Processo doloroso para quem tem problemas de articulação.
As gavetas devem possui a sua parte da frente em acrílico transparente para permitir ao idoso identificar logo o conteúdo das mesmas. Devem trabalhar sobre deslizantes sintéticos que permitam a abertura e o fechamento de forma suave e delicada. Devem possui trava para evitar que, ao serem puxadas, saiam das corrediças e caiam, provocando algum acidente.
Prateleiras podem ser colocadas em alturas variáveis. Deve-se deixar furos que permitam alturas diferentes.
Prevê iluminação interna dos armários. Normalmente as luminárias do teto ficam atrás das pessoas que utilizam os armários, criando zonas de sombra que impedem uma boa visualização.
A cama deve ser projetada de acordo com a pessoa que a utiliza. O colchão e sua altura variam de acordo com o tipo físico e peso do usuário. Deve ser espaçosa (1.50m mínimo) e altura entre 0.45m e 0.50m. A pessoa sentada na beira da cama deve ter a possibilidade de por os pés no chão, evitando a hipotensão postural (tontura) que pode causar quedas ao se levantar. Deve possuir uma cabeceira que permita ao idoso recostar-se com facilidade e sem esforço adicional.
As mesas de cabeceira são um acessório importante. Mantêm ao alcance das mãos do idoso todos os materiais que ele possa precisar durante a noite ou nos períodos de descanso. Devem estar 10cm mais altas do que o colchão, evitando que, durante o sono, a pessoa caia sobre a mesinha ou desloque os objetos de cima dela com os travesseiros. Deve ser presa à cama, à parede ou no chão, de forma tal que possa também ser usada como apoio para se levantar.
O quarto deve ter calefação (em climas frios), ar condicionado ou ventilador de teto no sentido de manter a temperatura dentro de padrões aceitáveis. Pode-se usar também o peitoril
ventilado para possibilitar a ventilação natural e fluxo de ventilação pela fórmula: Entrada de
Ar = Saída de Ar ou Entrada de Ar < Saída de Ar. Utilizando-se armários (vazados nos dois lados) e bandeiras de porta para permitir a circulação do ar.
O abajur deve ser fixado à mesa de cabeceira, ou parede, para evitar quedas e ter uma altura compatível com a posição de leitura preferida pelo idoso.
Os interruptores (luz no teto, abajur e os demais) devem ser colocados ao alcance das mãos, mesmo o idoso estando deitado. Os do tipo three way são os mais indicados para evitar que as pessoas precisem se levantar para apagar as luzes antes de dormir e também acionar, da cama, a iluminação dos corredores e banheiros. Um luz noturna baixa, 0.45cm deve permanecer permanentemente acesa.
Sistema de controle de voz, tipo “viva voz” são opcionais quando se tratar de idoso assistido por familiares e acompanhantes.
Janelas no mesmo padrão das salas. Devem permitir um ambiente com menos ou mais luz. Evitar cortinas pesadas. Estas podem ser acionadas por controle remoto.
Uma cadeira ou poltrona deverá ficar perto do armário, permitindo que a pessoa sentada tenha condições aceitáveis de calçar meias e sapatos.
Usar pisos antiderrapantes, laminados, sintéticos ou madeiras, sempre com superfície fosca par evitar reflexos que podem comprometer a visão do idoso.
Banheiros:
Um dos locais da casa onde se exige maiores cuidados no sentido de garantir segurança para os usuários idosos. É o cômodo residencial onde ocorrem os acidentes mais graves.
Ao longo do processo de urbanização do país teve sua área sensivelmente reduzida, principalmente quando houve a mudança na forma de morar e grande parte da população brasileira trocou a casa pelo apartamento.
O banheiro deve ser ligeiramente mais largo para acomodar a entrada de uma cadeira de rodas ou bengala, com acesso ainda para que outra pessoa possa entrar no recinto para ajudar um cadeirante ou, por exemplo, uma criança nas suas atividades higiênicas.
O Brasil já dispõe de toda tecnologia necessária para se instalar os equipamentos de segurança exigidos pela NBR 9050. Tanto para adaptação aos antigos banheiros como em novas unidades.
A banheira só deve existir em um banheiro se houver espaço para um box de chuveiro
independente. Utilizar a banheira como box, ao mesmo tempo, é muito perigoso por causa da superfície lisa e do espaço muito estreito.
Para facilitar pessoas com cadeiras de rodas, torneiras e comandos da banheira devem ficar na parede externa, simplificando o acesso de outras pessoas.
As barras de apoio devem ficar, em relação à banheira, nas seguintes posições: [a] horizontal: fixada a 20cm de altura em relação à borda da banheira; [b] vertical: fixada na parte externa também a 20 cm da borda da banheira.
O chuveiro deve ter altura ajustável, para cima ou para baixo. O recurso da ducha para chuveiro removível do tipo telefone é aceitável, pois pode ser deslocado para diversas posições. O registro de abertura do chuveiro deve ser do tipo monocomando alavanca, colocado à 1.00m do piso.
Saboneteiras ou porta shampoo, devem ser substituídos por recipientes para sabonete líquido, fixados à parede, numa altura de 1.20m no máximo. Evitar prateleiras de vidro ou de todo apoio saliente, cortante com quinas vivas.
Porta-Toalhas deve ficar próximo ao boxe. Podem servir também de barras de apoio quando houver exigüidade de espaço para colocar o porta-toalhas e a barra de apoio exigida.
Bacias Sanitárias tem como regra geral, tradicional, altura de 38cm. Para atender pessoas com dificuldade de locomoção exige-se que esta altura seja aumentada para 46cm, possibilitando maior conforto ao sentar. Duas opções para esta situação são permitidas: [a] Plataforma embaixo da bacia (concreto), com dimensões que não ultrapassem, em hipótese alguma, mais que 5cm do perímetro da base da bacia; [b] Um acento mais alto. A válvula de descarga deve ficar a uma altura máxima de 1.00m. No caso de caixa acoplada convém fazer as devidas alterações sem deixar de obedecer ao que está estipulado quanto do uso de válvulas.
Duchas higiênicas, substituindo o bidê, devem ficar com uma altura de 45cm do piso. Papeleiras devem ser do tipo externo facilitando o acesso e retirada do papel.
Barras horizontais, na lateral e no fundo, para apoio e transferência, devem ser fixadas a 30cm de altura em relação ao assento da bacia. O comprimento deve ser de 90cm. No caso de caixa acoplada apenas a barra lateral deve ser utilizada pois a existência da caixa dificulta o acesso à barra.
Lavatórios podem ser utilizados com ou sem gabinete. Nos dois casos, deve ser prevista uma área que seja suficiente para permitir a utilização do equipamento por uma pessoa sentada com dificuldades de locomoção. Todo e qualquer elemento que dificulte o acesso ao lavatório deve ser eliminado. A altura ideal para fixação do lavatório é de 80cm em relação ao piso. Sendo que 70cm devem ficar livres para otimizar o uso por uma pessoa com dificuldade de dobrar-se para a frente, sobre a cintura e ainda pelos que necessitam sentar-se. Barras de apoio ao lado dos lavatórios são também recomendadas. Os gabinetes terão área de fácil acesso sob o lavatório. Gavetas serão dotadas de travas nos deslizantes e devem ser evitadas quinas vivas nas bancadas e nos gabinetes.
Sifões e tubulações, devem estar distantes da borda pelo menos 25cm e contar, com elemento de proteção, evitando que as pessoas machuquem o joelho ou queimem no tudo de água quente.
Torneiras devem ficar numa distância de 50cm em relação a face externa frontal do lavatório e devem possuir comando acionado por alavanca ou célula fotoelétrica, facilitando a utilização por pessoas com problemas de mobilidade das mãos e permitir controle da temperatura da água. Torneira que possuem alavanca de ½ volta podem ser utilizadas, pois são fáceis de abrir e fechar por pessoas com pouca habilidade manual.
Tomadas e interruptores devem estar numa altura entre 1,10 e 1.20m a partir do piso e ser posicionadas fora das áreas molhadas ou onde possam ser atingidas por respingos provenientes das atividades próprias do banheiro. As tomadas serão aterradas para evitar curtos circuitos.
A iluminação adequada é uma necessidade para facilitar a movimentação, evitando tropeções e escorregões que sempre representam perigos para qualquer pessoa. É importante iluminar a área em torno do lavatório para utilização mais adequada e para facilitar a leitura de rótulos e bulas de vidros de remédios, ou qualquer outro produto guardado nos gabinetes. Recomenda-se manter neste local, ao alcance da mão, uma lanterna com lente de aumento para qualquer emergência.
Espelhos de armários, ou implantados sobre o lavatório, deverão possuir uma inclinação de 10º para possibilitar que uma pessoa sentada possa utilizá-lo.
Lâmpadas devem iluminar os objetos e ser posicionados de forma a não ofuscar os olhos. Pontos de luz diretos causam problemas em pessoas que usam lentes refratárias. É importante o uso de lâmpadas noturnas nos banheiros e nos caminhos que levam dos quartos ao banheiro, onde o índice de utilização é alto principalmente no período noturno. Recomenda-se a instalação de luminárias de emergência, no caso de falta de luz.
Paredes e pisos devem ser claros para ajudar na iluminação. O mesmo deve ser feito em relação à luz natural durante o dia.
Vidros e espelhos decorativos devem ser utilizados com o máximo de cautela evitando-se as superfícies cortantes.
Acidentes relacionados com o banho ocorrem na sua grande maioria devido ao cansaço físico e mental, misturados à fadiga por medicamentos e pelo calor da água.
Aparelhos intercomunicadores (telefones e alarmes) são recomendáveis para chamadas de socorro de acordo com a idade e a necessidade do usuário. Portas que se abrem para fora ou possuam dispositivos de remoção são também recomendáveis.
Cozinhas e Áreas de Serviço:
A cozinha moderna possui equipamentos e mobiliário que tornam o seu uso extremamente fácil mesmo para pessoas com grandes limitações físicas, facilitando assim o preparo de alimentos por gestantes, pessoas com necessidades especiais ou idosos.
O Fluxo de atividades numa cozinha eficiente segue uma sequência representada por: a) Área de preparo: geralmente próxima à bancada da pia, para onde são levados os
alimentos que saem do refrigerador, freezer ou despensa, para serem limpos e cortados.
b) Área de processamento: onde os alimentos são misturados e recebem os cuidados necessários para serem consumidos (temperos, ingredientes diversos etc.).
c) Área de cocção: onde se encontram diversos equipamentos como fogão, forno, micro-ondas, forno elétrico e grill.
Estas áreas devem ser colocadas em linha ou em forma triangular permitindo economia de energia pessoal no deslocamento para cada um dos pontos a serem utilizados na hora do preparo do alimento.
Refrigeradores e freezers devem estar dispostos lado a lado, seja numa única peça ou em duas. Estes equipamentos colocados desta forma facilitam o acesso por qualquer usuário por possuírem portas altas e baixas, independente da altura do usuário. Inovações tecnológicas como descongelamento automático, fábrica de gelo e torneira de água gelada na porta,