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7. ANALYSE AV LEGITIMITETSPERSPEKTIVET

7.2 Er institusjonene funksjonelle ovenfor ”nye” klientgrupper?

O crescimento quantitativo e irrestrito da oferta de produtos industriais no mercado mundial, apontado como fator contribuinte para o agravamento dos problemas ambientais, está intimamente ligado ao trabalho do profissional do design, na criação de novos produtos que contribuam com a permanência deste cenário (FEATHERSTONE, 1995). Aponta-se neste trabalho, assim, a necessidade de inserção de critérios de preservação do meio ambiente no ciclo de vida dos produtos previamente à sua produção: nas fases de concepção e projeto.

A análise de diferentes metodologias de projeto em design, sendo estas clássicas, contemporâneas, ou caracterizadas como abordagem exploratória, permite identificar de que forma cada autor considera critérios ambientais referentes ao ciclo de vida do produto, estabelecendo, assim, associações entre

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elas, seja pela possibilidade de inserir parâmetros ambientais específicos, seja considerando a atualidade dos métodos inerentes a cada proposta15.

Em geral, os métodos mais recentes de projeto em design que consideram questões referentes ao meio ambiente são categorizados como propostas de “design sustentável” ou de “ecodesign”. Estes termos tornaram-se comuns na designação de produtos ambientalmente sustentáveis, ampliando a delimitação e a distinção entre eles16.

O ecodesign, enquanto terminologia, adota uma definição imprecisa do seu significado, principalmente pelo fato de que os próprios termos que o compõe – ecologia e design – são abrangentes e indeterminados. Conceitualmente, parte do princípio de que, assim como toda e qualquer atividade humana, o projeto de produtos provoca modificações e impactos ao meio ambiente, que podem ser reduzidos caso sejam identificados na etapa de projeto os danos ambientais potenciais de cada etapa do ciclo de vida. Deste modo, pode ser definido como um procedimento projetual no qual o designer não é somente responsável pela eficiência funcional, estética e cultural do produto na fase de uso, mas atuante até as etapas de desuso e descarte final (MALAGUTI, 2005).

De acordo com Silva e Oliveira (2008), os designers ainda encontram dificuldades em aplicar os conceitos de ecodesign em seus projetos, seja por falta de conhecimento prático e específico para sua utilização, seja pela forma como são apresentadas as diretrizes, que incluem a racionalidade no uso do material; o projeto para durabilidade e para otimização da função; o design para desmontar; dentre outros. “Sempre que possível, as diretrizes devem vir acompanhadas de exemplos de aplicações bem sucedidas em produtos que estejam de fato no mercado” (SILVA; OLIVEIRA, 2008, não paginado).

15 Já em 1965, Van Onck propôs uma modalidade abstrata do design, precedente do projeto em si: o

“Metadesign”. Segundo o autor, o Metadesign “estuda o movimento dos elementos de um sistema” e pode ser útil na reformulação dos princípios de projeto comuns ao campo em questão. Em análise ao pensamento de Onck (1965), é possível dizer que sua abordagem contribuiria para um método de projeto focado no ciclo de vida do produto, onde o foco se desvia do produto final para o processo ou para a organização dos elementos dentro dos sistemas produtivos.

16 A pesquisa não busca definir o que é um produto sustentável, mas resgata o estado da arte desta

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Após a realização de entrevistas com designers, Pêgo et. al. (2010) constatou que as dificuldades em inserir parâmetros ambientais no desenvolvimento de produtos estão também relacionadas com a falta de referências voltadas à realidade brasileira, além da complexidade na quantificação de impactos ambientais, geralmente identificados pela ferramenta de ACV17.

O design sustentável vai além do redesenho de produtos e da escolha dos materiais mais adequados, e caracteriza-se pela capacitação do sistema produtivo para responder às necessidades dos usuários utilizando uma quantidade muito menor de recursos naturais e humanos. Inclui a gestão coordenada de produtos, serviços e dos meios de comunicação, se tornando estratégico, já que busca a redução dos impactos causados ao meio ambiente durante todo o ciclo de vida do produto industrial. De acordo com Manzini e Vezzoli (2008), deve ser desenvolvido por empresas e/ou profissionais dispostos a assumir uma postura socialmente responsável frente aos problemas ambientais.

Desloca o objetivo final de alcançar um elevado desempenho ambiental, para a qualidade do estilo de vida que o uso do objeto sustenta. O design de sustentação começa pela questão absolutamente básica “do que deve ser sustentado e por que”. Significa um maior compromisso com o estilo de vida, a forma de trabalho, a tecnologia, a cultura e a relação entre o tipo de economia, o insustentável e a sustentabilidade (FRY, 1994 apud MALAGUTI, 2005, p. 24).

A quantificação dos impactos ambientais envolvidos no ciclo de vida do produto ainda é uma prática imprecisa, visto que são poucos os estudos ou avaliações validadas desta no campo do design. As discussões apresentadas nos próximos subcapítulos resultaram em quadros de análise das metodologias atualmente significativas para o design de produtos, por autor, onde são identificados os métodos de abordagem dos critérios/requisitos ambientais, discutindo a sua explicitação direta, indireta ou inexistente.

17 A ACV, conforme será discutido nos Capítulos 3 e 4, fornece resultados que podem orientar o

profissional do design na tomada de decisões durante a atividade projetual, uma vez que algumas das intervenções de projeto, como a proposição de novas matérias-primas, por exemplo, são efetivas e justificadas no design na medida em que se têm dados dos impactos associados ao seu ciclo de vida, de modo a validar as escolhas adotadas.

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